4.4 The three Gadaa Organs of Governance: Gadaa Council, Gadaa General
4.4.2 Gadaa General Assembly (gumigayo)
A incidência de rejeição aguda confirmada por biópsia após seis meses de tratamento foi relatada em seis estudos. Em nenhum estudo foi observada diferença estatisticamente significante entre os grupos tratados com TAC/SRL na dose de 0,5 mg comparado ao grupo tratado com TAC/MMF na dose de 1,0 g. Entretanto, quando este grupo foi comparado ao grupo tratado com TAC/SRL na dose de 2,0 mg, observou-se uma diferença estatisticamente significativa, conforme mostrado abaixo.
No estudo TERRA observou-se que a incidência de rejeição aguda nos participantes tratados com TAC/SRL na dose de 0,5 mg foi maior que a incidência nos participantes tratados com TAC/SRL na dose de na dose de 2,0 g (p = 0,003), conforme pode ser observado na tabela abaixo. Quando o grupo tratado com TAC/SRL na dose de 0,5 mg foi comparado ao grupo tratado com TAC/MMF na dose de 1,0 g observou-se que a incidência de rejeição aguda era menor neste grupo, entretanto as diferenças não eram estatisticamente significativas. Quando o grupo tratado com TAC/MMF na dose de 1,0 g foi comparado ao grupo tratado com TAC/SRL na dose de 2,0 g, observou-se que a incidência de rejeição aguda no grupo tratado com sirolimo foi significativamente menor (p = 0,026).
A incidência de rejeição aguda confirmada por biópsia nos participantes do estudo RESTORE após seis meses de tratamento foi menor no grupo tratado com TAC/MMF (12,3%) em comparação ao grupo tratado com TAC/SRL (15,1%), entretanto essa diferença não é estatisticamente significativa.
No estudo PROGRAF a incidência de rejeição aguda confirmada por biópsia nos participantes do grupo tratado com TAC/MMF na dose de 2,0 g foi de 11,4% e no grupo tratado com TAC/SRL na dose de 2,0 mg foi de 13,0%, sendo que essas diferenças são estatisticamente não significativas (p = 0,64).
No estudo CIANCIO, após 6 meses de tratamento não houve diferença na incidência de rejeição aguda entre o grupo tratado com TAC/MMF (2,0%) e o grupo tratado com TAC/SRL (2,0%).
No estudo realizado por Kumar et al. (2005) os participantes tratados por 6 meses com TAC/MMF na dose de 2,0 g apresentaram incidência mais alta de rejeição aguda (8,0%) que o grupo tratado com TAC/SRL na dose de 2,0 mg (6,0%), entretanto esta diferença não estatisticamente significativa (p = 0,7).
No estudo realizado por Gelens et al. (2006) foi observada pequena diferença na incidência de rejeição aguda entre os grupos comparados após 6 meses de acompanhamento. A incidência foi mais alta no grupo tratado com TAC/MMF (28,0%) que no grupo tratado com TAC/SRL (17,0%), entretanto essa diferença não é estatisticamente significativa.
Após 12 meses de tratamento, no primeiro estudo realizado por Kumar at al. (2005) foi observada menor incidência de rejeição aguda no grupo tratado com TAC/SRL (4,0%) comparado ao grupo tratado com TAC/MMF (15,0%, p = 0,02). Resultados semelhantes foram observados no outro estudo realizado por Kumar at al. (2005), cuja incidência de rejeição aguda no grupo tratado com TAC/SRL foi igual a 4,0% e no grupo tratado com TAC/MMF igual a 14,0% (p = 0,05).
Sampaio et al. (2008) também avaliaram a ocorrência de rejeição aguda após 12 meses de tratamento, entretanto não comprovou haver diferença na incidência de rejeição aguda entre os grupos tratados. Da mesma forma, não foi observada diferença entre os grupos comparados no estudo CIANCIO.
A rejeição aguda confirmada por biópsia pós 24 meses de tratamento foi relatada em três estudos. Nos estudos realizados por Kumar at al. (2005; 2008) a incidência de rejeição aguda foi mais alta no grupo tratado com TAC/MMF que no grupo tratado com TAC/SRL, entretanto esta diferença não é estatisticamente significativa. No estudo CIANCIO foi observada maior incidência de rejeição aguda no grupo tratado com TAC/SRL (20,0%) quando comparado ao grupo tratado com TAC/MMF (8,0%).
