Oversikt 1.1. Nadia Gjerstads modell for ulike perspektiv for læring
7. Fremstilling av datainnsamling og drøfting
O desenvolvimento de um sistema de classificação pedológico nacional, conforme cita PRADO (1995), foi essencial, visto que os sistemas adotados no exterior não nos atendem satisfatoriamente, pois temos predominância de solos desenvolvidos em condições de clima tropical e não em clima temperado.
Segundo PRADO (1993), a classificação dos solos baseia-se nas características morfogenéticas destes e utiliza os horizontes diagnósticos para classificá-los. O sistema de classificação de solos no Brasil, foi inicialmente baseado no antigo sistema estadunidense de classificação, proposto por BALDWING et al. (1938) e modificado por THORP & SMITH (1949).
Posteriormente, encontramos a classificação elaborada pela Comissão de Solos e utilizada no Levantamento de Reconhecimento dos solos do Estado de São Paulo (BRASIL SNPA, 1960). Essa classificação evolui, através
do Serviço Nacional de Levantamento e Conservação do Solo da EMBRAPA
para as seguintes aproximações: 1.a (EMBRAPA, 1980), 2.a (EMBRAPA, 1981),
3.a (EMBRAPA, 1988) e 4.a (EMBRAPA, 1997), culminando, finalmente, com a
publicação do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA, 1999). O Sistema Brasileiro de Classificação de Solos é hierarquizado, com seis níveis categóricos, sendo, o primeiro, mais generalizante e, o sexto, mais específico. Esses níveis, partindo do primeiro para o sexto, são: Ordem, Sub- ordem, Grande Grupo, Subgrupo, Família e Série. Outra característica desse sistema é que é aberto, permitindo a incorporação de classes de solos recém- conhecidas.
Na Tabela 3-1 encontramos uma correspondência entre as diferentes classes de solos e os sistemas de classificação já adotados no Brasil.
Tabela 3-1: Correspondência entre as classes de solos do 2.o nível categórico do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos
com a 3a aproximação e a Classificação da Comissão de Solos de 1960
Classificação de 1960 Classificação, 3.a Aproximação, 1988 Classificação Atual, 1999
Solos Podzólicos com cascalho
Podzólico Vermelho Amarelo eutrófico ou distrófico Ta ou Tb A moderado textura média/argilosa com cascalho ou cascalhenta
1. Argissolo Amarelo Eutrófico ou Distrófico 2. Argissolo Vermelho-Amarelo
3. Argissolo Vermelho Eutrófico saprolítico Solos Podzolizados de
Lins e Marília, variação Marília
1. Podzólico Vermelho Amarelo
2. Podzólico Vermelho Escuro eutrófico, distrófico ou álico Ta ou Tb abrupto A moderado textura arenosa/argilosa ou média/argilosa
1. Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico ou Distrófico 2. Argissolo Vermelho Eutrófico saprolítico
Solos Podzolizados de Lins e Marília,
variação Lins
Podzólico Vermelho Amarelo eutrófico ou distrófico ou álico A moderado textura arenosa/média
1. Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico ou Distrófico 2. Argissolo Vermelho Eutrófico saprolítico
Podzólico Vermelho Amarelo,
variação Laras
Podzólico Vermelho Amarelo distrófico ou álico Ta ou Tb abrupto ou não A moderado ou proeminente textura arenosa/média
1. Argissolo Amarelo Eutróficos abrúptico 2. Argissolo Vermelho-Amarelo Alumínico típico
Podzólico Vermelho Amarelo,
variação Piracicaba
1. Podzólico Vermelho Amarelo
2. Podzólico Vermelho Escuro ambos distróficos ou álicos Ta ou Tb abrupto A moderado textura arenosa/argilosa ou média/argilosa ou argilosa/argilosa
1. Argissolo Amarelo Distrófico abrúptico 2. Argissolo Vermelho Distrófico abrúptico
Podzólico Vermelho Amarelo orto
1. Podzólico Vermelho Amarelo
2. Podzólico Vermelho Escuro ambos distróficos ou álicos Tb A moderado textura argilosa
Argissolo Vermelho-Amarelo Distrófico ou Alimínico latossólico
Mediterrâneo Vermelho Amarelo
1. Brunizém Avermelhado textura argilosa ou muito argilosa 2. Podzólico Vermelho Escuro eutrófico Tb A moderado ou chernozênico textura argilosa ou muito argilosa
1. Chernossolo Háplico Órtico
2. Argissolo Vermelho Eutrófico latossólico
(Continuação da Tabela anterior)
Classificação de 1960 Classificação, 3.a Aproximação, 1988 Classificação Atual, 1999
