• No results found

FRA ET KOMPARATIVT PERSPEKTIV

In document Deling av data i helsehjelp (sider 33-37)

ii) Integrassem informações provenientes de relatórios ou documentos oficiais directamente associados a resultados relativos à avaliação da literacia;

iii) Obedecessem total ou parcialmente ao esquema típico do texto argumentativo: apresentação de uma situação ou estado de coisas, identificação de factores explicativos ou causas do estado de coisas e apresentação de soluções ou medidas a tomar para resolver o referido estado de coisas.

Como resultado deste processo, das 260 edições seleccionadas e analisadas foram extraídos 41 textos37, de extensão diversa, pertencentes ao género jornalístico “artigo de opinião”, que

passaram a constituir o

corpus.

Estes textos, referenciados por ordem cronológica de publicação no Anexo I, distribuem-se da seguinte forma:

- Ano de 2001: 11 textos, identificados como [T1] a [T11] - 27% da totalidade; - Ano de 2002: 12 textos, identificados como [T12] a [T23] - 29% da totalidade; - Ano de 2003: 8 textos, identificados como [T24] a [T31] - 20% da totalidade; - Ano de 2004: 5 textos, identificados como [T32] a [T36] - 12% da totalidade; - Ano de 2005: 5 textos, identificados como [T37] a [T41] - 12% da totalidade.

37A recolha online foi efectuada no período temporal compreendido entre 2006.04.23 e 2006.09.14, aproximadamente cinco meses. A pesquisa online ficou disponível a partir da edição nº 1472, de 12 de Janeiro de 2001, pelo que a edição 1471 foi analisada no formato papel, não sendo seleccionado dela qualquer texto que integre o corpus. No caso dos textos surgirem publicados em mais que uma edição, optámos por referenciá-los segundo a datação referida no documento acedido online, tal como se pode verificar na versão arquivada em formato PDF (cf., por exemplo, o [T24] publicado na edição de 2003.01.04 e de 2001.10.27).

3.3. Metodologia

3.3.1. Opções metodológicas

As opções metodológicas são tomadas em função da natureza da área problemática a que se pretende dar resposta, dos objectivos propostos e das características do fenómeno em estudo. Assim, na realização deste estudo, em função dos objectivos traçados e tendo em conta a natureza da investigação, optámos por uma metodologia de natureza essencialmente qualitativa, combinada com elementos de natureza quantitativa; privilegiámos assim a utilização conjunta das abordagens qualitativa e quantitativa (Bogdan e Biklen, 1994: 63).

Do ponto de vista metodológico, o estudo integra-se numa investigação de estudo de caso, com enfoque preferencialmente qualitativo, de carácter exploratório e essencialmente descritivo (Gall, Borg e Gall, 1996). Segundo Merriam (

apud

Bogdan e Biklen, 1994: 89), o estudo de caso consiste na observação detalhada de um contexto, ou indivíduo, de uma única fonte de documentos ou de um acontecimento específico. Na investigação qualitativa, a análise de dados é feita de forma indutiva. Assim,

“o investigador não recolhe dados ou provas com o objectivo de confirmar ou infirmar hipóteses construídas previamente; ao invés disso, as abstracções são construídas à medida que os dados particulares que foram recolhidos se vão agrupando” (Bogdan e Biklen, 1994: 50).

Neste estudo, especificamente, o método de recolha de dados utilizado foi a observação e a análise de 260 edições do

Expresso

, de onde foi extraído o

corpus

, pelo que uma das etapas mais críticas desta investigação foi o desenvolvimento do conjunto dos dispositivos analíticos, que seguidamente se apresentam.

3.3.2. Dispositivos analíticos

No que respeita ao primeiro objectivo – Identificar e caracterizar os sujeitos, os contextos e os tempos relativos às posições expressas, objectivo que sintetizámos na pergunta “

Quem diz,

onde diz e quando se diz?

” – procedemos à identificação dos autores dos textos que integram o

corpus

e, de seguida, procedemos à sua distribuição segundo o grau de vínculo ao

Expresso,

nas categorias de “Voz

in

” (voz interna ao jornal), “Voz

out

” (voz externa ao jornal) ou “Voz indeterminada” (cf. grelha 1)38.

Grelha 1 – Distribuição dos textos por grau de vínculo do autor Categorias:

⋅ Voz

in

⋅ Voz

out

⋅ Voz indeterminada

Seguidamente, foi criada outra grelha que os distribuía segundo os respectivos campos de proveniência, a saber: “Campo da educação/ investigação”, “Campo dos

media

”, “Campo político” e “Outro” (cf. grelha 2).

