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The Communicative Logic of International Politics

4. Is there a global news horizon?

A principal conclusão que emerge da elaboração da presente dissertação, é a de que, efetivamente, a inovação é um elemento fundamental e essencial no fomento ao empreendedorismo e à constituição de novas empresas, que se traduz no enriquecimento de fatores diferenciadores no tecido empresarial da Região Autónoma da Madeira.

Apesar do cenário económico ser menos favorável, revela-se absolutamente determinante estimular a capacidade empreendedora e induzir comportamentos favoráveis ao investimento e à inovação. A presença das empresas no mercado, cada vez mais valoriza a diferenciação e os fatores dinâmicos de competitividade.

Assim, facilmente concluímos que estes fatores determinarão o futuro das microempresas diferenciadoras e inovadoras, assim como o futuro da Região e de Portugal.

Não constitui uma novidade que, face à saturação do mercado regional, no sentido de responder pró-ativamente ao desafio da viabilidade de uma nova microempresa, é necessário sustentar uma atitude séria, determinada e pró-

95 ativa, para efeitos de avaliação e construção de estratégias de afirmação nos mercados, não só regional como também global.

O estudo dos sistemas de incentivo é sem dúvida um tema da atualidade, numa altura em que se concluem os trabalhos de execução financeira e encerramento global do Quadro Comunitário 2007 – 2013, o qual, na RAM recebeu a última candidatura a 31 de Março de 2014.

Numa altura em que se discutem as diretrizes do novo quadro comunitário, o qual estará presente até 2020, os sistemas de incentivo direcionados às empresas assumem nitidamente um caráter fundamental, nalguns casos para o nascimento de novas empresas, noutros casos para sobrevivência e fortalecimento e nalguns casos para o crescimento e internacionalização das mesmas.

Numa região em que ocorreu um abrandamento do investimento público, revela-se fundamental potenciar o investimento privado, numa ótica de crescimento interno, fator este maximizador para as empresas e cidadãos em geral da RAM.

Da análise global efetuada aos sujeitos de estudo, da mesma extraem-se alguns aspetos que merecem destaque. Fica a ideia de que, na RAM, há efetivamente algum défice de conhecimento e de dinâmica empresarial, na medida em que, os projetos convergem para o mesmo sentido, e pecam na fase pós-implementação, i.e., na fase de implementação. A inexistência de acompanhamento dos projetos na fase pós-comercialização, parece condicionar o desempenho económico-financeiro dos mesmos, havendo nitidamente mercado para crescimento: o externo.

Os responsáveis pela análise deste sistema de incentivo, reforçaram a necessidade de criar valor nos projetos. As tecnologias de informação e comunicação desempenham, atualmente, uma importância vital para criar e imprimir dinamismo nos projetos. A construção de plataformas virtuais, pode constituir um élan ao desenvolvimento de muitos microprojectos, e até mesmo

96 ao crescimento destas microempresas, evitando a mortalidade da mesmas. A ideia de que a inovação desempenha um papel fundamental nas empresas, é claramente uma das conclusões a que chegamos, com a presente investigação. Quando bem implementada, a inovação poderá constituir não só uma fonte de crescimento, como também uma garantia ao nível da criação de valor

É notório que, se o incentivo não fosse de 60% não reembolsável, i.e., a fundo perdido, os níveis de investimento seriam ligeiramente inferiores, o que nos leva a concluir que, a inovação e o Empreendinov desempenham um papel fundamental no seio da economia regional, no que toca ao surgimento de empresas start up, com conceitos inovadores dos diversos pontos de vista sectoriais e tecnológicos. Aliado ao surgimento de novas empresas, as empresas têm nitidamente que dar provas inequívocas de que estão apostadas num projeto estratégico de modernização, diferenciação, inovação e modernização qualitativa.

Nesta âmbito, importa salientar que a inovação é o fator da chave de toda esta envolvente, na medida em que é o elemento catalisador da implementação dos projetos.

Com base no mencionado pelo Entrevistado A, o Centro de Empresas e Inovação da Madeira desempenha uma função catalisadora de ideias, no seio da economia regional, e do enquadramento de projetos no Empreendinov. É a entidade responsável pela emissão de pareceres relativos à inovação e controlo da mesma.

Na opinião de A, o mercado regional é pequeno e possui constrangimentos, de âmbito cultural. “Para criar empresas, é preciso ter capital, perfil e ideia”. Pese embora o facto do número de jovens licenciados ter aumentado, o défice de competências persiste, assim como a falta de visão e de conhecimento, o que se materializa e traduz em ineficiências.

97 Em suma, segundo “A”, o objetivo do Empreendinov foi cumprido, que era nitidamente o financiamento de microprojectos.

Se analisarmos o mencionado pelo entrevistado B, a região precisa de uma renovação do seu ciclo económico, com substituição do investimento público em investimento privado.

Segundo “B”, o mesmo considera fundamental potenciar investimentos ao nível das Tecnologias de Informação e Comunicação, para efeitos de afirmação nos mercados internacionais, valorizando o produto regional. De salientar que, segundo A, “o mercado interno está saturado”.

À semelhança do Entrevistado A, “B” considerou que o objetivo do Empreendinov foi alcançado, o qual registou 140 projetos aprovados, capazes de contribuir para a diversificação da competitividade do tecido empresarial. No tocante aos investidores, i.e., Entrevistado C, Entrevistado D e Entrevistado E, importa salientar que o “E” é claramente o mais experiente, no que toca ao número de candidaturas realizadas ao sistema de incentivo.

“E”, considerou que o investimento e o Empreendinov, potenciam a colocação em prática de ideias inovadoras na Região, vindouras das experiências e conhecimentos que vão sendo adquiridos noutros locais e países, implementando com as devidas adaptações ao mercado regional.

O Entrevistado C, associa o Empreendinov à criação de projetos e empresas inovadoras no contexto regional, e destaca os efeitos que o mesmo potencia na criação de novas empresas e postos de trabalho.

Em relação ao Entrevistado D, o mesmo classifica a região como um meio “demasiado pequeno” , com sectores em que há poucos lugares para muitas empresas. Salienta ainda que, há um défice de visão de mercado por parte de alguns investidores e muita imitação. Em opinião, e à semelhança de “C”, considera que a inovação e o Empreendinov, conduzem à constituição de

98 novas microempresas, com microprojectos enquadrados, potenciando o surgimento de ideias interessantes no contexto regional.

Face ao atrás mencionado, é nítido o papel da inovação e dos incentivos nas microempresas e nos promotores, no tocante à decisão de investir. Assim, os objetivos foram alcançados.

Termino, citando Santos (2013): “Inventar não é o mesmo que inovar. E inovar não é o mesmo que empreender. Há quem seja bom a inventar, mas não a inovar. E há quem seja bom a inovar, mas não a empreender. As invenções que mudaram o mundo só o foram porque se tornaram inovações – e, finalmente, se traduziram em produtos comercializáveis e úteis para milhões de consumidores.”