2. Avfall i et fremtidsperspektiv
2.2 Forebygging av avfall
2.2.1 Generelle forebyggende tiltak og virkemidler
Uma vez que a performance apresenta uma estrutura multidimensional, os caminhos da sua pesquisa necessitam obrigatoriamente de ser percorridos a partir de abordagens pluridisciplinares. A avaliação dos factores que influenciam a performance podem não só identificar o potencial dos jogadores, como também, permitir destacar os indicadores de performance que merecem um destaque especial aquando da planificação do treino (Pinto, 2001)
A busca de factores associados à performance, tem levado estudiosos a utilizar diversas formas de observação e de análise em JDC que lhes permitem conhecer e identificar os factores que originam o sucesso competitivo. Estas formas de observação são abordadas em três grandes áreas de estudo: 1ª - o uso de Sistemas Estatísticos, constituídos por acções como: lançamentos tentados e convertidos, os ressaltos ofensivos e defensivos, as faltas cometidas e sofridas, as assistências, os desarmes de lançamento, os “roubos” de bola e as perdas de bola; 2ª - a realização de Inquéritos a treinadores e atletas, procurando conhecer as variáveis com maior valor preditivo, verificar os processos e métodos de selecção e conhecer os factores e indicadores de selecção utilizados pelos treinadores na selecção dos atletas; 3ª - a Avaliação das Características Somáticas, Aptidão Física Geral e Habilidades Motoras Específicas dos atletas, procurando apresentar um conjunto de indicadores e de factores que possibilitem diferenciar o rendimento dos atletas (Freitas, 2005).
Segundo Sampaio (1997), Amorim (1999) e Cura (2001a; 2001b), as abordagens fundamentais ao estudo do Basquetebol têm-se centrado nos domínios do jogador e do jogo. No âmbito destes dois domínios, grande parte da investigação tem recorrido à avaliação da técnica em situação analítica e à observação de situações reais de jogo.
Quando jogadores de níveis competitivos diferentes são comparados na base das suas características de performance, é esperado, que os jogadores de nível superior suplantem os resultados dos jogadores de nível inferior. De
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com o mesmo nível competitivo, isto é, entre jogadores de elite e de sub-elite. Estes grupos de talentos, de forma geral, são relativamente homogéneos, no entanto, podem apresentar variâncias ao nível da sua performance (Gemser e Gemser, 2005).
Segundo Bangsbo e Lindquist (1992), as medidas de carácter geral, medidoras dos níveis de performance dos atletas, não são, geralmente, sensíveis para detectar diferenças entre jogadores de elite e jogadores de sub- elite. Assim, os testes aplicados devem medir as componentes específicas inerentes a determinada modalidade desportiva, envolvendo assim, as variáveis específicas desse mesmo desporto (Atkinson e Nevill, 2001).
Segundo Williams e Reilly (2000), os jogadores deverão ser monitorizados durante um prolongado período de tempo, para que se possa compreender, quais os factores que contribuem para altos níveis de performance.
Na investigação ao nível de performance diferencial de jogadores, um dos principais assuntos, diz respeito à tentativa de identificar as suas características individuais, com o propósito de optimizar essa mesma performance. No caso particular do Basquetebol, a avaliação da performance dos atletas tem sido bastante elogiada por diferentes especialistas e investigadores (Maia, 1993; Janeira, 1994; Pinto, 1995; Brandão, 1995).
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2.2.2.1. Instrumentos mais utilizados
No Quadro 2.2.2.1. são apresentados os instrumentos que têm sido mais utilizados quando da avaliação da performance desportiva em Basquetebol.
Quadro 2.2.2.1. Instrumentos que têm sido mais utilizados aquando da avaliação da performance desportiva em Basquetebol
Instrumento Objecto de avaliação Bateria AAHPERD (Kirkendall et al., 1987)
específica para o Basquetebol Avaliação da técnica em situação analítica. Observação do jogo (“estatísticas do jogo”) Estudo da performance desportivo-motora.
