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Gruppe C

In document Tegning i matematisk resonnering (sider 50-55)

5. Analyse

5.1 Resonnering

5.1.3 Gruppe C

Antes de tecer algumas considerações finais, considera-se necessário a explicitação de algumas possíveis limitações, devido, em especial, ao perigo de generalizações diretas das informações apresentadas e do contexto de produção de conhecimento da Psicologia Social no Brasil.

Assim, acerca das informações descritas e interpretadas ao longo do trabalho, é provável que, em muitos pontos, seja quase inevitável para o leitor, assim como foi para o autor, fazer generalizações para o contexto geral da Psicologia Social brasileira. Por exemplo, as informações sobre as temáticas dos trabalhos não podem ser consideradas representativas de toda a produção do conhecimento em Psicologia Social no Brasil, já que é possível que diversos psicólogos sociais tenham preferência por publicar seus trabalhos em outras revistas ou meios de comunicação científica em função de motivos diversos. Outro equívoco seria pensar que a Psicologia Social no Brasil se reduz à Psicologia Social dos psicólogos vinculados, de uma forma ou de outra, à ABRAPSO. Portanto, tendo em vista a breve discussão historiográfica, a revista é apenas parte da história, assim ela nos dá somente

indícios para uma interpretação parcial do funcionamento e organização da Psicologia Social Brasileira. Todavia, isso também não quer dizer que as informações foram insuficientes e/ou não permitiram generalizações, mesmo que razoáveis, amparadas por outras discussões realizadas por outros autores.

A relação direta entre contexto social, político e econômico e as condições para a produção de conhecimento no Brasil foi um dos principais aspectos passíveis de generalizações razoáveis. Isso se deve ao fato de que a produção científica em Psicologia Social parece seguir premissas bem aceitas nos estudos sociais da ciência, como o pressuposto de que a ciência tem uma dimensão que funciona de acordo com uma espécie de economia de mercado. Nesse caso, o modelo econômico da ciência, apontado por Bourdieu (1983), e o de Efeito Matheus, sugerido por Merton (1973), indicam que aqueles que mais possuem vantagens tendem a ter mais probabilidade de acumular e conseguir vantagens no universo acadêmico, lembrando que uma das conseqüências desse efeito seria a disfuncionalidade na distribuição de crédito na carreira de alguns pesquisadores. Isso sugere, que a comunidade científica não está imune aos princípios mercantilistas atuais. No caso deste trabalho, esse aspecto é evidente e indica que a organização social da Psicologia Social, assim como das demais áreas do conhecimento científico brasileiro, reflete, em grande medida, os desequilíbrios regionais da produção técnico-científica bem sinalizada por Barros (2000). A identificação da relação intrínseca, nas duas fases da revista, entre regiões, instituições e autores que apresentaram a maior concentração de publicações deixa poucas dúvidas acerca da reprodução das diferenças socioeconômicas tão comuns entre as regiões do Brasil, nesse caso, as diferenças entre regiões Sul e Sudeste e as demais regiões do país.

Além disso, não podemos deixar de observar que, em todos os períodos da revista, considerando uma primeira fase, entre os anos de 1986 e 1992, em que dos dez números

publicados, sete foram organizados por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, e uma segunda fase, entre os anos de 1996 a 2007, que foi constituída por dois momentos, quando a revista teve seu conselho editorial funcionando, respectivamente, nos Estados de São Paulo, na Pontifica Universidade Católica, e no Rio Grande do Sul, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, quando esses foram os Estados e instituições com maior número de trabalhos publicados. Essas informações indicam a possível formação de um Colégio Invisível, portanto é plausível supor que as instituições e os pesquisadores dessas regiões e instituições mantenham alto grau de relação entre si em situações informais, como eventos científicos, bancas de mestrado e doutorado, dentre outras situações, possibilitadas por suas “melhores” condições de trabalho. O que acaba também por propiciar certos benefícios aqueles que fazem parte desse grupo. Outro aspecto que sinaliza a formação de um Colégio Invisível diz respeito ao fato de que foi possível constatar que grande parte dos autores que atuam fora das Regiões Sul e Sudeste realizou seus estudos em nível de pós-graduação nessas regiões. Sobre isso pode-se concordar com Meadows (1999) que o mais provável é que pesquisadores iniciantes e/ou em posição inferior busquem informação junto a pesquisadores mais experientes, que ocupem posições superiores. E é mais provável que tais pesquisadores procurem informações com outros pesquisadores do seu nível, e que esses pesquisadores são eficientes e bastante ativos no que diz respeito à troca e ao uso de informações.

A idéia de que o Colégio Invisível é uma espécie de núcleo formado por um número reduzido de pesquisadores e instituições e que os demais membros da comunidade científica necessitam estabelecer algum contato com esse núcleo, para que possam fazer parte da comunidade científica e ter acesso a certos benefícios, parece fazer bastante sentido no contexto da presente investigação. Esse aspecto foi indicado, entre outras coisas, pelo fato de, na primeira fase da revista, mais de 50% dos trabalhos terem se originado de cinco das 34

instituições que compuseram essa fase. Já na segunda fase, das 104 instituições constantes nas publicações, apenas oito acumularam mais de 55% da produção veiculada na revista. Nesse ponto, é preciso deixar claro um possível mal entendido acerca dessas alegações sobre a identificação da formação de um Colégio Invisível. Mais precisamente, é necessário destacar que a identificação de um possível Colégio Invisível não significa algo negativo ou prejudicial para a área, nem que os demais pesquisadores, à margem desse grupo, sejam necessariamente subordinados e ou inferiores, e nem que deliberadamente haja uma organização para formar tal grupo. O que se demonstrou é que, a partir de algumas informações constantes nas publicações científicas, pode-se observar um padrão característico em comunidades científicas em diversas áreas do conhecimento: um pequeno grupo de pesquisadores que tende a formar uma espécie de núcleo da área, que é responsável por definir, decidir e, por conseguinte, influenciar, em grande medida, o funcionamento e a organização do campo (Price, 1976). Segundo esse autor, uma das conclusões a que se chega após a identificação de um Colégio Invisível é que esse é responsável, em grande medida, por orientar áreas de investigação, temas de pesquisas, teorias e métodos que serão aceitos e adotados de forma legítima pela comunidade científica.

