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H OVEDREGELEN OM SIVILOMBUDETS ARBEIDSOMRÅDE

7. OMBUDETS ARBEIDSOMRÅDE

7.2 H OVEDREGELEN OM SIVILOMBUDETS ARBEIDSOMRÅDE

Concluída a caracterização do perfil dos inquiridos, é altura de expor os resultados obtidos no que diz respeito ao foco central do inquérito.

A primeira pergunta tinha como finalidade avaliar a perceção dos inquiridos relativamente aos comportamentos e ações sustentáveis praticados pela sociedade portuguesa.

Numa escala de 1 a 6, onde 1 refere-se a Muito Mau e 6 a Muito Bom, obteve-se uma mediana de 3.

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Noutro âmbito, no que diz respeito à avaliação do impacto que as condições ambientais sentidas e vivenciadas no dia a dia têm na qualidade de vida dos inquiridos, os resultados são significativamente diferentes.

Numa escala de 1 a 6, onde 1 corresponde a Nulo e 6 a Muito Forte, obteve-se uma mediana de 4.

Figura 37: Avaliação do impacto que as condições ambientais apresentam na qualidade de vida dos inquiridos.

Os resultados destas duas questões permitem retirar duas conclusões muito evidentes.

A primeira é que, para mais de metade dos inquiridos, a sociedade portuguesa, no que a comportamentos e ações sustentáveis diz respeito, apresenta uma avaliação insuficiente, com 64,8% do total da amostra a atribuir valores compreendidos entre 1 e 3, numa escala que vai até 6.

Por outro lado, a segunda conclusão prende-se com o facto de que para 77,7% dos inquiridos as condições ambientais sentidas e vivenciadas no seu dia a dia têm um impacto assinalável na sua qualidade de vida. Destaca-se ainda neste âmbito o facto de o nível 5 ser a classificação com um maior nível de respostas, com 422 (35,4%) num total de 1192.

Estes resultados devem ser encarados como um sinal de alerta para a sociedade. Tendo as condições ambientais um impacto tão grande na qualidade de vida dos inquiridos e, ao mesmo tempo, verificando- se, ainda de acordo com a perceção destes, que os comportamentos e ações da sociedade são insuficientes, é necessário tomar medidas que potenciem a melhoria das condições ambientais e promovam e sensibilizem as populações para a adoção de comportamentos mais sustentáveis.

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A terceira pergunta tinha como objetivo perceber se os inquiridos faziam ou não separação seletiva do lixo em casa. Analisando os resultados, constatou-se que 73% a fazem:

Figura 38: Resultados da questão se o inquirido faz ou não separação seletiva do lixo em casa.

No que diz respeito ao trânsito rodoviário, foi questionado qual o seu impacto na qualidade do ambiente. Numa escala de 1 a 6, onde 1 corresponde a Nulo e 6 a Muito Forte, obteve-se uma mediana de 5, o que dá a indicação clara de que, na opinião dos inquiridos, existe uma relação direta entre o trânsito rodoviário e a qualidade ambiental.

Figura 39: Avaliação do impacto do trânsito rodoviário na qualidade do ambiente.

Foi também avaliada a perceção dos indivíduos no que diz respeito ao impacto que o trânsito rodoviário apresenta na qualidade das águas envolventes. Numa escala de 1 a 6, onde 1 corresponde a Nulo e 6 a Muito Forte, obteve-se uma mediana de 4.

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Figura 40: Avaliação do impacto do trânsito rodoviário na qualidade das águas envolventes.

Cruzando os resultados da pergunta referente ao impacto do trânsito na qualidade ambiental com os do impacto do trânsito na qualidade das águas envolventes torna-se claro que, em ambos os casos, a grande maioria dos inquiridos considera que há impactos assinaláveis. No entanto, convém destacar uma ligeira diminuição do nível de impacto da primeira para a segunda pergunta. Esta redução pode ser explicada pelo facto de a primeira apresentar um contexto mais global, considerando todo o ambiente, enquanto a segunda é de âmbito mais específico, focando-se apenas na questão dos impactos do trânsito nas águas. Avaliou-se ainda se os inquiridos estão familiarizados com o termo escorrências rodoviárias. Analisando os resultados, a maioria (65,4%) não está.

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Quanto à caracterização da mobilidade dos inquiridos, foram realizadas quatro questões.

A primeira teve como objetivo avaliar a forma de deslocação mais utilizada pelos inquiridos no seu no dia a dia. Dos resultados obtidos, destaca-se o carro como meio preferencial de deslocação – 49,1%.

Figura 42: Avaliação das formas de deslocação preferenciais dos inquiridos.

