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7 Conclusion

7.1 Future Work

Na prática, a concepção dos sistemas baseados em conhecimentos se encontra geralmente confrontada aos problemas ligados à elucidação do conhecimento à tratar; acontece que em muitos domínios - particularmente no aspecto técnico - ela é descrita devido a experiência de usuários (supostos como especialistas do domínio) que expressam uma base de casos singulares e de experiências práticas e não possuem o modelo teórico englobando todos os aspectos do problema à tratar e oferecendo assim a possibilidade para a dedução de obter uma aproximação do problema universal.

Nesse gênero de casos, recorre-se habitualmente à diferentes abordagens heurísticas assim como outras destinadas à exploração direta das experiências adquiridas durante a prática e a simulação - sem tentar abranger todas as facetas do problema. O raciocínio por analogia é o representande mais comum desta abordagem.

2.5.3.1 Definições

O raciocínio por analogia é um tipo de raciocínio baseado sobre a exploração de resoluções anteriores dos problemas já encontrados (RIPOLL; COULON, 2001).

A primeira aplicação efetiva do raciocínio por analogia foi do programa de Evans em 1968 (BURSTEIN, 1986), programa para resolver testes de inteligência baseados sobre analogias entre figuras geométricas.

Sumariamente, o processo de analogia serve à elaboração da solução de um novo problema (denominado problema alvo) à partir de outros armazenados. O processo pode ser definido como segue:

• Encontrar um problema referência na base de conhecimentos, acompanhado de sua solução (denotado problema básico) capaz de ajudar à resolver o problema alvo; • Medir a similaridade entre o problema básico e aquele a resolver e a adequação da

solução do primeiro à resolução deste último;

• Adotar e ajustar - se possível - a solução do problema ao problema alvo, e adaptar à uma utilização ou uma apresentação ao usuário.

2.5.3.2 Pré-requisitos do raciocínio por analogia

A utilização do raciocínio por analogia requer certas hipóteses definidas sobre as diferentes partes colocados em jogo por este último, os mais importantes são (RIPOLL; COULON, 2001):

• O domínio da aplicação;

• As propriedades representacionais do formalismo de modelagem;

• Os mecanismos de exploração definidos sobre o formalismo de representação. 2.5.3.2.1 O domínio da aplicação

O domínio no qual se quer aplicar o raciocínio por analogia deve oferecer algumas garantias no que concerne a estabilidade das soluções encontradas ou à deduzir, ele deve então (DIDIERJEAN, 2001):

• Garantir a validade das soluções no espaço e no tempo - uma solução conhecida como válida por um problema encontrado permanecerá para futuras ocorrências do mesmo problema;

• A recorrência de casos já encontrados, ou pelo menos, situações similares tendo a mesma solução (porque senão, a analogia não será aplicável).

2.5.3.2.2 O formalismo de representação

Ele deve oferecer os mecanismos de representação dos problemas já resolvidos e isso, sob forma de base de casos. Um caso será então uma estrutura descrevendo um cenário (acontecido ou simulado), ele deve imperativamente descrever as três seguintes partes (DIDIERJEAN, 2001):

• As premissas: Esta parte descreve o problema à resolver, ela pode ser a descrição dos diferentes parâmetros de um sistema, os sintomas de uma anomalia, ou uma representação formal do objetivo a ser alcançado. As premissas devem ser implementadas de maneira à oferecer os métodos de indexação, de triagem e de

seleção de casos destinados à elucidação do problema alvo.

• O contexto: Os contextos permitem a consideração do estado inicial dos problemas, a descrição de seus ambientes de validade e podem mesmo em certos casos estar associados às premissas nos processos de estudo de similaridade entre casos. Eles devem representar os diferentes valores dos parâmetros exteriores aos sistemas onde a consideração é necessária para a validade do raciocínio.

• A conclusão: A conclusão representa as soluções propostas para o problema, ele pode também ser um texto para o usuário, uma equação tomando as premissas e o contexto como paramêtro ou uma ação a ser realizada automaticamente. É possível também incluir uma apresentação dos riscos eventuais que esta solução, uma previsão dos obstáculos que podem surgir antes, depois e/ou durante sua aplicação. Dois pontos importantes devem ser citados:

– A correspondência perfeita entre o problema alvo e aqueles de base escolhidos geralmente nunca são alcançados e então é geralmente necessário realizar modificações nas soluções propostas, isto pode se fazer de maneira automática - tal como no raciocínio aproximativo - ou semi automático fazendo agir o utilizador como juíz frente às diferentes escolhas possíveis.

– No caso onde o problema está conforme - ou não análogo - somente aos proble- mas de base não sendo jamais resolvidos de maneira satisfatória, é necessário então indica-lo especificando as ações que foram desenvolvidas e os resultados obtidos previamente.

Nota: Nos sistemas destinados à interação humana, adiciona-se geralmente aos casos uma explicação destinada aos usuários, ela pode comportar uma explicação precisa e detalhada da escolha da solução ou se limitar à um simples referencial teórico ou prático dos conceitos colocados em jogo.

2.5.3.2.3 Os mecanismos de exploração

Os diferentes mecanismos de raciocínio por analogia devem poder ser definidos sobre a base de casos implementados, e isto para poder executar as diferentes etapas do raciocínio.

BELL; WOLSTENCROFT, 1990), estas etapas (número de 7) permitem uma boa vi- sualização dos mecanismos colocados em jogo e seu encadeamento nesse tipo de raciocínio, se resumem em:

1. Identificação que o RA pode ajudar à resolução do problema alvo atual. 2. Pesquisa de um problema base análogo ao problema alvo.

3. Elaboração ou eliminação dos aspectos não pertinentes do problema base. 4. A correspondência das partes do problema da base com os aspectos similares do

problema alvo.

5. Inferência ou dedução de características (soluções) atribuídas ao problema alvo à partir dos presentes no problema de base.

6. Justificação ou verificação da validade das conclusões inferidas.

7. Aprendizagem, quer dizer, memorização do problema alvo enriquecido de sua solução.

O raciocínio por analogia é um modelo bastante amplo na medida em que não impõe nenhuma restrição sobre o número de domínios à gerenciar ou a ter em conta durante o processo de inferência. Uma forma mais restrita do raciocínio por analogia é o raciocínio com base em casos que, manipula somente as entidades de um mesmo domínio a fim de poder propor uma solução. O exemplo mais frequentemente citado para ilustrar esta diferença é o da pesquisa da solução de um problema médico à partir da solução de um problema militar análogo.

O raciocínio com base em casos é uma técnica de raciocínio tendo feito suas provas nos domínios de controle de sistemas (diagnóstico, monitoramento, manutenção etc.) ou da concepção e da elaboração de planos. Os sistemas desenvolvidos à partir desta técnica são destinados à trazer uma ajuda ao usuário nestes diferentes domínios. Isto permite também reagrupar a perícia de uma empresa e coloca-la à disposição de qualquer pessoa habilitada à consulta-la, perícia que será agora incluída no capital da empresa.