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Guidelines  for  the  study  of  the  epibenthos  of  subtidal

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No início do estágio pedagógico surgiu a oportunidade de trabalhar a temática: Os sistemas do Corpo Humano. Após alguma reflexão decidi trabalhá-los em projeto, ou seja, em grupos, sendo que todo o plano inicial de como se iria proceder a atividade e construção das grelhas a utilizar (instrumentos do Método da Escola Moderna – MEM) foi realizado com a minha colega de estágio, a estagiar em outra sala, e que também trabalhou a mesma temática (ver apêndice 13).

Os alunos organizaram-se em cinco grupos, conforme as temáticas: O Sistema Digestivo, O Sistema Circulatório, O Sistema Respiratório, O Sistema Urinário e o Sistema Reprodutor Masculino e Feminino. Para a concretização do trabalho, seguimos os passos de Katz e Chard (2009), ou seja, a planificação, o desenvolvimento, a comunicação e a avaliação.

Na primeira fase de planificação os alunos preencheram o plano do projeto, onde registaram o que já sabiam sobre o seu tema, o que queriam saber, o que iam fazer para saber, onde iam pesquisar e como o iam apresentar.

Posteriormente, no desenvolvimento do trabalho os alunos passaram à pesquisa de informação onde tiveram de dividir tarefas, quem procura o quê? Selecionaram a informação mais pertinente nos livros disponibilizados e registaram as páginas, na grelha realizada para este efeito, para que fossem fotocopiadas. A pesquisa foi também realizada nas aulas de TIC, sendo que essa aula decorria fora dos dias de estágio e como tal decidi ir um dia à escola acompanhar a mesma e trazer a informação e imagens para fotocopiar e as crianças utilizarem no projeto (ver apêndice 14).

As TIC podem ser utilizadas “na resolução de um problema, na realização de um projecto, na pesquisa e interpretação da informação recolhida” (Correia, 2004, p.90). Neste sentido o professor trabalha em parceria com os alunos, compreendendo o seu trabalho, sendo que “para poder responder às suas dúvidas e questões. Tem de procurar entender as suas ideias e, muitas vezes, efectuar ele próprio uma pesquisa a propósito de aspectos que não tinha considerado inicialmente, (…) passam a ser parceiros de um mesmo processo de construção do conhecimento” (Correia, 2004, p.90). Deste modo a minha atitude em todo este trabalho, tanto na pesquisa na Internet, como no restante

projeto foi o de manter-me informada e atualizada sobre os assuntos abordados para poder orientar e acompanhar os alunos o melhor possível.

Terminada a pesquisa, os alunos organizaram, estudaram e resumiram a informação mais importante e que iria ser útil para a construção dos cartazes e livros para a apresentação das temáticas.

A construção dos materiais foi a que despertou mais interesse e entusiasmo por parte dos alunos, sendo que constatei que nesta fase foi onde aprenderam mais. Enquanto iam, através da expressão plástica, construindo os cartazes e livros, recortando e colando iam interagindo e conversando sobre o seu tema. Este diálogo natural fez despoletar aprendizagens novas onde a informação de uns complementava a dos outros. Mais uma vez ficou comprovado que a partilha e a cooperação, na gestão do trabalho são fatores determinantes, na medida em que envolvem uma atitude de responsabilidade partilhada entre os alunos. Segundo Niza (1998), “o desenvolvimento de competências cognitivas e sócio-afectivas passa sempre pela acção e pela experiência, efectiva, dos alunos, organizados em estruturas de cooperação educativa.” (p.23). Durante este projeto verificou-se esta cooperação, onde os alunos partilhavam um ambiente de aprendizagem, onde todos tinham de agir democraticamente, interagindo e respeitando- se mutuamente. Um método de trabalho “que os estimula à descoberta, à resolução de problemas, ao trabalho de grupo ou entre pares e ao saber viver em grupo” (Grave- Resendes & Soares, 2002, p. 47).

A terceira fase de comunicação foi realizada para a turma, como forma de dar a conhecer aos restantes colegas todo o trabalho e aprendizagens concretizadas. Permitindo aos restantes alunos tomarem conhecimento de todos os Sistemas, os quais estão no currículo e os alunos têm necessariamente de saber.

O momento de comunicação deu aos alunos uma oportunidade de expressarem- se oralmente, livremente e ativamente. Nesta linha de pensamento Niza (1998) refere que este momento promove “aprendizagens em interacção comunicativa, (…) [o que faz] avançar o desenvolvimento psicológico e social dos educandos” (p.3). Ao possibilitarmos estes contextos práticos, com alguma liberdade, estamos a dar “poder aos alunos, valorizando quem eles são, o que sabem, fazem e acreditam (...) apoiam[os] os estudantes na medida em que estes estão resolvendo seus problemas e buscando conhecimento.” (Moll, 1996, p.231).

