2. FINANSIERING AV TERRORVIRKSOMHET
2.2 Finansiering av terrorvirksomhet
2.2.1 Fremskaffe eller samle inn penger eller formuesgoder
Os minérios compactos são compostos por hematita granular (80%), com tamanhos variando de 0.002 a 0,05 mm. Hematita lobular finamente granulada encontra-se em percentuais de 20%. São raros os relictos de martita e a especularita ocorre em veios. A porosidade média é baixa (5%), com poros intersticiais muito finos.
3.2.3 – Mina de Capitão do Mato
O corpo de minério de Capitão do Mato está localizado no eixo leste do Sinclinal Moeda, em torno de 3 km a sudeste da Mina do Tamanduá. A extensão do depósito é de aproximadamente 2500 metros, na direção N700W. A largura média é de 350 a 400 metros e 250 metros de profundidade. É constituída por lentes dobradas e corpos descontínuos com formato irregular de minério hematítico compacto. São comuns as lentes de minério macio de origem supergênica, intercaladas com itabiritos ricos. As dobras de segunda ordem controlam a forma do depósito. Na porção NW, o corpo de minério é sub-vertical e estreito, alargando acima de 300 metros na porção SE. Rochas meta-máficas sintectônicas ocorrem na borda sul do corpo de minério, com mergulho NW e direção paralela ao contato entre o filito das Formações Batatal e Cauê. Os contatos litológicos são usualmente falhados, com brechação localizada (figura 3.10).
Legenda: HM – Minério hematítico; IB SI – Minério itabirítico silicoso friável; IB CP/ME – Itabirito compacto/médio; FL – Filito; DO – Dolomito; QT – Quartzito; BI – Básica; XT – Xisto
Figura 3.10 – Seção geológica típica da Mina de Capitão do Mato, com base em furos
de sonda. XT QT IB CP/ME IB SI BI HM FL Escala gráfica: 200m
O minério compacto é composto por cristais de hematita granular (em torno de 80%), desenvolvidos sobre agregados martíticos (10%), parcialmente arredondados pela especularita, que cresceu nos interstícios (10%). Os cristais de hematita granular são muito finos (0,01 – 0,03 mm). A xistosidade é caracterizada por hematita tabular e especularita, com 0,02 a 0,05 mm (70 a 80%), envolvendo agregados porfiroclásticos de hematita granular (20%). O mineral kenomagnetita porfiroclástica parcialmente martitizada , é uma feição comum, com cristais acima de 0,15 mm de diâmetro.
3.2.4 – Mina do Tamanduá
O depósito de Tamanduá está localizado no Sinclinal Tamanduá, que é uma dobra de segunda ordem do Sinclinal Moeda, no bloco leste da Falha da Mutuca. O corpo de minério é cortado por duas falhas, preenchidas por diques de composição intermediária a básica, que limita e dividem o corpo de minério em três domínios. Os mais ricos e mais espessos corpos de minérios de alto teor estão localizados no domínio central. O corpo de minério do Tamanduá é composto por minério macio e, secundariamente, por lentes de minério hematítico compacto. A direção é NW-SE, comprimento de 2800 metros, largura aparente de 400 metros e e profundidade máxima de 500 metros. Os corpos de minérios mais duros, podem ser compactos, porosos e xistosos, sendo controlados por dobras acilíndricas, com caimento para SE, envolvidas por minério macio e itabiritos ricos. O corpo de minério é circundado por litologias impermeáveis como filitos, diques intermediários a básicos, os quais favoreceram o enriquecimento supergênico (figura 3.11).
Legenda: HM – Minério hematítico; IB SI – Minério itabirítico silicoso friável; IB CP/ME – Itabirito compacto/médio; FL – Filito; DO – Dolomito; QT – Quartzito; BI – Básica; XT - Xisto
Figura 3.11 – Seção geológica típica da Mina do Tamanduá, com base em furos de
sonda.
Nos corpos de minério maciço predomina uma fina fábrica granoblástica porosa, com hematita lobular, granular e martita. O bandamento é definido pela alternância de porosidade, tamanho dos cristais e mineralogia dos óxidos de ferro. São raros os cristais de kenomagnetita, hematita tabular e especularita. A porosidade varia de 15 a 25%.
