2.2 B ETYDNINGSMESSIGE FORHOLD VED VALG AV KONSEPT 25
2.2.3 Generalitet, fleksibilitet og elastisitet i bygninger
LAMEGO
106.7
97;6/112.8
LEIRIA.110.3
95.7/115.0
LINHARES97.4
89.0/123.7
LISBOA97.3
100.0/110.1
MIRANDA105.7
92.3/119.3
MONCORVO103.0
95.7/115.0
OUREM110.0
90.5/121.7
OURIQUE105.3
94.9/116.0
PINHEL97.3
88.0/125.2
PORTALEGRE100.9
93.4/117.9
RIBATEJO101.7
87.3/126.2
SANTARÉM103.5
96.9/113.7
SETÚBAL109.2
96.5/114.1
TAVIRâ111.2
94.6/116.5
0/92. Recenseamento de 1801
RelaçSes de masculinidade dos nascimentos e intervalos de confiança a 955ó Comarcas
RelaçSes
de mascul.
I n t e r v a l o s
de confiança
TOMAR107.2
96.9/113.7
TORRES VEDRAS113.9
93.8/116.5
TRANCOSO102.3
96.9/113.7
VALENÇA101.4
91.2/120.8
VIANA108.4
98.4/111.9
VILA REAL106.4
96.9/113.7
VILA VIÇOSA109.0
93.1/118.3
VISEU101.9
93.4/117.9
93. to
d
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sa um pequeno subregisto (ou subdeclaração) das crianças do sexo masculino, facto de modo algum invulgar, uma vez que a mesma ano malia se detecta nos dados relativos à mesma região, em pleno sic. XX (98).
A relação global de masculinidade dos nascimentos obser vada é de 104.4, ou seja, praticamente igual ao valor teo'rico e o intervalo de confiança, de 103.4/106.4, o que, segundo o método uti lizado, parece confirmar uma boa qualidade no registo ou declara ção dos nascimentos, a não ser que, o fenómeno de subavaliaçâo fosse igual para os dois sexos, o que é pouco provável.
2.4.2. Relapses de masculinidade
Uma maneira simples de apreciar a qualidade dos dados obtidos através dos recenseamentos "consiste em observar o desvio em relação a 100 da relação global de masculinidade. Cora efeito, uma relação de masculinidade dos nascimentos que se situe por vol ta do valor 105, combinada com uma relação de masculinidade dos mortos que varia entre 105 e 125, implica a existência de uma re lação global de masculinidade no recenseamento sensivelmente igu al a 100 desde que os movimentos migrato'rios nâo sejam muito im portantes" (99).
0 quadro que se segue, apresenta as relações globais de masculinidade calculadas por províncias.
95.
RelaçOes globais (x 100) de masculinidade - 1801
Províncias Homens Mulheres
r
MINHO 315 118 352 058 89.5 TRlS-OS-MONTBS 129 763 136 089 95.4 BEIRA 446 294 487 090 91.6 ESTREMADURA 335 534 336 646 99.6 ALENTEJO 137 035 133 739 102.5 ALGARVE 50 088 53 219 94.1 PORTUGAL 1 413 832 1 498 841 94.3
Verificamos, assim, que, à excepção do Alentejo, as re- lações globais de masculinidade das províncias do Reino apresentam valores que se situam abaixo de 100.
Se estivéssemos perante uma população fechada e sem mi- grações internas dignas de monta, as oscilações observadas seriam, apenas, explicáveis pelas alteraçSes existentes na qualidade das estatísticas dos nascimentos e óbitos. y
Ora, no capítulo anterior, acabamos de verificar que, segundo a metodologia utilizada, a qualidade dos registos dos nas cimentos parece ser boa, pelo menos, no que diz respeito ao equi- líbrio entre os sexos. Assim, uma vez que parecem nSo existir gran des problemas na qualidade dos dados do movimento natural da popu
96.
laçSo, temos de admitir que a variável migro-demográfica responsa vel pelas flutuações observadas não pode deixar de ser outra se- nSo os movimentos migratórios.
Por outro lado, também se sabe que, de uma maneira gera], nas migrações internas,os sexos sao relativamente equilibrados, por oposição às emigrações externas em que existe, sempre, uma grande preponderância do sexo masculino, mesmo nos casos em que ocorra uma grande reconstituição das famílias nos países de desti_ no da emigração.
