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Grunnlaget for konklusjon

Uma construção dedutiva do MR necessita ser acompanhada por uma validação empírica e indutiva do QR, na qual a sua estrutura é mapeada e comparada com a estrutura real. Esta verificação pode ser realizada com base em estudos de casos existentes ou em entrevistas com especialistas. Se existirem resultados de pesquisa suficientes e disponíveis, uma verificação baseada na literatura deve ser realizada. Caso contrário, uma entrevista com especialistas seria indicada (AHLEMANN; GASTL, 2007). No caso desta pesquisa, escolheu- se a verificação por meio da literatura especializada em ambulatórios de ensino (PARÉ; SICOTTE, 2001; STAHL; ROBERTS; GAZELLE, 2003; WORTHINGTON; GOULSBRA; RANKIN, 2005; SCHOUT; NOVAES, 2007; SETZ; INNOCENZO, 2009) e em informações

Rastreamento Autenticação Sensoriamento Autent/ Rastr Fixo-Móvel Fixo-Móvel Móvel-Móvel Rastreamento de Entrada e Saída Controle de acesso Validação de informações Verificação de informações Inserção de dados C1 C2 C2 C3 C5 Rastreamento telemétrico Segurança na medicação C3 C4 C5

empíricas oriundas da modelagem realizada por membros do grupo de pesquisa LOGOSS, publicadas em Moccellin (2005) e Careta, Barbosa e Musetti (2011).

De forma geral, o resultado gerado por cada capítulo teve sua parcela de contribuição no desenvolvimento do MR. O capítulo 2 permitiu explorar os processos e atividades logísticas, formando a base para a quarta camada do MR. Já o capítulo 3 contemplou as aplicações da RFID, tendo este papel fundamental no desenvolvimento das demais camadas e também das Informações de Referência (IRfs). O Quadro 4.2 apresenta em detalhes tais aspectos e como as recomendações metodológicas destacadas no presente capítulo foram incorporadas ao MR.

Capítulo Contribuições para o MR Resultados

2. Logística Hospitalar

• Identificação das principais características do processo de atendimento ambulatorial;

• Definição das atividades, usuários, papéis e fluxos

envolvidos no processo

logístico hospitalar;

• Melhoria na adequação do MR ao seu contexto de aplicação.

Conceito 6.1 Ativos Conceito 6.2 Documentos Conceito 6.3 Funcionários Conceito 6.4 Materiais Conceito 1 Controle de acesso Conceito 2 Gestão de chegada Conceito 3 Gestão de filas Conceito 4 Planejamento da capacidade Conceito 5 Gestão da demanda Conceito 6 Controle e alocação de recursos Conceito 7 Assistência pós-consulta Conceito 8 Faturamento apóia influencia influencia influencia apóia apóia apóia apóia influencia influencia apóia apóia influencia apóia apóia apóia apóia apóia apóia impacta Objetivo 1

Reduzir o tempo em que o paciente deve esperar até que o serviço seja

entregue

Objetivo 2

Gerenciar, programar e alocar recursos e serviços de modo a atender a demanda de pacientes Objetivo 3 Oferecer assistência ao paciente e processar as informações referentes ao atendimento e uso dos recursos

apóia

apóia

apóia

3. RFID

• Identificação das características das aplicações da RFID em hospitais;

• Análise e identificação do relacionamento entre as características (cenários, caminhos)

• Definição das Informações de Referência (IRfs)

Capítulo Contribuições para o MR Resultados 5. Modelo de referência • Desenvolvimento do modelo seguindo as recomendações da literatura:

- diferenciação por níveis de abstração ou camadas (TI)

- diferenciação dos aspectos estáticos (informações de referência) e dinâmicos (fluxo das atividades);

- quebra de acordo com os processos (Logística Hospitalar);

• Desenvolvimento do MR segundo lacunas teórico-empíricas;

- informalidade na identificação de aplicações na etapa de pré-implantação;

- problemas de adequação da tecnologia ao ambiente hospitalar;

- proximidade entre profissionais de TI e saúde durante o processo de identificação, análise e priorização das aplicações a serem implantadas. Verificação de Informações Inserção de Dados Validação de Informações Controle de Acesso Rastreamento de Entrada e Saida Móvel-Fixo Fixo-Móvel Móvel-Móvel Fixo-Móvel Autenticação Rastreamento Identificação Categoria de Aplicação Autenticação Rastreamento Configuração Leitor-Etiqueta Função Pré-Atendimento Documentos

Ativos FuncionáriosMateriais Pacientes

Aplicações

Logística Hospitalar

Recepção Espera Apoio ao AtendimentoConsulta Pós-AtendimentoPós-Consulta

Documentos

Ativos Funcionários Materiais Pacientes Ativos DocumentosFuncionários Materiais Pacientes

Classificação dos Benefícios Esperados

Impacto na Logística Hospitalar e Priorização

Análise

Sensoriamento Rastreamento Sensoriamento

Autenticação

Quadro 4.2 - Contribuições dos Capítulos 2 e 3 na estruturação do MR (conclusão)

Já para a definição das IRfs, houve a fundamentação nos tipos de conteúdo necessários para a descrição de um MR. Segundo a literatura especializada, a estruturação das IRfs deve ter como base cinco elementos básicos, que representam “quem”, “o quê”, “como”, “quando” e “onde”, podendo estes serem assim definidos:

• atividades (como): o que precisa ser feito para cumprir um determinado objetivo de

desempenho. Inclui a questão do fluxo de atividades (quando), que consiste na sequência e a dependência entre as atividades do projeto ao longo do tempo. As atividades no fluxo são divididas em fases do ciclo do projeto e nos papéis responsáveis pela execução de cada uma (VERNADAT, 1996; GRYNA, 2000; PRESSMAN, 2006);

• entradas (o quê): materiais, informações de serviço ou outros serviços necessários à

execução das atividades. Pode incluir a visão de recursos (equipamentos e dispositivos em geral utilizados em uma atividade) (SCHEER, 1992; GRYNA, 2000; PRESSMAN, 2006);

• saídas (o quê): os resultados de uma atividade geram um produto ou informação que poderá servir de entrada para outra atividade (SCHEER, 1992; GRYNA, 2000; PRESSMAN, 2006; VERNADAT, 1996);

• papéis (quem): responsabilidades de uma unidade organizacional em relação a sua

competência para a realização de uma atividade. A competência é entendida como as habilidades necessárias para que sejam realizadas as atividades propostas pelo modelo, incluindo também o perfil do pessoal que participa do processo (SCHEER, 1992; BOOCH, 2006);

• processo (onde): visão integradora das demais, que sumariza o contexto das atividades

(GRYNA, 2000; PRESSMAN, 2006).

Curtis et al. (1992) ligam tais conteúdos a quatro aspectos. O primeiro são os aspectos de informação e estes descrevem os dados que serão utilizados e produzidos e as relações entre eles (entradas e saídas). O segundo consiste nos aspectos lógicos e sequenciais e descrevem o comportamento, referindo-se ao como (atividades) e ao quando (fluxo de atividades). O terceiro aspecto é o organizacional e estes descrevem quem serão os responsáveis (papéis). O último aspecto é o funcional, a qual representa a dependência funcional entre os elementos do processo (processo). Tais aspectos constituíram-se na base de estruturação das IRfs do modelo, conforme pode ser visto nas seções 5.3 e 5.4 da presente tese.