3.2.5 – Mina de Capão Xavier
A Mina de Capão Xavier está localizada no eixo leste do Sinclinal da Moeda, no bloco oeste da Falha da Mutuca. O corpo de minério de alto teor tem 800 metros de comprimento e 400 metros de largura. No domínio sul o corpo de minério tem direção E-W e mergulho de 700S, chegando a 260 metros de profundidade. No domínio norte, o acamamento é sub-horizontal, com profundidade média de 100 metros. Predominam corpos de minérios hematíticos macios, intercalados com itabiritos argilosos, gradando para itabiritos dolomíticos nas zonas mais profundas. Na porção oeste da mina, são comuns as intercalações de itabiritos silicosos, ricos e corpos hematíticos silicosos e aluminosos (figura 3.12). XT QT FL IB CP/ME BI IB SI HM Escala gráfica: 200m
Legenda: HM – Minério hematítico; IB SI – Minério itabirítico silicoso friável; IB CP/ME – Itabirito compacto/médio; FL – Filito; DO – Dolomito; Figura 3.12 – Seção geológica típica da Mina de Capão Xavier, com base em furos de
sonda.
3.2.6 – Mina da Jangada
O Complexo mineiro da Jangada compreende três Minas: Samambaia, Água Santa e Jangada, distante 30 km a sudoeste de Belo Horizonte. A direção dos depósitos é aproximadamente E-W (média de 353/79). O corpo de minério Samambaia está localizado na extremidade oeste, compreendendo lentes de hematitas compactas fraturadas, com espessura de 30 metros, circundadas por itabiritos silicosos friáveis, médios/compactos e itabiritos friáveis ricos.
Os corpos de minério dos depósitos de Jangada e Água Santa estão localizados na zona de charneira do eixo sul de uma dobra sinforme. Corpos de minérios compactos estão intercalados com minérios macios, com espessura máxima de 200 metros e extensão de 1000 metros. O minério duro encontra-se na forma maciça, bandada, ou na forma brechada. Os itabiritos dolomíticos são comuns na parte inferior dos depósitos, gradando para filitos, na parte inferior e itabiritos silicosos, na parte superior. Os
IB CP/ME DO FL IB SI HM Escala gráfica: 200m
itabiritos silicosos dominam o núcleo da estrutura sinformal, variando de friáveis a compactos (figura 3.13).
Em termos mineralógicos, os minerais hematíticos, martita e kenomagnetita, com presença local de limonita e goethita, predominam nos minérios de alto teor da Jangada e Água Santa. A especularita e hematita tabular ocorrem localmente. As fraturas podem estar preenchidas com wavellita. O minério é usualmente compacto, ou apresenta um fraco bandamento. Nos minérios maciços duros, o bandamento é definido pela alternância de camadas maciças e porosas e a porosidade é de aproximadamente 10%. No depósito de Jangada a hematita lobular é o principal componente (acima de 50%), sempre como cristais finos (0,02 – 0,05 mm). A hematita granular ocorre em torno de 30%, com cristais de tamanho médio semelhante à lobular. Em Água Santa o minério apresenta um grau de recristalização mais alto, com 40 – 80% de hematita granular, mas sempre sob a forma de finos cristais (<0,05 mm). A hematita tabular aparece em baixas proporções (<10%). O minério brechado é constituído por agregados de martita, relictos de magnetita e a matriz são constituídas por cristais submilimétricos de kenomagnetita/martita e algum quartzo. A goethita é comum e a porosidade varia de 5 a 20%.
Legenda: HM – Minério hematítico; IB SI – Minério itabirítico silicoso friável; IB CP/ME – Itabirito compacto/médio; FL – Filito; IB DO – Itabirito dolomítico; BI - Básica
Figura 3.13 – Seção geológica típica da Mina da Jangada, com base em furos de sonda.
IB DO FL BI
HM IB CP/ME
IB SI
3.3 - Normas internacionais para os ensaios metalúrgicos dos produtos granulados de minério de ferro
Tem sido observada uma evolução crescente no sentido de normatizar os ensaios metalúrgicos e as normas ISO (International Organization for Standardization), elaboradas através de subcomitês SC 03 (alto-forno), SC 05 (redução direta) e TC 102, devem ser escolhidas como procedimentos padronizados para uma melhor representatividade dos testes metalúrgicos. Os ensaios resultam em índices que classificam os produtos avaliados relativamente e o controle pode ser feito em toda a cadeia produtiva, desde a lavra até o embarque do produto.