Neste contexto, é no Minho que verificamos as relações de masculinidade mais afastadas do seu valor teórico, seguindo-se- -Ihe a Beira, o Algarve e Trás-os-Montes, sequência que concorda inteiramente com as informações que temos sobre a intensidade da emigração por províncias: é na primeira que a intensidade deste fenómeno ê maior e é na última que ele é menor. A Estremadura, ao apresentar uma relaçSo de masculinidade praticamente igual a 100.0, aponta-nos para a existência de uma emigração reduzida, o que pa- rece confirmar aquilo que sabemos sobre o destino dos fluxos mi- gratórios desta província, quase exclusivamente dirigidos a Lisboa. Finalmente, o Alentejo, a única província cuja relação de masculi nidade ultrapassa 100, parece ignorar a emigração e, ate', a atraç çao urbana da capital. 0 facto deste valor nos aparecer relativa- mente elevado nSo significa a existência de uma deterioração da qualidade dos dados nesta região pois, o empolamento de sexo mas- culino que altera o equilíbrio da relaçSo de masculinidade é pro- vocado pela existência da importante praça militar de Elvas. Com efeito, nesta cidade, o censo de 1801 regista 7614 homens para 5258 mulheres, fazendo supor que os efectivos da guarnição foram
97.
esta suposição, uma vez que nos dá um número proporcionado de ho- mens e mulheres casados, um número de viúvas triplo dos viúvos mas, no que diz respeito à população celibatária, o número de sol teiros ê superior ao número de solteiras em 2 240.
E, assim, uma vez excluida dos nossos cálculos a comar- ca de Elvas, a relação de masculinidade surge-nos igual ao seu va lor teórico (100.1).
Em conclusão, pensamos que existe uma indiscutível liga çâo entre a relaçSo global de masculinidade e a emigração, embora não nos seja possível deduzir automaticamente que a emigração ex- plica todas as oscilações observadas. Ê de admitir que uma defici ente qualidade dos dados pode ter a sua quota-parte explicativa mas, em função de tudo o que dissemos anteriormente, podemos igu- almente afirmar que, a haver tal deficiente qualidade, a sua impor' tância é muito reduzida.
2.5. CONCLUSÃO
Os anos em que se efectivaram os recenseamentos s3o anos de carestia e de fome, devido a maus anos agrícolas e à guerra can a Espanha, em 1801. Nao são, porém, anos excepcionais, uma vez qu^ tanto nos finais de Setecentos - 1793, 1794, 1796, 1800 -, como nos inícios de Oitocentos - 1803, 1804, 1806 -, nos surgem anos que igualam e, por vezes, ultrapassam as difíceis condições de vi da que se fizeram sentir em 1801-1802. Assim, pensamos que os re- sultados obtidos através dos recenseamentos, exprimem, significa- tivamente, o estado e movimento da populaçSo portuguesa de então.
98.
rados pela Igreja - e, por isso, fornecendo resultados mais fide- dignos -, s3o fruto de um labor sério, cuidado e, sob o aspecto qualitativo - sobretudo o recenseamento de 1801 -, podem enfilei- rar ao lado do recenseamento espanhol de 1787 e dos recenseamentos, francês e inglês, que tiveram lugar em 1801.
0 recenseamento inglês de 1801, de todos os censos de fí. nais de Setecentos e princípios de Oitocentos, o mais rico em in- formações no que toca à população local, exige crítica minuciosa, sob pena de reservar ao investigador, desagradáveis surpresas. Ora, o mesmo se passa quanto aos recenseamentos portugueses, que exigi ram o conhecimento prévio e rigoroso do quadro administrativo - - eclesiástico a fim de se determinar a integridade geográfica e demográfica dos mesmos e detectarem as lacunas existentes; o levan
tamento sistemático dos dados em bruto, das fichas originais, pa- ra criticarmos, severamente, todas as parcelas e verificarmos da sua credibilidade, comparando, sempre que possível, os números ofe recidos pelos recenseamentos com os dados dos recenseamentos lo- cais ou regionais de que dispúnhamos para a época em questão.