38 Associámos a “Voz in” os autores que integram a redacção do Expresso, nomeadamente: jornalistas como Monica Contreras, Ana Paula Azevedo ou Fernando Madrinha ou que integram a direcção, como se verifica no caso de Henrique Monteiro ou colaboradores. Em caso de dúvida recorremos à análise das moradas de e-mail, indicadas no site do Expresso, que possuíssem a extensão <@mail.expresso.pt>. A “Voz out” associámos leitores ou outras pessoas que não se relacionam directamente com o Expresso. Uma das características formais associadas a estes autores é o facto de possuírem junto do seu nome um asterisco ligado a uma pequena legenda que os identifica resumidamente, por não serem elementos conhecidos do leitor. A “Voz indeterminada” associámos os restantes autores.

Grelha 2 – Distribuição dos textos por campo de proveniência do autor Categorias:

⋅ Campo da educação/ investigação ⋅ Campo dos

media

⋅ Campo político ⋅ Outro

Seguidamente, foi analisada a categorização dos textos efectuada pelo próprio jornal. Inicialmente, a página de abertura do

Expresso

continha os seguintes separadores de categorização: “1ª Página”, “Revista”, “Opinião”, “País”, “Economia”, “Internacional”, “Desporto”, “Vidas”, “Cartaz”, “Pesquisa”, “Fóruns”, “Publicações”, “Guias”, “Dossiers”, “Índice”, “Edições” e “Comentários” (cf. Figura 1).

Figura 1 - Fonte <http://clix.expresso.pt/> (acedido em 2007.04.09)

Posteriormente, o

Expresso

sofreu alterações, contando com uma nova versão a partir de Janeiro de 2003 (nº 1576) e com um novo

site

a partir de Setembro do ano 2007 (cf. Figura 2).

Figura 2 - Fonte <http://clix.expresso.pt/> (acedido em 2007.09.07)

Depois da reformulação, a página inicial passou a conter os seguintes separadores de categorização: “Pág. Inicial”, “Actualidade”, “Ciência”, “Economia”, “Desporto”, “Dossiês”, “Opinião”, “Blogues”, “Multimédia”, “Expresso TV”, “Loja Online”, “Guia do Estudante”, “Cartaz”, “Boa Cama Boa Mesa”, “Emprego”, “Imobiliário” e “Iniciativas e produtos Expresso” (cf. Figura 3).

Figura 3 - Fonte <http://clix.expresso.pt/> (acedido em 2008.04.09)

Com a reformulação, algumas categorias foram eliminadas e outras foram introduzidas, pelo que a nossa análise recaiu nas categorias que permaneceram e que continham ocorrências39 (cf.

grelha 3), a saber: “Opinião”, “País” e “Revista” (categoria que incorpora os textos associados às revistas

Actual

,

Revista

e

Única

).

Grelha 3 – Distribuição dos textos por categorização Categorias:

⋅ Opinião ⋅ País ⋅ Revista

Como a categorização efectuada pelo próprio jornal se tornou variável, decidimos não limitar a nossa análise à categorização proposta para seleccionar todos os artigos de opinião, mesmo que o jornal não os referenciasse na categoria “Opinião”40.

Por último, tendo em conta a datação dos textos efectuada pelo próprio jornal, foi também verificada a frequência da ocorrência dos textos por cada ano civil (cf. grelha 4).

Grelha 4 – Distribuição dos textos por ano de publicação Categorias: ⋅ 2001 ⋅ 2002 ⋅ 2003 ⋅ 2004 ⋅ 2005

40 Afirma Jorge Sousa que correntemente “tipificam-se os principais géneros jornalísticos em notícia, entrevista, reportagem, crónica, editorial e artigo (de opinião, de análise, etc.) Porém os géneros jornalísticos não têm fronteiras rígidas e, por vezes, é difícil classificar uma determinada matéria” (Sousa, 2006: 368), pelo que considerámos artigo de opinião, além dos textos assim categorizados pelo jornal, todos os textos em que “se procura, essencialmente, opinar, por vezes com intenção persuasiva, para convencer ou levar à ação” (Sousa, 2004: 103). Normalmente, no jornalismo opinativo “o autor propõe e procura tecer juízos sobre a realidade, ou tenta fazer triunfar uma ou mais teses sobre assuntos da actualidade, por vezes à luz de princípios político-ideológicos.” (Sousa, 2004: 30). Foram seleccionados estes textos porque visam contribuir mais para um debate de ideias e para a formação do público do que fornecer informação.

No que respeita ao segundo objectivo – Delimitar o universo de referência41 do discurso da

imprensa produzido a propósito dos programas internacionais de avaliação, destacando nomeadamente o PISA 2000 e o PISA 2003 e identificar os tópicos discursivos que ocorrem nos textos de imprensa, objectivo que sintetizámos na pergunta “De que se fala?” – procedemos à criação de diversas grelhas de análise.

