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Further work and investigations

and COD relations

6.4 Further work and investigations

Como estratégia de pesquisa, foi utilizado o método experimental que “consiste essencialmente em submeter os objetos de estudo à influência de certas variáveis, em condições controladas e conhecidas pelo investigador, para observar os resultados que a

variável produz no objeto” (GIL, 1999, p. 33-34).

Os experimentos são estudos que envolvem intervenção do pesquisador além da exigida para mensuração (COOPER; SCHINDLER, 2003) e é um dos métodos mais utilizados em marketing para a identificação de relações de causa e efeito entre variáveis

(BOYD; WESTFALL, 1984; MATTAR, 1996) e para avaliar a magnitude do(s) efeito(s) produzido(s) (SILVA, 2008). Para Moreira (2002, p.13) trata-se do “método mais sofisticado para o teste de hipóteses”.

No entanto, faz-se necessário esclarecer que, ao contrário do senso comum que se faz sobre a causalidade, o cientista dificilmente espera encontrar um único fato (causa) responsável pela ocorrência de outro acontecimento (efeito) e jamais pode afirmar categoricamente a relação de causalidade, podendo se valer somente em termos de probabilidade, ou seja, fazer a inferência sobre uma relação de causa e efeito (MATTAR, 1996; MALHOTRA, 2001; COOPER; SCHINDLER, 2003).

Vale salientar que três condições devem ser satisfeitas antes de se fazer inferências causais: (1) variação concomitante – extensão em que uma causa “x” e um efeito “y” ocorrem ou variam em conjunto na maneira prevista pela hipótese de pesquisa, (2) ordem temporal de ocorrência de variáveis – o evento causador deve ocorrer antes ou simultaneamente ao efeito, e (3) eliminação de outros fatores causais possíveis - a variável que está sendo pesquisada deve ser a única explicação possível (MATTAR, 1996; MALHOTRA, 2001).

Dessa forma, em um experimento, o pesquisador manipula uma ou mais variáveis independentes e mensura seu efeito sobre uma ou mais variáveis dependentes, sem deixar de controlar as variáveis estranhas, ou seja, aquelas que também podem afetar as respostas das unidades de teste ou amostra estudada (CHIZZOTTI, 1991; MATTAR, 1996; MALHOTRA, 2001).

O experimento pode ser conduzido em laborátorio ou em campo (BOYD; WESTFALL, 1984; MATTAR, 1996; MOREIRA, 2002). Os experimentos de laboratório são caracterizados pelo controle máximo e os de campo, por sua vez, ocorrem sob menor controle, fato que representa alguma desvantagem (MOREIRA, 2002). No entanto, “em princípio não faz diferença onde e como será feito o experimento. [...] Embora haja diferenças importantes entre os experimentos de laboratório e experimentos de campo, sua concepção essencial é a mesma” (KERLINGER, 1979, p.95). De uma forma geral, segundo Kerlinger (1979), em pesquisas comportamentais muitos dos experimentos são os de campo. No entanto, o presente estudo pode ser caracterizado como o de laboratório, tendo em vista que ocorrerá em um ambiente artificial, ou seja, os participantes serão “retirados de seu ambiente natural, ou pelo menos do ambiente em que deveriam ocorrer as influências da variável que se quer

manipular”, no qual serão criadas condições artificiais para simular as condições naturais

Um experimento de laboratório pode ser definido como aquele no qual o investigador cria uma situação com as condições exatas que ele deseja ter e na qual ele controla algumas variáveis e manipula outras. Ele então (o investigador) é capaz de observar e medir o efeito da manipulação das variáveis independentes sobre as variáveis dependentes numa situação na qual a operação de outros fatores relevantes é mantida em um mínimo.

No que se refere aos principais tipos de experimento, a literatura apresenta diversas taxonomias, dentre as quais: (1) experimento verdadeiro ou clássico, (2) pré-experimental, (3) quase-experimental e (4) estatísticos (MALHOTRA, 2001; SILVA, 2008). Cada um desses apresenta uma série de variações.

