3.1 Observasjoner gjort i felt
3.1.1 Grustaket ved Fossanmoen
O presente estudo partiu da curiosidade em se pesquisar a atuação do docente fisioterapeuta no Ensino Superior. As perguntas de pesquisa que nortearam nosso objetivo foram: a) como é possível para o professor universitário, sem formação pedagógica, desenvolver sua prática docente no curso de Fisioterapia?; b) como a ausência de uma formação pedagógica, no exercício da docência universitária, para o professor de Fisioterapia, pode interferir na sua prática? A partir do direcionamento dado por essas indagações, esta pesquisa teve como objetivo analisar a maneira como o professor universitário, sem formação pedagógica, desenvolve sua prática docente no curso de Fisioterapia.
Quanto à pergunta a) como é possível para o professor universitário, sem formação pedagógica, desenvolver sua prática docente no curso de Fisioterapia?, constatou-se que, para atuar no Ensino Superior, não basta apenas obter um título de Mestre ou Doutor, há também a necessidade de formação específica, ou seja, qualificação para atuação no Magistério Superior. E essa qualificação é a formação pedagógica docente, que envolve saberes e competências próprias da profissão.
Na pesquisa pôde-se observar que os docentes-fisioterapeutas acreditam que os saberes docentes são muito importantes para a prática da docência universitária, dentre estes saberes, merecem destaque: saber experiência profissional; saber transmitir os conhecimentos curriculares, preocupando-se com a aprendizagem dos alunos; saber motivar os alunos para transformação, saber educá-los e construí-los; saber refletir sobre temas teóricos e práticos do conteúdo de ensino; saber apresentar o conhecimento de forma didática.
Assim, podemos dizer que os resultados da pesquisa trazem um mapeamento dos saberes que os docentes-fisioterapeutas têm incorporado ou pelo menos tentado incorporar em sua prática. Acredita-se que a consciência desses professores sobre a importância dos saberes docentes leve-os a valorizar tais saberes em todos os seus aspectos como essenciais para uma atuação nos moldes da educação atual. Isso confirma o que postulam Tardif & Raimond (2000), não basta ao docente possuir conteúdo, nem
talento, experiência ou cultura, mas é necessário que ele integre em si, e como constituintes de seu domínio docente, os saberes docentes.
Com relação às competências profissionais para se atuar no Ensino Superior, a maioria dos fisioterapeutas-docentes considerou-nas muito importantes, tanto que a pesquisa possibilitou verificar que estes docentes valorizam extremamente as competências profissionais para atuar na prática educativa. Eles se importam com os meios que levam os alunos à aprendizagem: como despertar o aluno para a curiosidade e para a pesquisa, estimulando a aprendizagem através de metodologias próprias que facilitem o acesso aos conteúdos, usando conhecimentos didáticos, pedagógicos e disciplinares.
Logo, acredita-se que os docentes que atuam no Ensino Superior compreendam que, competências e habilidades são necessárias à atuação docente e devem ser desenvolvidas, de preferência, desde a sua formação, ou então, ao longo de sua constituição como profissional da educação. Atuar com competência significa agrupar idéias em favor de uma realização. Nesse sentido, a competência consiste na capacidade de o professor mobilizar recursos, rever posturas, atualizar e criar procedimentos para realização de algo significativo (Corrêa, 2003).
Quanto à pergunta b) como a ausência de uma formação pedagógica, no exercício da docência universitária, para o professor de Fisioterapia, pode interferir na sua prática?, as análises realizadas por este trabalho permitem afirmar que os docentes-fisioterapeutas apresentam-se menos preocupados em relação à sua formação pedagógica, o que de certa forma pode ser compreendido como um fator de resistência, pois mesmo acreditando que a formação é necessária, alguns professores partem da premissa de que a formação não é tão importante para a atuação no Ensino Superior quanto os saberes e as competências.
A formação pedagógica é essencial no planejar, organizar, e implementar o processo ensino-aprendizagem. A falta de formação pedagógica pode atrapalhar a aprendizagem dos alunos, porque o professor ignora algumas maneiras de aquisição do conhecimento, e, portanto, pode deixar a desejar no preparo de aulas diversificadas para atender melhor a expectativa de seus alunos.
Essa ausência de formação pode causar uma deficiência na utilização dos métodos de ensino, impedindo que o professor busque uma compreensão efetiva de suas
dificuldades e problemas no decorrer da prática educativa, o que impossibilita o docente de readequar sua forma de trabalhar.
Assim, a partir do objetivo central desde trabalho, que foi analisar como o professor universitário, sem formação pedagógica, desenvolve sua prática docente no curso de Fisioterapia, considera-se que a pouca preocupação por parte dos fisioterapeutas, com sua formação para a docência, pode gerar prejuízos tanto para os docentes quanto para os alunos, conseqüentemente, prejudicando o processo de ensino-aprendizagem.
O professor precisa assumir o papel de mediador do processo ensino- aprendizagem de forma que os alunos ampliem suas possibilidades humanas de conhecer, duvidar e interagir com o mundo através de uma nova maneira de educar.
A prática pedagógica não consiste numa simples exposição de conteúdos. Se o docente não se encontra minimamente preparado para ministrar aulas com qualidade e segurança aos acadêmicos do nível superior, certamente não dará condições para que o aluno reflita sobre seu aprendizado e se conscientize de seu papel como cidadão e profissional responsável nos vários ambientes que o cercam. No entanto, a falta de formação específica pode levar o proceder pedagógico a se fundamentar no senso comum Lorder (2002).
Portanto, acredita-se que para ter uma profissão (Fisioterapia) voltada para os aspectos educacionais, a formação deve se apoiar em uma reflexão por parte dos fisioterapeutas sobre sua prática docente, de modo a lhes permitir examinar suas teorias, as ações, as atitudes, realizando um processo de auto-avaliação constante para o norteamento do seu trabalho.
Contudo, para que o professor fisioterapeuta se envolva em processos inovadores em sua formação, será necessária a sua efetiva inserção nos cursos de especialização pedagógica, cursos de formação permanente. Talvez, seja este um caminho possível, vinculado à mobilização de Saberes e Competências delineados a partir desse estudo, que convida a uma reflexão acerca das trajetórias possíveis, orientadoras para a formação do professor-fisioterapeuta.
A partir dos resultados deste estudo, propõem-se algumas ações que poderão ser desenvolvidas pela instituição de ensino superior com o objetivo de propiciar mudanças
na formação e atuação dos docentes-fisioterapeutas, de modo que estes consigam perceber que saberes e competências são tão importantes quanto à formação pedagógica.
Sugere-se, inicialmente, que sejam criados cursos de formação permanente, com mini-cursos, palestras, seminários e oficinas com temas que possam auxiliar os docentes na melhora da sua prática acadêmica, objetivando desenvolver novas habilidades e condutas em meio à sala de aula. Uma outra sugestão é a criação de grupos de estudo, sobre saberes, competências e formação profissional, auxiliados pelos núcleos pedagógicos institucionais, com objetivo de direcionar os estudos e esclarecer dúvidas dos docentes-fisioterapeutas. E, finalmente, que a instituição ofereça pós-graduação na área educacional a esses docentes, com a finalidade de promover uma melhor capacitação do corpo docente do curso de Fisioterapia e dos demais cursos na área da saúde.
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