Frispeilstrømning
2.2 Friksjonsmåling i lab
No tópico anterior, foram abordadas as formas como os professores de matemática da educação básica do município de Pimenta Bueno, Rondônia, integram em suas práticas docentes as tecnologias do ProInfo. O presente tópico tem por objetivo deixar o leitor a par da forma como esses professores vêm sendo capacitados para a integração das tecnologias disponibilizadas pelo programa ProInfo em suas práticas docentes.
Tardif (2002, p.287) afirma que:
[...] a formação de professores supõe um continuum, no qual, durante toda a carreira docente, fases de trabalho devem alterar como fases de formação contínua. [...] as fontes da formação profissional dos professores não se limitam à formação inicial na Universidade; trata-se no verdadeiro sentido do termo, de uma formação contínua e continuada que abrange toda a carreira docente.
No contexto apresentado, é pertinente apontar para um redirecionamento, considerando a chegada das Tecnologias do ProInfo na formação continuada para a utilização dessas tecnologias, uma vez que, a maioria dos professores não teve acesso, na formação inicial, a procedimentos de como utilizá-las, como afirma Martínez (2004, p.105): “[...], com efeito, a maioria dos professores em serviço não tem conhecimento prévio sobre como utilizam essas ferramentas ou quais são suas possibilidades em sala de aula.”
O programa ProInfo, por intermédio dos NTE, disponibiliza cursos de capacitação conforme explicitados no capítulo 3. Para operacionalizar essa capacitação, cada NTE capacita professores para serem Multiplicadores desses cursos.
Vale ressaltar que, no município sede dessa investigação, a partir do ano de 2008, deu-se início à primeira turma com 90 professores participantes. Os três módulos oferecidos foram: Introdução à Educação Digital, 40h; Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC, 100h; e Elaboração de Projetos, 40h. O curso de especialização de Tecnologias em Educação, até o ato desta investigação, ainda não havia sido disponibilizado no município de Pimenta Bueno. Em 2010, deu-se início a outra turma, já estando no segundo módulo.
Para a realização das atividades propostas nos módulos, há necessidade do professor dispor de um computador com conexão com a Internet. Essas atividades também podem ser realizadas nos LIE das escolas, bastando, para isso, o professor cursista agendar um horário com o coordenador desses LIE. Os cursos são realizados na Plataforma e-proinfo, com momentos presenciais e virtuais. De acordo com dados analisados, da primeira turma formada no município investigado, dos 90 professores participantes, apenas 42 concluíram os três módulos disponibilizados.
Quando indagadas acerca da realização desses cursos de capacitação, é válido apontar que há divergências de opiniões das professoras do estudo de caso, que vão desde a condução dos cursos, até a disponibilidade do tempo dedicado ao trabalho docente. Percebe-se isso quando se analisam as falas das professoras.
Bem, eu sempre que posso eu estou me aperfeiçoando, mesmo fora da escola, porque é uma área que eu gosto, eu gosto muito da Informática. E a escola também tem colaborado muito. Eu tenho participado de cursos. E isso pra mim tem enriquecido o meu currículo. Isso pra mim tem sido muito bom, como profissional tem sido muito bom. (Professora 1)
A professora evidencia o gosto pela informática, o que a faz, também, procurar cursos da área em outras instâncias, diferentes dessas oferecidas pelo ProInfo. No que concerne a esses cursos disponibilizados pelo ProInfo, a professora 1 acrescenta: “ Nós já tivemos aqui pelas TIC, oferecida pelas TIC, cursos de quarenta horas, de sessenta horas, de cem horas e também são cursos presenciais e cursos também feitos a distância”.
A professora 1 enfatiza o envolvimento da escola quanto à colaboração nesses cursos, sendo este um fator positivo para o aprimoramento profissional do professor, bem como os ganhos na educação, evidenciados em aulas, estimulantes, agradáveis e que atendam aos anseios dessa geração digital.