Inicialmente procedeu-se à distribuição dos textos em função do grau de proximidade/distanciamento (cf. grelha 5) em relação à(s) fonte(s) utilizada(s). Considerámos proximidade à fonte quando verificámos citação e/ ou paráfrase e distanciamento nos casos de existir referência e/ ou outro.

Grelha 5 – Distribuição dos textos em função do grau de proximidade/ distanciamento em relação à(s) fonte(s) utilizada(s)

Categorias:

⋅ Proximidade da fonte ⋅ Distanciamento da fonte

Num segundo momento, tendo em conta estes textos associados a uma fonte, com proximidade ou distanciamento, com o intuito de compreender a distribuição desses textos em função da voz mediada, efectuámos uma listagem de possibilidades (cf. grelha 6) que os associava ao respectivo campo de proveniência, a saber: “Campo da educação/ investigação”, “Campo dos

media

”, “Campo político” ou “Outro”.

41 O universo de referência corresponde, segundo Mira Mateus, ao “conjunto de categorias e relações que fazem parte do conhecimento real ou possível, por parte de seres humanos, num dado contexto social. Trata-se, fundamentalmente, do conjunto de categorias e de relações entre categorias que, do ponto de vista material ou simbólico, constituem implícita ou explicitamente competências, saberes e crenças, legitimados ou legitimáveis nas sociedades a que pertencem.” (Mateus, 2003: 70).

Grelha 6 – Distribuição dos textos por voz mediada Categorias:

⋅ Campo da educação/ investigação ⋅ Campo dos

media

⋅ Campo político ⋅ Outro

Verificámos, em seguida, que no nosso

corpus

assumem especial destaque os textos associados ao “Campo da educação/ investigação”, pelo que, tendo em conta esta distribuição, procedemos à identificação daqueles que incorporavam informações de estudos de literacia de referência, quer no contexto nacional, quer no contexto internacional.

Assim, foram identificados os textos associados ao estudo PISA (PISA 2000 e PISA 2003) e os textos associados às restantes possibilidades de “universo de referência” e seguidamente procedemos à criação de grelhas de análise distintas, aplicáveis a cada uma destas situações.

Tendo em conta exclusivamente os textos relacionados com o PISA, com o intuito de identificar os tópicos discursivos e perceber de que se fala quando se fala deste estudo em concreto, procedemos à distribuição dos textos pelas seguintes categorias de análise (cf. grelha 7):

i) “Contexto” (contexto internacional do estudo PISA 2000 ou PISA 2003, objectivos gerais do PISA e amostra geral envolvida);

ii) “Metodologia”: “Amostra” (contexto nacional: escolas envolvidas e alunos avaliados); “Objectos” em Literacia em Leitura, Literacia em Matemática e Literacia em Ciências (conceito de literacia, capacidades avaliadas e significado dos níveis de proficiência/ significado das categorias de questões) e “Instrumentos” (testes utilizados, tipo de tarefas e escalas utilizadas);

iii) “Resultados”: “Médias” em Literacia em Leitura (distribuição pelos níveis de desempenho, perfis dos alunos portugueses de nível 1 e de nível 4 e desempenho

médio dos alunos portugueses no contexto internacional); em Literacia em Matemática (distribuição pelos níveis de desempenho) e Literacia Científica (distribuição pelos níveis de desempenho) e “Correlações” em Literacia em Leitura (variação entre países, entre escolas e entre alunos; variação por região, por ano de escolaridade e por género; variação por tipo de tarefa e por tipo de texto; correlações entre desempenho e a velocidade de leitura; correlações entre desempenho e a classificação académica em Português, características pessoais e

status

); em Literacia em Matemática (variação entre países, entre escolas e entre alunos; variação por região, por ano de escolaridade e por género); em Literacia em Ciências (variação entre países, entre escolas e entre alunos; variação por região, por ano de escolaridade e por género) e ainda correlações gerais (desempenho dos alunos, rendimento nacional comparativamente à média da OCDE e investimento em educação);

Grelha 7 – Distribuição dos textos referentes ao PISA Contexto Amostra Literacia em Leitura Literacia em Matemática Objectos Literacia em Ciências Metodologia Instrumentos Literacia em Leitura Literacia em Matemática Médias Literacia em Ciências

Variação entre países Variação entre escolas Variação entre alunos Variação por região Variação por ano de escolaridade

Variação por género Variação por tipo de tarefa Variação por tipo de texto Correlações entre desempenho e a velocidade de leitura Correlações entre desempenho e a classificação académica em Português

Características pessoais Literacia em Leitura

Status

Variação entre países Variação entre escolas Variação entre alunos Variação por região Variação por ano de escolaridade

Literacia em Matemática

Variação por género Variação entre países Variação entre escolas Variação entre alunos Variação por região Variação por ano de escolaridade

Literacia em Ciências

Variação por género Resultados Correlações Correlações gerais Implicações dos resultados