Três estudos avaliaram a rejeição aguda confirmada por biópsia pós 36 meses de tratamento. No estudo CIANCIO, o grupo tratado com TAC/SRL apresentou maior incidência de rejeição aguda (26,0%) quando comparado ao grupo tratado com TAC/MMF (10,0%, p = 0,05).
No estudo realizado por Kumar et al. (2008), a incidência de rejeição aguda no grupo tratado com TAC/SRL foi de 2,0% e no grupo tratado com TAC/MMF foi de 4,0%, entretanto esta diferença não é estatisticamente significante.
Da mesma forma, Gallon et al. (2006) relataram não haver diferenças significativas na incidência de rejeições agudas aos 36 meses, ocorrendo em 17,7% dos participantes tratados com TAC/MMF e 29,7% dos participantes tratados com TAC/SRL (p = 0,310).
Dois estudos avaliaram a incidência de rejeição aguda após 48 meses de tratamento. No estudo CIANCIO a incidência foi mais baixa no grupo tratado com TAC/MMF (10,0%) em comparação ao grupo tratado com TAC/SRL (27,0%), entretanto essa diferença não é estaticamente significativa. No estudo realizado por Kumar at al. (2008) não houve diferença na incidência (4,0%) entre os grupos comparados.
A rejeição aguda confirmada por biópsia após 60 meses de tratamento foi relatada em dois estudos. No estudo CIANCIO foi observado que a incidência foi maior no grupo tratado com TAC/SRL (27,0%) quando comparado ao grupo tratado com TAC/MMF (14%), entretanto essa diferença não é estaticamente significativa. No estudo realizado por Kumar at al. (2008) não houve diferença na incidência (2,0%) entre os grupos comparados.
A rejeição aguda após 96 meses de acompanhamento foi relata no estudo CIANCIO. A rejeição aguda no grupo tratado com TAC/SRL foi igual a 34,0 ± 7,0% e no grupo tratado com TAC/MMF igual a 14,0 ± 5,0%. Os resultados referentes à incidência de rejeição aguda por tempo de seguimento dos estudos são mostrados na tabela 4.
5.1.4.2.1: Metanálises para a Rejeição Aguda
Os resultados referentes à rejeição aguda comprovada por biópsia foram avaliados por meio de metanálise para todos os tempos de seguimentos relatados nos estudos com exceção do tempo de seguimento de 96 meses, pois os resultados foram relatados em apenas um estudo.
Na metanálise referente à rejeição aguda ocorrida após 6 meses de acompanhamento foram incluídos seis estudos onde foram avaliados 1933 participantes. Os estudos incluídos apresentaram baixa heterogeneidade, mas o resultado da metanálise mostrou não haver
diferença estatisticamente significante na incidência de rejeição aguda entre os participantes tratados com TAC/SRL e TAC/MMF (RR = 0,92, I2 = 12,0%, p = 0,50).
Na metanálise realizada para o tempo de seguimento de 12 meses foram incluídos quatro estudos onde participaram 450 indivíduos. A heterogeneidade entre os estudos foi considerada baixa e foi comprovado não haver diferença estatisticamente significante na incidência de rejeição aguda entre os grupos comparados (RR = 0,56, I2 = 33,0%, p = 0,17).
Os três estudos incluídos na metanálise realizada para o tempo de seguimento de 24 meses, com 350 indivíduos, apresentaram alta heterogeneidade, mas a diferença na incidência de rejeição aguda entre os grupos tratados com TAC/SRL e TAC/MMF não se mostrou ser estatisticamente significante (RR = 1,09, I2 = 44,0%, p = 0,87).
A metanálise referente à rejeição aguda ocorrida após 36 meses de acompanhamento foi realizada com três estudos sem heterogeneidade entre si onde foram avaliados 282 participantes. Na metanálise realizada para 48 meses de acompanhamento foram incluídos dois estudos, com participação de 200 indivíduos. Os resultados das metanálises mostraram que os participantes tratados com TAC/SRL apresentam maior risco de sofrerem rejeição aguda (RR = 1,84, I2 =0,0%, p = 0,04 e RR = 2,29, I2 =0,0%, p = 0,05, respectivamente).
Na metanálise realizada para 60 meses de acompanhamento foram incluídos dois estudos, onde participaram 200 indivíduos. Não houve heterogeneidade entre os estudos e foi comprovado não haver diferença estatisticamente significante na incidência de rejeição aguda entre os participantes dos grupos comparados (RR = 2,16, I2 =0,0%, p = 0,07). Os Resultados das metanálises para o desfecho rejeição aguda comprovada por biópsia são mostrados na figura 4.