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Grunnskole

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Del III Dagens situasjon for

8.2 Status – opplæringstilbudet til

8.2.3 Grunnskole

O ambiente offline dentro deste novo contexto que a sociedade vive pode ser considerado como o palco principal das mais variadas participações políticas modernas, neste ambiente as decisões são tomadas pelos políticos e sentidas pela população, ao mesmo tempo a todo momento atitudes individuais ou ações coletivas buscam pressionar por mudanças, é neste ambiente que as ideias se materializam e se tornam acontecimentos. É no ambiente offline que as pessoas votam e também participam de campanhas políticas, é aqui que o contato direto entre a população e os políticos se concretizam de maneira mais impactante. Segundo Della Porta (2003) o contato direto é umas das principais formas de participação política pois é através dele que os atores conseguem gerar mais pressão sobre os políticos.

De acordo com Castells (2012) a indignação ao assistir um acontecimento carregado de injustiças é o fator principal para as pessoas participarem cobrando mudanças, movidas pela esperança, superam o medo através da indignação e baseado neste espirito vão as ruas cobrarem seja em protestos, manifestações, ocupações e até mesmo hostilizações e agressões.

No passado as participações políticas realizadas neste ambiente até poderiam gerar o efeito buzz que presenciamos atualmente, onde as pessoas através do boca a boca estimulavam a formação da onda transmissora da mensagem. Por exemplo o pastor Martin Luther King nos EUA atraiu multidões aos seus discursos públicos onde exigia mudanças na sociedade americana da época. Em outro contexto Gandi ajudou a transformar a sociedade indiana através de sua participação política que pregava a desobediência civil não violenta. Mesmo assim na maioria das vezes conforme destaca Della Porta (2003) os atores dependiam da simpatia dos veículos de comunicação como as rádios, a televisão e os jornais.

Mas é evidente que na maioria dos casos estas ações de participação política não conseguiam atingir grande alcance pelo simples motivo dos cidadãos não terem como divulgar suas ações para um grupo maior de pessoas se não os presentes nos atos, diminuindo assim a chance de gerar a empatia de outros. Em suma a história nos apresenta diversos atores que conseguiram se comunicar com as multidões em escala nacional, eles utilizavam da manipulação das emoções humanas para conseguir a empatia e solidariedade das pessoas em volta de suas causas, geralmente em ambiente carregados de injustiças sociais, porém na maioria dos casos estes atores contavam com a simpatia dos meios de comunicação em massa vigentes.

Se os pessimistas receiam que a participação virtual possa substituir a real, as primeiras investigações parecem indicar que os novos meios sobre tudo a internet reduziram os custos da comunicação, o que permitiu o desenvolvimento de mobilizações «globais». Estas não substituíram os outros canais de comunicação – e a ainda menos o contato direto - e, pelo contrário integra-se neles. (Della Porta, 2003:112)

O ambiente offline também é responsável pela criação e inovação da participação política moderna no Brasil. Por exemplo durante o impeachment inúmeros bonecos gigantes (figura 2) foram inflados a fim de mexer com as emoções humanas e assim criar o cenário propício para os compartilhamentos em massa e desta forma fazer pressão sobre os tomadores de decisões, por outro lado buscava-se o convencimento da opinião pública para a causa dos manifestantes. No marketing este tipo de ação é conhecido como marketing de guerrilha, segundo Leite (2012:34) “assentam em princípios sólidos, com elevados níveis de criatividade e imaginação, bastante paciência, muita sensibilidade, alguma persistência e uma certa dose de agressividade”, dentro

do marketing de guerrilha ainda pode-se usar do marketing de emboscada que se traduz na infiltração do objeto de divulgação em eventos de terceiros sem que se pague por isso de acordo com Crow e Hoek (2003) conforme pode ser visto na (figura 3).

Como estas muitas outras formas de participação foram criadas no ambiente offline tendo como objetivo manter a maquina da pressão sobre a opinião pública funcionando. A medida que o combustível está acabando a maquina vai parando de girar, ou seja, o buzz da mensagem vai diminuindo até parar, isso impacta diretamente na capacidade de influenciar a opinião pública. Assim o que não é visto e sentido não é discutido publicamente e por si só não gera pressão.

Por outro lado, as participações políticas no ambiente offline oferecem credibilidade sobre sua realidade, por si só isso pode funcionar como um fator de estimulo para novas pessoas ingressarem, ou seja, ao tomarem conhecimento do ato novas pessoas podem se juntar a causa através da empatia gerada vendo as imagens de um ato anterior. Castells (2012) argumenta que a indignação faz as pessoas superarem o medo e iniciarem suas participações políticas, ao verem estas pessoas se arriscando outras pessoas se solidarizam com a causa aumentando o tamanho do movimento.

Portanto a indignação leva as pessoas a quererem mudar seus contextos políticos, através desta participação formam-se redes de solidariedade que aumentam a capacidade de influenciar a opinião pública e os tomadores de decisão.

De maneira negativa é também no ambiente offline, ou seja, nas ruas que presenciamos as pessoas participarem da política de maneira agressiva, violenta e algumas vezes até partindo para o vandalismo dos bens públicos e privados, nestes contextos a indignação destas pessoas também é o combustível para estas participações políticas embora não convencionais também são amplamente utilizadas. Muitas das vezes estas participações são de pessoas desesperadas que já apelaram para todos as outras modalidades de participação e veem nesta modalidade uma tentativa desesperada para chamar a atenção da opinião pública. Segundo Barnes e Kaase (1979) são participações políticas não convencionais atos como danificar uma propriedade, uso de violência pessoal, uso de armas e explosivos, fechar o transito para um ato político e a ocupação de imóveis públicos.

Em suma o ambiente offline é o palco principal, é aqui que a maioria das participações políticas são exercidas, as pessoas participam com a esperança de terem seus contextos melhorados. Ao verem outras pessoas brigando por melhores condições de vida outros se solidarizam e ingressam junto a causa. As imagens tiradas das participações políticas nas ruas

serão compartilhadas em massa em todos as redes sociais, além disso é muito provável que os média tradicionais também divulguem pois eles buscam o lucro e ao deixar de divulgar grandes acontecimentos segundo Pasquino (2010) pode arruinar sua credibilidade e assim afetar os negócios.

Essa integração entre o ambiente offline e online na participação política moderna é nomeada por Castells (2012) como ambiente da “Autonomia”, pois este novo espaço permite que indivíduos tenham autonomia para agirem sem grandes interferências de grandes grupos económicos, dos governos e de outras forças que infligem dificuldades para a participação política, o autor argumenta que através deste espaço da Autonomia que os cidadãos criam esperança na mudança e partem para a participação no ambiente offline já mobilizados.

Complementando, a partir da visão do mercado de Schumpeter (1961), Kotler (2017) é enfático ao afirmar que o futuro dos mercados será através da integração do ambiente online e offline. As marcas que não integrarem os ambientes estarão sujeitas a desaparecerem ou simplesmente não aparecerem para o grande público. Portanto é evidente que hoje a participação política moderna é cada vez mais integrada, fazendo uma analogia é no ambiente offline que o espetáculo acontece já no ambiente online este espetáculo é divulgado para milhares e até milhões de pessoas aumentando assim a chance de se atingir escala nacional para a participação política em causa.

Figura 2 - (Pato da Fiesp inflado em frente ao congresso nacional em uma ação de marketing de guerrilha.)

Figura 3 - (Em uma ação de marketing de emboscada manifestantes inflaram um boneco de Lula da Silva atrás da arquibancada de um estádio onde acontecia um jogo da serie D do campeonato brasileiro de futebol).

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