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3. MEKLAR SINE OBJEKTIVE PLIKTER

3.2 G OD MEKLARSKIKK

Fatores HumanGuide Kenmo (2005) Fatores 16PF Cattell (1989) Fatores h - Eros Hermafroditismo (h+)

W - Suavidade Sensibilidade Premsia (I+) Sexual

s - Thanatos Sadismo (s+)

K - Força Força Dominância (E+)

e – Ética

Epilepsia, sentido ético (e+)

Sh– Senso social Qualidade Superego positivo (G+) E – Ética Epilepsia , acúmulo de afetos (e-) Se – Energia - --- --- Paroxismal hy - Moral Histeria (hy+) Z –Expor, mostrar Exposição Parmia (H+) Requinte (N+) k - Egosístole Catatonia (k-)

V - Razão Estrutura Harria (I-)

Praxermia (M-) do Ego

p - Egodiástole Paranóia (p+)

G - Espírito Imaginação Imaginação (M+) Radicalismo (Q1+) d - Reter

Depressão (d-)

M - Matéria Estabilidade Conservantismo (Q1-) do contato m – Apegar-se Mania (m+) O – Oralidade (On / Or) Contatos Surgência (F+) Aderência ao grupo (Q2-)

O quadro comparativo apresenta as semelhanças identificadas entre os autores em relação em aos fatores da personalidade. Em relação aos fatores associados ao princípio feminino (h+, Fator W, Sensibilidade e Premsia), observa-se referência a aspectos mais ternos, receptivos e adaptativos, e ao princípio masculino (s+, Fator K, Força e Dominância), enquanto aspectos relativos à atividade, transformação da realidade, imposição e superação de obstáculos. Para Szondi esses fatores constituem o Vetor Sexual, referente ao modo de funcionamento do indivíduo e não ao seu papel sexual. Cattell (1989) também descreve essa polaridade no 16PF no Fator E+ (Dominância) e E- (Submissão), em relação ao desejo de afirmação, subjugando e dirigindo outras

78 pessoas para os próprios objetivos, agressão. Dominância e submissão representam tanto papéis, como traços, estando em estreita interdependência.

Embora Szondi (1972) tenha construído o seu modelo, considerando uma polaridade inerente a todos os fatores, Achtnich (1991) empregou apenas as polaridades pulsionais dos fatores S (Sh e Se) – Senso Social e O (Or e On) – Oralidade ao desenvolver o seu instrumento. Kenmo (2005), por sua vez, preferiu ater-se a uma posição fatorial somente, cuja polaridade se faria evidente por meio da identificação de comportamentos típicos e não típicos no HumanGuide, enquanto atração e aversão. Assim, em relação ao Vetor Paroxismal, observamos nova coincidência nos fatores relativos à atitude ética (e+, epilepsia, senso social, qualidade e superego positivo), enquanto propensão a acumular afetos e a desenvolver sentimentos de culpa, e à necessidade de ser reconhecido socialmente (hy+, histeria, expor, exposição, desenvoltura e requinte), associado ao senso estético e à tendência de sentir vergonha, receando a opinião das outras pessoas. Cattell (1989) adota o construto freudiano, superego, para descrever o Fator G-, correspondente ao fator ético, descrito por Szondi. Cattell coloca que esse fator está associado ao controle sobre os impulsos que visam à auto-satisfação ou à priorização do dever sobre o ganho pessoal, por meio da aprovação ou desaprovação frente à obediência ou desobediência a regras. A culpa aparece como uma resposta normal diante da violação das regras. Esse fator está associado à bondade, no sentido de evitar punição, troca de favores, interesse pelo bem estar social, senso de justiça e busca de sentido, cumprindo uma missão cósmica. Já o senso estético e a necessidade de expor são descritas por Cattell no Fator N+ (Requinte), que descreve a máscara social, no sentido de esconder algo sobre si e apresentar uma imagem de si, visando evocar respostas positivas nas outras pessoas e conquistar a sua simpatia .

As funções egóicas que compõem o Vetor do Ego na teoria de Szondi estão relacionadas à adaptação à realidade, distinguindo entre a esfera objetiva (k-, egosístole)

