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Kapittel 3 Konstruksjonsprinsipper

3.1 Sammenlikningsgrunnlag

3.1.4 Fundament

O questionário dirigido aos universitários buscou identificar e indagar a respeito do mal, portanto elaborou-se uma questão em que se questionava a opinião dos respondentes sobre a origem do mal. Poderíamos atribuir como responsabilidade do ser humano, de acordo com o Gráfico 34, a sociedade; o Gráfico 35, a natureza do mundo; o Gráfico 36, do castigo de Deus; o Gráfico 37, ou a fatalidade, Gráfico 38.

Tabela 34: Ser humano responsável pelo mal

Concorda que o mal é responsabilidade do ser humano? Frequência Percentual

Sim 898 81,3

Não 205 18,6

Anulou a resposta 1 0,1

Total 1104 100,0

Tabela 35: Sociedade responsável pelo mal Concorda que o mal é responsabilidade da

sociedade? Freqüência Percentual

Sim 595 53,9

Não 508 46,0

Anulou a resposta 1 0,1

Total 1104 100,0

Gráfico 35: Sociedade responsável pelo mal

Tabela 36: A natureza do mundo responsável pelo mal

Concorda que o mal é da natureza do mundo? Frequência Percentual

Sim 318 28,8

Não 785 71,1

Anulou a resposta 1 0,1

Total 1104 100,0

Tabela 37: O mal é castigo de Deus

Concorda que o mal é castigo de Deus? Frequência Percentual

Sim 29 2,6

Não 1074 97,3

Anulou a resposta 1 0,1

Total 1104 100,0

Gráfico 37: O mal é castigo de Deus

Tabela 38: O mal é fatalidade

Concorda que o mal é fatalidade? Frequência Percentual

Sim 134 12,1

Não 969 87,8

Anulou a resposta 1 0,1

Total 1104 100,0

A pergunta sobre o mal contemplava mais de uma resposta, se assim o pesquisado preferisse. Das respostas, obtidas em relação à responsabilidade do mal no mundo, 898 (81,3%) responderam que é da responsabilidade do ser humano, conforme o Gráfico 34. A segunda resposta que mais obteve a concordância dos respondentes foi a do Gráfico 35, onde 595 (53,9%) responderam que o mal provém da sociedade. Na questão “se o mal seria castigo de Deus?”, no Gráfico 37, verifica-se que 1074 (97,3%) disseram que não, ficando apenas um aluno sem responder e 29 (2,6%), que sim, que é castigo de Deus.

Uma breve interpretação mostra que quase a totalidade dos pesquisados respondeu que o mal não é castigo de Deus e acima da metade atribui a responsabilidade do mal ao ser humano, demonstrando, portanto, uma consciência de maturidade na resposta.

Mesmo que os jovens sejam menos tocados por tal sofrimento pessoal, na verdade, para eles, o problema apenas se desloca: escandalizam-se com o racismo, os preconceitos, a fome no mundo, a falta de diálogo entre os homens, as ameaças à continuação da vida nesta nossa terra.162

“O mal está aí, mas está sempre em forma de contraste, posto que aparece como o que não deveria estar nem ser e, por isso, tentamos eliminá-lo”.163 O mal então aparece como que dirigindo a raça humana, mesmo que ela não queira. Partindo desta reflexão, o ser humano vive a experiência do mal. Se o mundo vem da sabedoria e bondade de Deus, como então provém o mal e de que maneira? O que seria o responsável pela aparição do mal e como poderíamos nos livrar dele?

O Catecismo da Igreja Católica indica que:

desde os inícios, a fé cristã tem-se confrontado com respostas diferentes da sua no que diz respeito à questão das origens. Assim, encontram-se nas religiões e nas culturas antigas numerosos, mitos acerca das origens. Certos filósofos afirmam que tudo é Deus, que o mundo é Deus, ou que o devir do mundo é o devir de Deus (panteísmo); segundo algumas dessas concepções, o mundo (pelo menos o mundo material) seria mau, produto de uma queda, e, portanto, deve ser rejeitado ou superado (gnose); outros admitem que o mundo tenha sido feito por Deus, mas à maneira de um relojoeiro que, uma vez terminado o serviço, o teria abandonado a si mesmo (deísmo); outros, finalmente, não aceitam nenhuma origem transcendente do mundo, vendo neste o mero jogo de uma matéria que teria existido sempre

162 EICHER, P. Dicionário de conceitos fundamentais de teologia; LAURET, B. Magistério, p. 519. 163 TORRES QUEIRUGA, A. Repensar o mal: da Poneroloxia à Teodicea, p. 60.

(materialismo). Todas essas tentativas dão prova da permanência e da universalidade da questão das origens. Esta busca é própria do homem.164

O mal não é uma realidade em si, mas, qualificação de uma ação, um acontecimento, uma coisa ou um conjunto de coisas. Sendo ela, feita primariamente em relação à vida humana, à qual, de algum modo, causa dano ou contradiz, e que, por isto, chamamos de “má” ou “ruim”.165

O mal é um juízo que se faz de algo, e é por este motivo que é chamado de mal do ser humano, ou mal da sociedade. O mal também é um mistério e, por isto, a Igreja fala em “mysterium iniquitatis”, o “mistério do mal”. Em algumas religiões, a responsabilidade do mal que praticamos não é nossa, mas, sim, de um “espírito maligno” que se apossou de nós.

Pode-se fazer uma reflexão quanto ao mal em relação ao homem e ao animal. O animal não é mau ou bom, ele apenas age sob seus instintos, entretanto a humanidade tem o pensamento, a sua consciência e, através dela, o discernimento de saber diferenciar o que é bom ou mau, exceto aqueles que não estão com suas faculdades mentais saudáveis.

“Deus cria um mundo ordenado e bom”.166 Não “castigo”, mas “tragédia” para Deus. De nenhum modo se deve falar de inferno como vingança ou castigo de Deus”.167 [grifo nosso]. Não podemos transformar Deus em um juiz que fica fiscalizando a cada um e esperando o momento de cairmos no mal e, assim, recebermos o devido castigo. Cada um condena a si mesmo para o seu próprio mal. “Que diremos? Que há injustiça por parte de Deus? De modo algum. Pois, ele diz a Moisés: “Farei misericórdia a quem fizer misericórdia e terei piedade de quem tiver piedade” (Rm 9, 14-15). “Deus consiste em estar amando” (1Jo 2,5) de sorte que, criando por amor, não tem outro interesse que o bem e a salvação das suas criaturas. Esta é a grande verdade central do cristianismo.168 Tudo o que for mal ou negativo vem da criatura. A parábola do filho pródigo lembra o amor do pai pelo filho, a alegria do encontro (Lc 15,11-32).

164 CEC 285.

165 TORRES QUEIRUGA, op. cit., p. 90. 166 CEC 299.

167 TORRES QUEIRUGA, A. O que queremos dizer quando dizemos "inferno"?, p. 26. 168 Idem. A. Repensar o mal: da Poneroloxia à Teodicea, p. 77.

Nunca mais haverá maldições. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e seus servos lhe prestarão culto; verão sua face, e seu nome estará sobre suas fontes. Já não haverá noite: ninguém mais precisará da luz da lâmpada, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e eles reinarão pelos séculos dos séculos (Ap 22, 3-5).

Na seção a seguir, é apresentada a motivação para a pertença religiosa.