Kapittel 6 Barneverntjenestens adgang til å formidle opplysninger til og å samarbeide
6.1 Grunnlag som åpner for adgang til å formidle opplysninger
INTRODUÇÃO: A disciplina “Tópicos em Improvisação Livre e Dirigida” pretendeu experimentar linguagens que permitissem a composição musical conjunta por meio da improvisação. O método tratado e praticado com maior ênfase ao longo do semestre foi o Conduction, técnica concebida por Butch Morris nos Estados Unidos, em 1985.
METODOLOGIA: A disciplina se valeu principalmente da prática musical do Conduction. Inicialmente, procuramos dominar os sinais e comandos mais simples que compõem o vocabulário do maestro, dominar sua sintaxe e as possibilidades que cada sinal implica. Essa fase aconteceu já dentro do contexto da composição coletiva, em contato direto com os resultados musicais (em contraste com o que seria uma abordagem mais alfabética, que exigisse exercícios puramente gramaticais para cada articulação do Conduction). Cada pessoa dispunha de seu próprio instrumento de escolha, o que criou uma gama de possibilidades musicais dentro de um ensemble mais ou menos fixo que incluía clarinete, saxofone, flauta transversal, violão, guitarra, percussão e piano (o meu instrumento). Posteriormente, evoluímos para o aprendizado de novos sinais (e de relações mais complexas entre eles) e para uma maior liberdade no uso de seu instrumento e principalmente na proposição de idéias. Essa parte do estudo foi concluída com apresentação no Conservatório da Escola de Música da UFMG, no dia 7 de outubro, em que pusemos em prática a performance do Conduction.
Paralelamente ao foco na execução do Conduction, existiu uma metodologia que procurou problematizar os conceitos de música com o qual chegamos à aula, as idéias do que configura a música e a matéria sonora. Essa parte tomou forma principalmente em exercícios de escuta e, depois, de composição diversa, distante das restrições de nossos instrumentos e que interagisse com o meio. Essa interação se deu primeiro com a sala de aula, desconstruindo a neutralidade percebida do espaço; depois, interagimos com ambientes diferentes, problematizando a transição e a idéia de lugares “próprios” para a música, e também exercitando nossa capacidade de ouvir e
de construir idéias musicais ao tentar fazer uso do que quer que esteja disponível para produzir som e música. Nesses exercícios, a ênfase está não só em eliminar as restrições idiomáticas que delimitam nosso pensamento musical (ou pelo menos em borrar os limites das restrições que conhecemos), mas também e principalmente em fazer música sempre em conjunto, ouvindo o outro.
Outras metodologias que também estiveram presentes foram a escuta de diversas performances de improvisação, e a experiência com outros códigos (como o Soundpainting) e com outros meios (voz, texto, corpo, ação, partitura, relação entre texto e música).
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Ao longo do semestre, experimentamos com uma carga muito diversa de improvisação, e acredito que alcançamos vários níveis diferentes de evolução de nossas práticas musicais.
O aprendizado musical mais importante e mais difícil, que foi assunto comum entre todas as formas de prática e de exercícios que experimentamos, foi o de tocar junto. Ao longo de todo o processo, nós esbarramos da dificuldade de ouvir o que as outras pessoas estão tocando e de pensar composicionalmente, em termos de contribuição ao todo musical, e não de performance individual. Isso inclui a escolha do momento e da maneira de colaborar com uma composição já em curso dos colegas, e também da maneira de pensar e propor conteúdos musicais. Acredito que fomos capazes de derrubar as barreiras mais primárias, como a da simples ansiedade em participar da composição em curso, que exigiu que entendêssemos a necessidade de ouvir o todo e o quão comum é ficar um longo tempo em silêncio nesse tipo de prática. Avançamos bastante nas questões mais complexas da composição em conjunto, da condução da música e dos exercícios de forma, mas essa é uma dificuldade que sempre volta de maneiras diferentes, dado que o domínio dessa habilidade é o que realmente define a habilidade de um músico improvisador.
O Conduction se mostrou um método muito eficiente e uma ótima escolha, permitindo muita liberdade para cada músico de compor e propor idéias. Eu pude comparar com a
prática do Soundpainting do semestre anterior, que dava menos liberdade de conteúdo pra cada um e que exigia mais tempo com a memorização de sinais (ainda que o método em que foi usado na aula priorizasse sempre uma maior liberdade; sabe-se que o Soundpainting é uma linguagem que pode restringir a composição musical ao maestro, apenas). Ainda assim, o Soundpainting é muito interessante e traz muitas possibilidades diferentes que também fizeram falta. É possível que o Conduction funcione melhor no início, ao permitir maior fluidez entre os músicos que ainda não se conhecem muito bem e que precisam concordar com os termos de uma linguagem comum; ou é possível que as possibilidades dos instrumentos disponíveis sejam mais relevantes. Eu considero que as duas experiências foram equivalentes: a liberdade do Conduction permitiu uma fluidez musical muito agradável e própria para a performance, mas o Soundpainting permitia um escopo maior de tentativa e erro que freqüentemente resultava em composições muito mais interessantes e distantes do convencional. O ideal seria experimentar os dois e sempre com o maior número e diversidade de músicos possível.
Dentro do âmbito da performance musical do Conduction, na minha opinião a apresentação do dia 7 de outubro foi muitíssimo eficiente. O grupo funcionou muito bem, compôs coletivamente e continuamente, apresentou muitas idéias boas e desenvolveu todas elas muito bem, trabalhou várias texturas e várias camadas de desenvolvimento possíveis. A apresentação colocou a prova nosso aprendizado e a linguagem que desenvolvemos, que acabou funcionando muito bem e sendo muito bem condensada nessa performance.
Nos outros âmbitos da experiência musical, eu considerei fundamental a presença de outras linguagens que nos permitissem explorar e problematizar a forma como criamos idéias musicais. Acredito que foi possível para todos experimentar em algum nível novas maneiras de pensar musicalmente, ainda que nem sempre conseguíssemos traduzir a experiência em prática musical significativa. Seria preciso mais tempo, talvez um longo período de prática contínua sem interrupções ou avaliações, fazendo uso de outras linguagens; é um processo difícil, porque simplesmente dizer a alguém para
“abrir sua mente” certamente não funciona, ainda mais quando se lida com uma matéria como a música que, por sua qualidade abstrata, nos é geralmente ensinada através de uma série de sistemas complexos que criam significados quase impossíveis de desaprender depois (pelo menos dentro da Escola de Música). De todo jeito, uma experiência como a dessa disciplina é fundamental pra qualquer músico. Só a consciência da existência de sistemas de valores diferentes muda a concepção de qualquer instrumentista e evidencia a sua relação com a composição.
Em um nível pessoal, a disciplina me proporcionou um desenvolvimento musical muito intenso, que embora talvez não seja perceptível ao longo das práticas em grupo, pra mim foi muito significativo. Como venho do bacharelado em piano erudito, o poder de composição sobre meu instrumento e o distanciamento da partitura são mais difíceis, mas afetam pra melhor cem por cento de minha prática musical. Eu também não tinha prática anterior de tocar em grupo e a experiência de não só tocar, mas compor coletivamente foi muito rica. Além disso, eu me interessei especialmente pela composição com texto; é um meio cheio de possibilidades e que trata as idéias de outra forma, e eu gostaria de explorá-lo mais.