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håkjerringfisket og overvintringsekspedisjonene

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Em 1976, nas comemorações dos 25 anos da 1a Conferência da Divisão das Senhoras, Ikeda propôs que o dia 10 de junho fosse considerado “Dia da Divisão Senhoras” em todas as organizações da Soka Gakkai. Três anos depois, em 24 de maio de 1979, como reflexo do segundo3 cisma da Soka Gakkai com a

Nitiren Shoshu, Ikeda foi obrigado a passar a presidência da Soka Gakkai a Hirojo Hojo e se tornou presidente honorário.4 Sobre esse dia, ele escreveu:

2 Atualmente, o diretor-geral da SGI é Yoshitaka Oba e a coordenadora da DF da SGI é Kayoko Asano. 3 O primeiro foi em 1951, quando Jossei Toda foi retirado da função de representante-geral dos adeptos da

Nitiren Shoshu (ver I.2.3).

4 Com o falecimento de Hojo, em 1981, Einossuke Akiya assumiu a quinta presidência da Soka Gakkai. Em

Jamais hei de esquecer Esse remoto e triste dia. A escuridão persiste E eu caminho sozinho. (Ikeda, 2003a, p. 30.)

Em 3 de maio do mesmo ano, na celebração da conclusão dos sete sinos,5

ocorrida no Ginásio de Esportes da Universidade Soka, Ikeda foi proibido de se manifestar e, posicionados no palco, os dirigentes da Soka Gakkai, “pessoas que se referiam a mim como ‘Ikeda Sensei’ com toda a naturalidade nas reuniões

poucos dias antes, não mencionavam uma única palavra sobre mim. Era como se temessem represália por parte do clero”. (Ikeda, 2003a, p. 31.)

Em 8 de outubro de 1979, a Diretoria Administrativa da Nitiren Shoshu expediu um comunicado, baseado nas preleções do sumo prelado Nikken Abe, discorrendo sobre a atitude básica do clero e da Soka Gakkai. Quanto ao clero, o comunicado dizia que as diretrizes estabelecidas pelo anterior sumo prelado (Nittatsu Shonin) não diferiam das do atual (Nikken Abe) e os reverendos deveriam fundamentar-se em seu juramento de “acima buscar a iluminação e abaixo doutrinar as pessoas”, ter benevolência e unir-se ao sumo prelado cooperando com a harmonia entre clérigos e adeptos. Para a Soka Gakkai, foi solicitado explicar plenamente os artigos de 30 de junho e 7 de setembro para que todos os membros “possam compreender e convencer-se plenamente de seu conteúdo e significado”. Para tanto, deveria “reconhecer claramente os erros do passado com relação à doutrina da Nitiren Shoshu, refletir e agir sinceramente pela remissão dos pecados por ter feito orientações nesse sentido” e, por fim, não esquecer o juramento de jamais cometer novamente o mesmo erro. (NSB, 1980, pp. 96-97.)

Os artigos a que aludia a Nitiren Shoshu destacam: (1) exageros nas orientações proferidas em 1977 referentes ao clero, a templos e a reverendos; (2) interpretação errada dos Três Tesouros (do Buda, da Lei e do Sacerdote) e

conscientização de ser a Soka Gakkai uma entidade de leigos da Nitiren Shoshu; (3) premissa, no estudo do budismo, de que a legítima corrente do Budismo Nitiren existe na Nitiren Shoshu; (4) importância das formalidades religiosas da Nitiren Shoshu na prática da fé para a conservação eterna da legitimidade do Budismo de Nitiren; (5) questões relacionadas ao Gohonzon.

Lendo os artigos e as explicações, concluímos que o que motivou a retirada de Ikeda está no seguinte ponto:

No contexto das orientações do passado, houve dirigentes que davam realce à pessoa do presidente [Ikeda] empregando termos que, conforme a doutrina, somente podem ser aplicados para o Buda Original Nitiren Daishonin ou Nikko Shonin. Termos como “Grande Mestre” (Daí-Doshi), “Mestre da Eternidade” (Kuon- no-Shi), “Kimyo” (devotar a vida), “As Virtudes de Soberano, Mestre e Pais”, ou a expressão “Revolução Humana é o Gosho da atualidade”, foram empregados de forma errada e não devem ser utilizados. (NSB, 1980, p. 98.)

Foram as mulheres que apoiaram Ikeda nesse momento conflituoso da Soka Gakkai. Uma integrante da Divisão Feminina que participou da reunião comentou:

Por que os dirigentes não tiveram a coragem de declarar orgulhosamente que o fenomenal desenvolvimento do Kossen-rufu se deveu totalmente ao presidente Ikeda? (TC, 2000, p. 31.)

Sobre esse dia, Ikeda escreveu:

Logo que deixei o ginásio e caminhava pelo corredor externo que dava para outro prédio, um grupo de membros da Divisão das Senhoras correu em minha direção. Jamais esquecerei esse encontro, que está profundamente gravado em meu coração. (TC, 2000, p. 31.)

Foto 2: Daisaku Ikeda ao lado de sua esposa, Kaneko (de frente), e integrantes da Divisão Feminina. (Japão, 1979)

Esse posicionamento da Divisão Feminina se refletiu na canção “Kyo mo kenki de” (Mais um dia feliz), interpretada pela primeira vez, em 31 de agosto de 1988, pelo coral Lírio Branco, na Reunião de Dirigentes da Divisão Feminina realizada no antigo Auditório da Universidade do Japão. Nessa reunião, em que foi apresentada a nova coordenadora da divisão, Ikeda manifestou a expectativa de que “haja glória na atuante Divisão das Senhoras” e “haja louros em seu avanço”, expressando o desejo de “fazer tudo o que estiver ao meu alcance por vocês” (Daisambumei, 2003, pp. 32-33). Traduzida para vários idiomas, essa é a canção

da Divisão Feminina em toda a SGI (ver Apêndice 3).

A letra retrata o dia-a-dia das mães Soka, que se inicia ao raiar do dia e se encerra sob o céu estrelado, com a decisão de lutar ainda mais no dia seguinte. Nela está contida também a sincera gratidão ao mestre que lhes ensinou o mais nobre caminho da vida. Não havia precedentes da citação da palavra “sensei” nas canções da Gakkai. “Acredito que era a manifestação do sincero brado originado nas profundezas do coração de todas”, comentou uma das pessoas que colaboraram na composição da música. (TC, 2000, p. 31.)

A referência à palavra “sensei” (mestre) na canção retrata justamente a disposição dessas mulheres, pois usar a expressão “Ikeda Sensei” (Mestre Ikeda)

foi uma das restrições impostas na época.

Na década de 1990, comemorando o cinquentenário da Divisão Feminina, realizou-se uma reunião no Auditório Soka da Amizade Internacional e Ikeda

declarou que “o movimento empreendido por 5,5 milhões de ‘mães do Kossen- rufu’ é o mais empolgante na história do Budismo de Nitiren Daishonin” (Ikeda,

1991a, p. 1) e considerou a Divisão Feminina da SGI “a maior organização de mulheres do mundo, contribuindo significativamente para a felicidade da humanidade”. Na mensagem que enviou à convenção comemorativa da data, ele, então em viagem à Europa, escreveu:

Em todos os países da Europa pude observar um grandioso desenvolvimento de todos na prática da fé e também verifiquei que quem tem sustentado esse desenvolvimento em cada país é a Divisão Feminina. (Ikeda, 1991b:1.)

Considerando que hoje a SGI tem 12 milhões de integrantes espalhados por 192 países e territórios e que, em 1990, eram 5,5 milhões os integrantes da

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