Tendo em vista os objetivos do estudo, o delineamento escolhido foi o estudo de

grupo de controle pré-teste/pós-teste (ou antes-depois com grupo de controle). Trata-se de um

estudo experimental verdadeiro, tendo em vista que, apesar da amostra ser não probabilística, as unidades teste foram distribuídas aleatoriamente (R) tanto ao grupo experimental (GE) quanto ao grupo de controle (GC), tomando-se medidas pré-tratamento em cada um dos grupos (MALHOTRA, 2001; COOPER, SCHINDLER, 2003). Ou seja, em um design experimental verdadeiro há pelo menos dois grupos de indivíduos ou unidades teste divididos aleatoriamente: o grupo experimental (GE) e o grupo de controle (GC). Estes dois grupos são idênticos, exceto pelo fato que um deles está exposto ao tratamento e o outro, o grupo de controle, não. Este planejamento é simbolizado como

GE: R O1 X O2

GC: R O3 O4

Neste caso, será realizada duas medições em cada grupo de unidade de teste. Primeiramente, serão tomadas medidas pré-tratamento (O1 e O3) tanto no grupo experimental

(GE) quanto no grupo de controle (GC). Em seguida, o grupo experimental (GE) será exposto ao tratamento (X). Finalmente, serão realizadas medidas pós-tratamento (O2 e O4) em ambos

os grupos. Salienta-se que neste estudo, optou-se por utilizar o grupo de controle para somente constatar se houve alguma mudança espúria durante a realização do experimento. Por este motivo, somente 15% da amostra foi destinada ao grupo de controle e a única análise que será realizada com este grupo é a relacionada a descrição da amostra e a comparação as variáveis que compõem cada construto.

No estudo experimental de grupo de controle pré-teste/pós-teste, os problemas de validade interna - precisão de um experimento - “são resolvidos de forma relativamente

eficiente, embora ainda haja algumas dificuldades” (COOPER; SCHINDLER, 2003, p. 328). Para Cooper e Schindler (2003), a variável estranha que pode afetar tal design experimental é a história ou histórico, ou seja, eventos específicos externos ao experimento que ocorrem simultaneamente à coleta dos dados. Tal evento pode ocorrer em um grupo e não em outro, podendo afetar, consequentemente, a validade interna da pesquisa. Além disso, os autores relatam que a comunicação entre os grupos de controle e experimental e a mortalidade (decorrente da perda de unidades de teste enquanto o experimento está em andamento) também podem afetar a validade interna do estudo. Já para Malhotra (2001, p.218), o design experimental do presente estudo “controla a maioria das variáveis estranhas”.

Assim sendo, considerando que a “validade interna é o mínimo básico que deve estar presente em um experimento antes de ser possível tirar quaisquer conclusões sobre os efeitos

do tratamento” (MALHOTRA, 2001, p.213), neste estudo, as variáveis estranhas serão

controladas das seguintes formas:

 A história terá seu efeito diminuído ou excluído devido ao fato do intervalo de

tempo entre as observações ser relativamente pequeno, mais especificamente de uma semana. Assim, espera-se que não ocorram eventos – entre os participantes e as marcas/fabricantes do aparelho celular - que confundam as relações em estudo.

 A comunicação entre os grupos de controle e experimental será mínima ou

inexistente, tendo em vista que a coleta de dados será realizada simultaneamente nas turmas participantes. Assim, acredita-se que dificilmente os indivíduos comentaram sua participação na pesquisa e/ou o conteúdo dos questionários. Além disso, vale salientar que o presente estudo pode ser caracterizado como um experimento cego, tendo em vista que os pesquisados não saberão que estão recebendo o tratamento experimental (COOPER; SCHINDLER, 2003).

 A mortalidade será controlada nesta pesquisa através da distribuição de brindes

e de sorteios de prêmios não-monetários entre os respondentes (anexo B). Segundo Malhotra (2001), tal estratégia pode ser utilizada com o objetivo de aumentar o índice de respostas nas pesquisas.

Para Malhotra (2001) e Cooper e Schindler (2003), no que se refere às fontes de invalidade do estudo de grupo de controle pré-teste/pós-teste, tem-se o efeito reativo no teste ou efeito interativo de teste, no qual uma medição prévia afeta a resposta da unidade de teste à variável independente. Trata-se de uma variável estranha que afeta a validade externa do experimento (generalização da relação de causa e efeito encontrada no experimento) e que

será diminuída ou excluída nesta pesquisa, tendo em vista que os pesquisados não terão conhecimento prévio sobre o real objetivo da pesquisa nem sobre o site Reclame Aqui. Por fim, outra ameaça a validade externa deste tipo de experimento, segundo Cooper e Schindler (2003, p.326), é a interação da seleção e X (estímulo experimental), relacionada ao “processo

pelo qual as pessoas são selecionadas para um experimento”. Neste caso, acredita-se que o

efeito de tal variável estranha será diminuído ou excluído deste estudo, tendo em vista que os participantes não saberão que se trata de uma pesquisa experimental e todos podem ser considerados indivíduos típicos da população, tendo em vista que são consumidores do produto pesquisado - aparelhos celulares – e possuem acesso a internet.