Quando a escola encabeça atitudes de estimular o professor na perspectiva de formação constante, levando-se em conta que “as tecnologias evoluem muito mais rapidamente do que a cultura”, Moran (2009, p. 146) está contribuindo, não só para a formação continuada desse profissional, como para avanços significativos na qualidade da educação. Levando-se, ainda, em consideração e concordando com Kenski (2010, p. 106), quando enfatiza que:
A formação de qualidade dos docentes deve ser vista em um amplo quadro de complementação às tradicionais disciplinas pedagógicas e que inclui, entre outros, um razoável conhecimento de uso do computador, das redes e de demais suportes midiáticos (rádios, televisão, vídeo, por exemplo) em variadas e diferenciadas atividades de aprendizagem.
As escolas podem estar resolvendo grandes conflitos quanto à utilização das Tecnologias digitais por professores que as desconhecem quando estimulam seu quadro docente a tais iniciativas de formação. Corroborando com as ideias de Kenski, Moran (2009, p. 90) afirma:
Para que uma instituição avance na utilização inovadora das Tecnologias na Educação, é fundamental a capacitação de docentes, funcionários e alunos no domínio técnico e pedagógico. A capacitação técnica os torna mais competentes no uso de cada programa. A capacitação pedagógica os ajuda a encontrar pontes entre as áreas do conhecimento em que atuam e as diversas ferramentas disponíveis, tanto presenciais como virtuais. Essa capacitação não pode ser pontual, tem que ser contínua realizada semipresencialmente, para que se aprenda, na prática, a utilizar os recursos à distância.
Com relação aos cursos realizados pelo ProInfo nas escolas investigadas, a professora 3 responde:
O curso do ProInfo, eu fiz apenas o de carga horária de 40 horas. Foi assim, o que me acrescentou mais é a utilização do Linux porque o nosso laboratório de Informática foi trocado e passou a ser Linux ao invés do Windows. Então o que acrescentou foi isso porque, em geral, o primeiro curso de quarenta horas ele não trouxe muitas coisas diferenciadas além do que eu já trabalhava. Então, o que é, foi a utilização do Linux que é um novo, que é um programa que eu não tinha conhecimento.
A professora 3 já tem algum domínio na utilização das TIC do ProInfo e, quando se refere ao primeiro curso, o de 40 horas, que não lhe trouxe novidades, apenas as funcionalidades do Linux, por ser “um Programa novo”, é porque esse curso foi planejado para professores que não têm qualquer domínio na utilização do computador.
A professora 4, em relação a esses cursos, informa:
Bom, eu comecei. Comecei a participar, fiz uma primeira etapa e parei devido fator tempo, que eu não tenho tempo disponível pra dar continuidade. E é um curso bom, eu sei que é um curso muito bom, que se eu pudesse eu faria. Mas como eu não tenho tempo disponível, então é impossível, foi impossível dar continuidade do curso.
Esse “fator tempo” referenciado pela professora 4 ainda é um grande desafio para a continuidade dos cursos de formação continuada para a utilização das TIC dos ProInfo. O excesso da carga horária − além da necessidade do profissional complementar o número de horas-aula, como forma de aumentar a renda mensal, visto o defasado salário pago aos professores, somados às atividades que saem do entorno da escola e que necessitam ser complementadas nas residências desses profissionais, como correção de atividades, avaliações e até mesmo o planejamento de aulas − às vezes os fazem abandonar esses cursos, priorizando a entrega de tarefas solicitadas pela escola.
A professora 3 também faz referência, em sua fala, quanto à desistência dessa formação.
É, eu vejo assim: nós já temos a nossa carga horária completa, enfim. Os TIC eles de repente vêm assim: cem horas pra ser cumpridas em quatro meses. Você observa que isso não é o teu único estudo. Você, além disso, você tem que estar procurando outras formas, planejamento, enfim. Então, quatro meses pra você cumprir uma carga horária de cem horas pra um curso como esse que requer bastante, você termina com projetos, ele é bem puxado. É um tempo insuficiente que acaba desestimulando e muitas vezes a gente deixa de fazer o curso devido a esse pouco tempo que nós temos disponível pra ele.
