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2. LITTERATUR

2.1 G EVINSTARBEID I PROSJEKT

2.1.1 Gevinstrealisering

Segundo as políticas públicas, para a educação do aluno com deficiência física na escola são necessários recursos e estratégias que favoreçam seu processo de aprendizagem e os habilite funcionalmente, na realização das tarefas escolares (BRASIL, 2006). Dessa maneira, foram estabelecidos os procedimentos de execução, a fim de mediar o uso dos recursos para a realização da atividade, ou seja, como os professores usavam o recurso para conseguir um objetivo estabelecido. As estratégias foram divididas em duas subcategorias: do professor e para o professor

5.1.9.1 Estratégias dos professores

Nesta subcategoria, foram inseridas as estratégias desenvolvidas pelas professoras e empregadas durante a realização das atividades pedagógicas, como pode ser observado nos trechos a seguir:

Participante A

P2: Deixa eu ver se eu imaginei direito, a rotina da minha sala você também vai me entregar em fichas?

F: A rotina da sua sala?

P2: Você também monta as fichas? F: Não.

P2: Por que eu imaginei assim, não sei se você concorda, não tem um grande desses na escola?

F: Tem.

P2: Eu deixar na sala todos os dias, e eu já chegar com ele e fazer o cabeçalho, e já pegar e já montar o que vamos fazer hoje.

F: Hum!

P2: Ai vamos montar, hoje tem língua portuguesa e uma figura (:) F: Que representa a língua portuguesa

P2: Entendeu o meu pensamento, não seria legal para ele? F: Para ele entender o que vai ter no dia

P2: Qual a organização do dia dele, hoje vai ter xadrez, então eu acho que seria interessante, o dia dele vai ser isso, aí no próximo dia, ele ia lá e

tirava, eu falava nós vamos tirar, até a merenda, colocar o que vai ter naquele dia, o que você acha?

P3: Hoje eu trabalhei com anúncio, e as crianças fizeram a citação referente ao texto, e aí para ele eu levei algumas figuras já recortadas de casa, já prontas, e trabalhei com ele a leitura, e aí daquelas figuras, eu perguntei o que fazia parte do texto que eu li, aí ele viu o fusca, o carro e o cavalo, aí eu colei o cavalo e o carro.

Participante B

P5: Sabe o que eu fiz na semana passada? Eu usei as figuras que você fez para trabalhar na atividade da pirâmide, na aula de educação física. Eu fui para a quadra, dividi a turma em duas equipes: de um lado da quadra, eu deixei os alunos e, do outro lado, a pirâmide. Dei uma figura para cada aluno, e ganhava a prova quem conseguisse montar a pirâmide primeiro. F: Poxa, que legal, e eles gostaram?

P5: Ah, eles adoraram, porque tinha que montar a pirâmide corretamente, dividindo os alimentos certinho, não podia pôr em qualquer lugar da pirâmide...

O último exemplo elucida a estratégia que a professora adotou, para trabalhar na aula de Educação Física. Ela aproveitou as figuras confeccionadas para a aula de Ciências e utilizou na aula de Educação Física. Essa atitude da professora foi observada durante todo o estudo: quando ela não tinha o material adaptado especificamente para uma atividade, ela usava os recursos que haviam sido confeccionados para outras atividades, assim como os recursos existentes em sala de aula para auxiliar o aluno na realização das atividades. Esses dados confirmam que o processo de capacitação contribuiu para a reflexão da prática pedagógica do professor em relação aos recursos e estratégias criadas para facilitar o ensino e aprendizagem do aluno com deficiência, com a ressalva de que, se apenas se introduzir os recursos, sem a capacitação adequada e o envolvimento do professor, as ações inclusivas podem não ser efetivas para o aprendizado do aluno com deficiência (DELIBERATO; MANZINI, 2007; DELIBERATO, 2009; PELOSI, 2009; ARAÚJO; DELIBERATO; BRACCIALLI, 2009).

