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Fryseterminaler, grossister og fiskebutikker

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O Livro Branco da Política Marítimo-Portuária rumo ao século XXI, publicado em Março de 1978, define que o “reconhecimento do papel estratégico do transporte marítimo e dos portos portugueses no comércio internacional e no desenvolvimento sustentado a longo prazo, considerando os portos portugueses como parceiros da melhoria de competitividade e de internacionalização da nossa economia” como o ponto de partida para uma nova política marítimo-portuária, cuja estratégia de desenvolvimento se deverá basear em três características principais, comuns aos portos portugueses da fachada atlântica da Península Ibérica:

Passagem, na sua proximidade, de alguns dos principais feixes de tráfego marítimo do mundo, já que no extremo Ocidental da Europa convergem as rotas Leste/Oeste (Oriente/Europa/EUA) e Norte/Sul;

Posição equidistante dos extremos do "corredor central europeu" que une as Ilhas Britânicas e o Noroeste europeu continental, ao Norte de Itália e que estrutura a geoeconomia europeia;

Condições naturais muito favoráveis, ou seja, águas profundas, fraca amplitude de marés, canais de acesso curtos, clima que facilita a operação 24 horas por dia, 365 dias por ano, etc.

Para melhorar a posição concorrencial do sector marítimo-portuário, com base numa estreita aliança Estado/Iniciativa Privada, o Livro Branco da Política Marítimo-Portuária define os seguintes principais alvos de mercado:

Reforço das ligações directas em rotas internacionais;

Participação no movimento de dinamização da navegação de curta distância a nível europeu;

Reforço da capacidade de atracção dos portos portugueses, quer para operadores de navegação de curta distância, quer de rotas intercontinentais;

Criação de condições para a escolha dos portos portugueses como nós de relação entre as rotas Leste/Oeste e Norte/Sul do transporte marítimo contentorizado;

Consolidação e ampliação das funções internacionais dos portos portugueses já vocacionados para o tráfego energético e alimentar;

Desenvolvimento da componente portuária numa lógica de afirmação de Portugal como destino turístico, concorrendo no segmento médio-alto, no âmbito do tráfego de passageiros e da náutica de recreio.

Para se atingirem estes objectivos o Livro Branco propõe uma série de transformações, articuladas num conjunto de áreas instrumentais, impulsionadas pelo Estado e pela iniciativa privada de forma convergente e das quais se destacam as seguintes:

Reforço da competitividade e agressividade comercial dos portos portugueses e da cadeia logística onde estes se integram, reduzindo progressivamente a factura portuária aos clientes finais assim como o tempo de desembaraço dos navios e de despacho das mercadorias, tudo isto apoiado num reforço da participação privada na exploração portuária.

Realização de um conjunto selectivo de investimentos em infra-estruturas portuárias, direccionadas para a vocação estratégica dos portos.

Construção de uma rede de mobilidade marítimo-terrestre eficiente, inserindo os portos numa rede intermodal e logística, interna e europeia, associada a uma melhoria das acessibilidades de curta e longa distância.

Generalização das novas tecnologias de informação e telemática no sector marítimo- portuário.

Criação de condições que facilitem à marinha mercante nacional a exploração de segmentos de actividade em que possa deter vantagens comparativas.

Definição de alianças portuárias com operadores internacionais de transporte marítimo e com outros portos europeus, reforçando a competitividade e o dinamismo dos portos portugueses.

Valorização dos recursos humanos implicados no sector marítimo-portuário.

Neste contexto, o Livro Branco propõe um elenco de Linhas de Acção e Instrumentos de desenvolvimento da nova política marítimo-portuária, nomeadamente:

Reforma das Instituições do Estado e Reorganização Global da Administração do Sector.