Mesmo não concluindo todas as etapas dos cursos de formação continuada, pelos motivos elencados pelas professoras 3 e 4, essas não descartam a importância de estarem realizando essa formação continuada, como se observa no trecho da fala da professora 3:
[...] o curso do ProInfo, como eu já comentei, eu fiz o primeiro, quarenta horas. E com a implantação do LIE houve a democratização do acesso, a aceleração do processo da inclusão digital. O ProInfo implantou, ampliou a formação continuada de centenas de docentes através do TIC, em diferentes ambientes on line para diferentes áreas do conhecimento, não é. E isso eleva de certa forma, apesar de a gente ter feito assim apenas um de quarenta horas, eleva de certa forma a nossa atividade profissional.
Enfocando seu entusiasmo quanto à participação de cursos de capacitação, para o uso das TIC, a professora 2 deixa evidente que:
Sempre que tem oportunidade, estou participando. Em primeiro lugar eu busquei um conhecimento para poder desenvolver juntamente com os alunos um ensino mais significativo. Não fiquei parada, eu vi que estava
batendo, precisava, eu corri atrás e busquei conhecimento. Sempre que posso estou participando sim de cursos, pois sei que uma boa qualificação ajuda muito no processo educacional e também no meu pessoal.
A professora 2, que já atuou como Coordenadora de LIE, bem como a professora 1, participaram de todos os cursos disponibilizados pelo ProInfo, no município sede da investigação.
Concordando com o posicionamento da professora 2, quando essa afirma que uma “boa qualificação ajuda muito no processo educacional” e considerando o computador como uma das principais Tecnologias disponibilizadas pelo ProInfo, é pertinente, também, concordar com Valente (1999, p. 3) quando coloca que:
[...] o uso do computador na criação de ambientes de aprendizagem que enfatizam a construção do conhecimento, apresenta enormes desafios. Primeiro, implica em entender o computador como uma nova maneira de representar o conhecimento, provocando um redirecionamento dos conceitos já conhecidos e possibilitando a busca e compreensão de novas idéias e valores.
Segundo, a formação desse professor envolve muito mais do que provê-lo com conhecimento sobre computadores. O seu preparo não pode ser uma simples oportunidade para passar informações, mas deve propiciar a vivência de uma experiência que contextualiza o conhecimento que ele constrói.
Os desafios apontados por Valente ainda são evidentes na proposta e condução dos cursos de formação continuada e isso se evidencia à medida que percebemos no trecho da fala da professora 3 esta afirmar que:
Eu acho assim, o ideal seria menos parte teórica e mais prática, pra gente interagir com docente e discente, em tempo real. Isso é, fazendo e aprendendo, professor e aluno. Porque às vezes fica muito na parte teórica, produção de texto. Você, lê, faça uma síntese e escreva e envie. E a parte prática mesmo, você poderia estar trabalhando com o teu aluno, enfim, fica um pouco a desejar. Ainda temos que usar da nossa criatividade e estar correndo atrás de outras formas. Buscando, pesquisando por outros, usando outros meios. Porque, eu vejo que essa parte teórica às vezes fica até cansativa e acaba ficando só na teoria.
Valente (1999, p. 4) afirma:
[...] o curso de formação deve criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e as experiências vividas durante a sua formação para a sua realidade de sala de aula, compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe atingir
Uma adequação nas diretrizes desses cursos oferecidos pelo ProInfo, incluindo uma parte específica, para os diversos componentes curriculares, como por exemplo, quando os professores, após a conclusão desses três módulos já oferecidos, realizassem um módulo em sua área específica de atuação, seria uma alternativa plausível para que os professores se sentissem mais confortáveis na utilização das TIC do ProInfo disponíveis na sala do LIE, na realização de suas aulas, pois, como discorre Valente (2008, p. 71) com relação à utilização das TIC:
principalmente dos computadores, é o fato de eles possibilitarem ao usuário ou aprendiz expressar suas idéias por meio de Softwares, sobretudo os chamados softwares abertos – como os processadores de texto, planilhas, os sistemas de autorias para construção de página na Web. Isso acontece porque as interações com essas tecnologias são mediadas por descrições sobre como o usuário resolve um problema, e essas descrições podem ser vistas como a explicitação das idéias, conceitos, estratégias que o aprendiz usa para elaborar o seu projeto.