A última fase de avaliação foi realizada em quatro parâmetros. A autoavaliação em que o grupo deu a conhecer as dificuldades sentidas tanto a nível de trabalho em grupo como dos conteúdos subjacentes ao trabalho, a heteroavaliação onde os alunos expuseram a sua opinião sobre a apresentação do trabalho dos colegas, a avaliação do grupo para a turma, fazendo perguntas sobre o assunto abordado para verem se os colegas tinham estado atentos e, da minha parte, uma ficha sumativa para verificar se esta metodologia de trabalho tinha tido sucesso. Os resultados da última são apresentados no ponto da avaliação do presente relatório. Apesar destes resultados terem sido positivos, notei que os alunos sabiam bem o Sistema que trabalharam mas nos Sistemas trabalhados pelos outros grupos apresentavam algumas dificuldades, isto pode dever-se ao facto dos alunos não estarem habituados a esta metodologia de trabalho, e terem dificuldade de concentrar-se quando os colegas estão a apresentar. Deste modo achei importante fazer uma revisão após as apresentações para ter a certeza que os alunos haviam adquirido os conhecimentos necessários, não pude ter uma perceção fiável pelo que a ficha sumativa permitiu-me ter uma ideia mais concisa das aprendizagens da temática no geral.

Na minha ótica se este grupo continuasse a desenvolver trabalhos deste género na área de Estudo do Meio, adquirindo este método de trabalho iria obter bons resultados, pois observei que o trabalho cooperativo proporcionado foi benéfico para os alunos e muito do que sabiam tinha sido fruto de diálogos, confronto de ideias e pesquisas entre eles e comigo.

A realização do projeto trouxe imensos benefícios para os alunos que não estão habituados a trabalhar nestes moldes. Enfatizo, por estar relacionado com a I-A, o facto do trabalho em projeto contribuir para a aquisição de competências sociais e orais, na medida em que os alunos trabalham em grupos, recolhem as informações, constroem os seus materiais e o seu conhecimento, através da curiosidade e questionamento intrínseco e extrínseco.

Neste tipo de trabalho em projeto os alunos desenvolveram também outros aspetos como “a responsabilidade e a autonomia (…) [pois] os alunos são co- responsáveis pelo trabalho e pelas escolhas ao longo das sucessivas fases do seu desenvolvimento” (Abrantes, 1994, p. 82), as decisões são efetuadas em grupo, desde como vai ser concretizada a apresentação do trabalho, como e onde vão recolher as informações, tal como a mais pertinente para transmitir à restante turma. Este foi um trabalho cooperativo e construtivista onde a comunicação interligou todo o trabalho realizado e o contributo de um fez crescer o conhecimento de todos os colegas.

Como a maior parte das tarefas ao longo do projeto são realizadas pelos próprios alunos as aprendizagens acabam por ser mais significativas, ou seja, os alunos conseguem apropriar-se de modo mais natural dos conhecimentos. A nível da comunicação oral o desenvolvimento é notório, pois todo o trabalho envolve comunicação constante entre os membros do grupo. Tal como refere Niza (1998, p.3). “esta matriz comunicativa radica em circuitos de comunicação das aprendizagens e de fruição dos produtos culturais, para que todos possam aceder à informação de que cada um dispõe, aos seus produtos de estudo e de criatividade artística e intelectual”, valorizando neste sentido a livre expressão dos alunos e a sua autonomia, na medida em que é dada a oportunidade para que estes desenvolvam as suas competências comunicativas de várias formas possíveis. O trabalho continuado com esta metodologia em projeto é uma excelente via para que os alunos aumentem o seu nível linguístico e campo lexical, pois partilham e expressam-se oralmente no momento de comunicação, preparando-se previamente para fazê-lo de modo estruturado.

Tal como defendem Ferreira e Santos (1994) os alunos que realizam projetos acabam por desenvolver atitudes e habilidades como:

comportamentos e atitudes como: aprender a observar, a reflectir, a debater, a questionar- se a si e à realidade exterior, a procurar fontes de informação e a seleccionar dados, a autonomizar-se, a resolver conflitos cognitivos e

relacionais, a ser criativos, a intervir socialmente, a arriscar, a empreender, a manter e a terminar tarefas (p. 50).

Neste sentido considero que este projeto foi muito rico em aprendizagens para os alunos, não só a nível de aquisição de conteúdos programáticos como de outras competências importantes no seu dia-a-dia e na sua vida futura, como profissionais.

2.4.2. O conhecimento e a responsabilidade perante os Seres Vivos.

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