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Gode og middels gode tekstar – 4 eller 5 på ulike tekstar

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4.2.2 Gode og middels gode tekstar – 4 eller 5 på ulike tekstar

No desenvolvimento desde relatório, demonstrei ter percorrido várias etapas, vivenciado várias experiências, que me permitiram consolidar conhecimentos e atingir as competências como enfermeiro especialista a que me propus.

Assim, em relação aos seguintes domínios:

Responsabilidade profissional, ética e legal: considero ter realizado um exercício da prática

seguro, profissional e ético, tendo em conta as minhas limitações e como princípio basilar a segurança do doente e a qualidade dos cuidados ao doente. Esta preocupação esteve sempre presente ao longo de todos os estágios, mas em especial na unidade de HD uma vez que era área em que tinha maiores inseguranças. Na HD do HB comecei por ler o manual do monitor de HD, por ser uma das responsabilidades éticas e legais do enfermeiro e conhecer o equipamento que manuseia.

Durante a prestação de cuidados tive de tomar decisões e dar opinião na equipa em relação a diversas situações, mas as mais relevantes foram as relacionadas com a não informação, ou seja com a omissão de informações aos doentes, e foi possível fundamentar a minha opinião ético legal, no método DECIDE abordado na unidade curricular de Enfermagem Nefrológica e na Carta de direitos e deveres do doente da DGS. Com esta postura tentei sempre promover uma prática de cuidados orientada para os direitos da pessoa prezando a responsabilidade profissional.

Foram exemplo uma DRC em DP internada no serviço de Nefrologia do HB em que foi identificada a necessidade de retirar o cateter de DP e a informação acerca da decisão foi protelada. Reforcei o direito do doente em ser informado e dado tempo para a aceitar e questionar a decisão. Outra das situações prendia-se com as prescrições terapêuticas e planos de sessão na HD não actualizados e com diferenças nas doses da eritropoeitina, nos tamanhos dos filtros ou nas concentrações dos dialisadores, aspectos para os quais fui estando alerta e reportei à orientadora e/ ou nefrologista.

51 Melhoria contínua da Qualidade: este domínio foi norteador para todo o estágio, pois desde

início esteve presente o objectivo de aquisição e consolidação de conhecimentos nas diferentes áreas da prestação de cuidados ao DRC que me permitisse adquirir um conjunto de competências mais alargado de forma a consolidar, como enfermeiro especialista, com as competências em Nefrologia da EDTNA (2007). Considero ter atingido esse perfil, que me permitiu implementar o projecto no SUB A e desempenhar um papel de dinamizador de projecto de formação contínua ao DRC. Projecto esse que pretendeu melhorar os cuidados prestados ao DRC que recorre o SUB. Como se trata de um projecto de formação contínua, insere-se na procura da melhoria contínua da qualidade dos cuidados ao DRC no serviço projecto que darei continuidade no projecto individual de avaliação de desempenho 2015- 2016, inserido no Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho da Administração Pública (SIADAP).

Gestão de cuidados: neste campo experienciei as várias dinâmicas existentes nos serviços

por onde passei. No Serviço de Nefrologia ao acompanhar o Responsável de turno foi possível colaborar nas rotinas de organização e gestão para optimização dos cuidados no serviço, desde a distribuição de doentes pelo enfermeiro, programação de MCDT’s para os dias seguintes, gestão de stocks do aprovisionamento e da farmácia e gestão de vagas no serviço. Na unidade de HD foram vários turnos que acompanhei e colaborei com o responsável de turno, uma vez que a minha orientadora assumia a função sempre que estava presente por ser enfermeira especialista, na validação e organização dos doentes por salas de HD para optimização dos tempos de sessão e para poder responder às urgências necessárias. Estas experiências permitiram reflectir o imprescindível papel do enfermeiro especialista no apoio ao Chefe de Serviço na gestão de stocks (farmácia, aprovisionamento, dietética, rouparia) e o papel de apoio na optimização das equipas na prestação de cuidados de enfermagem com a melhor qualidade possível, com os recursos existentes evidenciando a dificuldade em manter o número adequado. Na unidade de HD, por exemplo estavam por turno por vezes escalados seis e noutros sete enfermeiros, nos que estavam sete, o elemento responsável de turno exercia apenas funções de gestão, nos dias em que estavam seis, esse elemento também prestava cuidados e tinha doentes atribuídos. Assim, pela realidade que vivemos hoje nos serviços de saúde, com carências de recursos humanos e materiais, é difícil ter a qualidade desejada, obrigando o enfermeiro que tem funções de gestão, a grande

