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Fra bios politikos til vita activa

In document Frihetens betingelser (sider 59-63)

3. Frihetens rammer

3.2 Distinksjonenes sammenblanding

3.2.2 Fra bios politikos til vita activa

Neste capítulo serão discutidas as abordagens existentes para a compreensão do processo de desenvolvimento de produtos (PDP). Dentre elas, será apresentada a abordagem do modelo de referência mecatrônico de Barbalho (2006), a qual é a base para a proposta deste trabalho. Serão abordados os temas referentes às fases de homologação e validação do produto do referido modelo, que será utilizado para realizar estudos de casos em empresas fornecedoras de produtos cibernéticos.

57 2.6.1Definição de Processo de Desenvolvimento de Produto

Em geral, o PDP consiste em um conjunto de atividades que são executadas na definição de novos produtos, incluindo a tomada de decisões, em que alternativas são identificadas e avaliadas com critérios previamente definidos. Sua função é integrar todos esses critérios e otimizá-los, considerando as restrições existentes de complexidade do produto, do processo de produção, de aspectos organizacionais e, também, de geração de custos com retrabalhos (CLARK; FUJIMOTO, 1991). A definição abrange todas as áreas de uma empresa, incluindo

marketing, engenharia de produto e produção. Avalia o desempenho da mesma no

desenvolvimento de produtos através dos seguintes parâmetros: qualidade, tempo e produtividade, os quais, conforme os autores devem ser otimizados visando o aumento da competitividade de seus produtos.

O processo de desenvolvimento de produtos proposto por Rozenfeld (2006) é voltado para empresas de manufatura de bens de consumo duráveis e de capital. O autor propõe uma divisão em três macrofases: Pré-desenvolvimento, Desenvolvimento e Pós-desenvolvimento, conforme apresentado na Figura 14.

Figura 14 - Processo de Desenvolvimento de Produto

Fonte: ROZENFELD, 2006

A primeira macrofase de Pré-desenvolvimento é composta pelas fases de planejamento estratégico do produto e planejamento do projeto. A macrofase de Desenvolvimento contempla as fases do projeto informacional, projeto conceitual, projeto detalhado, preparação para a produção e lançamento do produto. Após essa fase o modelo se encerra com a macrofase de Pós-desenvolvimento, onde é realizado o acompanhamento do produto por todo o ciclo de vida para sua posterior retirada do mercado. O modelo também adota um controle entre as fases (gates), agindo como um ponto de revisão e aprovação formal do produto, para que então possa ser dado prosseguimento nas demais fases. Dessa forma, proporciona uma maior eficiência ao PDP, reduzindo falhas de processo.

58 Segundo Rozenfeld (2006), em seu capítulo de preparação da produção do produto, na certificação do produto podem ocorrer as seguintes atividades: avaliação das exigências de regulamentação, submissão ao cliente do processo de aprovação, avaliação dos serviços associados ao produto e obtenção da documentação para a certificação. O processo de certificação não acontece somente na fase de preparação da produção, podendo ocorrer desde a fase de projeto informacional. Caso seja exigida por órgão regulamentador a primeira certificação poderá ocorrer na fase de homologação do produto.

2.6.2 Abordagens de desenvolvimento de produtos

É possível encontrar diferentes abordagens para o desenvolvimento de produtos relacionados a diversas áreas da engenharia como por exemplo, mecatrônica, software, produção, dentre outras. No trabalho de Lonchanpt (et al., 2006) é apresentada uma proposta para descrever o projeto do processo de engenharia como um modelo evolutivo. Este modelo inicia-se com modelos genéricos onde posteriormente são detalhadas as representações existentes. Considera-se inicialmente o aspecto global da engenharia simultânea e posteriormente as atividades.

Um dos modelos mais consagrados do projeto deste processo é a abordagem sistemática de Pahl et al. (1996) onde considera-se o projeto do processo como um conjunto de fases sucessivas, sendo a primeira chamada de planejamento do produto e definição das tarefas, que consiste na análise e decomposição do problema do projeto e as etapas seguintes tratam da definição da solução. Estes estágios visam resolver o problema conforme uma progressão genérica, a partir dos aspectos mais globais para os mais detalhados.

O desenvolvimento de produtos pela abordagem sequencial faz com que o projeto obedeça uma sequência de fases, avançando de uma para outra somente após a conclusão da anterior. A adoção dessa abordagem segundo o trabalho de Cabrera et al. (2010), torna-se ineficaz, devido à ausência de um tratamento adequado entre as fases do projeto, trazendo um aumento de custo e tempo ao mesmo. Além disso, apresenta vários problemas para o desenvolvimento de produtos mecatrônicos, como as faltas de tratamento para as interdependências complexas entre os subsistemas existentes, de integração das ferramentas de análise de projeto utilizadas, de comunicação entre equipes e projetistas e de um ambiente para testes integrados, dentre outras.

Muitos destes problemas apresentados pela abordagem sequencial citada em Cabrera et al. (2010) podem ser minimizados pela adoção da abordagem simultânea ou paralela. Neste

59 tipo de abordagem consideram-se todas as fases do ciclo de vida do produto, desde a sua concepção até o seu descarte final. Cooper (1993) apresenta algumas vantagens da abordagem simultânea:

a) O processo de desenvolvimento de produtos torna-se mais intenso com muitas atividades sendo realizadas em um mesmo período de tempo, por diferentes pessoas;

b) Há uma chance menor de atividades ou tarefas falharem;

c) As atividades são executadas para encaixarem-se adequadamente umas às outras; d) O PDP torna-se multifuncional e multidisciplinar, pois todo o time trabalha ao

mesmo tempo, tomando parte nas revisões de fases e de projeto.

No trabalho de Chiochettam, Casagrande e Echeveste (2008) é realizada uma análise comparativa entre o modelo proposto por Rozenfeld (2006) e o processo de desenvolvimento de produtos de uma empresa do setor agrícola. A análise possibilita a identificação das fases que não foram adotadas pela empresa, colaborando na identificação de possíveis falhas em seu PDP, como por exemplo, a falta de definição de gates entre as fases, o que fragiliza o processo como um todo. Devido à introdução de novos produtos motivada pelo mercado, as empresas do setor siderúrgico devem dar a devida importância para a fase de preparação da produção, assim como apresentar um PDP estruturado, devido às suas características complexas (VARANDAS JUNIOR; MIGUEL, 2012).

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