10 KONSEKVENSUTREDNINGER ETTER PLAN- OG BYGNINGSLOVEN
10.1 Generelle utredningskrav for planer etter plan- og bygningsloven 69
A coleta de dados neste estudo representou um processo dinâmico realizado pela pesquisadora entre setembro e dezembro de 2015, tendo como instrumentos: a) entrevistas com a Profª Júlia; b) observação; c) diário de campo; d) fotografias e áudios. Estes contemplam informações necessárias à investigação para a compreensão da prática docente ao empregar dispositivos móveis no dia a dia da escola.
Com base em Elliot (1993), tais instrumentos foram importantes por que: evidenciam a qualidade das ações; destacam tanto os efeitos das ações previstas quanto as imprevistas; e, permitem ver o que acontece a partir de diferentes ângulos ou pontos de vista. 4.5.1. Entrevistas
A entrevista viabiliza a comunicação verbal entre o entrevistado e o entrevistador. Esta oportuniza uma compreensão minuciada dos costumes, atitudes, valores e motivações no que se refere aos atores, público alvo da pesquisa (MINAYO; ASSIS; SOUZA, 2008).
A escolha desse instrumento ocorreu pela sua maleabilidade, fornecimento de informações mais detalhadas e contexto direto com a entrevistada. Para Ludke e André (1986), a entrevista como coleta de dados sobre determinado tema científico é a técnica mais utilizada no trabalho de campo. Por seu intermédio, os pesquisadores buscam obter informações que poderão ser relacionadas às crenças e opiniões dos entrevistados. A gravação em áudio foi uma das técnicas usadas para complementar os dados. No entanto, vale salientar que todos esses registros foram negociados e autorizados pela investigada.
Pensando nisso, foram elaborados 3 (três) roteiros de entrevistas semiestruturadas (APÊNDICE A) como instrumentos primordiais para a coleta de dados na pesquisa. A primeira foi aplicada no início de setembro de 2015, a fim de levantar alguns dados pessoais e a trajetória profissional da Profª Júlia, de modo a identificar concepções, dificuldades e necessidades sobre o uso das tecnologias na educação, contemplando os seguintes itens: a formação, a experiência profissional e a relação entre tecnologia e prática docente.
Logo no primeiro encontro de planejamento, foi realizada a segunda entrevista para definir as etapas do projeto sobre sustentabilidade e tecnologias móveis, assim a Profª Júlia foi questionada sobre o que esperava que os alunos aprendessem com os dispositivos móveis, bem como sua concepção acerca do que vinha a ser uma aprendizagem colaborativa móvel.
A última foi realizada após a finalização do projeto desenvolvido na escola, em dezembro de 2015. Esta entrevista teve como finalidade atender três aspectos relacionados às etapas da pesquisa: prática docente, processo de aprendizagem colaborativa móvel e o uso dos dispositivos móveis. Esse instrumento possibilitou analisar as estratégias usadas pela professora no uso dos dispositivos móveis em sua prática pedagógica.
De caráter individual, as entrevistas semiestruturadas foram aplicadas com a professora antes e após a realização do projeto com os alunos. Antes da realização das atividades, foi perguntado à Profª Júlia: quais os ganhos que os alunos poderiam obter ao realizar as atividades com o apoio das tecnologias móveis; se ela reconhece, nessas tecnologias, algum aspecto pedagógico; quais estratégias ela usaria para inserir o netbook e o tablet no dia a dia da sala de aula. A entrevista realizada ao final do projeto apresentou uma reflexão e análise feita pela professora sobre o projeto e o uso dos dispositivos móveis na sua prática pedagógica, qual a sua avaliação acerca dos alunos que foram bem sucedidos e
daqueles que precisam de melhor acompanhamento, o que mais chamou sua atenção, as dificuldades e avanços que foram observados durante as aulas (APÊNDICE A).
As entrevistas favoreceram a interação a partir de respostas espontâneas que possibilitam maior abertura e proximidade entre entrevistador e entrevistado (LUDKE; ANDRÉ, 1986). Desse modo, esse instrumento colaborou no estudo, por se tratar de investigação que respeita os aspectos afetivo e valorativo da pessoa investigada.
4.5.2. Observações
Para orientar a observação da prática docente, foi elaborado um roteiro com o intuito de conhecer as estratégias utilizadas pela Profª Júlia ao utilizar os dispositivos móveis com sua turma de 7º ano D (APÊNDICE B). Conforme Vianna (2003, p. 12), a observação “é uma das mais importantes fontes de informações em pesquisas qualitativas em educação. Sem acurada observação, não há ciência”. Este instrumento tem caráter exploratório, tendo em vista conhecer como a professora age e interage no uso dos dispositivos móveis em sua prática docente.
