2. BAKGRUNN OG TEORETISK RAMMEVERK
2.5 H ISTORIEFORTELLING
A proposta de pesquisa para os alunos consistia na investigação da sua conta de água para a elaboração de gráficos sobre o consumo de água em suas residências. Para tanto, foi solicitado aos alunos que trouxessem para a aula uma cópia da conta do mês de agosto de 2009, para que se pudesse fazer a pesquisa do histórico do consumo de água no período de dezembro de 2008 a novembro de 2009.
Um dos problemas percebidos na investigação do consumo foi a pouca familiaridade dos estudantes com as unidades de volume, em especial o metro cúbico (m3), unidade utilizada pelas companhias de abastecimento para mensurar o consumo de água. Alguns alunos também confundiam o volume consumido de água com o valor total a ser pago por ele.
Assim, percebeu-se a necessidade de se trabalhar a equivalência entre as unidades m3 e litro (1m3 = 103 litros). Apesar da simplicidade do cálculo envolvido nessa conversão, percebeu-se que este era um tema complexo para os estudantes, especialmente no que diz respeito às operações com potências de 10 e notação
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científica. Essa dificuldade pode ser explicada pelo fato do ensino tradicional de matemática ser, geralmente, desprovido de contextualização, o que certamente não conduz o estudante a atribuir significado ou aplicação das operações com potências para a resolução de problemas reais.
Feitas as conversões necessárias, foram calculadas as médias anuais de consumo de água nas residências dos alunos,situação na qual pôde ser percebida entre os alunos uma noção intuitiva relativamente apurada sobre o conceito de média aritmética simples. Essa medida é bastante difundida entre os alunos, desde as séries iniciais do Ensino Fundamental, uma vez que precisam estar conscientes da nota média mínima exigida para a sua aprovação. Dessa forma, não foram percebidos problemas relevantes quanto ao seu cálculo.
Comparando os consumos médios, em um ano, das diversas famílias, os alunos puderam perceber que existiam muitas disparidades entre esses valores. Os próprios alunos tiveram a percepção de que o número de pessoas na residência é um fator relevante e que deve ser levado em consideração quando se deseja comparar valores. Assim, cada aluno fez uma estimativa do consumo mensal per capita de água em sua residência, para que fosse possível comparar seus padrões de comportamento no tocante ao consumo de água. Neste cálculo, também não foram percebidas dificuldades relevantes, uma vez que o mesmo consistia apenas em dividir o consumo de cada mês pelo número de pessoas da residência.
A partir dos cálculos realizados, cada aluno pôde construir um gráfico que representasse o consumo per capita de água em cada mês do período considerado. Para a construção desse gráfico, utilizou-se a planilha eletrônica Microsoft EXCEL, contaram com o apoio do professor de Física da turma e da autora desse trabalho1 para a manipulação do software.
Foi percebido durante a realização dessa atividade que os alunos possuíam baixa familiaridade com a interpretação e a construção de gráficos, necessitando de orientação no que diz respeito à seleção dos dados, à escolha do tipo de representação mais adequado e á determinação da escala do gráfico.
1 Nessa ocasião a autora não lecionava nesta turma, mas pôde acompanhar presencialmente as atividades
O gráfico adotado pelos alunos para a representação do consumo foi o do tipo barras verticais. No eixo das ordenadas foi representado o consumo mensal de água, registrado na respectiva residência, em litros. No eixo das abscissas foram colocados os meses de consumo. A média per capita anual foi representada com uma linha horizontal. Uma amostra dos gráficos de consumo de água construídos pelos alunos se encontra disponível no ANEXO C.
Assim, flutuações em torno da média puderam ser analisadas pelos alunos e foram então investigadas, a partir da análise de seus gráficos, as causas desses resultados.
6.5.3.4 - Discussão dos resultados e dificuldades do eixo temático 2
A investigação da conta de água foi um tópico considerado pelos alunos como bastante elucidativo sobre as cobranças que a SAEG faz, inclusive no tocante à cobrança da taxa de lixo poder ser feita fora da fatura mensal de consumo de água.
A construção de gráficos para representar o consumo foi considerada pelos estudantes uma tarefa bastante difícil, talvez pela pouca familiaridade dos mesmos com a leitura e interpretação de gráficos. No entanto, superadas a maior parte das dificuldades com a construção dos gráficos, suas análises permitiram verificar seus padrões de comportamento.
Os estudantes chegaram à conclusão de que os níveis de consumo de água se mantém praticamente constantes, ao longo do ano, existindo poucas diferenças no consumo registrado em cada mês. No entanto, identificaram que consumos um pouco mais elevados são registrados nos meses de poucas chuvas, demandando maior quantidade de água para atividades como regar as plantas e lavar ambientes para diminuir a poeira, por exemplo.
Alguns estudantes identificaram o mês de janeiro como um mês de consumo mais elevado em suas residências. Segundo esses estudantes, em janeiro, um consumo mais alto é justificado pelas férias escolares, temporada que as crianças ficam mais tempo em casa, o que demanda maior quantidade de água. Além disso, como o mês de janeiro é caracterizado por altas temperaturas, pequenos hábitos como o de tomar mais de um
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banho por dia, lavar mais roupas, encher piscinas de plástico, entre outros, podem “pesar” consideravelmente sobre o consumo de água no ambiente doméstico.
Entre as atividades com maior potencial de redução de consumo quanto ao uso da água no ambiente doméstico, as mais citadas pelos estudantes foram o uso da água para higiene pessoal e para lavagem de roupas e louças.