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Fysisk aktivitet, forebygging og livskvalitet

In document Eldre og ernæring i sykehjem (sider 13-16)

DHEA é um esteróide produzido no córtex das glândulas adrenais, podendo ser encontrado também nas gônadas. Antes do nascimento e na puberdade, o DHEA é produzido em elevadas concentrações, alcançando picos por volta dos 20-30 anos de idade, seguindo uma queda progressiva (BAULIEU, 1996; LABRIE et al., 2003).

É sintetizado pelas células da zona reticular da adrenal e formado a partir do colesterol via pregnenolona, principal caminho para a biosíntese dos corticosteróides, andrógenos e estrógenos, sendo sua vida plasmática média de aproximadamente 15-30 minutos (BAULIEU, 1996).

O DHEA participa do metabolismo da formação dos hormônios femininos (estrona, estriol e estradiol) e masculino (testosterona) (HAJSZAN et al., 2004). Além disso, exerce importantes funções fisiológicas no organismo humano (AOKI et al., 2004;YAMASHITA et al., 2005).

Grande parte do DHEA, cerca de 90%, antes de atingir o plasma, é convertida em DHEA-Sulfato (DHEA-S) pela enzima DHEA Sulfatase. O DHEA-S é uma das substâncias mais encontradas na circulação (PARKER et al., 2000) e seus níveis podem sofrer variações em situações de estresse ou na presença de diferentes tipos de doenças (BOUDARENE et al., 2002).

No homem, a importância do DHEA é restrita em vista da grande produção de testosterona pelos testículos; todavia na mulher, as adrenais são responsáveis por 50 a 60% da produção de andrógenos. As células da zona reticular podem ainda formar pequenas quantidades de estradiol e estrona a partir da

testosterona. Na falta dos ovários, ou após a menopausa, essa produção de estrógenos passa a ser importante (STOMATI et al., 2000).

Como citado anteriormente, os níveis de DHEA atingem um pico por volta dos 20-30 anos de idade e depois tem queda lenta e progressiva chegando a seus níveis mais inferiores em torno dos 75 a 80 anos de idade (VON BAMBERGER, 2007). O que demonstra que seu metabolismo praticamente acompanha o processo de envelhecimento (LORIA et al., 1996;RODRIGUEZ et al., 2007).

Por isso, a diminuição dos níveis de DHEA está associada com muitas doenças presentes na fase avançada da vida (DEBONNEUIL et al., 2006;LABRIEet al., 2007), como por exemplo, doenças cardiovasculares (WU et al., 2007) e a síndrome de Alzheimer (SUNDERLAND et al., 1989).

Os suplementos de DHEA e seu sulfato demonstraram possuir efeitos terapêuticos em diversas situações como melhoria nos distúrbios cognitivos e de memória (BÁCSI et al., 2007), disfunções sexual, osteoporose pós-menopausal (RAVEN & HINSON, 2007) e até redução dos sintomas do lúpus eritrematoso (NORDMARK et al., 2005). Além de apresentarem efeito protetor em doenças psiquiátricas (BÁCSI et al., 2007), cardiovasculares e tromboembólicas (RABIJEWSK & ZGLICZYŃSKI, 2005).

A sua função como potente hormônio imunoestimulador também é bastante estudada e já está bem esclarecida. Segundo SAKAKURA et al., 2006, o DHEA é capaz de ativar a proliferação de células B e T e suas funções, tanto in vivo como in vitro; pode aumentar a produção da interleucina 2 (IL-2) pelos linfócitos T, fator importante na mediação das respostas imunológicas deste tipo de célula (LORIA et al., 1996) e é responsável pelo aumento no título de anticorpos

(DEGELAU et al., 1997). Além disso, há estudos que mostram que o DHEA diminui a produção de citocinas pró-inflamatórias como IL-6, IL-1 (DANENBERG et al., 1992).

Devido ao seu poderoso efeito imunoregulatório, o DHEA está sendo utilizado como opção de tratamento em estudos sobre doenças virais (ZHANG et al., 1999) como a AIDS (CHRISTEFF et al., 1999; RABKIN et al., 2006), doenças bacterianas (BEN-NATHAN et al., 1999) e infecções parasitárias, como Criptosporídeo (RASMUSSEN et al., 1993; RASMUSSEN et al., 1995) e

Schistosoma mansoni (MORALES-MONTOR et al., 2001).

Estudos inéditos, realizados pelo nosso grupo de pesquisa, avaliaram a ação do DHEA na fase aguda da doença de Chagas experimental e revelaram o efeito do hormônio na redução da carga parasitária sanguínea e tecidual (SANTOS et al., 2005;SANTOS et al., 2007).

O DHEA apresentou atividade estimulatória sobre a imunidade do hospedeiro, potencializando a resposta imune gerada contra o parasita (SANTOS et al., 2005). A administração do hormônio durante a infecção aguda causada por

T.cruzi, reduziu a parasitemia sanguínea e atenuou os danos teciduais causados

pelo parasita (SANTOS et al., 2007), tornando os animais tratados mais resistentes a doença.

2. Objetivos

Estudar a influência da administração de dehidroepiandrosterona sobre a resposta imune de ratos Wistar machos orquiectomizados ou não, infectados com a cepa Y de Trypanosoma cruzi, utilizando os seguintes parâmetros:

• Parasitemia

• Contagem de macrófagos peritoniais

• Dosagem de Óxido Nítrico

• Pesagem dos animais e órgãos (coração, baço e adrenais)

Histopatologia do coração

• Dosagem de IFN-γ e IL-12.

