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H OLDNINGER TIL DEMENS — KUNNSKAPS - OG INFORMASJONSBEHOV

2 METODE

6.2 H OLDNINGER TIL DEMENS — KUNNSKAPS - OG INFORMASJONSBEHOV

O ano é 2025. O cenário é de um Brasil em que os princípios de ética, justiça social e cidadania pautam o comportamento e as ações das pessoas. O cuidado está presente nas relações, no trabalho, e foi incorporado às políticas sociais.

O SUS é um modelo que deu certo e a participação da enfermagem foi imprescindível para o sucesso do sistema. O foco que foi dado à atenção primária e o incentivo à permanência da força de trabalho da enfermagem nas suas comunidades de origem permitiu que se alcançasse uma cobertura de praticamente 100% na atenção básica à saúde da população. O sistema de saúde privado atua de forma suplementar, constituindo uma retaguarda do SUS como era almejado à

época da criação desse em 1988. Contudo, devido ao alto poder de resolutividade do sistema público, os serviços privados têm sido restritos a áreas específicas.

Nos dias de hoje, existem diversas políticas dirigidas ao idoso e um substancial investimento na área social, em especial nas de saúde e de assistência social. O investimento é significativo e permite cobertura universal da população em geral e dos idosos. Além disso, por terem envolvido profissionais de diversos setores e os próprios idosos na sua formulação, essas políticas conseguem responder às reais necessidades das pessoas dessa faixa etária.

A enfermagem venceu sua apatia política e usou do seu poder para atuar no cenário político, congregando seu enorme contingente de trabalhadores nas lutas pelos direitos da categoria, da saúde da população, e influenciando na eleição do legislativo em todos os âmbitos no país, não permitindo que candidatos pouco comprometidos ética e politicamente com o bem estar e a qualidade de vida da população fossem eleitos. A enfermagem, ao executar ações decorrentes de políticas que ela própria ajudou a formular, compreende-lhes o sentido, o que gera maior comprometimento com os objetivos dessas e uma maior satisfação no seu trabalho.

A entidade responsável pelo desenvolvimento científico, social, político e cultural da enfermagem se articulou com o órgão normatizador e fiscalizador do seu exercício nas lutas da categoria. Ao estabelecerem essa parceria, as entidades passaram a ser atuantes na formulação de políticas sociais mais justas para a enfermagem e nas políticas públicas em geral. A participação junto a essas entidades é ativa graças a um esforço realizado pelas escolas na formação de profissionais crítico-reflexivos, comprometidos politicamente com a profissão e a saúde da população. Essas entidades também envolveram setores da sociedade

civil organizada e outras categorias profissionais numa luta pelo direito à saúde de qualidade para a população idosa, o que contribuiu para o grande reconhecimento social de que a profissão desfruta.

Essas entidades se uniram também para promover o desenvolvimento de um corpo próprio de conhecimentos para a profissão através do financiamento de pesquisas, da realização de eventos e de publicações permitindo a ampla circulação do conhecimento produzido pela enfermagem. As prioridades de pesquisa traçadas pela enfermagem em conjunto com os órgãos de fomento, as escolas e a sociedade em geral, evidenciaram a necessidade de investigações acerca do envelhecimento populacional. Assim, linhas de pesquisa acerca do tema foram priorizadas, permitindo à enfermagem gerar conhecimento e formar competências para atuar na formulação de políticas na área, na execução das ações políticas estratégicas e na qualificação do cuidado.

Os avanços científicos e tecnológicos que ocorrem num ritmo acelerado são rapidamente incorporados ao saber e ao fazer da Enfermagem e ao sistema de saúde e o acesso a essas inovações se dá de forma eqüitativa pelos usuários.

O cuidado reassumiu um lugar central no direcionamento dos serviços de saúde com o grande aumento da população idosa, acometida por condições crônicas de saúde e com mais necessidades de cuidado do que de cura.

