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3.5.6 General results and discussion

A Figura 9 apresentou o resultado agregado em percentual do questionamento “com que frequência você faz uso do PDI? ”. Como possibilidades de respostas haviam opções de multipla escolha com a intenção de identificar qual a periodicidade do uso do PDI por parte do respondente.

Figura 9 – Respostas à pergunta: com que frequência você faz uso do PDI?

Fonte: Elaborado pelo autor

Chama-se a atenção para a constatação de que 25% dos respondentes informaram que nunca utilizam o PDI em suas atividades. Outros 23% informaram que utilizam o PDI anualmente e outra expressiva parcela, 25% dos respondentes asseguraram que utilizam o PDI semestralmente. Desta forma, podemos inferir que 72% dos respondentes ou não acompanham o PI por meio do PDI, ou se acompanham, o fazem de forma muito esporádica. Tal aspecto pode ser observado nas falas dos respondentes (R25).

O PDI, por ser uma ferramenta nova de gestão, sofre com a dificuldade de operacionalização, uma vez que, as pessoas não possuem o hábito de utilizar de manuais para cumprir com o planejamento, objetivos e metas estabelecidas. (R25)

No tocante ao monitoramento das atividades, Robbins (1978, p. 449), apud Kich e Pereira (2011), esclarece que

[...] o processo de monitoramento de atividades para determinar se as unidades individuais e a própria organização estão obtendo e utilizando seus recursos

eficaz e eficientemente, de modo a atingir seus objetivos, e, quando isto não está sendo conseguido, implementação da ação corretiva.

No que se refere à qualificação profissional, a Figura 10, apresenta a distribuição percentual sobre o questionamento “qual o seu nível de escolaridade atual?”, como resultado, 40% dos respondentes informaram que são especialistas, 35% alcançaram o grau de mestres e 15% são doutores.

Se consideramos que um dos principais requisitos para ocupação de cargos de gestão é ter qualificação para tal investidura, se unidas a população de especialistas, mestres, doutores e pós-doutores, temos um total de 95% com qualificação acima do requisito necessário para investidura no cargo, o que demonstra um excepcional nível de qualificação dos respondentes.

Figura 10 – Respostas à pergunta: qual o seu nível de escolaridade atual?

Fonte: Elaborado pelo autor

Como questão complementar, arguimos os gestores se “nas suas atividades no Instituto, você atua na sua área de formação?”. A Figura 11 ilustra estas respostas, e constata de forma expressiva, que 73% dos respondentes informaram que atuam nos Institutos Federais exercendo atividades na mesma área de formação.

Tal constatação denota o interesse vocacional do entrevistado com o desenvolvimento de suas atividades. Sobre esta questão Bilhim (2001) salienta que o domínio das competências, profissionais e emocionais, para o bom desempenho do posto de trabalho, é um requisito indispensável para que a organização forneça uma boa qualidade de serviço.

Figura 11 – Respostas à pergunta: nas suas atividades, você atua na sua área de formação?

Fonte: Elaborado pelo autor 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como visto, mesmo sendo uma determinação legal relativamente recente, o PDI, originalmente elaborado para atender às necessidades de planejamento, acompanhamento e avaliação das IES, se adequou às necessidades dos Institutos Federais e, mesmo não contemplando todas as suas especificidades, desde a sua primeira edição, foi de fundamental importância para nortear suas ações, pois como instituições recentes, careciam de um instrumento para orientar o seu planejamento.

Os Institutos Federais além de ofertarem ensino superior, pós-graduação, e contemplarem a pesquisa e a extensão, tem como sua principal característica a oferta de cursos regulares de formação profissional e tecnológica. Diante desta singularidade, por melhor se enquadrar na gestão democrática e participativa, estabelecidas como forma de gestão para estas autarquias federais, o planejamento estratégico foi a metodologia de trabalho adotada para as instituições participantes da Rede Federal.