Na área de Matemática, por exemplo, existem muitas possibilidades de utilização de Softwares no desenvolvimento de aulas por professores. Esses professores podem se sentir confortáveis em utilizar o computador. No entanto, também podem não possuir habilidades na condução de softwares.
Um curso específico na área de Matemática, para que esses professores possam aprender, inclusive a “Programação, elaboração de multimídia, uso de multimídia, busca da informação na Internet, ou meio de comunicação e entender os recursos que elas oferecem para a construção de conhecimento”, Valente (2008, p. 70), é primordial para a utilização das TIC do ProInfo, numa visão construcionista e com isso esses possam estar incorporando essas TIC em suas ações docente.
No aspecto apresentado, Valente (2008, p. 71) discorre:
Se o professor não tem os conhecimentos necessários, ele acaba seduzido pelo aspecto superficial do uso das TIC. Nesse caso, o argumento mais comum que ele usa para justificar a utilização das TIC na elaboração de projetos é o fato de essas tecnologias “facilitarem” o desenvolvimento dessas atividades, permitindo o acesso à Internet, a realização de algumas tarefas ou a interação com outras pessoas. Certamente as TIC têm esse potencial e é inegável o fator “facilitador” dessas tecnologias. Porém, é necessário ir além dessa aparente facilidade, pois as TIC têm outras características que são fundamentais para o processo ensino- parendizagem.
Concordando com Valente, é pertinente, também, apontar pela necessidade da realização de cursos de formação continuada específica na área da Matemática
para a utilização de Softwares ou qualquer outra instrumentação tecnológica do ProInfo para atender aos docentes e estes possam superar esse aspecto “superficial do uso das TIC”, apontado por Valente.
Para Bairral (2009, p. 22-23-24), quando se refere à formação continuada, acrescenta:
No contexto da formação continuada, tendo o processo interativo mediado pelas TIC como sustentação do desenvolvimento profissional, assumimos que o conhecimento docente possui três aspectos, imbricados, a saber: o matemático, o estratégico-interpretativo e o afetivo-atitudinal. No aspecto matemático, geométrico em nossos estudos, estão inseridas as significações e reflexões docentes no que diz respeito ao processo de pensar matematicamente. Como aspecto estratégico-interpretativo consideramos as reflexões sobre ensino-aprendizagem, a instrução e os processos interativos. No aspecto afetivo-atitudinal estão contemplados as atitudes docentes favoráveis à aprendizagem própria e à dos seus alunos, à consciência profissional e aos processos de socialização, à flexibilidade, à equidade e aos valores no ensino.
Se pensarmos na matemática a ser contextualizada nos LIE das escolas por meio dos professores dessa disciplina, podemos repensar na formação continuada, como defendida por este pesquisador, em um aspecto mais qualitativo, mas não isolado e que seja feita, também, especificamente com as possibilidades matemáticas, na aprendizagem do professor na utilização de softwares, entre outros instrumentos que os possibilitem estarem incentivando por meio de suas aulas, a construção de conhecimentos por seus alunos.
O aspecto matemático, aliado aos aspectos estratégico-interpretativo e afetivo-atitudinal, defendidos por Bairral (2009), pode fortalecer a ação docente do professor de matemática, quando contemplado com uma formação continuada específica, com propostas voltadas à matemática para a utilização das TIC do ProInfo.
Com o presente tópico, pretendeu-se mostrar como são capacitados os professores de Matemática da educação básica de Pimenta Bueno, Rondônia, para a incorporação das TIC do ProInfo às suas aulas de Matemática.
É pertinente apontar para a necessidade de uma reestruturação, em nível de Programa ProInfo, para a disponibilização, além do curso de Formação Continuada já existente, uma formação específica para a disciplina de Matemática. Muito embora, esses professores, no momento da participação nos cursos já oferecidos, desenvolvam projetos na área de matemática, são perceptíveis certas limitações ao
uso de Softwares, o que pode ser solucionado com essa formação específica para os conteúdos da matemática.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A presente investigação teve como proposta central analisar como professores de Matemática da Educação Básica do Município de Pimenta Bueno, interior do estado de Rondônia, integram em suas práticas docentes as tecnologias provenientes do ProInfo. Para tanto, recorreu-se, para esse estudo, aos paradigmas da pesquisa qualitativa, elegendo-se o estudo de caso para investigar os sujeitos participantes. Para analisar os dados recorrentes da investigação, esse pesquisador foi ao encontro dos ideais preconizados por Moraes e Galiazzi (2007).
