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Høringsinstansenes syn

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7.3 Høringsinstansenes syn

Para muitos, o desenvolvimento rural passa por novos projetos, introduzindo inovação tecnológica. A introdução de novas técnicas de produção como por exemplo os frutos vermelhos onde nunca tinha existido esse tipo de fruto, leva a que muitas associações e Câmaras apostassem nessa atividade. Todas as entidades locais consideram fundamental a implementação de novos projetos e consideram importante o desenvolvimento rural, a fim de poder trazer novas condições para os seus habitantes com o intuito de fixar população bem como atrair gente nova para os concelhos.

É nesta perspetiva que A. Barbosa presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho defende que “ a inovação é importante em todas as atividades, em toda a sociedade e também na agricultura (…) as novas tecnologias são novas formas desenvolver a agricultura porque certamente poderão ser um passo importante no desenvolvimento rural aqui no concelho.” 56

A aposta da Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave (ATAHCA) no âmbito da inovação e da implementação de novos projetos tem sido grande.

55 E. Santos, agricultor no concelho de Amares 56 A. Barbosa, CMVM

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Por sua vez P. Pereira técnico da ATAHCA defende que “(…) uma revitalização do sector com a entrada de jovens agricultores, uma fornada de jovens, com base muito pela ação dos investimentos financeiros que fizemos, o PRODER, (…), nota-se que nestes últimos quatro/cinco anos, tem havido alguma reabilitação, novas produções agrícolas, novas atividades, (…), um grande incremento na produção de pequenos frutos, na produção de cogumelos que aqui na zona não tínhamos, plantas medicinais e aromáticas também, (…) são essas novas atividades que vieram dar alguma vivacidade.”57

Por outro lado, a recuperação de raças autóctones veio revitalizar o tecido agrícola da zona de Vieira do Minho, com a recuperação de raças bovinas, assim como suínas. Ainda neste domínio, A. Barbosa presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, refere que “existem casos interessantes na produção do porco bísaro, bem como na recuperação da raça bovina “Cachena”, temos aí algumas explorações (…).”58

Contudo, e apesar dos esforços desenvolvidos pelo poder local, a inexistência de associação de agricultores não permite a criação de mais projetos agrícolas. É neste sentido que A. Barbosa defende que (…) necessitamos de associação mais proactiva e que trabalhe em colaboração connosco, o que infelizmente ainda não existe, temos uma cooperativa que tem feito um esforço, mas fruto da pouca atividade agrícola dos últimos anos, não se modernizou o suficiente e portanto, não acompanhou a evolução do sector agrícola que tanto precisamos, (…) queremos de certa forma que a autarquia tenha um papel mais interveniente no apoio aos agricultores.”

Em Trancoso a aposta é grande no sentido de se querer reintroduzir produtos que há muito tinham praticamente desaparecido. Segundo A. Salvador presidente da Câmara Municipal de Trancoso, comenta que “(…) estão a aparecer alguns jovens empresários com projetos novos, sobretudo na área dos castanheiros, na pecuária também e é com esses pequenos jovens agricultores que nós contamos, com esse espírito empreendedor que nós queremos continuar a apoiar (…) também, no âmbito das queijarias, temos já alguns casos de sucesso e brevemente abrirão outras empresas também nesse campo.”59

O aconselhamento é também muito importante quer para A. Sousa quer para M. Raimundo. Nesta perspetiva, M. Raimundo, técnica da AARTVC, refere que “(…) fazemos os

57 P. Pereira, ATAHCA 58 A. Barbosa, CMVM 59 A. Salvador, CMT

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projetos e ajudamos as pessoas na elaboração dos mesmos, quem recorre aos nossos serviços são agricultores jovens e de meia-idade, (…) vai havendo um ou outro que quer fazer novos projetos para as vinhas a fim de as renovar, (…) são bons projetos, (…) temos um caso de sucesso a “Quinta Vale D’Aldeia”, uma adega que construíram de raiz, tudo é moderno lá por dentro, recorreram aos fundos comunitários.”60

Ainda na área do aconselhamento para a elaboração de novos projetos agrícolas muitos agricultores não conseguem sequer elaborar uma candidatura por não ter área agrícola suficiente. Muitas das propriedades são constituídas por pequenas parcelas. A morosidade e a burocracia são outros entraves e, com uma população envelhecida, é difícil criar projetos agrícolas. M. Pedro, agricultora do concelho de Mêda, tendo bem presente a importância do aconselhamento, bem como do financiamento salienta que: “ (…) conheço, mas acho que os apoios não são aliciantes, o PRODER, conheço algumas medidas, é um projeto um pouco fantasioso, (…) primeiro que se consiga desenvolver um projeto demora imenso tempo para ser aprovado, uma pessoa até que o implementa já desiste à partida pelo simples facto da morosidade da sua aprovação, (…) foi um dinheiro mal investido, o dinheiro não foi usado para o proveito da agricultura mas sim para proveito próprio, (…) e hoje em dia está tudo abandonado, os pequenos projetos estão ao abandono, os agricultores governaram-se com o dinheiro e não continuaram a investir, não houve fiscalização.”61

Concluindo, os projetos são mal constituídos, a falta de associações de agricultores, o pouco conhecimento dos técnicos na elaboração de candidaturas, uma política agricola que não ajuda em nada a agricultura, leva a que o agricultor deixe de trabalhar. É nesta perspetiva que A. Marques, técnico da AJAC, defende que: “(…) os novos agricultores têm de ter pelo menos o 9ºano, a lei assim o exige. O que não quer dizer que venham para a agricultura para serem agricultores mas sim para serem agricultores de “subsídio”. A legislação agora oferece dinheiro para as pessoas plantarem um marmeleiro, e põem lá uns marmeleiros (…) deixam morrer as árvores. O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo tem marmeleiros para fazer trabalhar uma indústria. Ninguém apanha os marmelos porque custa 7 ou 8 cêntimos/Kg (…) o objetivo era o subsídio, portanto não vale a pena trabalhar. A política, não incentiva a produção. As políticas de subsídios são para as pessoas estarem quietas, para não trabalhar (…)”.62

60 M. Raimundo, técnica da AARTVC 61 M. Pedro, Agricultora

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