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7 Chapter: IMPLICATIONS FOR THE FUTURE

7.4 Future research

O procedimento SLP pode ser usado sequencialmente para desenvolver inicialmente um layout de blocos e, a partir desse, obter o detalhamento de cada setor planejado (COSTA, 2004).

O SLP consiste em uma estruturação de fases, por intermédio das quais se realiza qualquer projeto de layout, isto é, o modo como se articulam e dispõem os diversos departamentos, setores, áreas ou atividades funcionais (MUTHER e WHEELER, 2008). Esse método de planejamento sistemático de layout é dividido em três fases, denominadas fase de análise, fase de pesquisa e fase de seleção (Figura 11).

Figura 11. Fluxograma com os procedimentos do método de planejamento sistemático de layout (SLP). Fonte: Muther e Wheeler (2008).

Cada uma das fases do planejamento do SLP, por sua vez, é composta por vários procedimentos sequenciais os quais serão descritos resumidamente a seguir.

3.6.2.2.1. Fase de análise a) Fluxo de materiais

Esse item da fase de análise consiste na determinação da melhor sequência de movimentação dos materiais ao longo das etapas exigidas pelo processo e na determinação da intensidade ou magnitude desses movimentos. O fluxo deve permitir que o material se movimente progressivamente durante o processo, sem retornos, desvios, cruzamentos, dentre outros. Entretanto, para o caso de explorações zootécnicas, elabora-se uma carta de processos ou fluxos, na qual se pode visualizar, ao longo de todo o processo de produção, a sequência de movimentação dos animais, alimentos, equipamentos, funcionários, dentre outros (SEVERO, 2005).

45 b) Inter-relações de atividades

De acordo com Muther e Weeler (2008), a fim de se facilitar o arranjo físico das instalações em um sistema de produção, deve-se elaborar a carta de inter-relações preferenciais. Essa carta é uma matriz triangular, onde é representado o grau de proximidade e o tipo de inter-relação (ou proximidade) entre determinada atividade e cada uma das outras. Em outras palavras, o objetivo básico da carta é mostrar quais atividades (ou instalações) devem se localizar próximas e quais devem ficar afastadas.

Segundo Muther e Wheeler (2008), para classificar a intensidade dos fluxos, isto é, o grau de inter-relação existente entre as atividades, utilizam-se seis letras, correspondentes às seguintes expressões em inglês:

- A – absolutely necessary; - E – specially important; - I – important; - O – ordinary closeness; - U – unimportant; - X – undesirable;

Juntamente com os graus de inter-relação seguem-se as razões ou os motivos que justificam tais inter-relações. Tais razões dependerão do projeto em que se está trabalhando, mas geralmente dizem respeito à proximidade, funcionalidade, frequência de uso, inspeção, fatores ambientais, dentre outros.

Para a representação na carta, pode se utilizar tanto de letras e números como de um código de cores. No caso de se utilizar letras e números, coloca- se a letra referente ao grau de inter-relação na parte superior da célula de interseção, e o número (ou números) correspondente à razão da proximidade na parte inferior (SEVERO, 2005). Ao se utilizar o código de cores, associa-se uma cor para cada grau de inter-relação, a saber: vermelho para o grau A; amarelo para o grau E; verde para o grau I; azul para o grau O; marrom para o grau U; e preto para o grau X.

As células são inteiramente coloridas nas respectivas cores, e em sua parte central são colocados os números correspondentes às razões da proximidade.

c) Diagrama de inter-relações

No diagrama de inter-relações as áreas de produção e as áreas de serviços de suporte são combinadas, onde as diversas atividades, departamentos ou áreas estão geograficamente relacionados entre si, sem considerar o espaço que cada elemento requer no arranjo físico. Nessa etapa, onde se busca a visualização de dados, cálculos e análises realizados, é feito o

diagrama que permitirá transformar as informações sobre a sequência de atividades e proximidades relativas em um esboço de localização de cada área (SEVERO, 2005).