Terra Roxa Estruturada Terra Roxa Estruturada eutrófica ou distrófica ou álica A moderado textura argilosa ou muito argilosa
1. Nitossolo Vermelho Distrófico argissólico
2. Argissolo Vermelho Eutrófico ou Distrófico típico Latossolo Vermelho
Amarelo orto
Latossolo Vermelho Amarelo álico ou distrófico A moderado ou proeminente textura argilosa ou muito argilosa
Latossolo Vermelho-Amarelo Distroférrico típico
Latossolo Vermelho Escuro, fase arenosa
Latossolo Vermelho Escuro distrófico ou álico A moderado textura média
Latossolo Vermelho Distroférrico
Latossolo Vermelho Amarelo, fase rasa
1. Latossolo Vermelho Amarelo pouco profundo ou 2. Latossolo Vermelho Amarelo câmbico ou fase rasa ou
3. Cambissolo latossólico, todos álicos A moderado ou proeminente textura argilosa
1. Latossolo Vermelho-Amarelo Distrófico Câmbico 2. Cambissolo Háplico Eutrófico latossólico
Latossolo Vermelho Escuro orto
Latossolo Vermelho Escuro álico ou distrófico ou ácrico A moderado ou proeminente textura argilosa ou muito argilosa
Latossolo Vermelho Distrófico Aluminossólico típico
Latossolo Vermelho Amarelo, fase arenosa
Latossolo Vermelho Amarelo distrófico ou álico A moderado ou proeminente textura média
Latossolo Vermelho-Amarelo Distrófico ou Aluminossólico típico
Latossolo Vermelho Amarelo, fase terraço
Latossolo Vermelho Amarelo álico textura argilosa Latossolo Vermelho-Amarelo Alumínico típico
Latossolo Vermelho Amarelo húmico
Latossolo Vermelho Amarelo húmico textura média ou argilosa Latossolo Vermelho-Amarelo Distrófico ou Ácrico
Latossolo Roxo Latossolo Roxo álico ou distrófico ou ácrico A moderado textura argilosa
Latossolo Vermelho Distrófico típico
Solos de Campos de Jordão
1. Latossolo Vermelho Amarelo ou
2. Latossolo Vermelho Amarelo câmbico ou
3. Cambissolo, todos álicos textura média ou argilosa
1. Latossolo Vermelho-Amarelo Distrófico típico 2. Latossolo Amarelo Distrófico câmbico
3. Cambissolo Háplico Alumínico típico
A classificação dos solos é realizada através do levantamento de solos, e temos a produção de dois tipos de documentação: o mapa pedológico e o relatório técnico. O mapa exibe a distribuição espacial das diferentes categorias de solos, e o relatório descreve textualmente características morfológicas, químicas, físico-hídricas e mineralógicas destas categorias. Muitas vezes, devido a dificuldade da interpretação destas características por parte de leigos, pode-se inserir neste relatório alguns aspectos práticos correlacionados com as diferentes categorias pedológicas, tais como limitações agrícolas, suscetibilidade a processos erosivos, etc. (PRADO, 1995).
É importante destacar que o levantamento de solos possui informações essenciais para diferentes bancos de dados e Sistemas de Informações Geográficas (SIG), pois possibilitam interpretações voltadas a planejamento, ordenamento territorial e zoneamentos, principalmente quando combinados com outros fatores ecológicos (EMBRAPA, 1995).
Existem diferentes níveis de levantamento pedológico, que variam em função do grau de detalhamento requerido, que por sua vez depende de diferentes fatores, tais como: região a ser mapeada, recursos disponíveis, objetivos do trabalho, etc. PRADO (1993) e EMBRAPA (1995) citam, em ordem decrescente de detalhamento, os seguintes tipos de mapeamento:
1) Ultradetalhado 2) Detalhado 3) Semidetalhado 4) Reconhecimento 5) Exploratório 6) Esquemático
Na Tabela 3-2 encontramos características destes diferentes tipos de levantamentos pedológicos.
Tabela 3-2: Características dos diferentes tipos de levantamentos pedológicos Tipo de
Levantamento
Finalidade Coleta de dados Escala de
Mapeamento Área Mínima Mapeável N.o de observações pela área mínima
mapeável
Ultradetalhado Utilizado para resolução de problemas específicos em pequenas áreas, experimentais, rurais ou urbanas
− Amostragem por malhas rígidas − Perfis completos e
complementares suficientes para caracterização dos principais tipos de solos
− Unidades de Mapeamento e Legenda iguais ao Detalhado
1:500 1:1.000 1:5.000 10m2 40m2 100m2 0,005 0,016 0,2
Detalhado Utilizado para planejamentos locais, tais como projetos conservacionistas, de exploração agrícola, de irrigação, de engenharia civil, etc..