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flexibilidade e habilidade de gestão de recursos, mas também é necessário muita capacidade de resiliência para não desanimar perante as adversidades

Na prestação de cuidados, interagi com as equipas no sentido de optimizar os cuidados a prestar com a melhor qualidade possível aproveitando a oportunidade para fazer uma prática reflexiva, que me levou a várias reflexões que espero ter deixado explícitas ao longo deste relatório. Estas reflexões estiveram essencialmente relacionados com a prestação de cuidados no Serviço de Nefrologia no que se referia à administração terapêutica e à duplicação do registo de enfermagem, por vezes, com alterações terapêuticas não informadas pelos Nefrologistas; stocks dispersos pelo serviço com dificuldade de controlo levando por vezes a roturas de stock aspectos relacionados com a gestão que foram referidos à orientadora.

Por outro lado, na prestação de cuidados foi evidente a grande autonomia dos DRC em TSFR transplante e a sua capacidade de autocuidado, com conhecimentos adequados da terapêutica, hidratação e alimentação, resistindo por vezes a informações não desejadas ou contraditórias, recorrendo de imediato à validação com os elementos da equipa de saúde.

Aprendizagens profissionais: neste campo aproveitei para vivenciar novas experiências no

sentido de cimentar as minhas competências como enfermeiro com competências em Nefrologia.

De forma geral, das minhas experiências e vivências em estágio, percebi que o DRC em TSFR, é um doente promotor do seu autocuidado, capaz de decidir e optar por ser mais ou menos interveniente no seu processo de tratamento, submetendo-se a HD, executando a DP ou aceitando o transplante, conscientes dos riscos que correm e dos cuidados que tem de ter. Nos casos dos DRC em DP e transplantados, a consciencialização dos mesmos evidencia um grande trabalho de ensino de educação para a saúde, fundamentalmente feito pelo enfermeiro. Em todos os DRC foi evidente o recurso ao enfermeiro como o cuidador de referência na equipa de saúde para esclarecer dúvidas ou encaminhá- los de forma adequada.

Estas vivências permitiram consolidar aprendizagens profissionais no âmbito do Nefrologia, mas também, reforçar que a competência e o profissionalismo na prestação de cuidados são reconhecidos por quem realmente importa, os doentes e os seus cuidadores.

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Na unidade de HD, aproveitei para vivenciar uma experiência de aprendizagem profissional associada a um processo de mudança de um novo equipamento, aspecto que é ressaltado na RSL como potenciador do desenvolvimento de competências nos enfermeiros. Assim, aproveitei para vivenciar como observador informal antes, durante e após, a substituição de alguns monitores de HD na sala de HD e foi possível verificar as resistências existentes, algumas fundamentadas.

Por outro lado, o projecto incidiu neste domínio uma vez que o objectivo principal era promover a aquisição de conhecimentos no DRC que colmatasse as lacunas existentes e assim melhorar a prestação de cuidados ao DRC que recorre a SUB A. Este projecto permitiu explorar as minhas competências, neste domínio, como preconizado no RCCEE, “D.2 Baseia a sua práxis clínica especializada em sólidos e válidos padrões de conhecimento” (p.10, OE, 2010), bases consolidadas durante o estágio no HB, como já referi. Para implementação do projecto incidi em “D3.1. Responsabiliza-se por ser facilitador da aprendizagem, em contexto de trabalho na área da especialidade” (p.10, OE, 2010), assim o processo foi conduzido por mim e validado pela orientadora que é responsável do serviço e que identificou a lacuna de conhecimentos que existia. Este processo permitiu cimentar competências nesta área, no entanto o projecto individual que irei manter nos dois próximos anos também permitirá avaliar o impacto da formação e validar outras necessidades formativas na área e cimentar o meu papel na equipa como referência nesta área de cuidados.

O percurso efectuado na aquisição de conhecimentos no HB, permitiu consolidar as minhas competências como enfermeiro especialista com o perfil de enfermeiro de Nefrologia de acordo com EDTNA (2007), contribuindo para me tornar elemento de referência na equipa do SUB, onde exerço funções na área da Nefrologia. Este aspecto teve maior visibilidade com a realização da formação em serviço e com o portfólio deixado no serviço, partes do projecto que implementei ao qual irei dar continuidade. Transpondo a formação continua nesta área no SUB para o meu projecto individual, orientado para as competências do enfermeiro especialista, onde tem um papel de potenciador de desenvolvimento de competência na sua equipa de acordo com RCCEE, ou seja, “toma iniciativa na formulação e implementação de processos de formação e desenvolvimento na prática clínica especializada” (p.10, OE, 2010).

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