Diversas técnicas podem ser utilizadas na construção do diagrama de fluxo ou inter-relações. Geralmente começa-se pelas inter-relações mais importantes seguindo-se as de menor importância. As condições necessárias para construir o diagrama de fluxo são: uma simbologia para identificação de cada atividade, área ou característica e um método para indicar a proximidade relativa entre as atividades, a direção e a intensidade de fluxo de materiais. Um diagrama pode ser elaborado utilizando convenções onde o formato de cada símbolo indica o tipo de atividade, e o tipo de linha ligando os símbolos fornecerá o grau de proximidade desejada (MUTHER, 1978).

d) Espaço necessário e espaço disponível

Nesses itens analisam-se os requisitos de espaço, que são obtidos por meio da análise das áreas das instalações envolvidas. Segundo Muther e Weeler (2008), a determinação dos espaços requeridos pode ser feita em qualquer uma das etapas do processo, desde que todas as atividades já tenham sido estabelecidas, porém, aconselha-se esperar que os dados iniciais tenham sido analisados e o diagrama de fluxos e a carta de inter-relações preferenciais estejam prontos, para que se tenha uma melhor idéia da divisão das atividades e, por conseguinte, da divisão dos espaços. Para Muther e Weeler, (2008), há cinco métodos básicos para a determinação dos espaços, a saber:

a) método numérico: Nesse método ocorrerá a divisão de cada atividade ou área em elementos de espaço ou subáreas, que compõem o espaço total; b) método da conversão: Nesse método toma-se como base para o cálculo

dos espaços do arranjo físico, os espaços atualmente utilizados, atualizando-se de acordo com as novas necessidades;

c) método dos padrões de espaço: Nesse método utilizam-se padrões de espaço pré-estabelecidos;

d) método dos arranjos esboçados: Nesse método procede-se primeiro ao esboço detalhado do arranjo físico e depois são calculados os espaços necessários;

47 e) método da projeção de tendências: É nesse método que se estabelece

uma relação entre a área e algum outro fator, como por exemplo, o animal. 3.6.2.2.2. Fase de pesquisa

Considerações de mudanças e limitações práticas: É nessa fase em que são verificadas as condições que estimulam o ajuste do diagrama de inter-relações; baseado na experiência da equipe de profissionais e faz-se uma verificação de todas as restrições ao planejamento, que podem ser de ordem física, financeira ou ambiental, etc.

3.6.2.2.3. Fase de seleção

Após o desenvolvimento do layout, inicia-se a fase de Seleção, em que os layouts deverão ser submetidos a uma avaliação de viabilidade e aprovação entre os agentes envolvidos.

Avaliações: Essa é a fase final do SLP. De acordo com Kerns (1999), nesse momento, de posse de dois ou mais projetos de layout alternativos, procede-se a seleção do projeto final com base em uma análise, balanceando- se as vantagens e desvantagens, os fatores, a comparação e a justificação de custos para as soluções apresentadas.

Esse processo de avaliação deverá considerar se os critérios do projeto foram satisfeitos. Uma classificação de critérios de avaliação de alternativas de layout foi proposta por Lin e Sharp (1999) (Figura 12), cuja classificação pode ser dividida em três níveis hierárquicos, correspondendo a três grupos de critérios: custo, fluxo e ambiente.

Segundo esses autores, com o objetivo de refinar a fase de Seleção do método SLP, muitas das vezes são necessários que conjuntamente com o SLP se utilize ferramentas de apoio à tomada de decisão multicritério. A necessidade por tais metodologias segundo Moraes e Almeida (2002), decorre do fato de que na maioria das situações em que se tem que decidir, vários objetivos e pontos de vista devem ser considerados simultaneamente, e geralmente, eles são conflitantes entre si.

Devido a esses fatores, o processo de decisão deve ser orientado por uma análise com métodos multicriteriais para apoiar o analista na escolha das alternativas.

3.6.3. Fatores a serem considerados na avaliação do arranjo físico a ser