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Geometrisk middelverdi, GM

5.   Definisjonar og forklaringar

5.3.   Definisjonar av statistiske uttrykk:

5.3.5.   Geometrisk middelverdi, GM

Como instrumentos de colheita de dados foram construídos dois questionários (em anexo), um dirigido aos elementos do grupo I e outro dirigido aos elementos do grupo II, sendo formados por questões referentes a cada uma das variáveis em estudo que se consideraram importantes para a realização de um estudo acerca do complexo conceito de acesso a serviços de saúde.

Os questionários apresentam principalmente questões de resposta fechada dicotómica e de escolha múltipla, dado permitir uma maior facilidade na análise de dados. Estão presentes também questões de resposta aberta, de forma a obter informação adicional nas respostas ao questionário.

Segundo Fortin (2003, p.251-252), as questões de resposta fechada ou de escolha fixa são “as que fornecem ao sujeito uma série de respostas entre as quais ele faz a sua escolha.” As questões fechadas são adequadas quando a extensão das respostas é conhecida e limitada, sendo que:

¤ As respostas devem ser mutuamente exclusivas;

¤ Deve existir uma ordem lógica na disposição das diversas opções de resposta; ¤ As respostas devem ser curtas.

A mesma autora (2003) refere ainda que este tipo de questões apresentam como vantagens serem simples de utilizar, permitirem codificar as respostas facilmente e propiciarem uma análise rápida e pouco custosa, serem uniformes reforçando a fidelidade dos dados e fornecerem um quadro de referência ao sujeito evitando respostas inapropriadas e não comparáveis. Além disso, permitem explorar domínios delicados, que os sujeitos poderiam ser reticentes em abordar.

Como alicerce da construção dos questionários serviu o Instrumento de medida de satisfação dos utentes nos Hospitais EPE - Consultas Externas, aplicado em 2005 pelo Sistema de Avaliação da Qualidade Apercebida e Satisfação do Utente nos Hospitais EPE (criado através da parceria estabelecida entre o Ministério da Saúde, o Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação da Universidade Nova de Lisboa, o Instituto Português da

Qualidade e a Associação Portuguesa para a Qualidade) e gentilmente cedido pela

Administração Central do Sistema de Saúde.

Os questionários resultantes são compostos por três partes, com uma breve introdução, onde consta o tema em questão, a identificação da mestranda, a solicitação de colaboração e o reforço do carácter anónimo das respostas já anteriormente mencionado na carta dirigida ao domicílio em correio registado com aviso de recepção. Na segunda parte são colocadas as questões referentes à utilização e apreciação pós-utilização dos serviços da consulta externa de MI e, na terceira, as questões referentes às características da amostra (plano de operacionalização das variáveis em anexo).

De salientar que todas as questões presentes no questionário dirigido ao grupo II (utilizadores da consulta externa de MI do Hospital de S. José em Outubro, Novembro e Dezembro de 2006) constam também no questionário construído para o grupo I (utilizadores da consulta externa de MI do Hospital do Desterro em Outubro, Novembro e Dezembro de 2006). No entanto, este último difere na medida em que contém questões que pretendem apurar a percepção dos indivíduos acerca dos efeitos do encerramento do Hospital do Desterro no acesso à consulta externa de MI.

Outro ponto a acrescentar é que as várias versões que surgiram no processo de construção dos instrumentos foram sendo alvo da apreciação tanto dos orientadores do estudo como de outros dois peritos na construção e validação de instrumentos de colheita de dados.

A via telefónica foi a forma de aplicação dos instrumentos. A selecção deste método de aplicação do instrumento baseou-se essencialmente nas vantagens que lhe estão inerentes e nas condições com que o desenvolver do estudo de investigação se depara – constrangimentos no tempo disponível, limitações financeiras, unidades amostrais geograficamente dispersas e população maioritariamente idosa, possivelmente com limitações na leitura e na escrita.

Bailey (2007), enumera algumas das características dos questionários por via telefónica que permitirão contornar estas condições adversas.

O autor refere que uma das principais vantagens do questionário por via telefónica é a sua rapidez. Com este método de aplicação do instrumento, o investigador não é obrigado a deixar o seu escritório ou local de trabalho, despendendo tempo em viagens ou aguardando a recepção dos questionários auto-preenchidos.

