2. CLASSICAL INTERNATIONAL LAW AND EARLY PHILOSOPHY ON PEOPLES’
3.1 Introduction 48
3.3.1 Generally 51
O detector por captura de elétrons (ECD) é seletivo respondendo somente aos compostos com átomos que são capazes de capturar elétrons como, por exemplo, compostos halogenados. Sendo assim, a utilização desse detector permite a identificação e quantificação do inseticida clorpirifós por cromatografia gasosa.
Na figura 4.1 está representado um cromatograma de uma solução padrão em acetonitrila contendo o clorpirifós na concentração de 250 µg L- 1
. Os picos com tempo de retenção (tR) iguais a 6,6 e 9,1 minutos correspondem ao clorpirifós e bifentrina (padrão interno), respectivamente.
6,6 9,1 0 2 4 6 8 10 12 -20000 0 20000 40000 60000 80000 100000 120000 140000 160000 180000 R e spost a do D e tect or tempo (min)
Figura 4.1 – Cromatograma de uma solução padrão de clorpirifós, em acetonitrila, na concentração de 250,0 µg L-1, onde: tR = 6,6 min: clorpirifós e tR = 9,1 min: bifentrina a 200,0 µg L-1 (padrão interno).
Observando o cromatograma acima, percebe-se que as condições cromatográficas estabelecidas permitiram uma análise em um tempo relativamente curto (10,5 minutos) e uma separação adequada entre o analito e o padrão interno.
4.1.2. Solução obtida a partir do produto comercial
Os ensaios de adsorção com o solo foram realizados com soluções de clorpirifós obtidas a partir do produto comercial. A identificação desse princípio ativo no extrato foi realizada comparando o tempo de retenção do composto da amostra com o de um padrão. Na figura 4.2 está representado um cromatograma do extrato orgânico obtido da extração do princípio ativo da solução preparada a partir do produto comercial.
9,1 6,6 0 2 4 6 8 10 12 -20000 0 20000 40000 60000 80000 100000 120000 140000 160000 180000 Resposta do Detector tempo (min)
Figura 4.2 – Cromatograma do extrato orgânico obtido da extração do princípio ativo do produto comercial.
Podemos observar, nos cromatogramas apresentados nas figuras
4.1 e 4.2 a presença do pico referente ao clorpirifós, tempo de retenção tR=6,6, indicando que foi possível a extração do princípio ativo do produto comercial. Além disso, verificou-se a ausência de picos que possam ser
atribuídos a interferentes. Dessa forma, o método de extração usado foi considerado eficiente na extração do princípio ativo do produto comercial.
4.1.3. Curva analítica e linearidade de resposta do detector
A quantificação do clorpirifós, presente no extrato obtido com a extração do princípio ativo do produto comercial, foi realizada pelo método do padrão interno. Para isso, foi construída uma curva analítica a partir das análises de soluções padrões de clorpirifós em acetonitrila em uma faixa de concentração de 5,0 a 250,0 µg L-1. Tal curva (figura 4.3) relaciona os dados entre a razão da área do pico atribuído ao clorpirifós e a área do padrão interno (AA/API) com a concentração do clorpirifós em µg L-1.
Y =0,0063x + 0,0646 R2 = 0,996 0 50 100 150 200 250 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 1.2 1.4 1.6 1.8 AA /A PI C (µg L-1)
Figura 4.3 – Curva analítica preparada a partir de soluções padrões de clorpirifós em uma faixa de 5,0 a 250,0 µg L-1, analisadas por CG/ECD.
A linearidade corresponde à capacidade do detector em fornecer resultados diretamente proporcionais à concentração da substância em exame, dentro de uma determinada faixa de aplicação. O coeficiente de correlação (r) é uma das formas de avaliar a linearidade de resposta do equipamento. Este parâmetro permite uma estimativa da qualidade da curva obtida, pois quanto mais próximo de 1,0, menor é a dispersão do
conjunto de pontos experimentais e menor a incerteza dos coeficientes de regressão estimados. Um coeficiente de correlação maior que 0,999 é considerado como evidência de um ajuste ideal dos dados para a linha de regressão. A ANVISA recomenda um coeficiente de correlação igual a 0,99 e o INMETRO um valor acima de 0,90 (RIBANI et al., 2004).
Conforme apresentado na figura 4.3, o coeficiente de determinação maior que 0,99 indica uma resposta linear do detector (ECD) na faixa de concentração estudada, 5,0 a 250,0 µg L-1. Sendo assim, por meio dos coeficientes de regressão dessa curva analítica, foi possível a quantificação do analito no extrato obtido do produto comercial.
Para a quantificação do composto de interesse foi escolhido o método do padrão interno já que a injeção das amostras no cromatógrafo foi realizada de forma manual. Este método é útil, especialmente pelo fato de que independe de pequenas mudanças em variáveis experimentais, como temperatura da coluna e volume da amostra injetada.
Analisando os dados obtidos pela curva analítica e na análise de todos os extratos, foi constatado que o método do padrão interno contribui para obtenção de dados precisos (valores baixos para os desvios padrão) e isso foi possível devido à bifentrina, um pesticida da classe dos piretróides, atender as exigências de um padrão interno. Lembrando, que um padrão interno deve apresentar algumas características, tais como: ser similar às substâncias de interesse, não fazer parte da amostra, ser disponível em elevado grau de pureza e quando analisado por cromatografia ter pico resolvido e bem separado das demais substâncias presentes na amostra (RIBANI et al., 2004)
4.1.4. Extrato orgânico obtido da extração do clorpirifós da solução após equilíbrio com o solo
Nos ensaios de adsorção, a quantidade de clorpirifós remanescente na solução foi determinada por cromatografia gasosa pelo método do padrão interno. As quantificações foram feitas comparando-se a razão entre a área do pico do clorpirifós extraído da matriz e a área do pico do padrão interno com a razão entre a área do pico do padrão do princípio
ativo e a área do pico do padrão interno. Na figura 4.4 está representado um cromatograma do extrato orgânico obtido da extração do princípio ativo da solução após equilíbrio com o solo.
6,6 9,1 0 2 4 6 8 10 12 -20000 0 20000 40000 60000 80000 100000 120000 140000 160000 180000 Re spo s ta do D e tect o r tempo (min)
Figura 4.4 – Cromatograma do extrato orgânico obtido da extração do princípio ativo da solução aquosa após equilíbrio com o solo.
No cromatograma apresentando na figura 4.4 observa-se apenas a presença dos picos de interesse: clorpirifós (tR= 6,6) e bifentrina (tR= 9,1). Desta forma, foi possível a quantificação do clorpirifós presente na solução em equilíbrio com o solo após os ensaios de adsorção.