Os problemas suscitados pela efectivação dos recensea - mentos, destituídos de qualquer objectivo de natureza fiscal ou mi litar, os longos meses gastos na execução dos mesmos e recolha des resultados, o carácter uniforme das fichas que serviam de modelo para a concretização dos mesmos, a individualidade das listas, au tenticadas pelos párocos ou pelas autoridades religiosas, as rasu ras e os erros aritméticos que as listas exibem, comprovando as dificuldades encontradas para o exacto preenchimento das mesmas, a inexistência ou extrema raridade dos números redondos que, quan do frequentes denunciam cálculos ou estimativas de base, a refe - rência dos censos a uma mesma data, confirmara-nos, por outro lado,
99.
que estamos perante verdadeiros recenseamentos.
Os números que traduzem os fogos, o volume da população e sua distribuição por sexos, idades e estado civil, em nosso pa- recer, sSo correctos e constituem, para já, os únicos elementos numéricos válidos, de que dispomos para todo o Antigo Regime por- tuguês, a cobrir todo o território.
; Os números que dizem respeito aos nascimentos e casamen tos revelam-se aceitáveis mas, o mesmo nSo podemos afirmar quanto aos óbitos, pois, em todo o Reino, tanto nas cidades como nos cam pos, o sub-registo das pessoas que morriam, principalmente, dos menores de 7 anos, incluindo os expostos, ê uma constante variai vel cuja importância, só a análise regional dos livros paroquiais e o estudo dos livros de expostos, poderá» determinar.
Nao somos partidários da estimativa fácil mas, em funç& dos elementos recolhidos quanto à mortalidade infantil e das per-
centagens encontradas quanto à mortalidade das primeiras idades na mortalidade geral (ver capítulo relativo à mortalidade), pen- samos que a mortalidade n3o registada, em relaçSo aos indivíduos baptizados, poderá oscilar, para a época em estudo, entre os 20 e os 40%. No único trabalho que conhecemos, a abordar este problema e que diz respeito à freguesia de Rebordões, no nordeste transmon tano, regiSo que acusa um forte enquadramento clerical, a mortali dade nao registada, para o sé*c. XVIII, relativamente aos individu os baptizados, seria de 40.7%. *
Apesar de tudo e mesmo no que concerne aos óbitos, as in formaçSes colhidas nos recenseamentos quanto ao movimento natural da população, sSo, parece-me, de uma qualidade um pouco superior aos registos paroquiais, na medida em que o pároco, ao fornecer tais informaçSes, de modo directo e imediato, entraria em linha de
100. conta com alguns acontecimentos que (ainda) se não encontravam lan çados nos livros de registos; são de ura valor inestimável, pela vastidão de informações, de um valor vínico, era muitos casos, devi do à inexistência de livros de registo paroquial, em 18011802, nalgumas freguesias e à destruição ou desaparecimento subsequente dos registos paroquiais de muitas outras.
A análise demográfica da qualidade dos dados, quer para os nascimentos, quer para a população, confirma, de modo sobrema neira satisfatório, tudo o que acabou de se afirmar.
Assim, não podemos, de modo algum, corroborar o cepticis mo de alguns historiadores, sobretudo estrangeiros Pierre Chaunu, Albert Silbert, Jacques Marcada, etc. , baseados, fundamentalmen
te, em Balbi, que considerava as listas da população portuguesa de fins do séc. XVIII e primeiras décadas do séc. XIX "muito inexa ctas" e não oferecendo mais que resultados "muito incertos" (lOQt), cepticismo só equivalente ao desconhecimento em que até agora se tem mantido a realidade demográfica do Portugal de fins do Antigo Regime.
0 atraso de Portugal "era matéria de estatísticas demo •*■ gráficas", como refere Chaunu (101), acentuase, sobretudo, a par tir do segundo quartel do séc. XIX. S bem menos evidente nos fi nais do Antigo Regime, uma vez que, as imperfeições, as lacunas, os erros que se detectam nos censos nacionais ou regionais de en tão, são extensivos, de um modo geral, a muito's dos países da Eu ropa Ocidental, como a Espanha, Itália, França e Inglaterra.
101.
NOTAS
(1) - Roger Mois, Introduction a la démographie historique des vil- les d'Europe, II, Louvain, 1955, p. 15.
(2) - Rellaçap universal de todas as pessoas existentes nas fre- guezias do arcibispado de Évora. B.N.L., ex 1, ns 6.