Tendo em conta os textos relacionados com todas as restantes possibilidades de “universo de referência”, nomeadamente estudos que não o PISA, com o intuito de identificar os tópicos discursivos e perceber de que se fala quando se fala destes estudos em concreto, procedemos à distribuição dos textos pelas seguintes categorias de análise (cf. grelha 8):

i) “Contexto” (contexto nacional/ internacional do estudo, objectivos gerais e a amostra geral envolvida);

ii) “Metodologia”: “Amostra” (contexto nacional/ internacional: população envolvida/ avaliada); “Objectos” (capacidades avaliadas e significado dos níveis de proficiência) e “Instrumentos” (testes utilizados, tipo de tarefas e escalas utilizadas);

iii) “Resultados”: “Médias” (distribuição pelos níveis de desempenho) e “Correlações” (variação entre países, por região, por ano de escolaridade, por género ou outras); iv) “Implicações dos resultados”.

Grelha 8 – Distribuição dos textos referentes a outros relatórios Categorias: Contexto Amostra Objectos Metodologia Instrumentos Médias Resultados Correlações Implicações dos resultados

Por último, tendo em conta este “Estado de coisas ou resultados”, passámos à identificação de:

i) “Causas ou factores explicativos” e procedemos à distribuição dos textos associados a causas: “Culturais”, “Económicas”, “Educativas”, “Políticas”, “Sociais” ou “Outras” (cf. grelha 9).

Grelha 9 – Distribuição dos textos por: causas ou factores explicativos Categorias: ⋅ Culturais ⋅ Económicas ⋅ Educativas ⋅ Políticas ⋅ Sociais ⋅ Outras

ii) “Efeitos ou consequências” e procedemos à distribuição dos textos associados a consequências: “Culturais”, “Económicas”, “Educativas”, “Políticas”, “Sociais” ou “Outras” (cf. grelha 10).

Grelha 10 – Distribuição dos textos por: efeitos ou consequências Categorias: ⋅ Culturais ⋅ Económicas ⋅ Educativas ⋅ Políticas ⋅ Sociais ⋅ Outras

iii) “Medidas a tomar ou soluções apontadas para a resolução” e procedemos à distribuição dos textos associados a medidas: “Culturais”, “Económicas”, “Educativas”, “Políticas”, “Sociais” ou “Outras” (cf. grelha 11).

Grelha 11 – Distribuição dos textos por: medidas a tomar ou soluções Categorias: ⋅ Culturais ⋅ Económicas ⋅ Educativas ⋅ Políticas ⋅ Sociais ⋅ Outras

No que respeita ao terceiro objectivo – Identificar a natureza do posicionamento adoptado pelos autores dos textos do

corpus

, de modo a compreender o contributo dos

media

na reconstrução do conceito

literacia

, a sua complexidade e historicidade, objectivo que sintetizámos na pergunta “

O que se diz acerca daquilo de que se fala?

” – procedemos à análise do discurso que não está exclusivamente ligada à quantificação, pois há qualidades não quantificáveis.

Os discursos jornalísticos incidem sobre o real, mas apresentam também determinados enquadramentos, ou seja, determinadas organizações do discurso, capazes de direccionar a construção de significados. Afirma Voloshinov

“Toda palabra expresa a «una persona» en relación con «la otra». […] La palabra es el puente construido entre yo y el otro. […] es el territorio común compartido por el hablante y su interlocutor” (Calsamiglia, 1999: 134).

A melhor metáfora de enquadramento é a de janela. Tuchman (1978: 1) explica que a janela nos dá uma visão do mundo, mas que essa visão é condicionada pelo tamanho da janela, pela

distância a que estamos dela, pela opacidade ou transparência do vidro, pelo posicionamento do observador, etc.

A enunciação jornalística dá-nos igualmente uma visão de determinados aspectos da realidade, mas essa visão é contaminada pelos constrangimentos da linguagem, da enunciação, do enunciador, do receptor, etc.

Assim, através desta análise, pretendemos desvendar como se fazem sobressair determinados factos ao mesmo tempo que se ocultam outros, tendo como unidade de análise o texto, na acepção de Norman Fairclough que o define como “o ‘produto’ linguístico de processos discursivos, quer se trate de linguagem escrita ou oral” (Fairclough, 1997: 83).

Começámos por analisar o posicionamento relativo ao estado de coisas ou resultados, às causas ou factores explicativos, aos efeitos ou consequências e ainda às medidas a tomar ou soluções apontadas para a resolução, procurando, desta forma, compreender o contributo dos

media

na reconstrução do conceito

literacia

.

Para melhor compreensão da nossa análise, tomemos por paradigmático o seguinte exemplo, como exploração das possibilidades de leitura oferecidas pelo nosso

corpus

:

Os nossos putos não sabem ler têm como causas o grau de experiências pedagógicas

In document Deling av data i helsehjelp (sider 33-37)