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2. Komiteens hovedprioriteringer for rammeområde 17

2.2 Generelle merknader fra komiteen

2.2.4 Generelle merknader fra Kristelig Folkeparti

4.1.1 Perfil dos gestores e profissionais

A gestão revela-se nos dias de hoje como uma área de conhecimento humano cheia de complexidade e desafios. Cada uma dessas organizações, seja escolar ou hospitalar, requer por parte dos seus gestores a tomada de decisões, a coordenação de atividades, a condução de pessoas e a avaliação de desempenho. Devido a isso, esses gestores enfrentam novos e sérios desafios que surgem ao longo dos tempos e requerem muita atenção e efetivação das políticas públicas existentes.

O gestor é uma pessoa com claros objetivos que se propõe a alcançá-los pelo desenvolvimento de grande habilidade para imaginar e criar meios que permitam isto (ETHOS, 2000). A gerência revela-se como importante potência de transformação e, dessa forma, gestores e gerentes atuando como protagonistas da ação, propiciam um arsenal inovador no modo de fazer o gerenciamento da saúde e da educação.

No quadro 4 apresentamos a caracterização dos sujeitos gestores, os quais serão representados pela letra G nos discursos transcritos na discussão, e dos profissionais da saúde, que serão representados pela letra P. Neste quadro, visualizamos aspectos dos sujeitos como: categoria (se gestor ou profissional), idade, sexo, tempo de atuação na instituição e formação.

Com relação à formação dos gestores, observamos que ela varia bastante. Apenas um dos gestores tinha formação em Administração, o restante tinha formação em diferentes cursos da área da saúde e humanas.

Esse perfil de formação suscita à gerência, possível desafio para gerenciar. No entanto, segundo Seixas e Melo (2004) em estudo voltado à administração hospitalar, a ausência da formação em Administração Hospitalar não impede que tais profissionais gerenciem hospitais. Segundo os mesmos autores, o hospital não deve ter seu quadro de gerentes

composto apenas por administradores hospitalares, porém, o profissional que for exercer a função administrativa, deverá estar consciente da complexidade que é requerida à prestação do serviço na área de saúde.

Quadro 4 - Caracterização dos entrevistados gestores municipal e estadual da saúde e da educação (G), e dos profissionais da saúde (P), João Pessoa-PB, 2011.

SUJEITO CATEGORIA IDADE SEXO

TEMPO DE ATUAÇÃO NA INSTITUIÇÃO

FORMAÇÃO

01 G1 56 anos M 10 meses Fisioterapia

02 G2 52 anos M 11 meses Enfermagem

03 G3 29 anos F 8 meses Administração e Direito

04 G4 42 anos F 8 meses Medicina

05 G5 32 anos M 8 meses Odontologia

06 G6 47 anos F 2 anos Pedagogia

07 G7 42 anos F 6 anos História

08 P1 27 anos F 2 anos e 8 meses Enfermagem

09 P2 27 anos F 2 anos e 9 meses Enfermagem

10 P3 28 anos F 2 anos e 6 meses Psicologia

11 P4 45 anos F 8 anos Enfermagem

12 P5 59 anos F 35 anos Medicina

13 P6 50 anos F 8 anos Enfermagem

Fonte: Material empírico da pesquisa, 2011.

Para o MEC (BRASIL, 2000), a gestão escolar constitui uma dimensão importantíssima da educação. É por meio dela que se torna possível perceber a escola e os problemas educacionais existentes e, só assim, por meio de uma visão estratégica e em conjunto, tal como uma rede, é possível identificar os problemas.

O tempo de atuação dos gestores da saúde e da educação no cargo atual é, na grande maioria pequeno, tendo em vista essas funções terem alta rotatividade de pessoal. Essa característica pode produzir no gestor, uma sensação de desresponsabilização diante dos problemas identificados. Apenas dois profissionais têm tempo de atuação como gestor maior que um ano. Os outros cinco gestores atuam há menos de um ano no cargo informado. Possivelmente, tal fato deve-se às mudanças de gestão que acontecem a cada troca de

governo, fazendo com que, em geral, haja uma quebra na continuidade das ações que vêm sendo desenvolvidas.

4.1.2 Perfil dos familiares/acompanhantes

Os sujeitos participantes do estudo estarão representados na discussão pelas letras GF. No quadro 5 visualizamos aspectos desses sujeitos como: idade, sexo, grau de instrução e parentesco com a criança/adolescente, e a idade da criança/adolescente o qual acompanhava naquele período. Observamos que há predominância da presença materna ou de uma figura feminina como acompanhante da criança/adolescente hospitalizado. Sete dos oito entrevistados eram do sexo feminino, seis eram mães e uma avó. Apenas um pai estava acompanhando o filho durante a hospitalização.

Quadro 5 - Caracterização dos entrevistados do Grupo Focal (GF) do HULW e do HIAM, João Pessoa-PB, 2011.

SUJEITO CATE

GORIA

IDADE SEXO GRAU DE

INSTRUÇÃO PARENTESCO C/ A CRIANÇA IDADE DA CRIANÇA/ ADOLESCENTE 01 GF 37 anos F Médio completo Mãe 14 anos 02 GF 26 anos F Fundamental incompleto Mãe 8 anos 03 GF 29 anos F Médio completo Mãe 8 anos 04 GF 50 anos F Fundamental incompleto Avó 10 anos 05 GF 32 anos F Fundamental incompleto Mãe 11 anos 06 GF 27 anos F Médio completo Mãe 10 anos 07 GF 32 anos F Médio incompleto Pai 7 anos 08 GF 41 anos F Médio completo Mãe 13 anos

Para Oliveira (1993 apud ARAÚJO, 2005), os valores são o fundamento da diferença. As mulheres são diferentes dos homens, porque no centro de sua existência estão outros valores: a ênfase no relacionamento interpessoal, a atenção e o cuidado com o outro, a proteção da vida, a valorização da intimidade e do afetivo, a gratuidade das relações.

O grau de instrução dos cuidadores variou do ensino fundamental incompleto ao ensino médio completo. A formação escolar até o ensino médio completo surgiu em maior percentual, 50%, entre os entrevistados. De acordo com Honda (2007) no início da década de 1990, os baixos níveis médios de escolaridade adulta, motivaram as mudanças que ocorreram nas diretrizes básicas do ensino. Um dos objetivos dessas mudanças era melhorar o acesso à escola à essa população, e consequentemente, melhor a qualidade do ensino das crianças.

O material empírico produzido por meio das entrevistas semiestruturadas com gestores da educação e da saúde e com os profissionais da saúde e, por meio do grupo focal com os familiares/acompanhantes, permitiu identificar diversos aspectos acerca da concepção dos mesmos com relação à escolarização da criança/adolescente durante a hospitalização que serão apresentados a seguir.

4.2 Hospitalização e Escolaridade: implicações do afastamento e estratégias