(3) - A.M.T.T.
(4) - José Joaquim Soares de Barros, "Memoria sobre as cauzas da différente população de Portugal", Memorias Económicas. I, Lisboa, 1789, p. 139; e Tomás António Portugal, "Observações...y
Memorias Económicas. III, Lisboa, 1791, p. 300.
(5) - Soares de Barros, "Memoria sobre as cauzas...", ob. e vol. cits., p. 138-139.
(6) - Mois, ob. cit., III, 1955, p. 125.
(7) - Discurso de José Correia da Serra, Memorias Económicas. I, p. X.
(8) - José Bacelar Chichorro, Memoria...da Estremadura. Lisboa, 1943, p. 45 e 49.
(9) - "Viagem m i n e r a l o g i c o - b o t a n i c a . . , " , J o r n a l Encyclopedico. Lis boa, Setembro de 1789, p. 307.
(10) - Ferrari Mordau, Despertador da agricultura. Lisboa, 1951, p. 101.
(11) - Mapa da população da comarca de Guimarães, ms. do A.II.M. (12) - Jacques Marcadé, Une comarque portuguaise.... Paris, 1971,
p. 54-57.
(13) - Gervásio P a i s , Observaçoens e exames f e i t o s . . . n a provincia do A l e n t e , j o . . . . códice ms. de b i b l i o t e c a p a r t i c u l a r .
102.
(14) - Ferrari Mordau, ob. cit., mapa final.
(15) - Francisco Rebelo da Fonseca, "DescripçSo económica do...Al- to-Douro", Memorias Económicas. Ill, Lisboa, 1791.
(16) - Compendio de observaçoens.... Lisboa, 1783. (17) - Ver nota (9).
(18) - "Bescripçao...da Torre de Moncorvo", Memorias Económicas. III, p. 289.
(19) - Descrição topográfica e histórica da cidade do Porto. Porto, 29 ed., 1945, p. 76 a 80.
(20) - Códice 922 da B.N.L., que temos em vias de publicação. (21) -População da villa de Salvaterra de Magos: População da vil-
la de Samora Corrêa; e População da villa de Coruche, códi- ces ms. do A..H.M.F.
(22) - Da povoação das freguesias comprehendidaa no mappa. ms. do A.H.M.
(23) - "Observações...", ob. e vol. cits., p. 299-300.
(24) - Parecer sobre a propoziçao do methodo...para se verificar a população do Reyno.... ms. do A.H.M.
(25) - Povoação do Reyno, 1792, ms. do A.H.M. (26) - Fernando de Sousa, ob. cit.
(27) - Plano da correição. Mappas. A.N.T.T., Reino, mç. 326.
(28) - Mapas da população...da comarca de Viana. 1792. códice ms. 902 da B.N.L.
(29) - Fernando de Sousa, o b . c i t .
(30) - Memoria h i s t o r i c o - e c o n o m i c a do concelho de S e r p a . Coimbra 1884, p . 226.
(31) - Plano do novo regulamento das comarcas da província da Ex - tremadura; e Memoria económico politica da provincia da Es- tremadura, códices e ms. da B.A.R., cx 104 e 106.
103.
(32) - Memorias sobre o estado actual da villa de Recardaens e an- nexas. 1794, códice ras. da B.A.R., cx 104.
(33) - Taboa da popullação.. .da cidade de Coimbra.... 1795. co'dice ms. da B.A.R., cx 104.
(34) - Mappa do estado actual da provincia de Trás os Montes; No- va demarcação e regulação das comarcas, e districtos da pro- víncia de Trás os Montes; e Respostas das camarás da provín- cia de Trás os Montes, códices ms. da B.A.R., cx 103.
(35) - B.A.R., cx 104 e 105. Consulte, ainda, de Custódio Vilas Bo as, Mémoire sur les forces militaires de la province du Mi- nho .... datada de 1796, publicada por António Pedro Vicente,
"Memórias políticas, geográficas e militares de Portugal - - 1762/1796", Boletim do Arquivo Histórico Militar. 41^ vol., Lisboa, 1971, p. 204.
