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Atlantic Canada and USA

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7.3 Regional distribution

7.3.10 Atlantic Canada and USA

A F(ab)1 iniciou sua atuação no mercado brasileiro no setor de iluminação, com a inserção de pinos, atividades de estamparia e injeção. Nos anos 1980, diversificou sua linha de produtos com a fabricação de microinterruptor passando a concentrar investimentos em P&D que se traduziram na produção e especialização de conectores e micro chaves.

A F(ab)1 é uma empresa brasileira que se encontra localizada na grande São Paulo. O escopo geográfico de atuação da F(ab)1 está concentrado no estado de São Paulo. A empresa destina 95% dos produtos fabricados ao mercado interno, e desenvolve relações comerciais com diversos países, como: México, Estados Unidos, Holanda, Dinamarca e Colômbia.

O número de funcionários da empresa na unidade da grande São Paulo está em torno de noventa e seis, sendo 68% alocados na área produtiva, 25%, na área administrativa e 7%, na área comercial.

As micro chaves disponibilizadas no mercado de linha branca são diferenciadas, e se moldam às características específicas de cada produto solicitado por seus clientes.

O mix de produtos montados ou produzidos consiste em: chave eletrônica fim de curso (microswitch), conectores especiais para produtos eletrônicos, conector para circuito impresso, conector tipo euro-conector, conector trapezoidal, peças estampadas, peças injetadas, pinos/ilhos para lâmpadas, relés, miniaturas para placas de circuito impresso, soquetes para circuito integrado e terminais para conectores eletrônicos.

O iminente ingresso da Samsung e da LG no mercado brasileiro de linha branca não tem gerado vantagens à F(ab)1, pois estas empresas estão, no momento, apenas voltadas para a montagem no Brasil, isto é, com forte ênfase na aquisição de componentes importados de suas matrizes.

No tocante à atuação da F(ab)1 no mercado automotivo, tem-se que a determinação da lei de nacionalização de componentes a beneficiou, pois elevou a demanda de seus clientes automotivos, resultando na elevação da sua produção.

5.4.1 Processo de produção

Os processos de fabricação desenvolvidos internamente pela F(ab)1 são: estamparia, injeção de plástico, sobreinjeção de plástico e montagem. Para atender sua demanda, a F(ab)1

possui uma unidade de galvanoplastia de tratamento superficial em banhos de ouro, estanho e níquel. As peças estampadas, injetadas e sobreinjetadas podem ser utilizadas como componentes na montagem de conexões e terminais, ou vendidas aos clientes.

Observa-se a seguinte configuração quanto à produção interna: fabricação de 100% dos euro-conectores comercializados e, adesão à desverticalização da produção com a terceirização de 30% das micro chaves, que ocorre como forma de redução de custos. Além disso, as micro chaves estão vivenciando um desafio que reside na necessidade premente de incorporação de novas tecnologias que elevem seu desempenho para não serem suplantadas por outras tecnologias, como a proporcionada pelo imã.

A F(ab)1 pode fazer uso da verticalização da produção, como ocorreu com a recente aquisição de uma organização de montagem que abrangeu a incorporação de um elo à montante, com a finalidade de facilitar processos como o de metalização.

As atividades de submontagens da F(ab)1 são terceirizadas. Essa peculiaridade proveio do fato de a terceirização ser realizada por ex-funcionários, que foram incentivados a abrir uma microempresa para realizar esse serviço. A terceirização ocorreu com a finalidade de garantir a manutenção do nível de qualidade desenvolvida pela F(ab)1, pois os profissionais envolvidos possuiam conhecimento prévio da atividade a ser executada.

5.4.2 Relações da F(ab)1 com clientes e fornecedores

O portfólio de clientes da F(ab)1 inclui todas as grandes ‘chicoteiras’ da linha branca e marrom (áudio e vídeo) atuantes no mercado nacional que são abastecidas com terminais e isolantes utilizados nos chicotes elétricos, entre as quais se destaca a EC, cujo fornecimento se iniciou a partir da inovação de um determinado componente que a F(ab)1 ofereceu à EC.

Ao setor de linha branca da EC, a F(ab)1 fornece conexões, terminais e micro chaves. Oferta ainda, micro chaves para outra unidade fabril instalada no Brasil pertencente ao grupo detentor da EC. No que concerne ao setor automotivo da EC, a F(ab)1 oferta fusíveis, relés e fios especiais. Nesse relacionamento, a EC já sugeriu mudanças nas especificações dos suprimentos fornecidos com o intuito de melhorá-los e reduzir seus custos.

Observa-se que na medida em que há um aprofundamento nas interações entre a empresa-compradora e a empresa-cliente, é facultado ao cliente sugerir mudanças nas especificações do produto, de modo a melhorá-lo e reduzir seu custo.

