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2. Materials and Methods

2.1. Data collection

2.1.2. Gear type

Para Barbieri e Álvares (2004), o verbo inovar vem do latim (innovare) e significa renovar ou introduzir novidades de qualquer espécie. Já inovação é uma variante e quer dizer renovado ou tornado novo.

De acordo com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) (CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS, 2011), inovação é a introdução, com êxito, no mercado, de produtos, serviços, processos, métodos e sistemas que não existiam anteriormente, ou contendo alguma característica nova e diferente do padrão em vigor. Compreende diversas atividades científicas, tecnológicas, organizacionais, financeiras, comerciais e mercadológicas. A exigência mínima é que o produto / serviço / processo / método / sistema inovador deva ser novo ou substancialmente melhorado para a empresa em relação aos seus competidores.

Quando as inovações de produto e de processo são acompanhadas pela inserção de novas tecnologias – isto é, conhecimento científico e empírico empregados em qualquer ramo de atividade –, dizemos que ocorreram inovações tecnológicas (ANDREASSI, 2007, p. 2).

Schumpeter deu à inovação tecnológica papel de destaque na economia do século XX, concentrando sua atenção nos efeitos positivos de inovações de processo e produto no desenvolvimento econômico e analisando também o papel da empresa e dos empreendedores.

Sendo assim, Schumpeter (1982, p. 48) menciona cinco tipos de inovação:

1) Introdução de um novo bem (com o qual os consumidores ainda não

estejam familiarizados) ou de uma nova qualidade de um bem. [A introdução do telefone celular, por exemplo, enquadra-se nessa categoria de inovação];

2) Introdução de um novo método de produção, ou seja, um método

ainda não testado em determinada área da indústria e que tenha sido gerado a partir de uma nova descoberta científica; ou ainda um novo método de tratamento comercial de uma commodity. [Como exemplo,

podemos citar a robotização das linhas de montagem da indústria automobilística];

3) Abertura de um novo mercado, no qual uma área específica da

indústria ainda não tenha penetrado, independentemente do fato de o mercado já existir ou não. [O lançamento de uma linha de cosméticos voltada ao público masculino exemplifica esse tipo de inovação];

4) Conquista de uma nova fonte de matéria-prima ou de bens parcialmente manufaturados, independentemente do fato de essa

fonte ou esse bem já existir ou não. [Podemos citar, como exemplo, a utilização do plástico na confecção de sandálias];

5) Estabelecimento de uma nova organização de qualquer setor, como

a criação de uma posição de monopólio ou quebra de um monopólio existente. [O setor de supermercados constitui um exemplo disso, passando de uma estrutura fragmentada para uma estrutura oligopolizada]. (SCHUMPETER, 1982, p. 48-49).

A referência conceitual e metodológica mais utilizada para analisar o processo de inovação é o Manual de Oslo, desenvolvido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ao ampliar a abrangência do Manual Frascati, que se restringia a monitorar as atividades de P&D.

Ele permite a comparação de estatísticas internacionais e serve como base para a pesquisa da União Europeia sobre inovação que, por sua vez, inspirou a Pesquisa Industrial sobre Inovação Tecnológica (PINTEC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Brasil. Ambas monitoram três tipos de inovação: (i) produtos; (ii) processos; e (iii) mudanças organizacionais. “As informações coletadas abordam o comportamento inovador

da empresa, os tipos de atividades empreendidas, os impactos percebidos e os incentivos e obstáculos à inovação” (TIGRE, 2006, p. 72).

O Manual de Oslo faz uma diferenciação importante entre inovação tecnológica e atividade inventiva. Ele considera como inovação tecnológica apenas os dois primeiros tipos mencionados por Schumpeter (introdução de um novo bem ou de um novo método de produção). Destaca também que a palavra “inovação” admite diferentes significados, de acordo com o contexto (ANDREASSI, 2007, p. 10). Assim, a inovação tecnológica compreende novos produtos e processos, bem como significantes mudanças tecnológicas de produtos e processos.

Já as atividades inovadoras foram classificadas pela OCDE (2004, p. 65), no Manual de Oslo, em sete grupos:

1) Pesquisa e Desenvolvimento (P&D): entendida como o trabalho criativo desenvolvido em uma base sistemática a fim de aumentar o conhecimento existente;

2) Engenharia industrial: aquisição de equipamentos, ferramentas, procedimentos de controle de qualidade, métodos e padrões, ou mudanças em algum desses elementos, visando à manufatura do novo produto ou à aplicação do novo processo;

3) Início da produção: compreende as modificações de produto e processo, treinamento de pessoal nas novas técnicas e lote experimental;

4) Marketing de novos produtos: atividades relacionadas a lançamento de novo produto, adaptação do produto a diferentes mercados, comercialização pioneira;

5) Aquisição de tecnologia intangível: na forma de patentes, licenças, know-how e serviços de conteúdo tecnológico em geral;

6) Aquisição de tecnologia tangível: aquisição de máquinas e equipamentos tecnológicos conectados com as inovações de produto e processo introduzidas pela empresa;

7) Design: atividades relacionadas à definição de procedimentos, especificações técnicas e aspectos operacionais necessários à produção do novo objeto ou introdução do novo processo. O design artístico também é considerado uma atividade inovadora quando diretamente relacionado ao novo produto ou processo (ou seja, design meramente estético não é considerado atividade inovadora).

Neste sentido, as atividades inovadoras e a inovação tecnológica podem ser consideradas peças-chave na obtenção da competitividade de um país, porém, sem sua devida proteção, não há como mensurar a dimensão da mudança tecnológica, visto que é através do número de depósitos de patentes que se constroem os indicadores necessários para a verificação do grau de tal mudança.

Os documentos de patentes contêm um grande número de informações que podem ser utilizadas, mesmo durante sua vigência, desde que respeitados os direitos de propriedade

industrial. Veremos a seguir quais tipos de informação estão presentes nos documentos de patentes e qual a melhor forma para sua recuperação nas bases de dados existentes.