A norma ISO 11257 (1998) descreve um método de avaliação do comportamento da desintegração e metalização de produtos de minério de ferro tipo “pellets” e granulados destinados aos processos de redução direta, utilizando gás reformado. O grau de metalização reflete a facilidade com que o produto perde oxigênio para o gás redutor, sendo que quanto maior o índice, melhor para o processo, aumentando a produtividade, reduzindo o consumo de coque (“coke rate”) e economizando energia na aciaria. O grau de metalização é calculado pela seguinte fórmula: GM=(w0/wt)*100, onde w0 é o
conteúdo de ferro metálico, expresso como um percentual da massa, da porção reduzida do teste; wt é o conteúdo de ferro total, expresso como um percentual da massa, da
porção reduzida do teste. A avaliação da desintegração no processo de redução direta mede a resistência do produto na geração de finos quando este é submetido à redução dentro do reator. A hematita (forma hexagonal) é reduzida à magnetita (forma cúbica), a uma temperatura de 375 a 425 0C. Esta mudança provoca uma expansão de volume da ordem de 20%, acarretando o enfraquecimento e a geração de finos, influenciando na permeabilidade do leito dentro do reator.
São detalhados a seguir os ensaios Midrex Linder (MLT), onde são calculados os finos gerados e o grau de metalização:
Objetivo: Determinar o grau de metalização e o índice de finos gerados sob condições
Aplicação: Processo de redução direta tipo Midrex. Norma: ISO 11257: 1998.
Produto avaliado: Pelota / Granulado.
Massa (g): 500,0g +/- 1 partícula para cada porção teste.
Faixa granulométrica (mm): Pelota: 50% (-16,0; +2,5) + 50%(-12,5; +10,0)
Granulado: 50% (-20,0; +16,0) + 50%(-16,0;+10,0).
Ensaio: Mínimo de 2 porções teste.
Equipamentos: Forno elétrico horizontal Linder; retorta sem aletas de diâmetro interno
útil igual a 130,0 +/- 1mm e comprimento útil de 200mm.
Condições: Temperatura: 760 +/- 5oC; rotação: 10 rpm; Aquecimento: 10 NL/min de N2 (dentro de 90min); Estabilização: 13 NL/min de N2 por 30min; Redução: 13 NL/min (55% H2, 36% CO, 5% CO2, 4% CH4) por 300min; Resfriamento: 10 NL/min de N2; Separar o carbono livre após redução e enviar amostra metalizada após o teste para determinação de FG e GM (análise química).
Peneiramento malhas (mm): Antes: Retirada da faixa, Depois: 10,0mm (alívio) e
3,13mm.
Expressão dos resultados: FG = RDIDR = (m0 – (m1 + m2))/m0 x 100, Onde: m0 =
massa da amostra reduzida (g); m1 = massa da porção teste reduzida retida na peneira de
10,0mm (g); m2 = massa da porção teste reduzida retida na peneira de 3,15mm (g); FG
= finos gerados (5 -3,15mm) (resultado com uma casa decimal). GM = Fem / FeT) x
100, onde: Fem = % de ferro metálico da amostra reduzida. FeT = % de ferro total da
amostra reduzida. GM = grau de metalização (%) (resultado com uma casa decimal).
Tolerância permissível: diferença entre duas porções-teste </= r; FG = RDIDR: r= 0,86 + 0,20 x (RDIDR)médio; GM: r= 7,22 – 0,06 x (GM)médio.
Índices de referência: GM >/= 90% (granulado); FG </= 10% (granulado). Tempo (h): 25,9.
Custo (US$): 278,16.
A norma ISO N170 E (1996) descreve um método para avaliar o enxofre liberado por produtos de minérios de ferro naturais ou aglomerado, durante o processo de redução direta. Avalia a quantidade de enxofre liberado pelo produto no gás redutor. A liberação de enxofre, específica para reatores de redução direta com reforma de gás, provoca
contaminação (envenenamento) do catalisador do reformador, prejudicando indiretamente a produtividade.
A seguir o detalhamento do ensaio de liberação de enxofre durante a Redução (LS):
Objetivo: Determinar o enxofre liberado durante a redução direta. Aplicação: Processo de redução direta tipo Midrex.