Com o objetivo de ampliar o número de soluções às necessidades de seus clientes e de elevar o nível dos serviços oferecidos, a F(ab)1 realiza com seus clientes parcerias de produção e de desenvolvimento de produtos. Por conseguinte, se propõe, ainda, a constituir parcerias e joint ventures com outras organizações. Um exemplo da constituição de parcerias consiste no fato de ter solucionado o problema de um cliente no qual o elevado set up majorava o custo de produção. Esse cliente produzia um conector que continha nove componentes e que necessitava de nove operadores na linha de montagem para instalar essa peça no produto final. Com o objetivo de reduzir o set up desse cliente, a F(ab)1 elaborou um projeto de desenvolvimento que permitiu a redução tanto do número de operadores (de nove para quatro), como do número de componentes (de nove para dois), otimizando, portanto, o set up do cliente e reduzindo o custo de produção e o tempo de ciclo.

A partir do recebimento de projetos de grandes clientes como da C(b)1, a F(ab)1 fabrica modelos exclusivos de micro chaves.

Diante da consolidação de contratos que representam grandes negócios, a F(ab)1 se compromete a abrir as planilhas de custos e margens de lucro para a composição do preço de venda. Por conseguinte, a F(ab)1 não abre sua planilha de custo e margem de lucro para a EC, provavelmente por esta última ser uma cliente de pequena dimensão em termos de volume de aquisição, representando menos de 5% do faturamento da F(ab)1. Entretanto, a F(ab)1 abre sua planilha de custo e margem de lucro à C(b)1, provavelmente em virtude de esta ser uma cliente de média dimensão em termos de volume de aquisição, representando cerca de 10% do faturamento da F(ab)1.

A F(ab)1 possui cerca de 30 fornecedores que são contatados pelos departamentos de compras, de qualidade e de engenharia. Em virtude das novas exigências de materiais ou componentes provenientes dos projetos de novos produtos, há uma tendência da F(ab)1 ampliar sua base de fornecedores.

Com a finalidade de reduzir seu lead time de entrega e o volume de capital de giro necessário, otimizando, consequentemente, seu tempo de entrega e seu retorno financeiro, a F(ab)1 busca nacionalizar sua base de fornecedores.

Os principais suprimentos utilizados pela F(ab)1 podem ser subdivididos em:

- matérias-primas: latão, aço e termoplástico; - componentes: molas e contatos elétricos.

A F(ab)1 adota habitualmente dois fornecedores por item adquirido. Seus principais fornecedores, e os respectivos suprimentos adquiridos são:

- Eluma: matéria prima em cobre, ligas de cobre, latão e bronze; - Ticona: termoplásticos de engenharia;

- Rodhia: termoplásticos de engenharia;

- Kels: rebites de prata (componentes para micro chaves); - Exata Molas: molas para micro chaves.

Para garantir o ressuprimento em condições adversas, por exemplo, em períodos de escassez de oferta, a F(ab)1 mantém relacionamentos diferenciados com os grandes fornecedores de matérias-primas. Entre as práticas adotadas está o compartilhamento de sua previsão de demanda, pois utiliza o JIT.

Os problemas mais identificados com os fornecedores residem nos atrasos de fornecimento que podem ser atribuídos ao crescimento inesperado, ou seja, elevação de demanda não identificada.

A F(ab)1 não possui fornecedores exclusivos e não tem como prática usual se relacionar com outros níveis da cadeia de abastecimento, pois não almeja exercer controles ou interações com integrantes da cadeia de suprimentos que não estejam diretamente relacionados às suas atividades.

Na eventualidade de surgirem problemas de qualidade ou de fornecimento, a F(ab)1 busca, prioritariamente, manter contato com o fornecedor do qual adquiriu o suprimento, de modo a identificar as razões da falha. Somente diante da não resolução de problemas de fornecimento, fato muito raro de acontecer, é que a F(ab)1 buscará contatar os fornecedores de seus fornecedores para rastrear a origem do problema, bem como agilizar a solução do mesmo.

Na planta industrial da F(ab)1 não há investimentos de capital por parte dos fornecedores. Logo, não se verifica a alocação de recursos físicos, financeiros e tecnológicos na mesma. Todavia, se necessário, os fornecedores concedem suporte tecnológico à empresa.

A F(ab)1 abastece indiretamente o mercado automotivo, isto é, como subfornecedora, uma vez que fornece componentes para os fornecedores das montadoras.

Para agilizar e promover maior visibilidade ao seu fluxo de informação, a F(ab)1 adota o sistema de gerenciamento ERP, além de utilizar o EDI com alguns clientes.

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