5.2 The implementation of perception
5.2.1 Perception of environmental conditions
5.2.1.3 Geostationary satellite
A análise da tabela 3.1, permite-nos perceber e comparar de forma simples os diferentes programas ou esquemas de certificação existentes. Através da comparação dos diferentes programas, poderemos chegar a uma conclusão sobre qual o mais adequado para um determinado produto turístico ou até quais as melhorias ou alterações que deveriam sofrer de forma a tornarem as práticas do turismo mais sustentáveis. Começando por analisar a definição ou a caracterização de cada um dos programas, verifica-se que todos têm como objetivo principal tornar o que certificam, em algo mais sustentável. Quanto aos programas específicos para o sector turísticos, todos podem ser utilizados de modo a tornar mais sustentáveis as atividades, operações ou negócios relacionados com o turismo (Hansen, 2007a; WWF, 2000). Relativamente ao que cada programa certifica, temos os programas mais gerais que podem certificar qualquer tipo de organização, como a ISO 14001 e o EMAS e os mais específicos para determinadas atividades como o CST, o FTTA e o PCTS, que apesar de certificarem na área do turismo, apenas certificam atividades concretas ou alojamentos, por exemplo. Contrariamente a outros programas como o GG ou o NEAP, que certifica qualquer entidade relacionada com o turismo, como as agências de viagens ou operadores turísticos, que apesar de estarem associados ao turismo, não atuam diretamente no território ou não são uma atividade concreta, apenas se destinam a planear e marcar viagens para destinos turísticos. Sendo assim no que respeita ao que os programas específicos para o turismo certificam, a grande diferença está relacionada com a especificidade daquilo que cada um certifica. A grande maioria dos programas de certificação do turismo, são destinados a infraestruturas já existentes, ao invés de novos desenvolvimentos e novos projetos. Assim os programas de certificação no turismo deveriam atender a certificação não só de infraestruturas já existentes mas também de novos projetos em desenvolvimento, de forma a permitir uma sintonia com o ambiente local, sempre que possível. Considerando desde uma fase inicial a capacidade de carga do local e a integração do projeto com as diferentes condicionantes do meio. Quanto às fases do processo de certificação, verifica-se que todos os programas apresentam semelhanças nas fases do processo e que apesar de alguns apresentaram mais ou menos fases todos se baseiam nos mesmos princípios, começando por um registo e uma avaliação do estado da empresa, a criação de um plano de ação, auditorias internas e externas, avaliação dos resultados por parte da entidade certificadora e atribuição da certificação caso a empresa possua os critérios necessários.
Relativamente aos critérios de avaliação, considerados por cada programa de certificação, estes foram divididos em três grupos, ambiental, económico e sociocultural.
A equidade social, o benefício económico a longo prazo para todos e a proteção ambiental são medidas abraçadas pela maioria dos programas de certificação de turismo. Contudo cada um
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destes três aspetos do desenvolvimento sustentável não se encontra refletido igualmente em todos os programas (WWF, 2000).
3.5.1. Componente Ambiental
Os empreendimentos turísticos bem como as atividades nelas realizadas, deverão ser compatíveis com a conservação efetiva e operar dentro da capacidade natural da área, para o regeneração e produtividade futura dos recursos naturais e ter em conta a redução da pegada ecológica (Tepelus & Córdoba, 2005; WWF, 2000). Nesta componente, verifica-se que alguns programas de certificação se apresentam bastante específicos e abrangem um grande número de medidas a ter em conta na avaliação da sustentabilidade no turismo, como o GG, a Green Key, o NEAP, o CST e o STEP. A ISO 14001 e o EMAS são programas de certificação relacionados com a melhoria continua e com sistemas de gestão ambiental, como tal, não especificam em detalhe as medidas a tomar pelas entidades a certificar, uma vez que estas apenas necessitam de apresentar melhorias anos após ano. Os programas de certificação da construção sustentável, LEED, BREAAM e LiderA, apresentam informação detalhada nas mediadas e ter em conta, na componente ambiental do edificado e uma vez que são específicos para projetos de construção esta é a sua componente mais forte. Assim, daqueles programas que mais informações apresentam nesta componente, verifica-se que o CST, o PCTS e o NEAP são os que dão maior relevância à proteção e à conservação do ambiente natural em que se insere o empreendimento ou as atividades turísticas, apresentando especial preocupação pela proteção da fauna e flora endémica bem como a manutenção e a preservação da vida selvagem. O mesmo cuidado é apresentado relativamente a conservação e proteção da biodiversidade. Verifica-se que estes três programas não só têm em comum estes critérios como também são programas de certificação regionais, ou seja, só atuam no seu país. Facto este, leva-nos a crer que a atuação mais local dos programas de certificação do turismo, permite uma avaliação mais detalhada e profunda na componente ambiental dos empreendimentos e atividades turísticas. De destacar as diretrizes e indicações detalhadas fornecidas por certos programas como a Green Key, que ajudam em muito o operador a tornar o seu estabelecimento mais sustentável.
3.5.2. Componente Económica
Os programas de certificação devem garantir que os benefícios económicos gerados pelo turismo numa determinada região sejam divididos de forma igual e justa pela população local (WWF, 2000). Todos os programas de certificação para o turismo analisados, apresentam critérios para a componente económica, que apesar de uns apresentarem mais ou menos detalhes, todos requerem que as empresas promovam a sustentabilidade económica local bem como o desenvolvimento económico, através da criação de postos de trabalho para a comunidade local o incentivo e o apoio ao comércio local e o financiamento de projetos e
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negócios locais. De referir que o FTTSA é um dos programas que mais se destaca nesta categoria, pois valoriza a distribuição igual dos benefícios económicos do turismo e destaca a necessidade da transparência nos negócios e nas trocas de bens, nas comunidades locais.
Nesta componente, os programas de certificação específicos para o turismo ganham vantagem sobre os programas mais gerais como a ISO 14011 e o EMAS ou os programas de construção sustentável que não especificam tanto os seus critérios nesta componente.
3.5.3. Componente Sociocultural
O respeito e a consideração pelo património cultural em que se inserem as atividades turísticas, deve ser valorizado, como tal todos os programas de certificação analisados abrangem esta componente com determinados critérios de avaliação. Nesta componente é necessário dar especial atenção ao programa de certificação SA 8000, cuja área social é a única onde atua, destacando-se assim dos outros ao apresentar um foco específico de atuação e como tal ser um exemplo a seguir no que respeita às boas práticas do turismo na componente sociocultural da região. O CST, o FTTSA e o PCTS destacam-se nesta componente, também pelo nível de detalhe e pelos critérios que apresentam, nomeadamente pela avaliação da contribuição para o desenvolvimento comunitário, a promoção, valorização e preservação do património cultural da comunidade local e indígena, a educação e formação das comunidades locais, proteção dos direitos humanos e eliminação da discriminação. Uma vez que os aspetos sociais fazem parte da visão da ONU para o desenvolvimento sustentável espera-se que esta componente comece a ter um peso maior na avaliação da sustentabilidade dos empreendimentos turísticos bem como das suas atividades. Assim a componente social deveria ser incluída nos principais e mais importantes esquemas de certificação, de forma a tornar o turismo sustentável (EEA, 2001; WWF, 2000).
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