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GOKSTADHØVDINGENS JAK TRAN SEL?

In document Viking, 21/2(1957/8) (sider 191-200)

Mariana tinha 41 anos de vida e 20 anos de carreira quando iniciou suas atividades como mentora. Ela formou-se no ano de 1986, em Pedagogia, e tamb´em em Educa¸c˜ao F´ısica. Iniciou sua carreira no ano de 1987, atuando como professora de Educa¸c˜ao F´ısica em uma escola particular da cidade, ministrando as aulas das turmas da pr´e-escola, do ensino fundamental e tamb´em em um projeto da prefeitura, desenvolvendo trabalho pe- dag´ogico com crian¸cas de 7 a 12 anos.

A mentora declarou10 que este per´ıodo foi muito importante para conhecer alunos das diferentes faixas et´arias:

Mariana Relat´orio Anual 2005

Tive a oportunidade de observar e acompanhar as diferentes fases de desenvol- vimento das crian¸cas: o comportamento da crian¸ca perante as diferen¸cas indi- viduais, as preferˆencias de modalidades esportivas relacionadas a faixa et´aria, a diversidade cultural das crian¸cas, as diferen¸cas individuais dos alunos, etc. Esta fase proporcionou-me uma experiˆencia profissional muito valiosa porque tive a oportunidade de aprimorar a sensibilidade no tratamento com crian¸cas, pois, como professora de Educa¸c˜ao F´ısica, aprendi a conhecer os alunos de uma forma abrangente (aspectos f´ısicos, afetivos, sociais e ´eticos).

Ap´os 12 anos como professora, Mariana assumiu a fun¸c˜ao de Diretora de uma escola municipal de Educa¸c˜ao infantil, na qual atuou at´e o ano de 2001, quando voltou a lecionar Educa¸c˜ao F´ısica para as crian¸cas pequenas. Em rela¸c˜ao ao cargo de diretora, Mariana considerou que:

Mariana Relat´orio Anual 2005

Foi uma experiˆencia muito rica em aprendizados, pois a fun¸c˜ao exigia que al´em do trabalho administrativo que deveria desempenhar, tamb´em tinha que estar integrada no programa pedag´ogico desenvolvido na escola. Desempenhando esta fun¸c˜ao aprendi a valorizar o trabalho coletivo, respeitar as diferen¸cas individuais, avaliar com as professoras as diferentes metodologias aplicadas no desenvolvimento pedag´ogico com as crian¸cas, valorizar a parceria com a fam´ılia e principalmente, que o trabalho em grupo s´o ´e bem desenvolvido, quando h´a responsabilidade de cada integrante do grupo no desempenho de sua fun¸c˜ao e a coopera¸c˜ao de todos os envolvidos.

Ela iniciou suas atividades no Programa de Mentoria em 2004, participando da ela- bora¸c˜ao da proposta e tamb´em da forma¸c˜ao espec´ıfica11 para aprender a usar as ferra- mentas disponibilizadas no ambiente do Programa de Mentoria no site do Portal dos Professores da UFSCar. Mariana tamb´em esteve presente nas reuni˜oes em que foram es- tabelecidos alguns dos crit´erios de participa¸c˜ao no Programa como a elabora¸c˜ao do Termo de Compromisso12, do Consentimento Informado, do question´ario inicial, das regras de comunica¸c˜ao, entre outras caracter´ısticas que delinearam o perfil do Programa.

A participa¸c˜ao das mentoras no Programa de Mentoria foi muito al´em das intera¸c˜oes com as iniciantes: participaram da forma¸c˜ao espec´ıfica inicial e continuaram sua forma¸c˜ao

10

Essas informa¸c˜oes foram enviadas `a coordena¸c˜ao do Programa para compor o relat´orio anual enca- minhado `a Fapesp (TANCREDI; REALI; MIZUKAMI, 2005).

11

Todas as mentoras receberam essa forma¸c˜ao. Para mais detalhes ver Rinaldi (2006).

12

O Termo de Compromisso estabelecia algumas regras para participar do Programa e foi assinado pelas iniciantes antes de come¸car as atividades.

3.2 Conhecendo as participantes da pesquisa 99

nas reuni˜oes semanais presenciais entre mentoras, coordenadoras, pesquisadoras e especi- alistas; faziam relat´orios semanais que eram socializados online e presencialmente lido e discutido por todas as mentoras, para que ficassem cientes dos acontecimentos e pudessem discutir nas reuni˜oes os casos mais urgentes ou mais dilem´aticos; faziam um di´ario de suas intera¸c˜oes e anulamente os relat´orios para os ´org˜aos financiadores.

Nas reuni˜oes, estudavam textos, analisavam casos de ensino trocavam informa¸c˜oes e conhecimentos, analisavam as intera¸c˜oes de outras d´ıades, colocavam seus dilemas, difi- culdades e modos de encaminhar as intera¸c˜oes. Tamb´em participavam de eventos, es- pecialmente os que versavam sobre educa¸c˜ao a distˆancia e forma¸c˜ao de professores e se realizavam na pr´opria cidade. As mentoras come¸caram as intera¸c˜oes com as professo- ras iniciantes em 2005, ap´os aceitas as primeiras inscri¸c˜oes no Programa. Este per´ıodo foi marcado por muita ansiedade por parte das mentoras em saber como seriam suas iniciantes e o desenvolvimento do Programa.