5.1.9.2 Estratégias para o professor

Os fragmentos, na sequência, demonstram as estratégias fornecidas pela pesquisadora, a fim de auxiliar na execução das atividades pelo aluno, como definidas por esta subcategoria:

F: Quando ela foi trabalhar com as figuras, ela colocou todas de uma vez, eu falei “Não, é muito estímulo para ele, ele tem pouca atenção visual”, então muito estímulo ali para ele ficou muito difícil, aí eu falei: “Vamos começar com dois, duas figuras de cada vez”, aí foi que ela começou a fazer, mostrava duas e pedia para ele qual era a correta, foi muito mais fácil, né? Ele conseguiu compreender melhor e fluiu a atividade, porque eu falei: “A gente começa com pouco e depois vai aumentando”.

P1: Mas depois que ele viu de novo, porque eu fiz a atividade de novo, já deu para trabalhar com três, ficou mais fácil.

Com tal relato, verifica-se que a pesquisadora orientou a professora no momento da realização da atividade. A professora havia disposto todas as figuras em cima da carteira do aluno e solicitado que ele pegasse uma figura específica. Naquele , era muito estímulo para o aluno e ele não conseguiu discriminar, dentre tantas figuras, aquela solicitada pela professora. A professora foi orientada a diminuir a quantidade de figuras, iniciando pela discriminação entre duas e aumentando, conforme o aluno fosse se familiarizando com o recurso e demonstrando capacidade para lidar com uma quantidade maior de estímulos.

Além de estratégias para o uso das figuras, foram identificadas também estratégias para a aplicação e desenvolvimento da atividade:

Participante A

P2: Com relação às cartelas do conto de fadas?

D: Vai fazer o mesmo esquema das fábulas, vai dar uma resumida?

F: É, o que que a DD falou comigo é a gente pensou assim, para começar, você pode contar a fábula para a sala, do jeito que ela é normal, na hora que a gente for fazer as figuras e ele for fazer o reconto, a gente começa assim: qual o tema da fábula? Quais os personagens principais? Qual a ação do personagem principal, qual a principal ação do texto, o que ele faz, e como termina a história? Tema, o desenvolvimento, onde ocorre, cenário, onde ocorrem as ações – e depois a gente faz uma bem enxuta

Pela análise dos dados, foram igualmente observadas estratégias para auxiliar na elaboração das atividades, estratégias para auxiliar no desenvolvimento da leitura e escrita, bem como estratégias para favorecer a comunicação do aluno com os demais interlocutores. Deliberato (2010) aborda a necessidade do apoio da área da saúde as escolas que tenham alunos com deficiência e severa complexidade de comunicação, sublinhando que é compromisso do fonoaudiólogo trabalhar as questões da linguagem com o professor e reforçando a necessidade de o fonoaudiólogo assumir a área da comunicação suplementar e

alternativa, nos programas de reabilitação, nas instituições, nas escolas, entre outros ambientes, como já designado pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa, 2007):

[...] a grande área em questão é constituída por uma série de ações que envolvem tanto a seleção, como a indicação e aplicação de métodos, técnicas e procedimentos terapêuticos, adequados e pertinentes às necessidades e características do paciente/cliente. Ao fonoaudiólogo, cabe, portanto, a seleção à adaptação de órteses, próteses e tecnologia assistiva em audição, em comunicação humana e deglutição, além de introduzir formas alternativas de comunicação. (CFFa, 2007, p. 10).

O documento reforça o papel do fonoaudiólogo na atuação além da audição, fala, voz, deglutição e escrita. O profissional deveria assumir o papel, na área da tecnologia assistiva, tanto na indicação, seleção de aparelhos de amplificação sonora, quanto na área de comunicação suplementar e alternativa, propondo linguagens alternativas, quando o cliente não tem a possibilidade de empregar a linguagem falada.