Games Performance Assessment Instrument (GPAI)
Permite medir as componentes individuais da performance no jogo com bola (tomadas de decisão e execução das habilidades) e sem bola (acções de apoio e/ou acções de defesa).
O procedimento mais utilizado para a avaliação da técnica tem sido as baterias de testes (Cura, 2001a; Cura, 2001b). A bateria AAHPERD específica para o Basquetebol (Kirkendall et al., 1987) tem sido a mais utilizada para a avaliação da técnica de jogadores de Basquetebol em situação analítica. Esta bateria tem como finalidade avaliar: 1) a velocidade de execução e qualidade dos deslocamentos em deslizamento lateral; 2) a velocidade de execução e controlo do drible com mudanças de direcção; 3) a precisão e velocidade de execução do lançamento ao cesto; 4) a precisão e velocidade de execução do passe contra a parede.
Esta bateria apresenta uma grande limitação, uma vez que encerra em si uma descontextualização profunda da estrutura funcional do jogo (Moreno, 1988). Segundo Brandão (2001), os testes que compõem a bateria estão desactualizados na sua forma global, uma vez que são testes isolados, que tratam de forma semelhante indicadores ofensivos e defensivos, não apresentando qualquer tipo de interligação entre os indicadores, tornando-se portanto numa avaliação extremamente simplista e de difícil interpretação global. Para além de todas estas lacunas, a sua aplicação é bastante morosa e pouco motivante para os atletas que a realizam.
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Segundo Bastieans (2006), as baterias de testes devem ser simples, altamente seguras e válidas, e devem diferenciar jogadores com base nos traços herdados que não podem ser modificados com o treino.
No estudo da performance desportivo - motora, a observação do jogo, tem-se revelado um instrumento de grande importância (Janeira, 1999, cit. por Silva, 2004). Segundo Sampaio (1997; 2000), Janeira (1998), Sampaio e Janeira (1999), a análise do jogo em Basquetebol tem centrado a sua atenção na análise quantitativa a partir das chamadas “estatísticas do jogo”, isto é, a partir de indicadores técnico-tácticos. Janeira (1998) afirma que através das “estatísticas do jogo”, tem sido possível inferir aspectos qualitativos da dimensão técnico-táctica do jogo e dos jogadores.
Oslin et al. (1998) conceberam um sistema multidimensional para medir a performance no jogo, que designaram de GPAI (Games Performance Assessment Instrument). Este instrumento permite medir as componentes individuais da performance no jogo com bola (tomadas de decisão e execução das habilidades) e sem bola (acções de apoio e/ou acções de defesa), permitindo ao utilizador estabelecer critérios de avaliação e análise próprios, em função dos objectivos por ele definidos. Este instrumento aparece como uma alternativa aos testes de habilidades técnicas e às análises quantitativas dos jogos (“estatísticas de jogo”), permitindo análises qualitativas dos comportamentos em situação de jogo. Desta forma, o valor real da performance torna-se mais autêntico, uma vez que não se centra apenas no nível de decisão e execução técnica dos atletas com bola, como também, no seu desempenho sem bola, isto é, em tarefas de apoio ofensivo e defensivo.
A problemática da selecção de talentos tem gerado em técnicos e investigadores, dúvidas quanto à eficácia dos procedimentos metodológicos utilizados na escolha de jogadores que proporcionem garantias de melhores resultados em competições importantes (Ramos e Tavares, 2000).
No estudo realizado por Ramos e Tavares (2000), o instrumento mais utilizado pelos técnicos brasileiros foi a observação do atleta no jogo. De seguida o instrumento mais utilizado foi a observação no treino. Estes dois
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instrumentos, segundo Maia (1993) podem ser classificados como sendo métodos subjectivos de selecção desportiva.
Segundo os mesmos autores, os resultados parecem evidenciar que o processo de selecção de jovens atletas de Basquetebol está centrado fundamentalmente em tomadas de decisão dos técnicos. Estas tomadas de decisão são resultado de procedimentos subjectivos e assistemáticos de selecção desportiva.
Material e Métodos