3. Justificativa

A doença de Chagas, ainda hoje, constitui-se em um importante problema de saúde pública no Brasil. Segundo a OMS, atinge cerca de seis milhões de brasileiros, principalmente, populações pobres que residem em condições precárias.

Nas últimas décadas, muitos estudos científicos foram realizados com o objetivo de desvendar os processos imunes do hospedeiro e a forma de evasão do parasita. Foram desenvolvidas várias pesquisas baseadas na análise de parâmetros na evolução da infecção chagásica.

Entretanto, atualmente, há a necessidade de novos estudos direcionados à análise de fatores que podem influenciar no desenvolvimento da doença de Chagas experimental.

A influência de hormônios no desenvolvimento de doenças infecciosas constitui-se em alvo recente para novas pesquisas, onde fatores como o dimorfismo sexual e o estresse estão presentes.

Sabe-se que os hormônios têm importante ação sobre o sistema imune, podendo gerar condições ora favoráveis, ora desfavoráveis, para o estabelecimento de determinadas patologias, entre elas, a doença de Chagas. Portanto, é importante a existência de pesquisas científicas que façam a correlação entre os hormônios e certos parâmetros da resposta imune.

O objetivo desse trabalho está sendo exatamente esse: analisar a influência do hormônio dehidroepiandrosterona (DHEA) em determinados parâmetros da resposta imune durante a infecção chagásica.

Por ser o DHEA considerado por inúmeros autores como hormônio imunomodulador e que reduz a parasitemia durante a fase aguda da doença de Chagas (SANTOS et al., 2005), a relevância deste trabalho é o pioneirismo em avaliar concomitantemente os efeitos da orquiectomia que normalmente leva os machos a um estado de maior resistência à infecção por T.cruzi (PRADO et al., 1998) juntamente à administração do hormônio imunomodulador. Por ser um andrógeno e apesar da baixa conversão a testosterona, abre-se um campo muito grande de investigações sobre as interações entre os esteróides gonadais, como a testosterona, os produzidos na adrenal como o DHEA e a infecção por T.cruzi.

4. Material e Métodos

4.1. Animais utilizados

Foram utilizados ratos jovens machos da linhagem Wistar com aproximadamente quatro semanas, pesando entre 90 e 100 gramas, provenientes do Biotério Central da Universidade de São Paulo, Campus de Ribeirão Preto. Os animais eram mantidos em caixas plásticas com maravalha em número de três por caixa com ração específica para roedores e água ad libitum. Todos os procedimentos laboratoriais envolvendo animais foram previamente autorizados pelo comitê de ética local (protocolo nº. 06.1.811.53.7).

4.2. Grupos experimentais

Grupos Controles (sem infecção)

Controle (C) n=5

Controle Sham (CSH) n=5

Controle Orquiectomizado (COR) n=5 Controle Tratado com DHEA (CD) n=5

Controle Sham Tratado com DHEA (CSHD) n=5

Controle Orquiectomizado Tratado com DHEA (CORD) n=5

Grupos Infectados

Infectado (I) n=5

Infectado Sham (ISH) n=5

Infectado Orquiectomizado (IOR) n=5 Infectado Tratado com DHEA (ID) n=5

Infectado Sham Tratado com DHEA (ISHD) n=5

4.3. Orquiectomia

Os animais foram anestesiados com injeção intraperitoneal de Tribromoetanol a 2.5%, diluído em NaCl 0,9 %, sendo injetado 1 mL a cada 100g de peso corporal e posteriormente divididos em dois grupos: o primeiro foi submetido à orquiectomia que consiste em uma incisão na bolsa escrotal, com retirada dos testículos, sutura do cordão espermático na altura do canal deferente e posteriormente da bolsa. O segundo grupo foi submetido à orquiectomia fictícia (incisão na bolsa escrotal e posterior sutura), passando a ser designado de Sham ou operação simulada.

Todos os processos cirúrgicos foram feitos sob condições estéreis, sempre dentro de fluxo laminar. Com o objetivo de evitar eventuais infecções pós- operatórias, os animais foram colocados em caixas estéreis, com maravalha e ração, além da administração de amoxicilina (250 mg/mL), que foi adicionada à água contida nos bebedouros, trocada diariamente por um período de sete dias. Após o ato cirúrgico, os animais foram mantidos no biotério durante quatro semanas até o início dos experimentos.

4.4. Infecção e Parasita

Aproximadamente 30 dias após a cirurgia, os animais dos grupos infectados foram inoculados intraperitonealmente com 100.000 (1x105) formas tripomastigotas sangüícolas. Foi utilizada a cepa Y de Trypanosoma cruzi, isolada por SILVA & NUSSENZWEIG (1953), através do xenodiagnóstico realizado em uma paciente na fase aguda da infecção chagásica. Desde então, vem sendo mantida em camundongos swiss heterogênicos, por meio de repiques semanais.

Trata-se de uma cepa com predominância de formas delgadas, multiplicação rápida e quando inoculada em ratos Wistar produz curva parasitêmica atingindo o pico ao redor do 7º dia após o inóculo, com pequenas variações, dependendo do número de parasitas inoculados e da idade e sexo do animal. Após esse período há diminuição da parasitemia.

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