Outra das vantagens enumeradas por Bailey (2007), é o seu baixo custo, quando comparado com a entrevista face a face. O mesmo autor, citando Klecka e Tuchfarber (1978), indica que os custos de um estudo com colheita de dados por via telefónica, com marcação de dígitos aleatória, poderá constituir apenas 20 a 25% dos custos de um estudo cuja colheita de dados se processa através de entrevista face-a-face.

Por outro lado, o mesmo autor adianta que serão eliminadas as possibilidades de viéses relacionados com as características visuais do entrevistador, daí que necessite de um treino menos intensivo comparativamente ao entrevistador face-a-face o qual poderá enviesar as respostas tendo em conta as suas expressões faciais, os seus gestos, a sua aparência ou mesmo a sua forma de vestir.

Quando comparado com o questionário auto-preenchido, com o questionário por via telefónica surge sempre a possibilidade do investigador motivar o respondente ou mesmo repetir e explicar as questões (Bailey, 2007).

Moreira (1994, p. 163) reforça a ideia ao referir que a via telefónica é detentora de méritos similares aos identificados numa entrevista face-a-face como sejam a captação facilitada da atenção do inquirido, a possibilidade do entrevistador “certificar-se que o inquirido compreende a questão e introduzir, se necessário, explicações ou perguntas adicionais com vista a assegurar que as respostas estão a ser dadas de forma reflectida e não superficial”.

Outra das vantagens é tratar-se de um método pouco intrusivo uma vez que não implica a presença física do investigador (Bailey, 2007).

Por último, as unidades amostrais não têm necessariamente que estar circunscritas a uma determinada área geográfica (Bailey, 2007).

Importa, no entanto, frisar algumas importantes desvantagens. Moreira, em 1994, salienta o facto de poder haver uma significativa percentagem de pessoas que não têm telefone ou que poderão ver-se impossibilitadas de atender uma chamada devido a circunstâncias relativas a actividades diárias ou a incapacidade ficando, desta forma, sub- representadas. No presente estudo o problema de não possuir telefone reveste-se de pouca importância uma vez que, numa população de 1428 elementos apenas 10 não facultaram o respectivo número.

Outras das desvantagens do inquérito por via telefónica apontadas por Moreira (1994) é o facto de ser mais difícil, à distância, questionar acerca de assuntos sensíveis e a atenção redobrada que é exigida para quaisquer indícios de falta de compreensão por parte do entrevistado.

Como forma de minimizar o risco de obter uma baixa taxa de resposta, o instrumento de colheita de dados foi precedido por uma carta dirigida ao domicílio de cada unidade amostral (também em anexo) onde é solicitada e reforçada a importância da colaboração do utente, explicado o objectivo do estudo e garantido o anonimato das respostas.

4.5.1 Pré-teste

De acordo com Ghiglione e Matalon (2005), quando uma primeira versão do questionário fica redigida, ou seja, quando a formulação de todas as questões e a sua ordem são provisoriamente fixadas, é necessário garantir que o questionário seja de facto aplicável e que responda efectivamente aos problemas colocados pelo investigador.

Gil (2007) afirma ainda que o pré-teste deve assegurar que o questionário esteja bem elaborado, sobretudo no que se refere a:

· Clareza e precisão dos termos – Os termos adequados são aqueles que não necessitam de explicação, pois quando os pesquisados necessitarem de esclarecimentos, então é preciso procurar com eles termos mais claros e precisos;

· Forma das questões – Pode ser realizada a mesma pergunta duas vezes, para obter a reacção dos indivíduos a cada uma delas;

· Quantidade de questões – Deve observar-se se os respondentes mostram sinais de cansaço ou de impaciência, pois o número de perguntas pode ser excessivo, devendo neste caso o pesquisador diminuí-lo;

· Ordem das questões – De forma a obter uma ideia da possível influência que uma questão exerce sobre outra, bem como do melhor local para incluir uma questão mais delicada;

· Introdução do questionário – Segundo a análise das indagações feitas pelo respondente, as suas reacções e as suas resistências, pode seleccionar-se a melhor forma de introdução a ser utilizada no questionário.