As mentoras, aparentemente, tinham vivenciado uma fase de desenvolvi- mento profissional com caracter´ısticas muito semelhantes `as professoras que orientam, podendo ser classificadas como iniciantes em suas ativida- des formativas. Como tal, cada uma tem buscado apoio e incentivo junto ao grupo de outras mentoras, especialistas e pesquisadoras (TANCREDI; REALI; MIZUKAMI, 2005, p. 285).

Mariana afirmou em seu relat´orio de 2005 que aprendera o conte´udo necess´ario para a utiliza¸c˜ao do Portal dos Professores e do Programa de Mentoria, e destacou a grande contribui¸c˜ao para a sua forma¸c˜ao, das leituras e discuss˜oes dos textos indicados pelas coordenadoras.

A mentora tamb´em considerou muito significativas as reuni˜oes, pois lhes proporcio- naram maior aproxima¸c˜ao e intera¸c˜ao com as outras mentoras e com todo o grupo que participava do Programa.

Nas reuni˜oes semanais, Mariana foi uma mentora sempre presente e pontual, era quieta e n˜ao tinha o h´abito de falar muito, apenas nos momentos em que lhes eram reservados, j´a que todas as mentoras tinham um espa¸co de tempo (`as vezes curto) para contar os acontecimentos da semana. Mesmo assim, a mentora mostrava-se sempre atenta fazendo contribui¸c˜oes preciosas e ponderadas em suas manifesta¸c˜oes.

Mariana tamb´em trocava mensagens no ambiente do Programa, com outras mento- ras ou especialistas, mostrando-se sempre colaborativa ou discutindo algum tema que a auxiliasse em suas intera¸c˜oes com as iniciantes.

Mariana Relat´orio Anual 2007

Um processo de constru¸c˜ao que envolveu o grupo com muita responsabilidade, pois a contribui¸c˜ao de cada um sempre foi muito discutida e valorizada, por- tanto exigiu muito empenho e seriedade de todos os envolvidos. Essa forma de trabalhar tem sido um grande aprendizado para mim, pois aprendi a va- lorizar a experiˆencia e a pr´atica de cada pessoa do grupo e tamb´em procurar buscar sempre id´eias e subs´ıdios para poder colaborar com o grupo para o desenvolvimento do Programa de Mentoria.

Antes de iniciar o processo de intera¸c˜ao, as mentoras tinham acesso ao question´ario preenchidos pelas professoras iniciantes, no qual constavam informa¸c˜oes sobre sua forma¸c˜ao e experiˆencia profissional, al´em das concep¸c˜oes iniciais sobre ensino e aprendizagem.

A mentora sempre apresentou alta expectativa sobre o desenvolvimento de cada inici- ante, no in´ıcio das intera¸c˜oes. Mariana se apresentava de forma diferente para as iniciantes, caracterizando um processo de aprendizagem do ser mentora, epsceialmente aconsiderando o tempo que as iniciantes poderiam permanecer no Programa de Mentoria. Para Edu- arda, sua primeira iniciante a mensagem de boas vindas trazia expectativa e otimismo em rela¸c˜ao `a participa¸c˜ao da iniciante no Programa, n˜ao entrando em detalhes sobre como seriam as intera¸c˜oes. Nas correspondˆencias enviada para Carolina e Ana, embora ainda houvesse expectativa e otimismo, a mentora foi sucinta na mensagem de boas vindas, se apresentou profissionalmente e fez questionamentos sobre as dificuldades relatadas por elas no question´ario inicial.

Particularmente, na correspondˆencia enviada a professora Ana a ´ultima a ingressar com ela, a mentora tamb´em deu dicas de como organizar as intera¸c˜oes e as atividades que seriam realizadas no Programa, a fim de facilitar o desenvolvimento das atividades; pediu confian¸ca e sinceridade, buscando deixar a iniciante `a vontade para relatar o que sentisse necessidade.

A todo o momento, nas intera¸c˜oes ocorridas, ela sempre tratava dos temas em dis- cuss˜ao, retomando os que ficaram para tr´as, buscando saber do desenvolvimento das propostas discutidas. Mariana sempre buscou conhecer a pr´atica da professoras inician- tes, suas principais dificuldades. Sempre buscou organizar as discuss˜oes para que cada dificuldade pudesse ser analisada individualmente, propondo em seguida novas estrat´egias para solucionar os dilemas, sempre em conjunto com a iniciante.

Mariana sempre se mostrou muito comprometida com suas iniciantes e preocupada com suas aprendizagens. Algumas vezes, atribuiu a si responsabilidades sobre situa¸c˜oes que n˜ao tiveram sucesso, ou quando n˜ao conseguia cumprir os objetivos que se propunha,

3.2 Conhecendo as participantes da pesquisa 101

sendo que estes, muitas vezes estavam fora de seu controle.

Ser´a poss´ıvel conhecer um pouco mais do trabalho realizado pela mentora no decorrer dos trˆes estudos de caso, que mostram sua intera¸c˜ao com cada professora iniciante.

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