Generation of Route- and Frequency Combinations
6.2 Generation Procedure
a) Primeira etapa – revisão da bibliografia
Esta etapa refere-se ao estabelecimento das diretrizes gerais da pesquisa em termos de conteúdo, bem como a seleção dos fundamentos e dos conceitos básicos que apoiaram a resolução do problema e objeto do estudo. Foram examinados os conteúdos relativos à Teoria do Caos e da Complexidade, Auto-organização, Atributos de Configuração e o Processo Estratégico segundo a Escola de Configuração. Embora tenha constituído a atividade que deu início ao estudo, ela não se encerrou senão no apronto do relatório final. Apresentou-se como etapa inicial e transformou-se em atividade paralela e subjacente que acompanhou todo o percurso do estudo, oferecendo continuamente o suporte teórico necessário.
b) Segunda etapa – Análise crítica das decorrências do cruzamento dos fundamentos da Teoria da Complexidade e do conceito de Auto-Organização com os conceitos do processo estratégico da Escola de Configuração.
A execução desta etapa deu-se a partir dos resultados da etapa anterior. O exame dos conteúdos que constituem os fundamentos teóricos do trabalho revelou a necessidade de que fosse procedida uma análise crítica de modo a identificar eventuais oportunidades de, a partir dos fundamentos da Teoria da Complexidade e do conceito de Auto-Organização, encontrar novas abordagens que se agreguem aos conceitos da Escola de Configuração no sentido de dar conta de responder à questão da pesquisa.
c) Terceira etapa - Construção de um esquema de análise de mudança com base nos achados da etapa anterior.
Os achados ocorridos na revisão de bibliografia levaram ao entendimento de que o resultado da segunda etapa conduziu a uma possibilidade de se obter uma nova perspectiva de entendimento de como ocorre o processo de adequação estratégica nas organizações a partir dos fundamentos da Escola de Configuração. Em sendo então uma perspectiva nova, necessário se tornou que fosse proposto um esquema que viabilizasse a sua aplicação.
Assim, a partir da análise e da interpretação do conteúdo construído na segunda etapa, foi proposto este esquema.
d) Quarta etapa - Aplicação empírica do esquema aos casos selecionados para o estudo - Pesquisa de Campo.
A partir do que está definido em termos da classificação da pesquisa, do seu desenho, modelo e estratégia, a execução do trabalho de campo ocorreu através da aplicação de entrevistas semi-estruturadas e em profundidade, da pesquisa de documentos selecionados a partir das necessidades apontadas pelo esquema de análise proposto e pela observação direta.
A opção pela utilização de entrevistas, pesquisa de documentos e observação direta para levantamento e aferição dos dados e informações encontra plena sustentação na literatura especializada.
Conforme Yin (2001), as entrevistas são uma das mais importantes fontes de informações para um estudo de caso. A escolha de entrevista do tipo semi- estruturada fundamenta-se na seguinte afirmação de Yin (2001):
É muito comum que as entrevistas, para o estudo de caso, sejam conduzidas de forma espontânea. Essa natureza das entrevistas permite que você tanto indague respondentes-chave sobre os fatos de uma maneira, quanto peça a opinião deles sobre determinados eventos. Em algumas situações, você pode até mesmo pedir que o respondente apresente suas próprias interpretações de certos acontecimentos e pode usar essas proposições como base para uma nova pesquisa (YIN, 2001, p.112).
Os roteiros das entrevistas foram submetidos à validação de especialistas pertencentes ao corpo docente do MAN - Mestrado em Administração e Negócios da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da PUC-RS e aplicados ao principal executivo e a mais dois profissionais de nível gerencial das empresas selecionadas para o estudo.
Conforme Yin (2001) as informações documentais são potencialmente relevantes a todos os tópicos do estudo de caso. Enquanto fonte de evidência, a documentação tem os seguintes pontos fortes: a) é estável – pode ser revisada inúmeras vezes; b) é discreta – não foi criada como resultado do estudo de caso; c) é exata – porque contém nomes, referências e detalhes exatos de um evento; e d) apresenta ampla cobertura – longo espaço de tempo, muitos eventos e muitos ambientes distintos. Esta última característica das evidências documentais teve especial utilidade na análise dos aspectos relacionados à configuração das organizações, tanto sob a ótica da estrutura quanto sob a ótica da dinâmica dos
seus atributos, pois representou a possibilidade de permitir uma visão à cerca de como estes fatores se comportaram ao longo de um espaço de tempo, tendo constituído ainda excelente subsídio para o aprofundamento das entrevistas.
Ainda conforme Yin:
As provas observacionais são, em geral, úteis para fornecer informações adicionais sobre o tópico que está sendo estudado. Se o estudo de caso for sobre uma nova tecnologia, por exemplo, observar essa tecnologia no ambiente de trabalho prestará uma ajuda inestimável para se compreender os limites ou os problemas dessa nova tecnologia. Da mesma forma, as observações feitas em um bairro ou em uma unidade organizacional trarão uma nova dimensão na hora de compreender tanto o contexto quanto o fenômeno que está sob estudo (YIN, 2001, p. 115).
Em relação a este trabalho, a observação direta se fez importante no sentido de permitir que se consolidassem e que se cruzassem os achados nas entrevistas com os dos documentos.
e) Quinta etapa – Elaboração das considerações finais
Os achados obtidos a partir das três técnicas aplicadas na pesquisa de campo (entrevistas, exame de documentos e observação) foram cruzados através de triangulação e analisados criticamente em relação aos conteúdos das etapas anteriores e da bibliografia de referência, com base na técnica de análise qualitativa proposta por Moraes (2003) que a assim a define:
...pode ser descrita como um processo emergente de compreensão, que se inicia com um movimento de desconstrução...seguindo-se um processo intuitivo auto-organizado de reconstrução, com emergência de novas compreensões que, então, necessitam ser comunicadas e validadas cada vez com maior clareza em forma de produções escritas (MORAES, 2003, p. 207).
A partir do produto destas considerações finais viabilizou-se a proposição de pesquisas posteriores que venham acrescentar novos conhecimentos sobre o tema, cuja validade e importância foi demonstrada no capítulo introdutório deste estudo.
f) Sexta etapa - Elaboração do relatório de pesquisa
Finalmente chegou-se à possibilidade de realização do que foi proposto como objetivo geral da pesquisa a partir de tudo o quanto foi produzido nas etapas anteriores, traduzindo-se em uma tarefa de análise e síntese sempre sustentada pelo referencial teórico bibliográfico.