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GENETIC MAPPING STRATEGIES OF COMPLEX DISEASES

In document Genetic studies of canine anxiety (sider 30-37)

O trabalho com projetos tem sido largamente discutido na esfera escolar. Há tempos tem-se percebido que este tipo de metodologia consegue atingir um maior interesse por parte dos alunos. Porém, nesta pesquisa, extrapolamos o âmbito escolar, para pensar em projetos que vão alem desse limite. Ao analisarmos o cotidiano de uma escola japonesa, percebemos que além de alguns conteúdos serem trabalhados através de projetos restritos ao âmbito escolar , existe toda uma estrutura social, econômica, familiar e pessoal, que corrobora com um projeto educacional no mais amplo sentido.

Para começarmos a pensar o par educação e projetos, citamos Machado (2004 (a), pg. 36-37):

[...] Continuamente, os projetos nos alimentam, nos impulsionam para a frente, nos mantêm vivos. Sonhos, ilusões, utopias constituem inspirações para projetos, contribuindo pra uma articulação fecunda entre aspirações individuais e coletivas. Os totalitarismos de todas as cores e matizes simplificam exageradamente o ser humano, buscando controlar sonhos e ilusões, eliminando as utopias e limitando os projetos individuais a classificações demasiadamente estreitas. Por outro lado, no universo econômico, um excesso de planificação pode contribuir para uma atrofia dos projetos individuais, para um aprisionamento das ilusões, um estreitamento no espectro de valores, que se não se reduzem ao valor econômico, não se afastam muito do mesmo.

Precisamos, sem dúvida, continuar a sonhar, e a semear sementes de ilusão e otimismo, em nossos alunos, e em nossas escolas, sem nos esquecermos do caráter pragmático da educação, como um instrumento capaz de gerar maior autonomia aos projetos individuais, tentando atingir equilíbrio entre sonho e realidade.

Para que possamos ilustrar o modo como percebemos o significado de projeto no âmbito escolar, buscamos a definição de Machado que começa buscando a etimologia dessa palavra. Segundo o autor a palavra projeto derivada do latim, significa algo como um jato lançado para frente, em seguida uma síntese de algumas características fundamentais da idéia de projetos levantadas por Machado (2004 (a) pg.5-8):

- os projetos têm referência ao futuro; e sendo a realidade uma construção humana também pode-se dizer que não há futuro se não existirem projetos;

- um projeto está aberto a probabilidades – tanto de fracasso como de sucesso – é necessário o sentimento do incerto;

- um projeto envolve uma ação a ser realizada pelo sujeito que projeta, ou seja, não se pode ter projetos pelos outros.

Ao longo de toda nossa vida, fazemos inúmeros projetos, pensamos em uma carreira, em encontrar um parceiro, em construir uma casa, em viajar, etc. Para que alcancemos esses ideais, geralmente é necessária uma boa dose de esforço e dedicação, assim também como acontece com a aprendizagem de matemática. Para que o sujeito crie ânimos e se empenhe em lidar bem com a matemática, é preciso que o mesmo compreenda essa disciplina como um dos instrumentos que auxiliaram o percurso em busca de diversos projetos.

Segundo Machado (2004 (a), pg.8), é característico do ser humano a capacidade de projetar, como ilustra o trecho abaixo:

[...] como seres biológicos que vivenciam um quadro de valores histórica e culturalmente situados, lançamo-nos em busca de metas, construindo trajetórias vitais que nos caracterizam como pessoas. Na vida de cada indivíduo, nada está determinado de modo absoluto, nem pelos genes, nem pelo local de nascimento, nem pela família. Diferentemente das pedras, das plantas ou dos animais, nossas circunstâncias nos constituem; solidários com elas, projetamos e construímos nosso destino.[...]

A citação de Machado ilustrada acima e a discussão acerca das doutrinas deterministas tratadas no capítulo dois, aponta mais uma vez para a capacidade do ser humano em superar os problemas encontrados, inclusive no percurso escolar. O que motiva o ser humano em superar esses problemas é perceber que os mesmos têm significado perante seus projetos de vida. Assim, os projetos devem ser elaborados como um instrumento capaz de ajudar os indivíduos a alcançar objetivos pretendidos.

No caso dos japoneses e seus descendentes, o bom desempenho obtido na escola tem a ver com a elaboração de um projeto de vida. Como vimos, esses podem ser individuais, aumentando as possibilidades dos indivíduos nas escolhas profissionais, ou coletivos, no caso

dos projetos familiares e até sociais. Os projetos familiares em favor da educação fazem com que todos os membros façam esforços visando o bom andamento dos estudantes dessa família. Já no caso do âmbito social, podemos lembrar como os japoneses e seus descendentes utilizam a educação como um instrumento capaz de sanar diversos problemas – caso da crise pós-guerra no Japão, e no caso dos descendentes nipo-brasileiros se apresentou como uma possibilidade de ascensão econômica.

No caso da educação brasileira e projetos, ainda temos encontrado diversas divergências acerca do assunto. Para Machado (2004(a) pg.21), os projetos devem ser estruturados a partir de uma arquitetura de valores socialmente negociados e acordados, na busca do delicado equilíbrio entre a conservação do que se julga valioso e a transformação em direção ao novo.

Um dos problemas apontados por Machado (2004(a), pg.23) no caso da educação brasileira, já começa com a confusão entre a ausência de um projeto coletivo e a inexistência de um Plano Nacional de Educação:

No caso específico da educação brasileira, a ausência de um projeto coletivo tem sido confundida amiúde com a inexistência de algo como um Plano Nacional de Educação, bem como de uma legislação adequada. A atual constituição (1988) prevê, inclusive, a existência formal de tal Plano, que orienta diretamente as ações educacionais, e um projeto de Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, 1996) tramitou durante quase uma década no Congresso Nacional, subjazendo certa expectativa de que a solução de muitos dos problemas educacionais decorreria de sua aprovação, o que, naturalmente, não ocorreu.

Segundo Machado, à LDB, sucederam-se os PCN´s: apresentada em vinte volumes de mais de cem páginas cada um, só para orientar as ações educacionais no Ensino Básico; e mais quatro volumes para o Ensino Médio. Para ele, essa quantidade de material representa muita orientação metodológica para pouca densidade filosófica. Machado acredita que o ideal seria fundamentar os projetos em valores maiores baseados no que ele chamou de “Carta de Princípios Gerais”36, uma espécie de “Tábua de Valores Fundamentais”. Sem esse

enraizamento até os projetos mais bem intencionados vão acabar por perder sua

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potencialidade transformadora, tendendo confundir-se com planos de ação puramente burocrática, tornando rígido o que deveria ser por sua natureza flexível, adaptável, variável.

Machado37 cita como exemplo uma lei da educação portuguesa, formulada no período posterior á 1974. Para o autor a Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE 1986) Art 2º. onde está registrado, que a educação deve organizar-se tendo em vista “o desenvolvimento pleno e harmonioso da personalidade dos indivíduos” e a incentivar “a formação de cidadãos livres, responsáveis, autônomos e solidários.” E em seu Art 3º., explicita os princípios de organização do sistema educacional, que deve ter em vista “contribuir para a realização do educando, através do pleno desenvolvimento da personalidade, da formação do carácter e da cidadania” assim como “assegurar o respeito à diferença, mercê do respeito pelas personalidades e pelos projetos individuais de existência” [grifo do autor]. Tais princípios evidenciam a busca de um equilíbrio na dupla preocupação de formação: a pessoal e a social.

In document Genetic studies of canine anxiety (sider 30-37)