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Generiske ‘retningslinjer’

5.1 Hvordan struktureres kontekst- og risikoanalyser?

5.1.1 Generiske ‘retningslinjer’

oportunidades de encontro e trocas forem regulares e continuadas no tempo. Não se trata, pois, de organizar actividades intergeracionais pontuais, em momentos de festas badaladas, mas, antes, numa perspectiva de médio e longo prazo de modo a que se possam construir e realizar projectos comuns. A regularidade dos encontros é assim indissociável da diversidade das actividades que (re)únem os indivíduos: actividades de grupo em torno de uma dada temática (a culinária, as plantas medicinais, o bordado ou outro …) mas, igualmente, actividades mais individualizadas, tais como a participação num espectáculo, a visita de um lugar onde se produz tal ou tal doce típico, o estudo de um determinado tipo de bordado ou renda ou, ainda, a recolha da história de vida centrada, por exemplo, no trabalho ou na educação.

Finalmente, a implicação dos idosos e dos jovens será ainda fomentada graças ao registo sistemático fotográfico ou vídeo de todas as actividades realizadas pelos diversos grupos, de modo a que possam ser amplamente divulgadas ao conjunto dos membros dos dois grupos e, até, pelo conjunto dos utilizadores do Centro de Dia. A realização de exposições, de um jornal de paredes relatando

26 P o ovidoà à es alaà a io alà pelaà asso iaç oà U is-Cit ,à oà p oje toà à dese volvidoà po à jove sà

voluntários que assumem o compromisso de construir relações de confiança com pessoas idosas, geralmente de meios sociais desfavorecidos, expostas a um forte risco de isolamento social, através da realização de saídas, lanches, actividades musicais ou outras, a fim de progressivamente as levar a contar as suas lembranças. Estas podem ser contadas de forma espontânea, sobre o registo de uma história de vida, ou orientadas para temáticas mais específicas tais como o amor, a guerra, a juventude, aài ovaç oàte ológi aàouàosà aisà elosà o e tosàdaàsuaàvidaà…àG avadosàeàt a s itosàpelos jovens, estes relatos são, na sua grande maioria, colocados num site, desde que os idosos concordem. Constituem assim uma biblioteca virtual que aumenta de ano para ano graças a estes momentos de encontro entre idosos e jovens. Outros meios de divulgação são também mobilizados: pequenos livros, exposições, encenações, CD, curta- et age ,à et …à Desdeà ,à . à passeu sà deà oi e à recolheram 1.305 testemunhos, graças aos encontros promovidos com 6.900 idosos residentes nos quatro cantos da França (www.passeursdememoire)

as realizações e projectos dos diversos grupos temáticos, as visitas, participações em espectáculos efectuados em grupo ou individualmente e a apresentação regular de fotos ou pequenos filmes vídeos relacionados com cada um dos temas serão recursos importantes para motivar a participação e alargar as oportunidades de partilha a um maior número de idosos. A produção destes meios de comunicação constituirá, além disto, uma oportunidade de os membros das jovens gerações “iniciar” os mais velhos ao uso do computador e da internet, da fotografia ou da vídeo.

Em síntese e seguindo a reflexão de G. Guthleben e M. Zinck27, a intervenção aqui esboçada comporta três grandes tipos de encontros: os que decorrem de acções pontuais, voltadas para um dado acontecimento; os que resultam da promoção de actividades caracterizadas pela sua regularidade no tempo e um objecto bem delimitado, legitimados dos encontros e das trocas; e, finalmente, os que dependem de projectos, mais complexos na sua montagem e que podem integrar actividades e acções.

As acções, inscritas numa perspectiva de mais curto prazo, podem no entanto requerer uma preparação relativamente longa. Um exemplo de acção pontual será, por exemplo, a produção e venda de pão-doce na altura da Páscoa ou uma apresentação musical na festa de Natal da instituição ou nos Santos Populares. A acção pontual tem sobretudo um objectivo de demonstração da existência do trabalho intergeracional em curso e de comunicação. Potencia, pois, o reconhecimento e a valorização dos intervenientes, velhos e jovens, e lhes confere uma certa visibilidade. Mas, em termos de laços intergeracionais, os seus efeitos são relativamente limitados pois, só por si, o acontecimento não é suficiente para perpetuar o investimento de energia e fazer nascer novas iniciativas. Compreende-se, então, que as actividades, por serem mais regulares, criam condições mais favoráveis ao reforço dos laços: aprofundar as competências musicais de uns e de outros graças ao envolvimento regular de um “profissional” que dinamiza sessões de treino e aprendizagem ou criar um grupo de trabalho para a organização do livro de receitas de doçaria tradicional são duas maneiras de potenciar o conhecimento mútuo porque o encontro é

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In: Les rencontres intergénérationnelles en-dehors de la famille. Quelles méthodologies pour quelles finalités de projets? Recherches et Prévisions, nº 88, 2007.

mediado pela actividade. Haverá actividades em que os membros das duas gerações em presença participarão com a mesma intensidade (por exemplo nas sessões de música ou canto coral), outras em que uns poderão ter um papel mais predominante, nomeadamente quando a actividade concorre mais para a transmissão do que para a troca. Na realização dos registos audiovisuais serão os membros da geração mais nova a assumir esta preponderância, na recolha das receitas tradicionais serão os membros da geração mais velha.

