3. Praktisk eksempel fra Smøla
3.4. Gjennomføringen av det praktiske arbeidet
Discordância Indefinição Concordância
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tornam-se significativamente diferentes quando nos referimos à influência (dependência) dos critérios definidos pelo M.E. na definição dos critérios de avaliação da escola, critérios esses elaborados pelos próprios professores. Neste caso, a maioria (71,1%) reconhece que os critérios definidos a nível nacional condicionam a definição de critérios pela escola, existindo apenas uma pequena percentagem de professores (8,2 %) que discordam deste facto de discordância deste facto, cujo valor é de 8,2%. Esta posição dos professores permite reforçar a ideia restrita de autonomia por parte dos professores, uma vez que uma grande parte considera que têm competências para definir os critérios de avaliação na escola mas, ao mesmo tempo, consideram que essa competência deve ter como base as determinações do M.E.
Quanto aos instrumentos de avaliação, 47,7% dos inquiridos reconhece que os mesmos não devem ser da estrita competência dos professores, existindo apenas 37,8 % que discorda desta posição. Esta falta de unanimidade dos professores é comprovada pelo valor elevado do desvio padrão (2,756), o que indicia um consenso muito baixo. Procurámos compreender melhor as opiniões divergentes dos professores deste agrupamento, através dos registos de outras fontes. Para tal, recorremos às entrevistas, das quais destacamos as seguintes declarações:
“… se a avaliação nos é imposta do ponto de vista legal, temos que a cumprir e depois, sem grandes orientações, porque a lei não nos diz para onde é que temos de direcionar essa autoavaliação…”(E 3)
“ Os critérios de avaliação são definidos ao nível dos departamentos e aprovados no conselho pedagógico. No que respeita a estratégias pedagógicas, são definidas ao nível dos grupos disciplinares. Cabe a cada professor adaptá-las aos casos concretos das suas turmas, se considerar necessário.” (E 5)
“Os critérios são definidos a nível geral em departamento, mas depois, cada professor tem autonomia para adaptar; por exemplo, dentro das atitudes, valorizar mais ou menos conforme a turma. Nós até mudamos o valor de 30% para as atitudes, quando era apenas de 20% e o domínio do conhecimento e saber-fazer para 70%, precisamente para dar margem de manobra, de forma a valorizar o interesse do aluno pelas aulas, com a intenção de motivar o aluno para que goste de aprender.” (E 2)
6.3.6. Condições para o exercício de autonomia dos professores
Sendo um dos objetivos desta dimensão compreender que condições os professores dispões para o exercício da sua autonomia, colocamos algumas questões relacionadas com os
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meios/recursos que utilizam no seu dia-a-dia, bem como à formas de trabalho que desenvolvem na escola. Para o efeito, confrontámos os professores com as seguintes questões:
― O manual escolar é um dos principais instrumentos utilizados pelos professores para planificarem as atividades letivas. (B.2.4.)
― O trabalho conjunto entre professores é uma condição imprescindível para a construção da sua autonomia curricular. (B.2.8.)
― É o conselho de docentes ou o conselho de turma que tem autonomia para tomar decisões sobre o processo de ensino/aprendizagem. (B.2.18.)
Gráfico 13 – Condições para o exercício de autonomia dos professores. (Grupo B.2.4, B.2.8. B.2.16 e B.2.18) [valores em % de professores inquiridos].
No que se refere aos recursos disponíveis, a maioria dos professores (53,4%) afirma que o manual escolar é o principal instrumento que utilizam para a planificação das atividades letivas; apenas 26,9% tem uma opinião contrária. Sendo certo que o manual escolar poderá ser um inibidor da autonomia do professor, uma vez que recorre a metodologias e conteúdos que podem afastar-se das intenções e interesses locais, esta excessiva dependência por parte de muitos professores é preocupante, sobretudo por sabermos que é no interior da sala de aula que o professor pode exercer a sua autonomia, em particular no que concerne à escolha de metodologias e atividades, em função do grupo de alunos com que se depara. Mais uma vez, apesar da média se enquadrar no intervalo de valores aceitáveis, o desvio padrão torna a ser superior a 0,90, pelo que, o nível de consenso sobre este aspeto, é considerado baixo.