Nesse sentido, este trabalho deixa claro que o desenvolvimento e a organização de uma comunidade científica são muito mais do que aquilo publicado em artigos e anais de encontros científicos. Contudo, a partir desses elementos formais, torna-se possível realizar interpretações, que vão muito além do conteúdo formal da ciência.

Assim, as colocações de Latour e Woolgar (1997) e Knorr-cetina (1981) e seus exemplos de uma análise do funcionamento da ciência em seu contexto de produção, a partir da observação e do contato direto com os atores da comunidade científica, precisa ser considerada uma alternativa importante para uma compreensão mais aprofundada da dinâmica

da área. Ou seja, uma análise da Psicologia Social no seu próprio contexto de produção talvez seja uma alternativa para uma compreensão de sua organização social.

É também preciso dizer que, embora a proposta do trabalho fosse inicialmente apenas descritiva e exploratória, aprofundou-se mais em determinadas questões e menos em outras, em função das limitações do próprio pesquisador, da fonte de análise e das teorias e conceitos utilizados, mas, no geral, a sensação que fica é de apenas ter tocado em um problema bastante amplo e complexo. Desse modo, é possível dizer que cada informação tratada apresenta possibilidades de desdobramentos em outras pesquisas. Só como exemplo, é interessante que se conheça as temáticas dos trabalhos publicados por autores de instituições internacionais e sua relação com a produção nacional. Outro aspecto que instiga uma investigação: até que ponto os autores que publicam trabalhos na Revista Psicologia & Sociedade se identificam com as propostas da ABRAPSO, embora se suponha que é muito provável que os autores da primeira fase se identificassem diretamente com essa associação, em função do contexto histórico e do próprio fato de que a revista era produto dos encontros de tal associação. Além disso, muitos dos autores e instituições participantes dessa fase fizeram parte da organização da associação nos seus dez primeiros anos de existência. Observar essa relação torna-se mais difícil na segunda fase da pesquisa, considerando a expansão do número de autores e instituições participantes e, principalmente, porque a revista torna-se “independente” dos encontros e dos associados da ABRAPSO.

Por fim, a busca por uma história social que perpasse a produção de conhecimento em Psicologia Social no Brasil indica mais a possibilidade de um início de programa de pesquisa voltada para a compreensão da área do que, necessariamente, afirmações fechadas acerca de suas formas e estratégias de organização interna. Mais de três décadas separam o presente das discussões acerca da crise da Psicologia Social no contexto brasileiro, e, embora 30 anos

representem pouco em termos de tempo, para a história de uma ciência é tempo suficiente, e parece provê condições para análises críticas que possibilitem novas versões da história da Psicologia Social brasileira.

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ANEXOS Anexo 1 – Roteiro de Coleta de informações Responsável: Data: / / / Volume: Número: Ano: Artigo Título: Idioma: Evento: Palavras-Chaves: Autores Nomes: Titulação: Instituição: Cargo - função:

Profissional de outra área? Qual? País: Estado: Cidade: Tipologia do trabalho Teórico: Pesquisa: Relato de Experiência: Outro:

Delineamento de pesquisa Pesquisa qualitativa:

Pesquisa quantitativa: Pesquisa experimental: Outro:

Atividades dos Participantes das pesquisas e/ou intervenções

( ) Trabalhadores e/ou pessoas em exercício de alguma atividade profissional. Qual?

( ) Alunos ensino fundamental ( ) Alunos ensino médio ( ) Alunos ensino superior ( ) Alunos escola infantil

( ) Usuários de serviço público/saúde. Qual? ( ) Outros:

Locais de realização de atividades de pesquisa e/ou intervenção ( ) comunidade

especificar tipo de comunidade: ( ) creche

( ) escola – primeiro grau ( ) escola – segundo grau

( ) instituição de ensino universitário ( ) clínica psicológica

( ) hospital

( ) instituição – saúde mental ( ) instituição para menores ( ) residência ( ) empresa ( ) laboratórios ( ) rua ( ) programas: ( ) outro(s):

Instrumentos e procedimentos de coleta de informações Entrevista semi-estruturada:

Questionário: Documentos:

Inventário: Sem especificação: Outros: Tipo de análise Análise do conteúdo: Análise do Discurso: Outro:

Anexo 2 - Subtemáticas dos trabalhos veiculados na Revista Psicologia & Sociedade

Subtemáticas dos trabalhos veiculados na revista Psicologia & Sociedade Freqüência

Aspectos Teóricos e Históricos

A psicologia em cuba 3

História da Abrapso 2

Aspectos teóricos da psicologia social 2

Definição de coletivismo 1

Definição de esquizo-análise 1

Discussão teórica acerca da interdisciplinariedade 1

História da psicologia social em Minas Gerais 2

História da psicoterapia na década de 1970 1

História da UERJ 1

História de curso de psicologia 1

Individualismo e coletivismo na psicologia social 1

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