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floresta

O inventário dos stocks de carbono ocorreu em três campanhas distintas em 2007, 2008 e 2009. As medições efectuadas no campo seguiram de perto os requisitos presentes na metodologia REDD e os protocolos de medição de stock de carbono estabelecidos em Pearson et al (2005). Um total de 362 parcelas foram consideradas na análise dos stocks de carbono tendo como base os dados recolhidos da missão desenvolvida pelos projectos do Banco Mundial e o CARBOVEG-GB. Das 362 parcelas, apenas 74 se localizam na região de referência

Por sua vez na área de projecto estão apenas localizadas 10 parcelas, sendo que esta amostra é pouco representativa da área de floresta do parque da cufada bem como dos diferentes tipos de floresta. Assim e visto que existe similaridade nos padrões de chuva, composição e estrutura das florestas, os dados recolhidos para os diferentes estratos na região de referência foram utilizados para estimar os stocks de carbono na área de projecto do Parque da Cufada, visto que as duas áreas possuem semelhanças nos padrões de precipitação e na composição e estrutura das florestas.

Os reservatórios de carbono foram divididos em quatro estratos de floresta – floresta densa, floresta aberta, savana e mangal – correspondendo às mesmas quatro classes de florestas definidas aquando da classificação do mapa de coberto.

A estimativa dos stocks de carbono foi sujeita a uma avaliação de incerteza, através da determinação do desvio padrão e intervalo de confiança, sendo depois aplicado o seguinte

critério para a selecção dos valores a utilizar no cálculo da baseline das alterações nos stocks de carbono:

“Se a incerteza do total de stock de carbono médio (Ctoti) de uma determinada classe i for inferior a 10% do valor médio, então o valor médio de stock de carbono poderá ser utilizado. Caso a incerteza seja superior a 10%, deverá ser considerado para os cáculos o limite inferior do intervalo de confiança de 90%.” – Metodologia VM0015

4.6.2. Cálculo da baseline de alterações nos stocks de carbono

O método escolhido para calcular as alterações nos stocks de carbono, utiliza os valores médios de carbono estimados para cada um dos estratos bem como a baseline de desflorestação prevista para cada uma das classes correspondentes.

!"#$%&! ! !"#$%!!"#!!! !"#"!"#!! !"#

!"#!! Onde,

!"#$%&! Baseline de stock total de carbono dentro da área de projecto no ano ! ; tCO2e

!"#$%!!"#!! Área desflorestada da classe !"# no ano!! dentro da área de projecto no cenário de baseline

!"#"!"#!! Média dos stocks de carbono medidos em todos os reservatórios de carbono na classe !"# no ano!!; tCO2-e

! Ano do período de creditação proposto; sem dimensão !"# Classes de floresta (pré-desflorestação), sem dimensão

4.6.3. Calculo dos Verified Carbon Units (VCUs) potenciais da área de projecto

O numero de unidades verificáveis de carbono (VCUs) que potencialmente podem ser geradas com a aplicação de um projecto REDD no ano ! são calculados da seguinte forma:

!"#! ! !"#$%&!! !"#! (10)

!"#! ! !"#$%&!! !"! (11)

Onde,

!"#! Numero de unidades de carbono verificáveis elegíveis para ser negociadas no ano !; tCO2-e

!"#! Numero de créditos de reserva depositados no VCS de reserva no ano !; tCO2e

!"#$%&! Baseline de stock total de carbono dentro da área de projecto no ano ! ; tCO2e

!"! Factor de risco utilizado para calcular os créditos de reserva VCS; % ! Ano do período de creditação proposto; sem dimensão

O Factor de risco !"! foi determinado utilizando a última versão aprovada pelo VCS, AFOLU NON-Permanence Risk Tool (VCS, 2011) – Este documento indica os procedimentos para efectuar uma análise de risco não-permanente, permitindo assim determinar o numero de créditos de reserva que deverão ser depositados conta de reserva partilhada. Os factores de risco são classificados em três categorias: riscos internos, riscos externos e riscos naturais, sendo estes divididos em subcategorias, tais como gestão de projecto, viabilidade financeira e envolvimento da comunidade.

Visto tratar-se de um módulo desenvolvido a pensar num projecto REDD concreto, apenas foi possível realizar uma estimativa do risco potencial associado aos créditos VCUs gerados por um hipotético projecto REDD aplicado no Parque Natural da Cufada. Para determinar o !"! , o Rating Global de Risco deverá ser convertido para percentagem.

4.6.4. Estimativa da incerteza do cenário de baseline

Esta ultimo ponto do Passo 6, e da metodologia, possibilita o cálculo da incerteza associada à estimativa de emissões reduzidas no cenário da baseline de alterações nos stocks de carbono. Para tal será determinada a incerteza da projecção da baseline histórica de desflorestação e a incerteza da estimativa dos stocks médios de carbono.

a) Avaliação da incerteza na projecção da baseline de desflorestação

A taxa de desflorestação é projectada utilizando a regressão das equações de desflorestação passada versus tempo. O valor de é a medida de ajuste da equação aos dados de origem. A metodologia requer que a relação seja estatisticamente significante e que os dados inseridos se encontrem equitativamente distribuídos pelo período de referência. Assim o valor r2 de serve de indicação de quão rigorosamente os dados reflectem o modelo. A incerteza referente à projecção da baselines de desflorestação são determinadas através da seguinte equação:

!"#$%&$'(

!"!! ! ! !!

!! ! !""

Onde, !"#$%&$'(

!"! Incerteza da taxa baseline de desflorestação no estrato i; %

!!! Valores de r2 derivado da regressão da desflorestação histórica versus tempo; adimensional

!"#$%&$'( !"! ! !"#$ !"!! ! !!! ! ! !"#$ !"!! ! !!! ! ! ! ! ! !"#$!"!"! !!" ! !!!! ! !!!! ! ! ! !!" Onde, !"#$%&$'(

!" Incerteza da estimativa dos stocks de carbono para o total de floresta; %

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!"! Incerteza da estimativa dos stocks de carbono para o estrato i; % !! Área do o estrato i no ano 2010; ha

b) Avaliação da incerteza na estimativa dos stocks médios de carbono

A incerteza para cada estrato de floresta (!"#$%&$'(!"#!!"!) é expressa como o intervalo de confiança 95% como percentagem do stock médio de carbono estimado. A incerteza da classe global de floresta é determinada através da seguinte equação:

!"#$!" ! ! !"#$!" !!! !!"#!! ! ! !"#$!" !! ! !!"#!! ! ! ! ! ! !"#$!"!"! !!"#!" ! !!"#!!! ! !!"#!!! ! ! ! !!"#!" Onde,

!"#$!" Incerteza da estimativa dos stocks de carbono para o total de floresta; %

!"#$!"

! Incerteza da estimativa dos stocks de carbono para o estrato i; % !!"#! Stock de carbono estimado para o estrato i no PNC em 2010; tCO2

c) Avaliação da incerteza na constituição da baseline de alterações nos stocks de carbono

A incerteza da projecção da taxa de desflorestação e a incerteza da estimativa dos stocks médios de carbono são integradas através da seguinte:

(13)

!"#$%&$'(!"# ! ! !"#$%&$'(

!"!! !"#$%&$'(!"! Onde,

!"#$%&$'(!"# Incerteza da baseline de alterações nos stocks de carbono; % !"#$%&$'(

!" Incerteza combinada da projecção da baseline de desflorestação; % !"#$%&$'(!" Incerteza da estimativa dos stocks de carbono para o total de

floresta; %