− Amostragem por topossequência − 1 perfil completo e 2
complementares para classes de solos identificadas no nível taxonômico mais baixo
− Testes de infiltração para áreas a serem irrigadas 1:10.000 1:20.000 400m2 1,6ha 0,2 0,3
Semidetalhado Utilizado para obtenção de informações básicas para implantação de projetos de colonização, loteamento rurais, estudo de microbacias, etc.
− Amostragem por topossequência − 1 perfil completo e 1
complementar por classe de mapeamento
− Unidades de Mapeamento simples ou associação de até 3 componentes 1:25.000 1:50.000 1:100.000 2,5ha 10ha 40ha 0,3 0,6 0,7
(Continuação da Tabela anterior)
Tipo de Levantamento
Finalidade Coleta de dados Escala de Mapeamento
Área Mínima Mapeável
N.o de
obs.pela área mínima mapeável
Reconhecimento
Alta Intensidade
Utilizado para desenvolvimento de projetos agrícolas, pastoris e florestais; instalações de núcleos de colonização e localização de estações experimentais
− Amostragem por topossequência − 1 perfil completo mais 1 perfil
complementar mais 1 perfil completo por classe de solo
− Unidades de Mapeamento simples ou em de associação de até 3 componentes
1:250.000 250ha 0,8
Reconhecimento
Média Intensidade
Utilizado para elaboração de projetos de uso e planejamento do solo, para seleção de áreas de colonização, construção de rodovias, zoneamentos agroecológicos e seleção de áreas para levantamentos mais detalhados
− Amostragem por topossequência − 1 perfil completo ou incompleto mais 1
perfil completo por classe de solo − Unidades de Mapeamento simples ou
em de associação de até 4 componentes
1:500.000 1000ha 0,9
Reconhecimento
Baixa Intensidade
Utilizado para planejamento de grandes áreas
− Amostragem por topossequência − 1 perfil completo ou 1 complementar
por unidade de de mapeamento − Unidades de Mapeamento simples ou
em de associação de até 4 componentes
1:750.000 22,5Km2 1,0
Exploratório Utilizado na identificação de áreas de diferentes potenciais em planejamentos regionais
− Amostragem em campo e por mapas existentes
− 1 perfil completo ou complementar por solo predominante na associação da unidade de mapeamento
− Unidades de Mapeamento simples ou em de associação de até 5 componentes
1:1.000.000 1:2.500.000 40Km2 250Km2 1,2 1,2
Esquemático Utilizado para fins avaliações de globais de recursos naturais e também para fins didáticos
-
1:5.000.000 1000Km2 -Conforme observamos na Tabela 3-2, a densidade de observações é intensificada à medida que aumentamos o grau de detalhamento do levantamento, e esse grau de intensificação permite a publicação de cartas pedológicas em escalas cada vez maiores.
Também, à medida que o grau de detalhamento aumenta, o número de associações nas unidades de mapeamento diminuem e/ou tornam-se mais homogêneas. Por exemplo, em levantamentos semidetalhados, as unidades de mapeamento devem ter um grau de homogeneidade de no mínimo 80%, e os 20% restantes podem conter no máximo mais dois componentes.
Como exemplos de mapeamentos semidetalhados podemos citar o Levantamento de Solos do Estado de São Paulo, escala 1:100.000, publicado pelo IAC, que engloba parte do estado.
Para levantamentos no nível de reconhecimento podemos citar outra publicação do IAC, que engloba todo o estado de São Paulo, na escala de 1:500.000 (OLIVEIRA et al., 1999).
O levantamento acima citado foi utilizado como base cartográfica pedológica do presente trabalho, por se tratar do único levantamento de solos encontrado que abrangesse a área de pesquisa. Esse mapeamento foi realizado mediante compilação de mapeamentos anteriores, de escalas de 1:100.000 até 1:1.000.000, tendo como base o Mapa de Solos do Estado de São Paulo, escala 1:500.000 (BRASIL SNPA, 1960).
Destacamos que em áreas de relevo muito movimentado como a área da pesquisa, com declives acentuados, torna-se mais difícil esse tipo de trabalho, restringindo as observações às margens da rede viária, como o levantamento realizado no Parque Estadual de Campos de Jordão por OLIVEIRA et al. (1975).