79 e subjetiva (p+, egodiástole); entre o princípio da realidade e do prazer; entre o superego e o id; entre a tendência à constrição, em face dos limites impostos pela realidade e à inflação, com predomínio da imaginação. Trata-se da polaridade razão – imaginação. Achtnich (1991) adota o termo Razão para expressar a necessidade de ter controle sobre a realidade, enquanto Kenmo (2005) prefere adotar a expressão Estrutura para o mesmo fator. Já Cattell (1989) descreve essas características nos fatores I- (Harria – objetividade, realismo) e M- (Praxermia – funcionalidade, precisão). O fator I+ de Cattell tem características atribuídas ao fator h de Szondi, relativas ao princípio feminino, à empatia, sensibilidade e receptividade ao outro. O fator pulsional p+ de Szondi, que representa o mundo das idéias, a subjetividade é denominado Fator G, Espírito (Geist) por Achtnich, para expressar o intangível, longínquo, para além da realidade dos fatos, a partir do qual surgem a fantasia, o novo, a criatividade. Esse fator também é descrito por Cattell (1989) nos fatores M+ (Autia - intuição, imaginação) e Q1 (Radicalismo – experimentação, liberdade de pensamento). Essa polaridade razão- imaginação é bem descrita por Arantes (2006), ao abordar o processo de criação científica, enquanto capacidade para alternar com grande flexibilidade a atenção focalizada, característica da atividade racional, e a abertura ao inusitado, que torna os cientistas receptivos aos lampejos da intuição. Embora muitas vezes se atribua à racionalidade o avanço da ciência, pesquisa realizada em 1945 por Hadamard (citado por Arantes, 2006), junto a vários físicos de vanguarda, inclusive Einstein, visando descobrir seus métodos de trabalho, mostrou que a maioria deles resolvia os problemas, apoiando-se em imagens virtuais de natureza um tanto vaga, e não por meio de símbolos algébricos ou em termos verbais. Usando a terminologia de Szondi, o fator p+ (mundo das idéias, expansão do ego) desempenharia papel central no processo de criação, seguido da aplicação do fator k- (realidade objetiva, constrição do ego).

80 Por fim, no Vetor Contato, Szondi (1972) procurou descrever as pulsões associadas à busca de contato (m+, Mania), de apegar-se a algo, e ao estabelecimento de vínculo, à fixação, retenção (d-, Depressão). Achtnich (1991) preferiu adotar o termo oralidade para expressar a primeira forma de contato estabelecido com a realidade, distinguindo comunicação (Or) e alimentação (On) como suas formas de expressão. Kenmo ateve-se apenas à oralidade (Fator O), denominando esse fator de Contato para representar a idéia de comunicação, informalidade, leveza e alegria. Cattell (1989) descreve esse traço como aderência ao grupo no Fator A+ (Expansividade), apontando para a tendência da pessoa se envolver calorosamente com as pessoas, interessando-se mais por elas (Russell & Karol, 2002). Já em relação ao fator Depressão (d-), na teoria de Szondi, (1972), Achtnich (1991) preferiu representá-lo por meio do termo Matéria (Fator M), trazendo a idéia de algo perene e estável, cujo estado se transforma sob a ação do tempo. Esse fator traz em seu bojo a idéia de conservação, manutenção e de retenção. Kenmo (2005) preferiu adotar o termo Estabilidade, explicitando, dessa forma, a essência desse fator pulsional. Cattell (1989) descreve esse traço, no fator Q1+ (Conservantismo), refletindo formas tradicionais de encarar as coisas, com preferência pelo que é previsível e familiar (Russell & Karol, 2002).

Para efeito deste estudo, partir-se-á da hipótese de pesquisa de que não há correspondência empírica entre os fatores descritos por Achtnich (1991), Kenmo (2005) e Cattell (1975). Será adotada a Teoria das Pulsões (Szondi, 1972) como construto teórico, entendendo que as necessidades pulsionais são determinantes dos traços da personalidade e motivam as escolhas que o indivíduo faz em todos os âmbitos da sua existência. Dessa forma, a atração por determinadas atividades e a adoção de certos estilos de comportamento permitem a apreensão dos fatores determinantes do comportamento, ou seja, dos fatores pulsionais percebidos como necessidades que buscam satisfação.

81 Considerando o contexto organizacional e a valorização da motivação intrínseca enquanto determinante da satisfação no trabalho e da produtividade (Abrahão, 2000; Dias, 2005; Drucker, 1996, 1999; Franco, 2001; Herzberg, 1993; Maslow, 1987; Sawickas, 2000a e 2006; Seligman, 2004), partir-se-á da premissa de que a atividade profissional permite a canalização das pulsões de maneira socializada e humanizada, promovendo o sentimento de ‘fluxo’ (Csikszentmihalyi, 1992) ao mesmo tempo em que faz prevenção da saúde mental (Szondi, 1975 e 1987). Como o comportamento que expressa a motivação pode ser observado por meio da atitude, esta pode ser apreendida e medida por meio de instrumentos de avaliação psicológica (Cattell, 1975), atendendo à necessidade de conceituar adequadamente motivação no âmbito organizacional e de medi-la adequadamente, expressa por Monicci (2004). O presente estudo se insere nesse panorama, buscando evidências de validade do instrumento HumanGuide, que visa apreender o perfil motivacional no contexto organizacional com agilidade (via Internet) e rapidez (10 minutos).

OBJETIVOS