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“Há aqueles que lutam um dia e por isso são bons; Há aqueles que lutam muitos dias e por isso são muito bons; Há aqueles que lutam anos e são melhores ainda; Porém, há aqueles que lutam toda a vida. Esses são os imprescindíveis.” Bertolt Brecht Analisar a contribuição das CEBs no Brasil dentro do contexto da Teologia da Libertação é procurar, dentro de um processo histórico, estabelecer a importância para uma caminhada de lutas, conquistas e desafios.

A relação interna das CEBs com a Igreja Católica dentro dos parâmetros de uma instituição renovada, mas evangélica e participativa, é um elemento determinante de práxis. Com sua ação ligada à libertação dos oprimidos, na busca pela conquista de uma nova sociedade coerente com a proposta cristã original e um novo sistema sócio-político mais justo e fraterno. Ligando Mística e Ação; Fé e Vida; Bíblia e História; igreja e sociedade; pobres e libertação como eixos de uma vida mais digna, onde os seres humanos não sejam oprimidos pelo capital e nem sufocados por um Estado total.

A proposta das CEBs não foi apenas para os cristãos, mas para que todos usufruíssem da democracia nos campos político, econômico e cultural, com justiça e solidariedade como parâmetros definidores uma nova sociedade.

A valorização do ser humano em sua integridade é fundamental na ação e na formação das CEBs. Esta integralidade evidencia as diversas dimensões que compõem a vida humana, como a afetividade, a religiosidade, o social e o político. A solidariedade é um meio e a justiça é um fim.

As CEBs constituem um instrumento de formação de lideranças políticas e da Igreja ao mesmo tempo. Esses dois eixos procuram, através de uma radicalidade da justiça social, contribuir para que tenhamos uma verdadeira democracia. Este processo democrático supera tanto a ortodoxia do pensamento conservador da Igreja, quanto o pensamento mais sectário da esquerda. Assim a história contemporânea brasileira nas três últimas décadas do século XX, dentro da ditadura civil militar e no processo de redemocratização, teve nas CEBs uma força popular significativa. A Teologia da Libertação aliada às pastorais sociais, deram os subsídios necessários para que as CEBs contribuíssem para uma guinada da Igreja em direção aos pobres e oprimidos.

Os movimentos populares combativos no aspecto social, sindical e político foram potencializados por esse segmento progressista da Igreja Católica, construindo o seu próprio espaço como protagonistas na construção de uma democracia participativa, sem tutela, assistencialismo ou cooptação.

A contribuição das CEBs no Brasil dentro do contexto da Teologia da Libertação, forneceu um novo paradigma na medida que os pobres e oprimidos pelo sistema sócio- político tiveram uma consciência revolucionária como células que alimentam o tecido social, mas que agem para garantir dignidade, justiça e solidariedade, conferindo luz e vida para todos aqueles que nunca tiveram voz e vez.

REFERÊNCIAS

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ANEXO A – 11° Encontro Intereclesial de Base das CEBs, ocorrido em julho de 2005 em Ipatinga / MG.

15

Odilon Kieling Machado

16

17

Frei Betto

(Teólogo da Libertação e Assessor Nacional das CEBs)

ANEXO B – 1° Sulão das Comunidades Eclesiais de Base, ocorrido em julho de 2003 em Registro / SP.

Leonardo Boff

(Teólogo da Libertação e Assessor Nacional das CEBs)

18

Leonardo Boff e Irmão Cechin (Assessor Estadual das CEBs / RS)

ANEXO C – 8° Encontro Intereclesial de Base das CEBs, ocorrido em setembro de 1992 em Santa Maria / RS.

19

Fontes: Jornal: A Caminho. Boletim do 8° Encontro Intereclesial de CEBs, n° 10, outubro de 1992 e Jornal: A Razão, 12 e13 de setembro de 1992.

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