Ao mesmo tempo, foi também intuito avaliar o número de quilómetros que cada um dos inquiridos faz de carro, por semana. Os resultados são apresentados, graficamente, na figura 43:

Figura 43: Intervalo médio de quilómetros efetuados de carro, por semana.

Na terceira pergunta, relativa à caracterização da mobilidade, o foco da questão foi transferido para as autoestradas, avaliando-se a frequência com que as utilizam. Do total de 1192 inquiridos, 660 (55,4%) classificaram como ocasional a frequência de utilização destas vias.

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Figura 44: Frequência de utilização das autoestradas.

Por fim, foi também inquirida a despesa que cada um dos indivíduos tem, semanalmente, com as portagens das autoestradas. Os resultados encontram-se apresentados na figura 45:

Figura 45: Gastos, semanais, com portagens de autoestradas.

Terminada a avaliação da mobilidade, procedeu-se à avaliação das escorrências rodoviárias enquanto externalidade ambiental.

A primeira questão teve como objetivo avaliar a perceção dos inquiridos no que diz respeito ao investimento em sistemas de tratamento das escorrências rodoviárias. 96,6% consideraram que se deve investir nestes sistemas, revelando uma sensibilização clara, por parte das populações, para esta problemática.

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Figura 46: Avaliação da perceção dos inquiridos no que diz respeito ao investimento em sistemas de tratamento de escorrências rodoviárias.

De seguida, questionou-se a possibilidade de os utentes serem parte ativa no financiamento destes sistemas. Neste ponto, os resultados foram bastante distintos dos anteriores, com 49,3% dos indivíduos a considerar que não deveriam contribuir para a implementação de sistemas de tratamento das escorrências rodoviárias.

Figura 47: Resultados da perceção dos indivíduos sobre se os utentes devem contribuir financeiramente para a implementação de sistemas de tratamento das escorrências rodoviárias.

Tendo por base este encadeamento, a terceira e última pergunta diretamente relacionada com as escorrências rodoviárias teve como objetivo principal perceber até quanto é que cada um dos inquiridos estaria disposto a contribuir para a implementação destes sistemas.

De uma forma direta, questionou-se quanto estaria disposto a contribuir, em relação ao preço atual da portagem e tendo em consideração os seus rendimentos e despesas habituais.

Olhando para os resultados finais, verifica-se que 43% dos utentes não estão dispostos a contribuir para a implementação de sistemas de tratamento das escorrências rodoviárias, cenário que vem corroborar os resultados obtidos na pergunta anterior.

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Figura 48: Avaliação de quanto estaria disposto a contribuir em relação ao preço atual da portagem.

Terminada esta etapa, foram ainda realizadas mais duas questões relativas ao futuro da sociedade e aos caminhos que as comunidades deverão seguir, no que diz respeito à água.

Na primeira, foi questionado se as ações que visem o desenvolvimento sustentável e, em particular, a melhoria da qualidade das águas devem ou não ser uma prioridade, nos próximos anos.

Os resultados obtidos não deixam qualquer dúvida relativamente à perceção e opinião geral da amostra, com 97,8% a dizerem que sim, que devem ser uma prioridade.

Figura 49: Resultados sobre se o desenvolvimento sustentável e a água devem ser uma prioridade nos próximos anos.

A última questão teve como objetivo avaliar a perceção dos inquiridos sobre quem deveriam ser os principais intervenientes na promoção do desenvolvimento sustentável e na melhoria da qualidade das águas.

Tratando-se de uma questão de resposta não obrigatória e que aceitava múltiplas seleções, a opção Políticos e Decisores Públicos recolheu a preferência de 94,2%, seguida das opções Tecido Empresarial e Organizações e Associações, com 71,2% e 69,8%, respetivamente. Cidadãos a Título Individual recolheu a preferência de 57,9%. Os resultados obtidos encontram-se apresentados na figura 50.

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Figura 50: Resultados sobre quem devem ser os intervenientes na promoção do desenvolvimento sustentável e na melhoria da qualidade das águas.

Estas duas últimas questões revelam claramente que, para os inquiridos, o desenvolvimento sustentável deve ser uma prioridade nos planos e ações futuros a desenvolver pelas regiões. É ainda evidente a perceção sobre a importância da água nas suas vidas, identificando a melhoria da qualidade deste recurso como uma necessidade imediata da sociedade.

Por outro lado, é ainda de sublinhar o facto de mais de 50% dos inquiridos considerar que a responsabilidade da promoção do desenvolvimento sustentável e da qualidade das águas deve ser assumida de uma forma transversal por todos os grupos – políticos e decisores públicos, tecido empresarial, organizações e instituições e cidadãos a título individual. No entanto, é também claro que se entende que quem mais deve contribuir são os políticos e decisores públicos – leia-se Estado – e o tecido empresarial.

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