A observação semiestruturada permite ao observador “integrar a cultura dos sujeitos observados e ver o mundo por intermédio da perspectiva dos sujeitos da observação” (VIANNA, 2003, p. 26). Para este instrumento, foi elaborado um roteiro que apresenta descrição das aulas de Ciências, utilizando tecnologias móveis e contemplando os seguintes itens: modo de iniciar a aula, horário, objetivos, assuntos, organização do espaço/tempo, desenvolvimento da aula, introdução do conteúdo, recursos utilizados, valorização do conhecimento prévio do aluno, incentivo à participação do aluno, exposição dos aplicativos online aos alunos, fechamento da aula, objetivos alcançados, relacionamentos, formalidade, informalidade, cordialidade e respeito (APÊNDICE B).
Minayo, Assis e Souza(2008) apontam a necessidade de o pesquisador conhecer os elementos teóricos que subsidiarão sua pesquisa, e consequentemente ser capaz de designar o que vai investigar com clareza e quais são as variáveis relevantes que ficarão representadas em suas anotações. Ressaltam ainda que ao optar pela observação semiestruturada, o pesquisador precisa ser capaz de confrontar as teorias às situações empíricas. Para tanto, é necessário que o pesquisador esteja aberto à realidade, que se disponha a conviver no contexto analisado, a partir dos paradigmas que o norteiam.
A observação durante a prática docente proporcionou subsídios para a identificação dos processos de aprendizagem móvel de cunho colaborativo, a compreensão de como se deu a ação docente com o apoio dos dispositivos móveis e de como a Profª Júlia incorporou os dispositivos móveis para produzir resultados favoráveis ao ensino de Ciências durante o desenvolvimento de um projeto com seus alunos.
Dessa forma, a pesquisadora observava a Profª Júlia durante o desenvolvimento de todas as atividades realizadas no projeto, momentos de confronto entre as tecnologias, o currículo e seu trabalho pedagógico, suas incertezas, suas dificuldades e seus avanços. Estas observações também foram realizadas no Diário de Campo da pesquisadora e serviram para alavancar discussões, reflexões a respeito da prática docente ao longo de todo o processo investigativo.
4.5.3. Diário de campo
O diário de campo permitiu recordar vários acontecimentos ao longo da pesquisa, complementando, inclusive, os dados decorrentes das observações das aulas e entrevistas, fornecendo base para análise da perspectiva e concepção da Profª Júlia em relação à utilização de dispositivos móveis na sua prática pedagógica. De acordo com Bogdan e Biklen (1994), esse instrumento identifica aspectos do comportamento profissional e pessoal que merecem ser citados na pesquisa. Para os autores é importante que o pesquisador descreva as anotações em um lugar sossegado, de forma cronológica e acrescente suas percepções sobre os fatos ocorridos.
A pesquisadora buscou registrar todos os momentos em seu diário de campo, mesmo aqueles de caráter irrelevante. Não havia uma estrutura padrão, pois a ideia era anotar o que acontecia, com a intenção de refletir sobre incidentes críticos durante o desenvolvimento do projeto, os sentimentos e pensamentos, bem como as impressões em relação aos dispositivos móveis na educação e mudanças provocadas na prática docente da Profª Júlia.
No decurso desta pesquisa foram registrados 20 (vinte) acontecimentos, logo após cada evento, já que a pesquisadora permanecia 3 (três) dias da semana nos turnos manhã e tarde na Escola Verde. Assim, para não desprezar nenhum detalhe, ela fazia seus registros durante os acontecimentos e ao final de cada turno.
4.5.4. Fotografia e áudio
A imagem, seja ela com ou sem movimento, sempre foi um dos principais meios de comunicação na história da humanidade. Com o advento da Internet e a ampliação dos recursos digitais é possível combinar diversos elementos de informação: fotografia e áudio (LOISOS, 2008).
Esta abordagem reconhece esses elementos como fonte documental e como objeto de complementação da análise dos dados. A imagem fotográfica, por exemplo, está relacionada ao seu contexto histórico, por isso não pode ser analisada sozinha sem o amparo de outras fontes. Em contrapartida, como ela revela somente um fragmento selecionado da aparência das coisas e dos fatos, não pode ser tomada como verdade única e absoluta. Segundo Loizos (2008, p. 147) a leitura de uma imagem fotográfica “[...] só se consegue com base em um conhecimento histórico detalhado do tempo e do lugar”.
As fotografias e áudios nesta investigação foram instrumentos de registros importantes que, com a permissão escrita da professora envolvida na pesquisa e dos pais dos estudantes participantes, caracterizaram seus gestos e comportamentos, sua interação com os estudantes durante a realização do projeto (APÊNDICE F).
Foram utilizados equipamentos, como: câmera fotográfica profissional e recursos de captura de imagens e áudio pelo smartphone. As gravações em áudio durante as entrevistas com a professora foram transcritas para facilitar o registro da sua fala, como também para simplificar as anotações de algumas aulas realizadas. Para isso, as ocorrências foram cuidadosamente registradas ora pela pesquisadora, ora pelo funcionário do LIE da Escola Verde em seus momentos livres.
Todos esses instrumentos foram importantes para a coleta de dados na pesquisa. A professora foi observada e entrevistada em seu local de trabalho. As anotações foram realizadas durante o desenvolvimento do projeto.