Por outro lado, a quase totalidade dos professores (91,7%) assegura que o trabalho conjunto é uma condição imprescindível para a construção da sua autonomia curricular. A
26,9 2,2 40 14,8 20,7 6,7 16,3 24,4 53,4 91,1 43,7 60,7 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 O manual escolar é um dos principais instrumentos utilizados
pelos professores para planificarem as actividades lectivas.
O trabalho conjunto entre professores é uma condição imprescindível para a construção da sua
autonomia curricular.
O manual escolar é o principal instrumento de
trabalho dos alunos.
É o conselho de docentes ou o conselho de turma que tem autonomia para
tomar decisões sobre o processo de ensino/aprendizagem.
Condições para o exercício de autonomia dos professores
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mesma tendência, embora menos significativa em termos de valores, se constata relativamente ao reconhecimento de competências aos conselhos de docentes ou de turma, para a tomada de decisões ao nível do processo de ensino/aprendizagens ― 60,8% dos inquiridos está de acordo com esta opinião, 14,8 % discorda dela e 24,4% não se pronuncia a este respeito. Este reconhecimento de autonomia ao conselho de turma/conselho de docentes para tomar decisões sobre o processo de ensino/aprendizagem tinha já sido referido, embora de outro modo, através do item B.2.5, correspondente ao Projeto Curricular de Escola, e que na dimensão dos pequenos grupos – as turmas – se configura nos Projetos curriculares de Turma, os quais devem ser concebidos pelos conselhos de docentes/conselho de turma, de acordo com as especificidades da turma. Relativamente a estes três itens, alguns dos professores pronunciaram-se do seguinte modo:
“Em primeiro lugar, cumpre-se o que a lei prevê. Seguem-se estratégias e critérios que se tenham revelado eficazes. Procede-se a reformulações e reajustes, quando necessário. [….]. As planificações das atividades leivas derivam das planificações curriculares periódicas definidas em grupo disciplinar. Realizam-se adaptações e reajustes, no âmbito dos PCT’s, sempre que se justificam.” (E 3)
“Fazemos tudo em grupo. Fazemos por grupo de ano de escolaridade. (…) na generalidade as turmas são mais ou menos equilibradas, salvaguardamos alguma margem de flexibilidade para podermos adaptar a casos específicos. Vamos podendo fazer sempre ajustes, mesmo nas planificações mensais, trimestrais e semanais.” (E
4)
“O professor devia ser uma pessoa autónoma; pelo menos dentro da sala de aulas devia ser uma pessoa autónoma. Mas neste momento é uma pessoa muito exposta e já não é autónoma a partir do momento em que tem de prestar contas daquilo que faz. Nestas condições perde a autonomia. Eu acho que a prestação de contas limita a imaginação e aquilo que se propôs seguir.” (E 2)
“FM115 – Quanto a essa planificação, em termos curriculares, os professores têm autonomia para tomar decisões, mesmo em grupo, em trabalho cooperativo, por exemplo, no que respeita à introdução de componentes da cultura local?
E 4 - Sim, aí acho que temos autonomia. O programa tem que ser cumprido, mas há certos temas que se calhar
exploramos um bocadinho mais, tendo em conta as características e cultura da terra. Embora tenhamos muito que fazer em termos burocráticos, há muitas mais atividades integradas no Plano Anual de Atividades.”116
Pelos factos apresentados, depreendemos que os professores valorizam o trabalho cooperativo, nomeadamente ao nível das decisões relacionadas com a gestão do programa
115 FM - corresponde às iniciais do nome da entrevistadora. 116 E 4 – Coordenadora do 1º Ciclo do Agrupamento.