De forma geral, a execução do PDI em questão foi considerada satisfatória, com o atendimento de 72%, do total das metas estabelecidas para o período analisado. Por intermédio dos relatórios de gestão, foi possível constatar o cumprimento dos objetivos gerais para as áreas de ensino e gestão, com destaque para as metas relacionadas à oferta de cursos técnicos,

superiores e especializações, bem como a ampliação da infraestrutura física, a melhoria da gestão pedagógica e a articulação entre ensino, pesquisa e extensão.

Contudo, objetivos importantes relacionados a Educação a Distância (EAD), a oferta de cursos de pós-graduação strictu sensu e a implementação do programa de qualidade de vida ficaram prejudicados em parte, pela falta de orçamento e também pela carência de pessoal com qualificação específica para o andamento destas demandas.

Na análise documental, os Relatórios de Gestão também evidenciaram que o quantitativo das metas executadas foi consideravelmente superior ao inicialmente previsto, chegando a ser quatro vezes superior às metas previstas no PDI 2009/2013 do IFB. De acordo com os relatórios, tal ajuste se fez necessário em decorrência da implantação de programas federais voltados para a educação profissional como o PRONATEC e à terceira fase de expansão da Rede Federal.

Desta forma, por mais que a maioria das metas planejadas e alcançadas no período de vigência do PDI 2009/2013 do IFB não constassem no planejamento original, pôde-se constatar que elas foram de suma importância para que a instituição pudesse se ajustar às novas realidades que se apresentaram no decorrer do quinquênio e, por consequência, obtivesse sucesso na realização de seus objetivos.

Atendendo ao segundo objetivo desta pesquisa, para melhor compreender as especificidades do planejamento institucional dos Institutos Federais, com base na análise de conteúdo aplicada nas respostas do questionário eletrônico semiestruturado, pôde-se identificar os gargalos por eles elencados na utilização do PDI como ferramenta de planejamento em suas instituições.

Dentre os gargalos identificados pelos gestores, no que se refere aos aspectos políticos e institucionais, podemos destacar a necessidade de aprimorar o processo de comunicação da

instituição com a sociedade, uma vez que foi percebida a preocupação dos gestores com o desconhecimento da comunidade do que venha a ser a própria instituição.

Outro gargalo evidenciado pelos gestores está relacionado aos aspectos sociais e culturais, uma vez que eles identificaram a necessidade dos Institutos Federais desenvolverem políticas permanentes que contemplem a diversidade em toda sua amplitude, inclusive com ações que identifiquem e fortaleçam a diversidade e heterogeneidade da própria instituição.

Ainda sobre a percepção dos gestores no que se refere ao PDI, nos aspectos legais e administrativos ficou evidenciado que os Institutos Federais precisam ainda aprimorar sua organização e gestão, como sugestão foi colocado o fortalecimento da gestão democrática e participativa e busca de fontes externas de financiamento para superar os contingenciamentos orçamentários.

No que se refere às contribuições relacionadas aos aspectos pedagógico e metodológicos, a opinião mais recorrente foi a necessidade dos Institutos Federais estabelecerem uma política permanente de formação continuada dos servidores com atenção especial para a atuação no serviço público e em suas áreas específicas.

Ao analisar a execução do PDI 2009/2013 do IFB e os gargalos percebidos pelos gestores da Rede Federal, pôde-se constatar que parte das ações não planejadas e dos gargalos identificados ocorrem pelas especificidades dos Institutos Federais, uma vez que tanto seu público quanto sua finalidade se diferenciam das demais IES no Brasil. Diferenças estas que, por falta de referencial para a elaboração do planejamento que reflita a realidade dos Institutos Federais nem sempre conseguem ser percebidas pelo planejamento institucional.

Desta forma, a avaliação da Execução do Planejamento do IFB, bem como a apresentação dos gargalos identificados pelos gestores, servirá de instrumento para a formulação de planejamentos estratégicos mais realísticos e conscientes, centrados nas possibilidades e respeitando as peculiaridades existentes nos Institutos Federais.

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APÊNDICE A – RELAÇÃO DE DOCUMENTOS DE PESQUISA Código do

documento Documento Finalidade e/ou principais informações e/ou vigência Expedição Coleta e/ou disponível Doc 1 Plano de

Desenvolvimento Institucional do IFB

O PDI consiste num documento em que se definem a missão da instituição de ensino