Notes de Camp i Registre fotogràfic
10.4. Grups Interactius
O Estado do Pará é o segundo maior Estado do país com uma extensão de 1.247.689,515 km² (pouco maior que Angola) e está situado no centro da Região Norte e tem como limites o Suriname e o Amapá a Norte, o oceano Atlântico a Nordeste, o Maranhão a Leste, Tocantins a Sudeste, Mato Grosso a Sul, o Amazonas a Oeste e Roraima e a Guiana a Noroeste.
É composto de 143 municípios, com uma população de 6.201.306 habitantes, sendo que 4.129.692 estão na área urbana e 2.071.614 na área rural, segundo os dados do IBGE de 2005 e tem como capital a cidade de Belém. A capital é a maior e mais populosa cidade do Estado com 1.428.368 habitantes, seguida pelas cidades de Santarém, Ananindeua, Marabá, Altamira, Castanhal e Abaetetuba com populações que estão acima de 130.000 habitantes e são consideradas como as principais cidades do Estado14.
Localizado na Região Norte do país é também integrante da Amazônia com seus recursos florestais e grandes reservas minerais. A Região geoeconômica da Amazônia compreende todos os estados da Região Norte (com exceção do sul do Tocantins), Norte do Mato Grosso e Oeste do Maranhão. Compreende uma área de aproximadamente 5,1 milhões de km² (cerca de 60% do território brasileiro) distribuído em nove estados, sendo a maior região geocentrica. Nesta região estão localizados o primeiro e o segundo maior estado do Brasil, Amazonas e Pará respectivamente, e também o maior município do mundo em área
14 Os dados sobre o Estado do Pará foram consultados no site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1. Acessado em 20 de fevereiro de 2007, as 22:00.
territorial, Altamira, no Pará, com 161.445,9km², maior que os Estados de Alagoas, Sergipe, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos15.
Esta região possui uma economia predominada no extrativismo animal, vegetal e mineral. A região Amazônica possui o 3º PIB do Brasil, perdendo para o Centro-Sul e para o Nordeste. Alguns pólos se destacam na Região que é o Polo Petroquímico da Petrobrás e a Zona Franca de Manaus, que fabrica a maioria dos produtos eletrodomésticos brasileiros com quase nenhum imposto. Muitas multinacionais estão instaladas principalmente na Serra dos Carajás, no Pará, onde se retira quase todo o ferro do Brasil. O complexo regional amazônico possui uma população de cerca de 25 milhões de habitantes, onde a maioria é de origem mestiça e estão localizados nas duas principais capitais da Região: Manaus e Belém16.
Pode-se observar na região a existência de três tipos de clima: tropical (principalmente no Mato-Grosso e parte do Amazonas) com médias térmicas altas e alta pluviosidade no verão; o clima equatorial semi-úmido (região de Roraima), com alta pluviosidade (maior que no clima tropical), mas com queda da quantidades de chuvas no final do ano; e o clima equatorial úmido com pluviosiade altíssima (chuvas praticamente todos os dias) médias térmicas altas constantes.
Nessa região são encontradas grandes reservas minerais com destaque para bauxita, cobre, ferro, ouro e prata, o que atraiu grupos empresariais – nacionais e estrangeiros – que implantaram na década de 1980, grandes projetos econômicos industriais de mineração dos quais destacam-se: o complexo minero-metalúrgico de Carajás, próximo as cidades de Paraupebas e Marabá, no Pará; o Projeto da Mineração Rio do Norte, no Município de Oriximiná, no Pará, na exploração da bauxita; o Projeto Albrás-Alunorte, em Barcarena, no Pará, da Companhia Vale do Rio Doce (Cf. LIMA e CHAVES, 2006).
Além das grandes reservas minerais localizadas no Estado do Pará ele também é o maior detentor de reserva de água doce do mundo. “É o quinto maior produtor e o terceiro
15 As informações sobre a Região Amazônica estão disponíveis no site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_geoecon%C3%B4mica_Amaz%C3%B4nica_do_Brasil. Acessados em 20 de fevereiro de 2007, as 20:00.
16 Dados disponíveis no site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Norte_do_Brasil. Acessados em 21 de fevereiro de 2007, as 22:00.
maior exportador de energia do Brasil, possuindo a maior usina de geração hídrica – Tucuruí – que corresponde por 90% da energia consumida pelo Estado” (Idem, 2006, p. 27).
Desse modo, a economia se baseia no extrativismo mineral (ferro, bauxita, manganês, calcário, ouro, estanho) e vegetal (madeira), na agricultura, na pecuária e nas criações, e na indústria. A mineração é atividade mais preponderante na Região Sudeste do Estado, tendo como Marabá, a principal cidade que gira em torno dessa atividade. A atividade agrícola é mais intensa na Região Nordeste do Estado, onde destaca-se o município de Castanhal, mas também essa atividade se faz presente, desde a década de 1960, ao longo da Rodovia Transamazônica (BR-230). A pecuária é mais presente no Sudeste do Estado. A indústria do Estado concentra-se mais na Região Metropolitana de Belém, com os distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua. Pela própria característica natural da região, destaca-se também um forte ramo da economia do Estado, a indústria madereira e moveleira, a exemplo do pólo moveleiro instalado no município de Paragominas.
Nos anos de 1990, com a expansão da demanda pela cultura da soja por todo o território nacional, e também pela falta de áreas livres a se expandir na Região Sul, Sudeste e até mesmo no Centro-Oeste do país (onde a soja se faz mais presente), a Região Sudoeste do Pará tornou-se uma nova área para a proliferação desta atividade agrícola, ao longo da Rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), impulsionando a própria economia de Santarém.17
Segundo as constatações de Lima e Chaves (op.cit.), o crescimento econômico do Estado do Pará foi direcionado mais para o mercado externo, dessa forma reduziu os efeitos da multiplicação de emprego e renda para Região. Outra constatação é que apesar da Usina hidroelétrica de Tucuruí estar no Estado e abastecer 99% do Maranhão, o Norte do Estado do Tocantins e algumas áreas da Região Nordeste, só depois de 15 anos de sua inauguração é que a energia elétrica chegou a extensas áreas paraenses.
17 Os dados foram consultados no site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1. Acessado no dia 18 de fevereiro de 2007, às 10:00.