(36) - Mapas da província de Entre Douro e Minho, datados de 1798, existentes no Instituto Geográfico e Cadastral, registados sob os números 60 e 61, por Gabriel Mendes, Catálogo de Car- tas antigas da Mapoteca do Instituto Geográfico e Cadastral, Lisboa, 1969 (dactilografado). 0 resumo do quadro da popula- ção do Minho, que nos aparece na carta de Vilas-Boas, foi publicado por Cândido José Xavier, em anexo às "Considera- ções sobre a statistica", Annaes das Sciencias. das Artes. e das Letras. X, Paris, 1820. Os mapas que referem a popula çSo do Minho ao ano de 1800, podem ser consultados no I.G.C., A.H.M. e B.PT.L.
(37) - Geografia e economia da província do Minho nos fins do séc. XVIII. Porto, 1970.
(38) - Lisboa, 1814, nota (1) à p. 15 e nota (3) à p. 20.
104. (40) - A.D.B., ms. 912/7.
(41) - A.H.M. e B.N.L., nas quais nos encontramos a trabalhar, a fim de contribuirmos para o estudo do Alto Minho nos finais de Setecentos.
(42) - Publicado no Memorial Histórico Espaflol. XXVI, XXVII e XXVIII, Madrid, 1893, 1894 e 1898.
(43) - A população de Portugal em 1798, Paris, 1970.
(44) - Mappa geral da...Comarca de Castello-Branco. A.H.M. (45) - Index geral dos titulos e provas do plano de correição.
B.A.R., cx 103.
(46) - Cadastro do Reino 1801-1812. Lisboa, 1945, p. 6-7.
(47) - Cândido José Xavier, "ConsideraçSes sobre a statistica", ob. e vol. cits., p. 149.
(48) - Consulte Wilhelm Abel, Crises agraires en Europe (XIIIe-XXe
siècles). Paris, 1973; Paul Bairoch, Commerce extérieur et
développement économique de l'Europe au XIXe siècle. Paris,
1976; Le Roy Ladurie Le territoire de l'historien. Editions Gallimard, 1977; B. R. Mitchell, European Historical Statis- tics, New York, 1975; Joseph J. Spengler, "Demographic factors and early modern economic development", Population and Social Change. Londres, 1972, p. 87-98; The Pontana Eco- nomic History. The Industrial Revolution. Glasgow, 2â ed.
1975. Para Espanha, Gonzalo Alvares Anes, Las crises agrari- as en la Espafla moderna. Madrid, 1974, '(reimpressão). Para França, J. Meuvret, "Demographic crisis in France from the sixteenth to the eighteenth century", Population in History. Londres, 3& ed., 1974, p. 507-522; do mesmo autor, "Les cri- ses de subsistances et la démographie de la France d'Ancien Régime", Etudes d'Histoire Economique. Paris, 1971, p. 271-
105.
-278; e Ernest Labrousse, Ruggiero Romano e F.-G. Dreyfus, Le prix du froment en France au temps de la monnaie stable
(1726-1913), Paris, 1970.
(49) - António de Almeida, História da febre que grassou na cidade de Penafiel em 1791 e 1792. Coimbra, 1792; Memorias sobre o estado actual da villa de Recardaena e annexas. 1794, có- dice ms. da B.A.R.; Dietario do mosteiro de S. Bento da Saú- de de Lisboa (1798-1812). códices 731 e 732 da B.N.L.; Link e Hoffmansegg, Voyage en Portugal.... Ill, Paris, 1805, Jo- sé Alvares da Silva, "Observações botanico-meteorologicas do anno de 1800...", Memorias Económicas. Y, Lisboa, 1815, p. 138-144; Albert Silbert, Le Portugal Méditerranéen a la fin de l'Ancien Régime.... Paris, 1966, p. 541; Albert Sil- bert, "Gontribuition a 1'étude du mouvement du prix des cé- réales a Lisbonne", Revista de Economia. VI, Lisboa, 1953, p. 65-80; Vitorino Magalhães Godinho, Prix et monnaies au Portugal, Paris, 1955.
(50) - Rodrigues de Brito, ob. e vol. cits., nota (a) à p. 33; e José António de Sá, Memoria académica da provincia de Traz- -os-Montes. passagem transcrita por António Pereira Couti- nho, Annaes agricolas do districto de Bragança. Porto, 1878, p. 27-28.
(51) - Os frades julgados no tribunal da Razão, p. 36 e 38-39. (52) - Rodrigues de Brito, ob. e vol. cits., nota (b) à p. 22 e no
tas (b) e (c) à p. 34. (53) - Idem, p. 65, 69 e 90.
