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A saúde mental do professor carece de cuidados e comprometimento nas ações, visto que a saúde física e mental afeta diretamente os ciclos de ensino aprendizagem. Os diversos motivos que podem contribuir para o adoecimento e desgaste mental do professor devem ser reconhecidos e tomadas estratégias para melhor empoderamento e enfrentamento das diversas situações que podem ocorrer dentro e fora do ambiente escolar.

Ações no sentido de apoio a esses profissionais bem como compreensão da situação problemática inserida em um contexto social, devem ser gerenciadas pela escola e setores governamentais responsáveis, promovendo o fortalecimento do professor, além de buscar estratégias que melhorem as condições de trabalho da categoria, prevenindo os agravos à saúde, repercutindo em melhorias na qualidade da educação.

A implementação de uma política em saúde do trabalhador integrada que atinja diferentes níveis governamentais deverá ter influências positivas no desenvolvimento da sociedade, contribuindo para melhorias nas condições de vida dos trabalhadores. Essas ações devem ser flexíveis para acompanhar às constantes mudanças que ocorrem no cenário laboral. As pesquisas devem nortear os caminhos e direcionar programas de saúde pública a esses trabalhadores.

A realização de exames periódicos de saúde é de fundamental importância para avaliar o estado mental do professor e suas queixas, podendo intervir precocemente antes do surgimento dos transtornos mentais. Além disso, as orientações sobre como procurar ajuda em casos que necessitem apoio psicológico e/ou administrativo devem ser claramente repassadas aos docentes, para que estes se sintam seguramente amparados quando perceberem que as condições para execução do seu trabalho em harmonia estão desajustadas.

Cabe ao profissional de saúde estar capacitado para compreender as dimensões incluídas no trabalho docente, para atuar satisfatoriamente nos quadros de adoecimento e na prevenção dos agravos à saúde. Uma visão ampliada no processo saúde-doença e sua

relação com os condicionantes inerentes ao trabalho devem direcionar as ações tanto no setor privado quanto no atendimento público.

A preocupação com a saúde do docente e da relação de trabalho por parte da gestão deve ser mais humanizada a fim de reduzir os transtornos mentais, gerando benefícios para ambas as partes. Redução do absenteísmo, presenteísmo, rotatitividade, aposentadorias precoces, licenças médicas reduzem custos e aumentam o rendimento do professor nas escolas. Um professor saudável desenvolve seu trabalho de forma eficaz e produtiva, além de gerar bem-estar e segurança nos profissionais.

O controle dos riscos no ambiente de trabalho, incentivo as dinâmicas de enfrentamento, desenvolvimento de aspectos positivos e habilidades individuais, apoio nos casos de saúde mental independente da causa geradora, entendimento das necessidades e oportunidades e confidenciabilidade dos profissionais são importantes ferramentas de apoio para ajudar e prevenir os agravos relacionados aos desenvolvimento de TMC, favorecendo os docentes permanecerem no trabalho, retornarem as atividades e afastarem quando necessário.

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ANEXOS

APÊNDICES

Apêndice A: Modelo de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Você está sendo convidado (a) para participar da pesquisa intitulada “Rastreamento de transtornos mentais menores entre os professores da Rede Municipal de Ensino, Uberlândia, Minas Gerais, 201-2017” sob a responsabilidade dos pesquisadores Jean Ezequiel Limongi, Luciana Cristina Machado e Daniella Almeida Resende. Nesta pesquisa nós estamos buscando detectar a presença de sinais ou sintomas de distúrbios psiquiátricos nos docentes e associá-los com características laborais, ambientais, sociodemográficas e de saúde destes profissionais. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido será obtido pelas pesquisadoras Luciana Cristina Machado e Daniella Almeida Resende nas escolas municipais de Uberlândia durante a jornada de trabalho dos professores. Na sua participação você deverá responder um questionário sobre condições de trabalho, de saúde, ambientais e demográficas. Em nenhum momento você será identificado. Os resultados da pesquisa serão publicados e ainda assim a sua identidade será preservada. Você não terá nenhum gasto e ganho financeiro por participar na pesquisa. Os riscos consistem em identificação dos sujeitos da pesquisa, o qual será controlado pelos pesquisadores para que seja garantida a privacidade dos dados e o sigilo de informações pessoais, por meio de identificação numérica. Os benefícios são propor estratégias que viabilizem a formulação de programas para garantir a qualidade de vida dos servidores afetados. Você é livre para deixar de participar da pesquisa a qualquer momento sem nenhum prejuízo ou coação. Uma via original deste Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ficará com você. Qualquer dúvida a respeito da pesquisa, você poderá entrar em contato com: Luciana Cristina Machado e Daniella Resende Almeida no telefone 3239-2807 ou Jean Ezequiel Limongi 3291-5989, Avenida Anselmo Alves dos Santos 600, Bairro Santa Mônica. Poderá também entrar em contato com o CEP - Comitê de Ética na Pesquisa com Seres Humanos na Universidade Federal de Uberlândia: Av. João Naves de Ávila, nº 2121, bloco A, sala 224, Campus Santa Mônica – Uberlândia –MG, CEP: 38408-100; fone: 34-3239-4131. O CEP é um colegiado independente criado para defender os interesses dos participantes das pesquisas em sua integridade e dignidade e para contribuir no desenvolvimento da pesquisa dentro de padrões éticos conforme resoluções do Conselho Nacional de Saúde.

Uberlândia, de 201

_______________________________________________________________ Assinatura do pesquisador

Eu aceito participar do projeto citado acima, voluntariamente, após ter sido devidamente esclarecido.

________________________________________________________________ Participante da pesquisa