Norma: Metodologia IAS (grupo de estudo ISO). Produto avaliado: Pelota / Granulado.
Massa (g): 500,0g +/- 1 partícula para cada porção teste.
Faixa granulométrica (mm): pelota: (-12,5;+10,0) granulado: (-25,0;+22,4). Ensaio: Mínimo de 2 porções teste.
Equipamentos: Forno elétrico vertical; Retorta de diâmetro interno igual a 75,0 +/-
1mm e comprimento de 1050mm; Montagem com 4 kitasatos de titulometria.
Condições: Solução KIO3 = 0,2225g para 1000ml de H2O; Temperatura: 850 +/- 5oC; Aquecimento: 1 NL/min de N2 (por 90min); Estabilização: 3 NL/min de N2 (por 15min); Redução: 3 NL/min de H2 por 165min (ir titulando o H2S); Resfriamento: 2 a 5 NL/min de N2.
Peneiramento malhas (mm): Antes: Retirada da faixa. Depois: Não utilizado.
Expressão de resultados: 1ml KIO3 corresponde a 0,1mg de S; LS = (V/m)x100;
Onde: LS = liberação de enxofre (ppm) (resultado com uma casa decimal); V = volume total gasto da solução titulante (ml); m = massa da porção teste (g); Obs.: se a solução de KIO3 for mais concentrada (2,225g para 1000ml H2O) então 1ml KIO3 corresponde a 1mg de S. Deste modo: LS = (V/m)x1000.
Tolerância permissível: Ainda em estudo na ISO.
Índices de referência: LS </= 10ppm (para processo Midrex). Tempo (h): 21,5.
Custo (US$): 51,2.
O índice de degradação sob redução (RDI) encontra-se detalhado na norma ISO 4696-2 (1998). Os testes padronizados objetivam avaliar a resistência à desintegração do
produto à baixa temperatura, em condições fracamente redutoras. O índice é definido pela maior ou menor facilidade que tem o material de produzir finos durante a sua redução. A degradação do produto, quando o mesmo é submetido à redução, acontece principalmente quando a hematita (forma hexagonal) é reduzida a magnetita (forma cúbica) a uma temperatura entre 375 a 4250C. Esta mudança provoca uma expansão de volume da ordem de 20%, acarretando o enfraquecimento e a geração de finos. O material de granulometria inferior influencia na permeabilidade do leito dentro do reator, provocando alteração na marcha operacional do mesmo, ocasionando, eventualmente, arriamento e engaiolamento da carga.
A seguir o detalhamento do ensaio do índice de degradação sob redução (RDI):
Objetivo: Determinar o índice de degradação sob redução. Aplicação: Alto forno.
Norma: ISO 4696-1: 1996.
Produto avaliado: Pelota / Granulado / Sinter.
Massa (g): 500,0g +/- 1 partícula para cada porção teste.
Faixa granulométrica (mm): pelota: (-12,5;+10,0) granulado / sinter: (-12,5;+10,0)
(incorporação da fração +12,0 britada).
Ensaio: Mínimo de 2 porções teste.
Equipamentos: Forno elétrico vertical; Retorta de diâmetro interno igual a 75,0 +/-
1mm e comprimento de 1050mm; Tambor de 130mm de diâmetro interno por 200mm de comprimento com duas aletas.
Condições: Temperatura: 500 +/- 5oC; Aquecimento: 20 NL/min de N2; Estabilização: 20 NL/min de N2 (por +/- 15min); Redução: 20 NL/min (20% CO; 58% N2; 20% CO2; 2% H2) por 60min; Resfriamento: 20 NL/min de N2. Tamboramento a 30 +/- 1rpm por 300 voltas; Peneiramento em 6,3; 3,15 e 0,5mm.
Peneiramento malhas (mm): Antes: Retirada da faixa. Depois: 6,3; 3,15 e 0,50 mm. Expressão de resultados: RDI +6,3mm = (m1/m0)x 100. RDI -3,15mm = ((m0-
(m1+m2))/m0) x 100. RDI -0,50mm = ((m0-(m1+m2+m3))/m0) x 100 Onde: RDI +6,3mm =
(%+6,3mm) (resultado com uma casa decimal). RDI -3,15mm = (%-3,15mm) (resultado