Quando o objecto da actividade consiste em partilhar um momento de lazer em grupo ou numa relação interindividual (assistindo, por exemplo, a um concerto, efectuando-se a visita de um atelier de bordado ou promovendo-se um atelier de culinária), a relação proporciona uma troca recíproca e equilibrada: cada um tira prazer da própria actividade e, simultaneamente, do facto de a realizar em conjunto. Todavia, para que a troca seja efectivamente equilibrada, há riscos que importa controlar e antecipar: o das actividades não serem suficientemente desafiadoras por subvalorizar as capacidades e aspirações dos mais velhos, assim reproduzindo os preconceitos negativos a respeito do envelhecimento e da velhice. Esta reprodução pode conduzir a atitudes infantilizantes relativamente aos idosos ou à realização de acções que, por exporem os idosos aos olhos críticos de outros sem um investimento verdadeiramente profissional na sua preparação, acabam por atentar à sua imagem e à sua dignidade. O segundo risco, de sentido contrário, é de não medir adequadamente as mediações necessárias para que os idosos desenvolvam com prazer as actividades e assim suscitar neles sentimentos de fracasso e desânimo. O meio que se afigura mais apropriado para controlar estes riscos é a avaliação contínua das actividades, tendo em conta quer o processo, quer os resultados, de modo a poder tirar partido dos fracassos e dos erros num movimento de contínuo reajuste das actividades, dos seus objectos e da distribuição dos papéis. Caberá ao profissional responsável pelo projecto dinamizar estes momentos de avaliação, de modo a estar à escuta das dificuldades que os jovens, por um lado, os mais velhos, por outro, experimentam nos diversos campos de actividades.

Importa sublinhar, continuando a seguir os autores acima referidos, que uma dada actividade – seja de lazer, seja de transmissão – dificilmente consegue

perpetuar a relação intergeracional no longo prazo. Para que se estabeleça e perdure, a relação precisa de ser alimentada por outras perspectivas de encontro, pelo que interessa que os participantes nas actividades ganhem em autonomia para se tornarem efectivamente actores que formulam propostas, e, ainda, que os profissionais estejam atentos às reacções dos participantes, à expressão dos seus interesses e aspirações de modo a detectar as iniciativas que fazem sentido e mobilizam os investimentos dos membros dos dois grupos.

Inevitavelmente constituídos por acções e actividades coerentemente encadeadas, os projectos inscrevem-se num tempo mais longo e se revestem de maior complexidade. O que aqui esboçamos assenta num partenariado entre o centro de dia e o grupo de escuteiro, prevendo-se que se alargue a outras instituições ou associações (como, por exemplo, escolas de música) no decorrer do seu próprio desenvolvimento. Não se trata, pois, de um projecto fechado num único quadro institucional, antes pelo contrário, uma vez que um dos seus objectivos é precisamente a ampliação dos mundos de vida quotidiana dos seus beneficiários. Entendemos aqui por beneficiários tanto os idosos como os jovens. No que toca aos idosos, esta ampliação é tanto mais importante quanto o seu quotidiano se desenrola num território relativamente restrito, como acima demonstramos, com escassas oportunidades de interacção regular com membros das jovens gerações. Relativamente aos jovens, sabemos que são, inevitavelmente, expostos à propagação de representações negativas da velhice e, em muitos casos, privados de relacionamento regular com idosos que só de podem alterar profundamente graças à vivência regular de aprendizagens e realizações em conjunto. A ambição do projecto é, pois, que o território da sua realização seja o mais amplo possível para que a curiosidade seja fortemente estimulada e, com ela, a vontade de descobrir. O que anima este projecto é, com efeito, uma clara vontade de contrariar as segmentações/segregações que se desenvolvem na vida social corrente, entre grupos etários, entre grupos sociais, entre cultura popular e cultura erudita, entre fruição ou consumo cultural/produção cultural. E recorremos aqui ao termo ambição por termos consciência que alcançar este objectivo obriga a uma verdadeira ruptura com modos de fazer e pensar enraizados na grande maioria das organizações, tais como, os que conduzem

a privilegiar as parcerias entre instituições para a terceira idade e a investir predominantemente em acções pontuais (como são exemplos as actividades promovidas durante “o mês do idoso”); os que conduzem a reproduzir as mesmas actividades e a seleccionar os mesmos lugares de passeio ou visita de ano para ano; os que conduzem a conceber programas de actividades que são mais uma justaposição de acções pontuais que não produzem nenhuma sinergia entre si do que um conjunto organizado de actividades que alimentam a motivação e a descoberta da capacidades e interesses que os próprios idosos e jovens desconheciam; os que conduzem a estandardizar as intervenções e os graus de participação como se os idosos fossem intermutáveis, negando a sua individualidade e a diversidade dos seus trajectos de vida; ou, ainda, os que conduzem a excluir os idosos mais dependentes de oportunidades de participação e de acção.