Depois de analisados os dados dessa pesquisa, alguns pontos relacionados aos objetivos que deram suporte à questão central dessa investigação, pode-se constatar que:
As professoras de matemática do estudo de caso demonstraram entusiasmo com a chegada das tecnologias do ProInfo em suas escolas, apontando ser um momento de transformações nas práticas docentes para atender um novo perfil de aluno que lida com destreza e originalidade com tecnologias, os Homo Zappiens (VEEN; VRAKKING, 2009), ou Nativos Digitais (PRENSKI, 2010), porém, necessitando de um professor, que também possa estar conectado ao uso dessas tecnologias, problematizando suas ações no transcorrer das aulas e com isso, juntos, professor e aluno possam construir conhecimento. Essas professoras, mesmo entusiasmadas com as tecnologias do ProInfo em suas escolas, deixam evidentes algumas insatisfações que permeiam o âmbito escolar, como poucos equipamentos para atender o quantitativo de alunos em sala de aula, espaço dos LIE, onde estão as tecnologias do ProInfo insuficiente e manutenção tardia dos equipamentos danificados;
O estudo demonstrou que a utilização das Tecnologias do ProInfo presentes nas escolas onde lecionam as professoras do estudo de caso, para integração às suas práticas docentes, ainda é modesto. As professoras fazem uso das dependências dos LIE para ministrar suas aulas utilizando Softwares como o Excel, onde, depois do conteúdo
estudado, os alunos constroem gráficos e, fazendo uso do Power-Point, socializam com os demais colegas e professor. As professoras evidenciam também utilizarem os Softwares específicos para a disciplina de Matemática, como o Geometria Interativa, que são instalados nos computadores do ProInfo. Além disso, outra forma de integrarem as suas práticas docentes as tecnologias do ProInfo, pelas professoras do estudo de caso, é a realização de projetos, onde os alunos vão a campo, realizam pesquisas e contextualizam as informações obtidas nos LIE. A pesquisa (busca de dados) na Internet também foi apontada pelas professoras do estudo de caso como uma das formas de integração às suas práticas docentes.
Para a utilização adequada das Tecnologias do ProInfo, assim como de todas as demais ações no âmbito escolar, faz-se necessário o Planejamento. O estudo revelou que as professoras primam pelo planejamento das aulas antes de iniciá-las no LIE.
No entanto, no que se refere ao planejamento das ações do LIE, as Unidades Escolares, das três participantes nessa investigação, apenas uma contemplava tais ações, e ainda timidamente no seu PPE. Vale aqui mencionar o art. 4º, parágrafo único do Decreto 6.300, de 12 de dezembro de 2007, que dispõe sobre o Programa Nacional de Tecnologias Educacional – ProInfo. “As redes de ensino deverão
contemplar o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nos projetos político- pedagógico das escolas beneficiadas para participarem do ProInfo” (BRASIL, 2007).
No momento dessa investigação, a equipe gestora de todas as escolas participantes justificou que os PPE estavam em processo de reformulação. A não contemplação de ações concretas nos PPE dessas escolas pode acarretar em poucas atividades desenvolvidas nas dependências dos LIE pelos professores e, o ambiente ser utilizado para outras funções, como reuniões, planejamento, sala de reforço, etc.
Levando-se em consideração que a maioria dos professores da educação básica tiveram suas formações iniciais em um momento histórico onde não era comum a presença das TIC, hoje disponibilizadas pelo ProInfo, para a integração dessas tecnologias à sua prática docente, faz-se necessária a
formação continuada para a integração dessas em suas práticas. O estudo demonstrou que o próprio programa ProInfo disponibiliza cursos de