Como forma de detectar potenciais erros no questionário antes da sua aplicação massiva, foi realizado um pré-teste onde o instrumento de colheita de dados foi previamente aplicado, por via telefónica a 10 elementos da população em estudo, 5 do grupo I (HD) e 5 do grupo II (HSJ), colocando as questões, tal como estão formuladas, a cada um destes elementos, mas pedindo-lhes respostas desenvolvidas ou comentadas e observações sobre o significado que atribuem à questão.

A realização deste pré-teste permitiu responder à série de questões supracitadas tendo os elementos inquiridos afirmado unanimemente que o questionário continha linguagem acessível e questões claras e precisas. A par do exposto não foram detectados quaisquer comportamentos ou reacções que implicassem eliminação de questões uma reformulação ou alteração das mesmas.

4.5.2 Colheita de dados

Após a obtenção, em 7 de Novembro de 2008, dos dados (morada completa e número de telefone, data de nascimento, género e nome completo) referentes à população em estudo (utentes que foram à Consulta Externa de Medicina Interna no Hospital do Desterro e no Hospital de S. José em Outubro, Novembro e Dezembro de 2006) solicitados ao serviço de gestão de doentes do CHLzC (carta de solicitação em anexo), iniciou-se a primeira fase da aplicação dos instrumentos de colheita de dados que decorreu entre 26 de Fevereiro e 4 de Maio de 2009. A colheita de dados foi precedida pelo envio de uma carta registada com aviso de recepção (em anexo) dirigida ao domicílio onde, para além de incentivar os indivíduos a participar no estudo (visando uma maior taxa de resposta) foi solicitada e reforçada a importância da colaboração dos mesmos, explicado o objectivo do estudo e garantido o anonimato das respostas. Para os elementos maiores de 75 anos, ao conteúdo da referida carta acresceu o questionário que posteriormente iria ser aplicado por via telefónica, isto para que o utente pudesse lê-lo e analisá-lo previamente ou eventualmente pedir esclarecimentos a

alguém da sua confiança (obviamente sem prejuízo dos esclarecimentos a prestar pela mestranda aquando da chamada telefónica).

A realização das chamadas telefónicas foi efectuada todos os dias da semana entre as 11.00 horas e as 12.30 horas, retomando das 15.30 horas às 20.00 horas. Os períodos entre as 9.00 e as 11.00 horas e entre as 13.30 e as 15.30 horas, uma vez que a resposta ao sinal de chamada era menos frequente, eram reservados para a introdução de dados a nível informático. Note-se que este horário gozou de toda a flexibilidade tendo em conta a disponibilidade e conveniência do respondente, não sendo raro realizar chamadas telefónicas fora do período estipulado porque assim tinha sido combinado com o inquirido.

Após a primeira fase da colheita de dados, procedeu-se à identificação dos elementos a substituir por suplentes (unidades amostrais com número de telefone incorrecto/desconhecido/indisponível/inactivo e falecidos), e dos elementos não passíveis de serem substituídos [recusas em participar no estudo, falta de resposta ao sinal de chamada a diferentes horas do dia e em diferentes dias da semana, resposta ao sinal de chamada por familiares/residentes no mesmo domicílio mas sem nunca se ter conseguido falar com os próprios, resposta ao sinal de chamada pelos próprios mas rejeição ou falta de resposta ao sinal de chamada quer na hora combinada, quer em diferentes horas do dia e em diferentes dias da semana (mapa das razões que justificam a não aplicação do questionário em anexo)] detectando-se também que uma porção das unidades amostrais (cujo número de telefone tinha igualmente sido disponibilizado pelo serviço de gestão de doentes do CHLzC) não recebeu a carta, por recusa, por morada incompleta/desconhecida ou por falta de reclamação na estação de correios. A este grupo foi realizado um telefonema a incentivar a participação no estudo e/ou pedir nova morada para que pudesse ser reenviada a carta que precede o questionário e depois sim, aplicá-lo.

O após a recepção dos primeiros avisos de recepção desta remessa deu-se o início da segunda fase de colheita de dados que veio a terminar a 24 de Maio de 2009.

Somando os elementos insubstituíveis que não responderam ao questionário da primeira fase com os correspondentes à segunda fase é possível calcular uma taxa de resposta de 93,9%.