Kapittel 4. Tilslutningen til det franske traktatsystem ca 1855-1865
4.4 Forhandlingene i Paris
4.4.3 Grunnloven og forholdet til Traktatens varighet
A cidade escolhida para o exposto de estudo no Reino Unido foi a cidade de Londres que detalharemos nas próximas páginas. Londres foi designada como Capital Europeia da cocaína e seus similares. O Centro Europeu de Controle da Droga e da Toxicodependência, com sede em Portugal na cidade de Lisboa, reconhece não só a cidade de Londres como a soberana no consumo da cocaína como também identifica que o consumo per capita dessas drogas chegam a ser maior em comparação com Praga na Tchecoslováquia (a maior consumidora de metanfetaminas), Eindhoven na Holanda (lidera o consumo de ecstasy) e Amsterdã na Holanda (sem rival no reino da cannabis, popularmente conhecida como maconha). Além disso Londres não destaca só no consumo da cocaína. Através dos laboratórios nas Raves, constatei que a maioria das drogas sintéticas como LSD, ECSTASY, e a mais recente droga produzida na capital inglesa, o GEE, são testadas e produzidas em laboratórios clandestinos na cidade de Londres e distribuído para o mundo inteiro.
No Reino Unido as festas e Raves foram também o elemento de participação para observar os usuários de droga e os traficantes de plantão. Nessa região retringiu-se a dois países. Escócia; e Inglaterra.
No Reino Unido a Rave visitada foi na Inglaterra na Cidade de Londres. Na participação de Londres constatei que a maioria das drogas sintéticas como LSD, ECSTASY, e a mais recente o GEE, são testadas e produzidas em laboratórios clandestinos na cidade de Londres e distribuído para o mundo inteiro. Como exemplo a droga GEE, custa em média R$ 1.000,00 o litro, e se o usuário solicita essa droga
fracionada, o seu frasco de 30 ml, custa em média R$ 100,00. O Gee vem em forma de comprimido e tem um efeito de euforia, como o ecstasy, misturado com um alucinógeno, como o LSD (Figura 6).
O LSD, O ECSTASY e o GEE são drogas sintéticas. Essas drogas são substâncias ou mistura de substâncias exclusivamente psicoativas produzidas através de meios químicos cujos principais componentes ativos não são encontrados na natureza. O termo sintético é na realidade ao que designa, pois grande maioria dos fármacos consumidos para todos os fins são sintéticos, bem como aditivos alimentares e substancias utilizada como cosméticos segundo a Organização Mundial de Saúde OMS (2011).
Figura 6: Londres, Rave EDC - Eletric Days Carnival
Foto: Britto, 2014
Podem ser utilizadas sob as formas de injeção, comprimido ou pó, variando seu efeito e seus malefícios de acordo com a substância utilizada. São principalmente consumidas por jovens e adolescentes em seus períodos de divertimento que a partir do roteiro de lazer definido determinam a droga a ser utilizada. A maioria das "drogas sintéticas" apresenta efeito psicotrópico: alucinógenos, estimulantes ou depressores
(entorpecentes) no sistema nervoso central (SNC) e são consideradas proscritas e/ou de uso controlado pelo Ministério da Saúde e Justiça no Brasil, OMS (2011).
Segundo a OMS (2011), as principais drogas sintéticas proscritas são:
• Anfetamina: (“Bolinha” ou “arrebite”). Droga produzida desde 1927 como vasoconstrictor, com ação semelhante à cocaína. Muitas drogas sintéticas são derivadas de anfetaminas.
• LSD 25 (Dietilamida de ácido lisérgico). Sintetizado em 1938, e usado como alucinógeno a partir da década de 1950.
• Quetamina (Special-K): Anestésico de uso veterinário e humano na forma líquida ou cristal branco que é aspirado. Foi produzido nos anos a partir da década de 1960.
• GHB (ácido gama-hidroxibutírico): É usado na forma de sal ou diluído em água (conhecido como “ecstasy líquido” ). Inicialmente foi produzido como anestésico, e a partir da década de 1960 como droga alucinógena.
• GLB ( Gama-butirolactona ). Derivado do GHB, utilizado com a mesma finalidade. • PCP (Cloridrato de eniciclidina). Pó branco cristalino solúvel em água que surgiu nos
anos 70. É inalado, ingerido ou injetado
• Cetamina. Droga anestésica derivada do PCP para uso veterinário e humano produzida em 1965, utilizado logo como alucinógeno.
• DOB ( 2,5-dimetoxi-4-bromoanfetamina ). Conhecida desde 1967. É um derivado da anfetamina, podendo ser usado como base para a produção do ecstasy.
• PMA ( Para-metoxianfetamina ) . Afetamina modificada.
• PMMA (Para-metoximetilanfetamina). Anfetamina modificada produzida com o nome de “mitsubishi”
• 2-CB (4-bromo-2,5-dimetoxifenetilamina) . Conhecida como “nexus” tem efeito psicodélico semelhante ao LSD.
• 2-CT-7 ( 2,5-dimetoxi-4(n)-propiltiofenetilamina ) com efeito psicodélico semelhante ao LSD. O D-CB e o 2-CT-7 foram produzidos na década de 70.
