1.3 Metodiske beslutninger PCR - Product Category Rules (Produktkategoriregler)
1.3.3 Funksjonell enhet og deklarert enhet / levetider
Na história e mesmo nas definições apresentadas anteriormente, o cerimonial consagra-se como uma ação que regulamenta o viver em sociedade, estabelece regras para a boa convivência. Para Speers, a universidade tem uma proximidade com os assuntos abordados pelo cerimonial porque “a Universidade é, por excelência, uma unidade de convívio. Há que se comunicar internamente no convívio diuturno. Há que se comunicar externamente no convívio com a sociedade” (2003, p.96).
A universidade tem também uma proximidade com públicos variados, além da comunidade acadêmica: governo, imprensa, a própria comunidade, fornecedores, instituições culturais etc., fortalecendo as ações desenvolvidas com o cerimonial.
Ao longo de sua existência, a Universidade criou e desenvolveu grupos distintos atraídos pelas afinidades específicas mas que, como parte de um todo, deviam e tinham que conviver com outros grupos. Associadas, ou somadas, desempenhavam seu outro papel: o de conviver e servir à sociedade humana, numa extensão cada vez maior, em quanto desenvolviam o saber e os meios de comunicação. (Speers, 2003, p.96-
7)
O cerimonial universitário é uma área específica do cerimonial, que “corresponde ao conjunto de aspectos formais de um ato público que ocorre no ambiente universitário, numa seqüência própria, observando-se uma ordem de precedência, uma indumentária própria e o cumprimento de um ritual” (Viana, 1998, p. 39)
A determinação de como as cerimônias acontecerão está relacionada com a estrutura hierárquica da instituição, sua história, tradição, objetivos e formalidade. “Tanto a dimensão da autoridade como a precedência podem valer menos pelo cargo ou função oficial que cada ator ocupa e valer mais por valores e critérios peculiares à sociedade, comunidade ou grupo social no qual se realiza a cerimônia ou o evento” (Lins, 2002, p. 45)
Com ou sem um departamento de cerimonial em sua estrutura, as características dos ritos solenes devem ser coerentes com o pensamento da universidade, onde “uma linguagem menos formal ou um ritual espontâneo podem prevalecer sobre regras inflexíveis e normas estranhas ao comportamento local”, explica o embaixador Estellita Lins (2002, p. 45).
Com o desenvolvimento do ensino superior, nasceu a responsabilidade de garantir valores históricos e sociais preservadospela universidade, como a figura do reitor ou do chanceler, autoridade maior da instituição, que surgiu no ano de 1.200. Meirelles (2002, p. 23) considera que o próprio uso das vestes talares, assunto que será abordado mais adiante, se deu para representar o poder e autoridade concedidos ao reitor, idéia que é compartilhada por Viana:
Nas universidades européias, com o surgimento, no século XI, do ‘Rector Scholariorum’ (Chanceler ou Reitor) autoridade suprema da Universidade, estabeleceu-se o cerimonial universitário com: uma ordem de precedência, uma indumentária própria, elementos sígnicos e conjunto de rituais (1998, p. 43).
Para o autor, os elementos sígnicos são compostos por brasão, bandeira, estandarte, selo, medalha e hino, e o conjunto de rituais, por diferentes tipos de posses, instalação de colegiados, aula magna e concessão de títulos honoríficos.
Um aspecto que merece atenção no cerimonial universitário é a indumentária. Viana afirma que as vestes talares representam longas vestimentas à altura dos calcanhares (talão ou parte traseira do calçado) e pode ser reitoral, doutoral, professoral ou uma capa acadêmica. As vestes talares são diferentes pelo complemento e pelas cores ligadas à posição hierárquica e ao grau de saber (1998, p. 74). Portanto, também os trajes instauram uma ordem de precedência.
Nas universidades, o uso das vestes tem origem religiosa. “Já na Idade Média, seu uso era generalizado. Foi, entretanto, a partir de abril de 1600, que o rei Felipe III de Portugal tornou obrigatório o uso de peças e togas, durante os julgamentos. O Código Judiciário de São Paulo, de 1968, incluiu essa obrigatoriedade” (Speers, 2003, p. 178).
Com o objetivo de esclarecer as diferenças entre os elementos que compõem as vestes talares, são apresentadas, a seguir, ilustrações que simbolizam o uso das indumentárias, com as definições apresentadas por Meirelles (2002, p. 148-150).
BECA: Capa preta, de tecido e modelos diversos, sendo os mais comuns com mangas compridas duplas, pala larga e costais. Tem botões internos, torçal com borla pendente, tarja na pala, podendo ser usada com ou sem cinto.
TORÇAL COM BORLA PENDENTE: Espécie de corda trançada, que reveste a pala e a gola da beca. É complementado pelas borlas pendentes – enfeite em forma de bola, geralmente de madeira recoberta de seda – que juntos formam os alamares.
JABEAUX: Peitilho confeccionado em renda, semelhante a um babador, preso no
pescoço, pendendo na frente da beca.
BORLA: Chapéu privativo do reitor, doutores e doutores Honoris Causa, sempre na cor de sua área do conhecimento (branca para o reitor). Representa o poder temporal (analogia com a coroa real) e é conhecido em algumas regiões do país como capelo.
...
CAPELO: É uma capa (capelo = capa pequena), solta sobre os ombros e presa à frente com alamares. É a veste superior das autoridades universitária, somente usada pelos reitores, chanceleres e doutores.
Divisão das vestes talares
REITORAL: Concedida quando o reitor recebe seu cargo. Composta de beca preta, jabeaux, cinto, capelo na cor branca, colar e bastão.
DOUTORAL: De mérito, concedida nas solenidades de doutoramento, compõe-se de beca preta, jabeaux, capelo, cinto e borla na cor da área de conhecimento.
PROFESSORAL: Exclusivo dos professores universitários; compõe-se de beca preta, com torçal e borla pendente, jabeaux e cinto na cor de sua área de
conhecimento5.
A CAPA ACADÊMICA não é veste talar. É usada nas universidades européias. No Brasil, os formandos utilizam a beca preta na cerimônia de colação de grau, com mangas longas debruadas de branco, jabeaux branco e faixa na cor adequada6.
5 Imagens cedidas pelo cerimonialista Francisco Vaz, de Curitiba, em 2006, autor da apostila elaborada para o curso Cerimonial e protocolo universitário.
As cores das borlas são: branca (reitor), vermelha (ciências jurídicas e sociais), azul (ciências exatas) e verde (ciências da saúde). (Meirelles, 2002, p. 149). A prescrição para o uso de vestes talares nasce da tradição e, na