5.1 Test Case 1 - A Complete, Small-Sized Model
5.1.4 The Results of the Simulations
5.1.4.1 Frame Rates
A avaliação da relevância de um grupo para cada um dos seus membros depende não só da avaliação da relevância da informação que é mantida no contexto do grupo, como também pode depender da avaliação das forças de ligação entre membros dos grupos. Nesta abordagem não se terão em conta as forças de ligação entre utilizadores para po- dermos justificar a manutenção de um grupo pois iremos focar-nos apenas na relevância dos conteúdos partilhados nos grupos e na importância que os utilizadores darão a essa informação. A caracterização da relevância de um grupo para um utilizador, irá per- mitir avaliar o interesse na sua permanência nesse grupo. Por outro lado, a informação partilhada e gerida por um grupo, pode ser caracterizada em termos da sua relevância relativa (popularidade), em função de critérios de utilizadores individuais dependendo do interesse individual de um dado membro. Pode também ser avaliada em função da utilidade ou interesse nessa informação, tal como seja manifestado pelo colectivo dos restantes membros do grupo. Esta avaliação vai permitir que os utilizadores analisem e seleccionem quais os grupos em que efectivamente querem participar. Para isso são ava- liados não só os conteúdos partilhados pelo utilizador no grupo que têm relevância mas também outros indicadores de interesse que o utilizador demonstrou sobre conteúdos de outros utilizadores, como os gostos, comentários ou partilha de conteúdos. Também é tido em conta que tipo de actividade existe no grupo, ou seja, se existe informação a ser partilhada de uma forma frequente ou não. Este factor é importante pois normalmente os utilizadores não estão interessados em fazer parte de grupos inactivos, ainda que isto va- rie, consoante o propósito de criação de um grupo. Grupos criados para festivais anuais, por exemplo terão a sua actividade mais reduzida durante o ano aumentando a activi- dade junto ao festival. Assim, para todos os conteúdos partilhados no grupo são analisa- dos vários componentes como podemos ver na Tabela 3.3.
3. MODELO PARA A AVALIAÇÃO DA RELEVÂNCIA EM GRUPOS 3.5. Relevância de um grupo para o utilizador
Componentes da relevância de grupos
NcU i: Soma do número de comentários realizados por um utilizador dentro do
grupo.
NlU i: Soma do número de gostos realizados por um utilizador dentro do grupo.
NsU i: Soma do número de partilhas a um conteúdo realizados por um utilizador
dentro do grupo.
Nc: Soma do número de comentários realizados por todos os utilizadores dentro
do grupo.
Nl : Soma do número de gostos realizados por todos os utilizadores dentro do
grupo.
Ns: Soma do número de partilhas a um conteúdo realizados por todos os utiliza-
dores dentro do grupo.
Tabela 3.3: Componentes da relevância de grupos para o utilizador abrangendo todos os conteúdos partilhados
O número de conteúdos a serem analisados irá depender do site de rede social usado, pois cada um deles têm politicas diferentes de privacidade e organizam a informação de forma diferente.
É também contabilizada nesta nova Expressão 3.3, a relevância dos conteúdos parti- lhados pelo utilizador no grupo calculados através da Expressão 3.2 Ru → G. A expres- são seguidamente apresentada define então a relevância de um grupo para um utilizador U i. RG→ Ui = (NlU i Nl ∗ Wlg) + ( NsU i Ns ∗ Wsg) + ( NcU i Nc ∗ Wcg) + (Rui→ G ∗ Wco) (3.3) Ao utilizarmos a razão entre o número total e o número que o utilizador de um determi- nado indicador de interesse colocou, estamos a ter uma razão que dá mais valor quando são poucos utilizadores a participar no grupo. Xie [XLC12] usou uma fórmula seme- lhante para calcular o peso de anotações que os utilizadores davam a um determinado produto. Wcg,Wsg, Wlg, e Wco são, respectivamente, os pesos que afectam as partilhas de endereços (share), os comentários, os gostos e o conteúdo partilhado. Esta expres- são necessita, no entanto, de ser complementada com componentes adicionais. Para isso considera-se um factor temporal para que se detecte quando foi a última vez que o uti- lizador esteve no grupo, ou seja, que leu ou partilhou algo no grupo (Tg) em termos do número de dias decorridos. Outro factor importante, é ter em conta se esse grupo já teve alguma relevância no passado para esse utilizador. Este factor é tido em conta para beneficiar grupos que já tiveram um historial de relevância positiva para um utilizador.
Na expressão anterior só será contabilizada a relevância que se reporte a um passado de menos de 62 dias, que representam dois meses. Também o factor temporal de quando foi a última visita de cada utilizador ao grupo só é contabilizado se for há menos de 2 meses. Segundo Shein [SPUP02] concluí-se que um dado é frequentemente considerado interessante em um pequeno espaço de tempo começando com o seu auge de popula- ridade quando é publicado. Neste caso com a contabilização temporal da relevância, tenta-se dar mais importância ao que é mais recente seguindo um pouco a mesma ideia.
Estes novos componentes vão ser descritos através da Tabela 3.4. Propriedades da relevância do grupo para o utilizador
Tg: Período de tempo desde que o utilizador visitou o grupo em dias.
Wt: Peso do factor tempo.
Wo: Peso das relevâncias passadas de um grupo para o utilizador.
Tabela 3.4: Propriedades da relevância do grupo para o utilizador
RG→ Ui = (log(62 Tg) ∗ Wt) + ( NlU i Nl ∗ Wlg) + ( NsU i Ns ∗ Wsg) + ( NcU i Nc ∗ Wcg)+ (RUi → G ∗ Wco) + Sum(RG→ Ui log(62 Ro) log(62)) ∗ Wo (3.4)
Sendo que Wcg+ Wlg+ Wo+ Wt+Wco= 1
O uso do logaritmo deve-se ao facto de se querer dar um efeito de que as relevâncias mais antigas, terão menos peso na expressão. Para isso, dependendo do número de dias da última relevância, essa relevância vai tendo mais ou menos valor.
Baseado nesta avaliação aos grupos, os utilizadores podem observar o comporta- mento dos seus grupos e verificar quais os grupos que realmente participam e em que têm interesse em receber informação.