• MDMA ( Ecstasy , extase ) : Um derivado de anfetamina. Comprimido ingerido por via oral. O ecstasy foi sintetizado em 1912, e o seu uso como entorpecente iniciou-se na década de 70 nos EUA.
• 4-MTA (4-metiltioanfetamina ) ( “flatliner” ) é uma anfetamina modificada produzida nos anos 70.
• Ice. Uma anfetamina modificada. Um cristal branco semelhante ao gelo. Pode ser injetado, ingerido ou inalado. Surgiu nos anos 80.
• Anabolizante: Versão sintética da testosterona. Comprimidos ou ampolas. Via oral ou intramuscular para aumentar a massa corporal.
• MPTP (1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropiridina) - Surgiu na década de 80 provocando sintomas semelhantes ao mal de Parkinson.g
Para concluir esse exposto, veremos o relato de Maurício (nome ficctício), que destaca sobre o consumo livre das drogas pelas ruas da cidade de Londres, principalmente o da cocaína.
Na ocasião do meu doutorado e na minha passagem pela Europa no mês de Julho de 2014, tive a oportunidade de realizar uma conversa informal com Maurício, que era mestrando em Jornalismo Interativo pela City University London, e repórter da
agência Reuters e do site UOL e freelancer da revista britânica Four Four Two e autor do blog A Brazilian Operating in This Area. O depoimento em forma de conversa informal foi a seguinte:
Segundo Daniel (nome fictício), como sugere o grande poeta nordestino FALCÃO (1957, Ceará, Brasil), vivo sob a filosofia “eu não bebo, não fumo, não cheiro, não danço e não jogo” (por preferência pessoal mesmo). Essa ideia pessoal Daniel contou para um amigo londrino, de formação aristocrata, daqueles que votam no Partido Conservador desde sempre. Espantado, e por perceber que Daniel era tipicamente um latino retribuiu com a seguinte indagação: “você nunca sequer provou cocaína? Não é mais barato na América do Sul?” De início Daniel considerou um comentário preconceituoso. Mas era pura e simplesmente um comentário questão cultural.
De acordo com Daniel, os britânicos têm uma tranquilidade comovente com drogas. Não apenas com as mais toleradas, como a maconha - seu porte na cidade de Londres, na prática, é descriminalizado. Admitir consumo de drogas sintéticas e de cocaína não é vergonha para ninguém. E nem precisa ser um consumo raro, já que alguns dizem usar praticamente todas as semanas. O fundo do poço parece ser reservado aos usuários de heroína e de crack.
Há um mês antes dessa conversa com Daniel, em Junho de 2014, ele conta que estava em um bar no centro antigo da cidade de Londres. Ele estava sentado na parte mais afastada da entrada do bar com um grupo de cinco conhecidos quando os mesmos celebram a chegada de uma menina já muito rosada. Ela tira um papelote de cocaína da bolsa, põe na mesa e usa o cartão de crédito para separar fileiras para cada um dos confrades. Um dos seus conhecidos revela que ela gastou cerca de quarenta libras - o equivalente a R$ 160, por um único papelote de cocaína. Eles aspiram a droga e seguem conversando.
Daniel assistiu à cena ao lado de um amigo descendente de indianos. Ele conta que ficou em choque, mas o indiano não e que deixou escapar o seguinte comentário: “Não suporto riquinhos. Cheiram na frente dos outros para mostrarem que têm dinheiro”, diz o indiano. Logo após aquele incidente, Daniel e seu amigo indiano
seguiram dali para a casa de um funcionário do Parlamento. Já na sala, Daniel integra o grupo dos que não tomaram ecstasy. No quarto ao lado, oito usam cocaína e riem na cama e uma garota com aspectos de estar alcoolizada.
Daniel relatou-me ainda, que havia percebido tudo o que estava acontecendo à sua volta, mas o próprio Daniel só se deu conta no dia seguinte, depois de relatar a um amigo de como de era estranho que uma garota sempre estivesse bêbada nas festas, por horas. Esse seu amigo contou a ele que “Isso não tem nada a ver com cerveja. Ela vem do interior. O que você acha que fazem nos lugares onde não se faz nada? Passam frio, ouvem música e se drogam antes de irem dançar”, disse ele.
Daniel complementa para mim que refletiu que isso só podia ser questão de idade. Ele perguntou a um londrino já quarentão se ele havia testemunhado algo raro. O londrino respondeu prontamente “Não tanto. Acho que provar drogas não deixa ninguém necessariamente viciado. Eu provei várias e estou aqui”, contou. “Gostei de algumas, de outras nem tanto. Não uso porque existe um risco, sim, e porque não sinto necessidade. Mas tenho amigos que usam até hoje e tudo bem. ”
Concluindo nossa conversa informal, Daniel disse que durante o ano que ele estava residindo em Londres viu mais gente admitindo o consumo de drogas, do que nos seus trinta anos residindo no Brasil. E afirmou ao final do nosso diálogo: talvez essa reação seja pelo seu puritanismo e dos brasileiros com quem ele conviveu ou falta de atenção mesmo. Segundo ele, não para evitar uma inveja de gente que, mais do que tolerar as (más) escolhas dos outros, tem a segurança de não sofrer violências adicionais nem do Estado, nem de criminosos ou simplesmente por usarem seus alucinógenos, concluiu Maurício.