ƒ

Transformação das então Administrações Portuárias dos portos de Leixões, Lisboa, Setúbal e Sines figura de institutos públicos para o estatuto de Empresas Públicas e a

passagem da Junta Autónoma do Porto de Aveiro a Empresa Portuária. Todas estas Administrações passaram, em 1998, a Sociedades Anónimas;

ƒ

Reorganização dos Portos Secundários, com passagem das então Juntas Autónomas dos Portos a Institutos Portuários, clarificando as relações tutelares e o reforço da ligação com as respectivas autarquias, através da criação dos Institutos Portuários do Norte, Centro e Sul. Estes institutos foram criados em 1998 e extintos em 2002 passando a ser integrados no Instituto dos Portos e Transportes Marítimos.

ƒ

Criação do Instituto Marítimo Portuário, por concentração e reformulação de funções das então Direcção Geral de Portos, Navegação e Transportes Marítimos, do Instituto do Trabalho Portuário e do Instituto Nacional de Pilotagem de Portos. Também este Instituto foi criado em 1998, extinguindo as outras três entidades.

ƒ

ação das funções relativas à assistência a navios, navegação e segurança dos portos.

ƒ

ecessários nas

Criação de novos órgãos, quer consultivos, de apoio à formulação de estratégias e políticas, para o conjunto dos sistemas marítimo-portuário, quer interfuncionais, de coorden

Introdução de ajustamentos institucionais e/ou funcionais considerados n demais instituições públicas prestadoras de serviços marítimo-portuários.

Reform

ƒ

s. Pretende-se ainda, e mediante os mecanismos da concessão, organizar a passagem

ƒ

Publicação das Bases Gerais do Sistema Tarifário, assegurando que os tarifários sejam

ƒ

Consolidação da Reforma do Trabalho Portuário, concretizando um processo de

ƒ

Lançamento de Novas Perspectivas de Financiamento do Sector Portuário. ulação de Instrumentos e Modelos de Gestão do Sector Portuário.

Publicação da nova Lei de Bases das Concessões Portuárias, o que permitirá a reforma do Regime Jurídico de Concessões da Exploração Portuária, incluindo o Regime de Licenciamento de Cais Privativos e demais diplomas regulamentares complementare

sistemática das actividades de exploração portuária comercial para a iniciativa privada.

objectivos, simples, padronizados, sistemáticos e difundidos por potenciais utilizadores.

liberalização gradual no sector laboral portuário.

ƒ

Evolução de diversas vertentes do enquadramento do sector de transporte marítimo, de modo a facilitar a mobilização de capitais, a modernização tecnológica e a evolução dos registos.

ƒ

Reorganização da Administração da Segurança Marítima Portuária e das Embarcações, com reestruturação de meios e processos e aplicação progressiva do novo modelo organizacional e de exercício de responsabilidades.

ento Necessário à crescente Afirmação Internacional dos Portos Portugueses.

ƒ

ização dos portos de Lisboa e

Leixões, tendo como alvo as suas vocações preferenciais.

ƒ

cretização da melhoria das acessibilidades

ƒ

segurança marítima, em conjugação com as demais entidades intervenientes no sector temas VTS/VTIS portuários e os Sistemas EDI.

Realização do Investim

Desenvolvimento, modernização, reordenamento e optim

Lançamento de projectos de expansão das ofertas portuárias em Setúbal e Sines, designadamente contentores e con

rodoferroviárias aos principais portos.

Os investimentos em tecnologias da informação, como suportes de gestão portuária e da

marítimo, como sejam os sis

Fo

ƒ

Aposta na formação e competitividade dos recursos humanos do sector e na cooperação a.

iativas e parcerias entre o sector público e privado, visando o reforço da qualidade.

rmação de Recursos Humanos.

internacional na área de formação marítimo-portuári

ƒ

Reestruturação do ensino náutico médio e superior.

ƒ

Promoção de inic

Aposta

ƒ

operação internacional, geradoras de novas

oportunidades de mercado e de cooperação internacional, geradoras de novas ara as entidades públicas e privadas ligadas ao sector portuário e aos transportes marítimos.

na Cooperação.

Desenvolvimento de acções sistemáticas de co

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