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Freya – the goddess of death

CHAPTER III : Women in the Viking Age. Death and Life after Death

3.2. Women and the various death realms available to them after death

3.2.3. Freya – the goddess of death

Como assumimos noutros contextos (Melro, 2003; Melro & César, 2009, 2010a), os professores são elemen- tos-chave na afirmação de cenários educativos e sociais mais inclusivos, propiciando aos surdos equidade no acesso ao sucesso educativo e social. Contudo, a investigação ilustra que isso nem sempre é assegurado, evidenciando as escolas, e os processos formativos que lhe subjazem, dificuldades em propiciar uma educa- ção de qualidade aos surdos. Importa, como diriam Barroso (2005) e César (2012), desenvolver uma cultura profissional e organizacional mais capaz de responder às características, aos interesses e às necessidades dos surdos, valorizando-os e afirmando-os como participantes legítimos das sociedades em que participam. Para além disso, como discutimos, porque se pretendem inclusivos e interculturais, os processos formativos de professores e de outros agentes educativos têm de focar a mediação cultural, o recurso a mecanismos

como reprodutoras das desigualdades sociais (César, 2012, 2013). Como ilustrámos, os processos formativos devem capacitar os docentes de modo a que possam afirmar a Escola como espaço e tempo acolhedor da diversidade dos surdos, permitindo o acesso destes estudante a uma educação que desenvolva as suas po- tencialidades, não mais estigmatizando, segregando ou excluindo. Isso pode ser conseguido se a Escola de- senvolver processo formativos como os que configuraram o Ciclo de Conferências Do gesto à voz: Educação de surdos e inclusão, que apontam para a urgência de a Escola assumir princípios e práticas formativas, dia- lógicos, participados, flexíveis e interculturais, facilitando aos professores a apropriação de conhecimentos e a mobilização de competências necessários ao desenvolvimento de um currículo intercultural, respondendo adequadamente à diversidade linguístico-cultural dos surdos, derrubando barreiras à inclusão escolar e so- cial (Borges & César, 2012; Melro, 2003a, 2014a, 2014b; Melro & César, 2009, 2012, 2013; Skliar, 1998).

Tal como ocorreu com este Ciclo de Conferências, diríamos que, se quisermos desenvolver cenários formati- vos interculturais mais consistentes, urge desenvolver processos educativos que tenham em conta elementos como os modos de comunicação privilegiados pelos surdos ou as culturas em que participam, valorizando e afirmando as suas vozes e o seu empowerment.

Agradecimentos

Agradecemos a todos os que tornaram este Ciclo de Conferências uma realidade possível, particularmente à Sofia Figueiredo, ao Luís Oriola e à Margarida César.

Nota: * Este texto é um versão revista e aprofundada do comunicação apresentada ao ISEC2105*

Nota: ** Porque já apresentámos exemplos de outras culturas, como a cigana, e outros alunos, como os ce- gos, que em LP se designam com minúsculas, optámos por escrever surdos com minúscula, apesar de assu- mirmos um paradigma socioantropológico (Melro, 2014a). Dadas as características culturais da Língua In- glesa, optamos por escrever Deaf em maiúsculas, pelas razões apresentadas.

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Ensino-aprendizagem do sujeito surdo: um estudo de caso