(54) - Henrique José da Silva, "Relação da entrada e sucessos dos hespanhóis na província do Alentejo...", Boletim do Arquivo Histórico Militar. 62 vol., Lisboa, 1936, p. 211.
106.
S curioso verificar que o plano de acç3o das nossas tropas em campanha foi decalcado do plano concebido por Vilas-Boas, em 1796, o qual, preconizava uma acção defensiva no Alente-
jo - província por onde os espanhóis necessariamente inicia ram as hostilidades -, e uma forte ofensiva sobre a Galiza por parte das tropas estacionadas a norte do Douro, como ma nobra de diversão, a fim de obrigar as forças espanholas a acudirem ao noroeste, e diminuirera a pressão no sul, ofensi
va essa que se adivinhava fácil, tendo em consideração: a - a debilidade das defesas e forças existentes na Ga-
liza;
b - o espírito galego predisposto a uma simpatia natural pelos portugueses, tendo era atenção o grande número de galegos que trabalhavam em Portugal;
c - o descontentamento dos galegos face ao governo cen- tral de Madrid, devido à proibição que sobre eles impendia de exportarem o gado para Portugal e de im portarem o sal português, o que originava um grande contrabando por Valença, Melgaço, Montalegre, Cha- ves, etc.
Mas nada se fez. Aliás, é* notável a indiferença que Portugal exibe perante a hostilidade que se faz sentir de Madrid e os prenúncios de uma guerra que, pelo menos des de 1786, como salientaram Vilas-Boas e outros vultos escla- recidos da época, se tem por inevitável.
Perante a nossa negligência e apatia ressalta ain da mais a estratégia verdadeiramente moderna que os espa- nhóis demonstram nesta guerra, que continua por estudar, rnos na qual sobressaiem alguns aspectos ainda nSo devidamente
107.
referidos:
a - estudo prévio da situação militar portuguesa, noinea damente, das condições operacionais das nossas pra-
ças de armas, por Gornide que, em 1799-1800, inspeç cionou minuciosamente todo o País;
D - licenciamento de tropas portuguesas, mesmo após a re tirada das forças britânicas que, desde 1797, se en_ contravam no nosso territo'rio pois, a Espanha - pe- lo menos, assim o garante a corte de Madrid à corte portuguesa - nâo fará guerra a Portugal;
c - declaração de guerra por parte da Espanha a Portu- gal, nos inícios de Fevereiro de 1801, embora nâo acompanhada de quaisquer acçSes militares, reforçan do a suposição do governo português de que tal de-
claração nao é mais que uma satisfação formal às exigências francesas;
d - início das operaçSes do Alentejo por parte dos espa nhóis nos fins de Maio, ou seja, a tempo de colher o trigo e alimentar os seus homens e as cavalgaduras, privando, simultaneamente, Lisboa de pâo no período da "soldadura", ou seja, nos meses mais difíceis do ano, quanto a cereais;
e - campanha relâmpago, de tal modo que, o início da mo bilizaçSo geral dos recrutas em Portugal ê posteri- or ao tratado de paz luso-espanhol de Badajoz, nego ciado sob a ameaça da intervenção das forças franee sas.
(55) - Piccionario de agricultura.... I, Lisboa, 1804, p. VIT. (55) - "Le Portugal et la Révolution (1789-1914), Arquivos do Gen-
108.
tro Cultural Português. VII, Paris, 1973, p. 285; e A.H.U., Col. Reino, mç 33.
(57) - Diário do Governo de 9 de Fevereiro de 1856. (58) - Idem.
(59) - Quadro construido a partir da ob. cit. de Vitorino Magalhães Godinho, de informações fornecidas por David Justino - Abran tes, Castelo Branco, Santarém e Elvas, e recolidas por nós próprios, para Vila Real, preços, sempre que possível, refe ridos aos meses de Junho e Julho.
(60) - Para a Beira, João de Campos e Mesquita, "Extracto da memo- ria sobre o destroço...", Memorias Económicas. IV, Lisboa, 1812, p. 417-418; para o Minho» o Dietario. ms. cit.; e, pa ra o A.lto-Douro, Trás-os-Montes e Beira, José Jacinto de Sou