A falta de enfermeiros que assombrava diversos países no início do século não foi um problema para o Brasil que analisou essa tendência e adequou suas políticas de formação de pessoal de enfermagem para atender tal demanda. Além disso, ao reassumir o cuidado como objeto do seu trabalho e reconhecer a necessidade de produzir conhecimento para qualificá-lo, o cuidado foi definido como prioridade de pesquisa e reordenou o processo de formação da força de trabalho em

enfermagem, tanto na graduação como na formação de pessoal de nível técnico. Assim, tem sido possibilitado aos estudantes desenvolver competências técnico- científicas, gerenciais e político-sociais, pautadas em preceitos éticos e de cidadania, formando profissionais comprometidos com a realidade social.

A elaboração do projeto político pedagógico dos cursos de graduação e de nível médio da enfermagem realizou-se a partir da análise das tendências em saúde e percebeu-se a importância do desenvolvimento de competências na área do envelhecimento populacional, o que foi incorporado aos currículos. A conscientização de professores e estudantes para a importância do idoso na sociedade como um ser de possibilidades e sujeito do seu caminhar na vida, repercutiu em maior respeito ao idoso pela sociedade em geral.

Uma das principais formas de se analisar continuamente as tendências nos planos macro e micro-social se dá, hoje, por meio da articulação entre educação, serviços e comunidade, de modo que as mínimas mudanças no dia-a-dia das pessoas e dos serviços são rapidamente percebidas e respondidas.

O enfermeiro assumiu o seu papel de gerenciador do cuidado e ocupa uma posição de destaque no cuidado da população e do idoso. A enfermagem buscou compartilhar esse planejamento com outros profissionais, com o idoso e sua família, proporcionando maior resolutividade da assistência. Os serviços atuam de forma a proporcionar um cuidado integral ao idoso, suprindo suas necessidades e demandas por saúde e se responsabilizando pelo seu caminhar ao longo da ampla rede de serviços que lhe é oferecida. A saúde compreendeu a importância de atuar em conjunto com outros setores ligados ao bem-estar, num esforço intersetorial por uma melhor atenção ao idoso.

O cuidado ao idoso inicia-se muito antes que esse alcance idades avançadas, por meio de ações de promoção da saúde e prevenção de doenças que se iniciam o quanto antes na vida das pessoas, de modo a promover um envelhecimento saudável. Muito do sucesso dessas ações se deve ao empoderamento das pessoas e na co-responsabilização dessas pelo seu processo saúde/ doença. Com a ajuda da enfermagem, as pessoas desenvolveram sua capacidade de se auto-cuidar, tornando-se mais autônomas e o hospital só é utilizado para a atenção a casos agudos e graves. Assim, a enfermagem tem um importante papel na conscientização e educação da população para a adoção de estilos de vida saudáveis. Apesar da ênfase nas atividades de atenção básica à saúde, a enfermagem também presta o cuidado quando a autonomia das pessoas encontra-se comprometida em decorrência de episódios agudos de doenças e provê a assistência necessária na hora da morte.

Os novos locais para a realização do cuidado de enfermagem associados à utilização de práticas inovadoras são um sucesso: o domicílio foi reabilitado, expandiram-se os centros de convivência, centros de cuidados diurnos, SPAs, onde são utilizadas práticas alternativas de saúde (acupuntura, shiatsu, fitoterapia, dança, etc.). Mais do que isso: esses serviços foram incorporados ao sistema público de saúde e constituem uma política de governo, contando com financiamento específico e legislação própria. Isso gerou um alívio dos centros destinados aos cuidados agudos à saúde, até pelo menor adoecimento da população idosa. Apesar de existirem serviços do governo de suporte para pessoas idosas afastadas do convívio familiar, raramente faz-se necessária a utilização desses, pois o despertar da sociedade para uma vivência ética, humanitária, solidária, fez com que as pessoas

adotassem uma postura de cuidado com o outro e as redes de apoio se fortaleceram.

Os ambientes e transportes passaram por importantes adequações para atender às necessidades de autonomia dessa população e os idosos têm uma ampla gama de serviços públicos a seu dispor, com serviços de lazer direcionados a esse público e diversas formas para o exercício do ócio criativo.